História Persuasão - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Ally Broke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Drama, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani Kordei, Policial, Suspense
Exibições 51
Palavras 2.320
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Estou aqui novamente, boa leitura <3

Capítulo 22 - Capítulo 22 - Mudança


Lauren nunca fora boa para dar presentes, passou em uma loja de presentes e comprou algumas besteiras que não teriam tanta importância, ela estava preocupada em explicar a versão da policia sobre os fatos.

Comprou um maravilho buquê de flores e escreveu uma pequena carta com sua melhor letra.

“Não conheci como queria a pequena Ally, mas sei que ela foi uma excelente pessoa e amiga, esteve apoiando e protegendo as meninas até o fim, é uma verdadeira heroína de Cuba.”

Ela bateu na porta da casa parecida com a da senhora Cabello, ela estava tremendo e com vergonha do feito. Uma senhora loira abriu com um olhar interrogativo.

-Boa tarde?

-Olá, meu nome é Lauren... E eu... Sou... Do... FBI. – Ela disse FBI tão rápido que a mulher quase não entendeu. Mas assim que compreendeu arregalou os olhos e em poucos segundos eles ficaram vermelhos.

-Jerry, venha aqui! – Ela gritou para dentro da casa, em poucos segundos um senhor apareceu, ele era alto e careca. – Resolva isso, não estou afim de ouvir sobre nossa menina novamente.

-NÃO! Espera! – Lauren disse em um desespero absurdo. – Eu vim me desculpar. – Lauren quase não terminou a frase e levou um tapa na cara tão forte que sentiu uma leve tontura, a senhora era pequena mas batia extremamente forte. Lauren não a julgou.

-Agora você pode falar. – A senhora disse com um sorriso nada bom nos lábios. Jerry a encarava sem demonstrar reação alguma.

-Bom, eu era do esquadrão que estava atrás de Jane Ribeiro, infelizmente eu cruzei com o caminho de Allyson, ela armou um sequestro para mim e para uma de minhas parceiras, ela estava envolvida... Ela e as amigas apagavam os rastros dos mafiosos, então planejavam se render em meio ao nosso sequestro, quando uma das policias do nosso departamento descobriu nossa localização. Houve um príncipio de acordo, mas Camila ao se desarmar e jogar a arma no chão assustou Ally que estava escondida e altamente armada, eu nem sabia que ela era capaz de segurar uma arma daquele tamanho... – Lauren começou a divagar mas logo se concentrou. – Bom, ela começou uma troca de tiros com as policias que chegaram atrás de mim e de Mani, bom... Ela acertou dois tiros em uma as minhas o que chocou a outra que atirou diretamente nela. Essa é a nossa versão dos fatos. – Lauren suspirou e viu lágrimas saindo do casal.

-Eu sabia que aquela Camila era uma péssima influência. Ela é a causadora disso tudo! – Disse o tal do Jerry.

-Camila está em coma há três meses, senhor Brooke.

Isso pareceu assustar o casal.

-Bom, eu vim para me desculpar em nome do FBI, foi um erro de ambas as partes e agora não adianta jogar a culpa em alguém, Ally foi uma pessoa maravilhosa para Camz e DJ, eu trouxe essas coisas para vocês, não são grande coisa e não suprem a falta de uma filha, mas se precisarem de qualquer coisa, qualquer coisa mesmo. Podem contar comigo.

-E qual é o seu nome, policial? – Perguntou a mulher.

-Lauren, Lauren Jauregui. – Ela finalmente estendeu a mão livre para o casal que apertou formalmente. – Bom, era apenas isso mesmo. – Lauren estava incrivelmente tímida e sem graça perto do casal, mas eles foram receptivos.

-Não vamos oferecer um bolo porque não confiamos em você, mas aceita um café? – Jerry disse brincando.

-Na realidade, eu deixei Sofia no hotel, tenho muitas coisas para resolver. – Ela deu de ombros.

-Sofia... Cabello? Ela vai para os Estados Unidos? – Perguntou a mãe de Ally.

-Patrícia, não se meta! – Jerry a brandou.

-Não tem problemas, senhor Brooke. E sim, ela vai morar comigo lá, Camila sentia a falta dela, creio que possa ajudar em seu tratamento, não sei... – Ela passou os dedos pelo cabelo nervosamente. O casal entendeu e não questionou mais nada, despediram-se formalmente e Lauren voltou aliviada para o hotel, não havia sido de fato complicado, mas seu rosto ainda ardia.

No hotel Lauren deixou na cama exausta. Sofia se remexi na cama, estava ansiosa, sonhara em encontrar a irmã desde que a mesma foi embora e então do nada aparece uma estranha super simpática a levando para conhecer o lugar que mais imaginara como seria.

Por mais que não fosse fácil ver sua irmã lá depois de uma tortura absurda, ela ainda assim, estaria dando todo o apoio para a pessoa que mais respeitava em sua vida.

-Senhoria Jauregui... -A adolescente chamou, a policial resmungou baixinha, havia finalmente conseguido cochilar um pouco. – Oh, me desculpe... Você deve estar cansada da viagem e de tudo o que tem acontecido.

-Não tem problema pequena, pode falar. – Lauren se sentou na cama e completou. – E pode me chamar de Lauren ou Laur, não precisa de formalidades. – Ela sorriu simpática encorajando a garota a perguntar.

-Por que, de verdade, você está fazendo isso? – Ela perguntou na lata fazendo um frio subir pela espinha da policial. – Você namora a minha irmã, não é? Ou está arrependida da missão e sente-se culpada por ela estar numa cama de hospital... Ou tem uma quedinha por mim. – Ela piscou e as duas gargalharam alto.

-Que isso menina, você é dez anos mais nova que eu. – Lauren disse secando as lágrimas e aliviada com a descontração do momento, mas logo ficou séria de novo. – Pode ser esses motivos mesmo, os dois primeiros, claro. – Ela disse frisando bem “os dois”, fazendo a mais nova rir novamente. – Mas não namoramos, não tivemos a oportunidade de formalizar nada, era tudo tão perigoso e corrido... – Lauren estava com os olhos marejados e a menor pulou em seu colo e a abraçou.

-Kaki vai ficar bem, ela é uma mulher forte e eu acredito realmente no potencial dela e na persistência.

-Está mais para teimosia, Sofi. – Lauren riu e ficaram conversando durante horas. Lauren havia comprado as passagens e embarcariam no começo da tarde do dia seguinte. Pediram o jantar e logo dormiram ansiosas para o que lhes aguardava nos Estados Unidos, Lauren por ter uma nova rotina com uma adolescente e Sofia por ter a oportunidade que viver na América.

Ao chegarem, Lauren disponibilizou o quarto de hospedes para a garota.

-Seu quarto será esse, pode modificar ao seu jeito e quero que se sinta em casa, descanse e logo iremos ao hospital... Se você estiver pronta.

-Eu estou! – Sofia se esforçava ao máximo para falar o inglês e Lauren anotou mentalmente para dar aulas para a garota.

Sofi desfez todas as suas malas e arrumou o quarto ao seu jeito, colocou alguns posters, espalhou várias porta retratos de seus pais e sua irmã pelo quarto e arrumou as gavetas com suas roupas.

Lauren na sala avisara Mani que havia chegado com Sofi, queria que Dinah a visse então perguntou se poderia jantar com a garota no apartamento da mulata que aceitou prontamente.

-Antes de ir ver Camz, você vai conhecer uma amiga minha e rever a –

-DJ! Ela está aqui também? – Ela perguntou com os olhos brilhando.

-Ela está morando no prédio do lado. – Lauren riu. – Lembra dela? Você era tão pequena quando vieram para cá.

-Lembro vagamente, tenho algumas fotos com ela e com a... Ally... – Obviamente Sofia ficou sabendo do que acontecera com a amiga mais velha de sua irmã.

Descansaram um pouco, se arrumaram e foram de encontro com Dinah e Normani.

Normani abriu a porta e Sofia estendeu a mão educadamente para a tenente que sorriu abertamente ignorando a mão estendida e lhe dando um abraço caloroso.

-Bem vinda a família, baixinha. – Ela disse no ouvido da adolescente que sorriu tão grande que suas bochechas doeram. Dinah observou a cena não crendo no tamanho da adolescente, ela estava com muita dor nesse dia então estava sentada no sofá mas ao ver a garota deixou que ela viesse correndo em sua direção e a abraçasse com força.

-Caramba Sofi! Sua avó te deu fermento? Você está uma mulher! – Dinah dizia realmente assustada. -Aposto que os meninos brigam para ver quem vai ficar com a gostosona Cabello. – Sofi riu tímida e abraçou a mais velha novamente.

-Tão bom rever você DJ.

-Mas você era praticamente um bebê!

-Não esqueci a maioria dos momentos que passei ao lado de Kaki e em todos você estava lá. – Dinah não pode deixar de sorrir.

Trocaram mais algumas palavras de saudades até o clima ficar tenso.

-Alguma notícia do hospital, Mani? – Lauren perguntou de repente.

-Não, disseram que só vão falar contigo Laur. – Lauren tremeu, mudou de assunto e se serviram da comida japonesa que Dinah pediu.

-Isso está cru? – Sopia perguntou cutucando um sashimi com a ponta do hashi. Dinah a olhou incrédula.

-Em dezesseis anos você nunca experimentou comida japonesa?

-DJ! – Lauren chamou sua atenção. – Sim, meu amor. Está cru e essa é a graça. – Lauren pegou um garfo já imaginando que a garotaa não iria conseguir usar o par de hashi. – Mergulhe no molho e experimente.

Sofia o fez, a principio fez uma careta muito engraçada arrancando uma gargalhada de Dinah, Normani sorriu e Lauren a olhou preocupada.

-Se quiser, podemos pedir outra coisa.

-Não! Eu vou experimentar aquele ali. – Ela apontou para o sushi e se apaixonou. Comeu quase tudo deixando Dinah emburrada e com fome. Mas a mais velha não disse nada, apenas deixou Sofi aproveitar o momento.

Em algumas horas as quatro seguiram para o hospital em que Camila estava. Lauren deu seu nome da recepção e logo um enfermeiro apareceu pedindo para ela o seguir, a policial puxou Sofi para ir com ela.

A adolescente não queria admitir, mas um enorme medo tomava conta de si, queria ver sua irmã ali, viva e correndo com ela como faziam em sua infância. Ela sentira saudades da irmã, uma saudade esmagadora e lá estava ela, nos Estados Unidos e com a irmã ao lado, mas não esperava que fosse assim.

-Senhorita Jauregui, o quadro de Camila teve uma grande melhora. Mas não total... O hospital não pode mais segurar ela aqui, temos que desligar as máquinas. – Lauren congelou, Sofia se desesperou.

-Mas tem esperanças ainda? – A menor perguntou tremendo.

-Sim.

-Então por que caralhos vocês querem desligar as máquinas? – Lauren acordou e perguntou furiosa.

-O tempo, os gastos... Essas coisas. – Lauren bufou irritada.

-Saia daqui! – Ela gritou e seguiu em direção ao quarto puxando Sofia pela mão. – Sua irmã vai ficar bem, ok? Eu prometo! – Ela disse mais para si do que para Sofia, a garota chorava baixinho mas não disse nada apenas acenou com a cabeça.

Chegaram na UTI, colocaram as roupas para evitar a contaminação e entraram sem nem ao menos pedir permissão. Pela primeira vez em anos Sofi vira a irmã, só não imaginava que seria assim.

Ela sentia uma dor enorme em ver a irmã mais velha ali, a garota animada e sorridente, forte e inspiradora naquela cama, pálida sem cor alguma em seus rosto, com uma faixa sob sua cabeça e um magra como nunca, Lauren evitara olhar, sabia que sentiria seu coração se quebrar novamente.

Passaram horas ali, conversaram pouco apenas encaravam o rosto de Camila e apertavam suas mãos incentivando a garota a acordar.

Durante dias a rotina de Lauren mudara um pouco, ela ajeitou toda a papelada de Sofia, decidiu que a adoção seria o mais viável para a latina ter uma vida um pouco normal, o au pair não compensaria e nem seria nesse caso.

[N/A au pair é quando a menina (jovem, solteira e sem filhos) quer entrar no país para trabalhar como babá, por exemplo.]

A adolescente transferiu o dinheiro guardado em sua conta cubana para uma nova conta americana e congelou todas as suas movimentações (quase nulas) em Cuba, e iniciara uma nova vida nos Estados Unidos.

Lauren comprou roupas novas e a matriculou em uma escola pública muito boa da região, todo final de dia a policial dava aulas particulares de inglês para a adolescente e em dias ela já estava praticamente fluente.

Quando Camila completou onze semanas em coma o hospital mandou Lauren comparecer para conversar com ela e com a menor. Lauren tremia e suava frio, seu estomago estava embrulhado e não tinha muita noção de como chegar no ambiente.

Dinah, Lauren e Sofia entraram no hospital visivelmente abatidas e foram em direção a recepção dando o nome de Lauren.

POV Camila

Eu me sentia mergulhada em uma enorme escuridão, não conseguia me mover, abrir os olhos e nem nada, passei muito mas muito tempo assim, as vezes eu escutava vozes ao meu lado, Lauren estava lá.

Em todos os momentos ela esteve lá, ela dizia que tudo ficaria bem, que estava arrependida de ter me colocado nisso, que me amava e não conseguia me ver assim.

Em um momento eu a senti depositando um beijo tímido nas costas da minha mão direita, eu queria sorrir, queria dizer o quanto a amava e o quanto sentia falta de seus beijos.

Um certo dia eu ouvi uma voz diferente com um sotaque muito forte e a reconheci de imediato, Sofi! Eu queria levantar, correr e abraça-la mas eu não conseguia, não podia. O desespero e a saudade me dilaceravam e eu me mantive da mesma forma, sem sentir meu corpo de forma alguma.

Eu realmente não sei quanto tempo passei vegetando daquela forma. Até que passei a sentir meus dedos e escutei Lauren pulando do meu lado, em seguida escutei a porta sendo aberta ao seu lado e a voz de Sofia ao meu lado, não entendia o que falavam, era muito desconexo e rápido.

Eu queria correr até elas e as abraçar mais do que tudo então coloquei toda força que e tive para abrir meus olhos, sob muito custo. Logo me arrependi, a luz praticamente me cegou e senti dores absurdas no meu quarto, Lauren e Sofia ficaram quietas me olhando em choque.

Céus, Sofia! Ela estava linda, caramba, eu não tinha palavras.

-Oi Sofi. Oi Lauren. – Eu disse e a minha voz saiu trêmula e rouca.


Notas Finais


Primeira fase da fic concluída!!! <3333 Vou começar a segunda fase aqui mesmo.
Ia postar esse capitulo por volta das 17 horas, mas cá estou eu saindo mais cedo do serviço <3

O que aconteceu com Lucy?
Iglesias vai causar muito na balada ainda?
Vocês tem algum conhecimento a respeito do narcotráfico?
Quais serão as sequelas da Camz?
QUerem mais drama, ação, romance?
Comentem aqui para eu saber direitinho qual a linha que vou seguir na próxima fase <3


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