História Pertencer - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Jazmin, Luna Valente, Matteo, Monica, Simón
Tags Âmbar, Karol Sevilla, Luna Valente, Lutteo, Matteo Balsano, Michael Ronda, Ruggarol, Ruggero Pasquarelli, Simon, Sou Luna, Soy Luna, Valentina Zenere
Visualizações 234
Palavras 2.398
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Escolar, Festa, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Geeeeeeeeente, quero pedir desculpas pela demra. mas é que tô cansada demais esses dias, ainda me adaptando a nova rotina, mas pode deixar que não abandonei tá? Tô sempre pensando na história. Agora possivelmente voltarei a escrever mais regularmente, pq começou luna e tenho que ficar acordada, então escrever será um bom pretexto para isso kkk

Tá aí a continuação do capítulo anterior. Espero que gostem viu? Vou responder todos os comentários. Estavam empolgados em? *-* [email protected] [email protected] vocês ♥

Obrigada demais por ainda estarem aqui viu? De coração.
Agora vou indo. Boa noite e boa leitura ♥

Capítulo 23 - Capítulo 23


Capítulo 23

Y al fin comprendí quién soy en verdad si me confundí ya no hay marcha atrás (Nada ni Nadie) 

 

 Entre Valente. — Quando entrei, Matteo estava sentado em uma cadeira de frente para o senhor Rey, com uma posição de derrotado, a testa apoiada em uma das mãos. E naquele momento eu realmente senti medo do que estaria por vir. 

 

— É-é... o senhor... bem, o senhor queria falar comigo? — Olhei de relance para o Matteo mas ele simplesmente não se moveu da posição em que se encontrava. 

—Sim, a senhorita pode se sentar, per favore. —  Rey apontou para a outra cadeira vaga e eu obedeci, vendo-o sentar-se de frente a nós dois, lentamente. Só aí, Matteo levantou a cabeça e começou a prestar atenção ao que estava sendo dito naquela sala. 

— Você tá cometendo uma injustiça. —  A voz do Matteo rompeu o pequeno silêncio que se fez. 

O ar estava tão pesado que parecia ter sido cortado com um facão. 

— Matteo, o assunto já não é mais com você. 

— Mas essa merda não é justa. Ámbar é uma louca, você sabe muito bem disso. 

E o os dois travaram uma briga de olhares que eu fiquei sem entender. Do que estavam falando? Que injustiça era essa? A única coisa que tinha certeza é que não estava ali graças a uma ligação dos meus pais. 

— Vocês poderiam me dizer o porquê de estarmos os três aqui? 

— Luna, chegou a nossa coordenação uma denúncia contra a senhorita e o docente Matteo. Haviam fotos e tudo que pudesse comprovar que vocês dois estão tendo uma relação além da sala de aula, o que aqui na Accademia delle Arti Sceniche é terminantemente proibido. 

— Besteira, Rey. Besteira. 

— Zitto, Matteo. Já falei com você, agora preciso conversar com a senhorita Luna. Se você não quiser ouvir saia da sala, mas não me interrompa de novo. Sua situação está péssima e acredite, pode piorar. 

A coisa realmente não estava boa. Olhei para  Matteo e pela primeira vez, desde que entrei naquela sala, nossos olhares se cruzaram. Eu podia ver uma ponta de desespero em seus olhos e rapidamente minhas costas enrijeceram. Não acreditei que a Ámbar tivesse chegado tão longe. 

Eu não sei no que resultaria aquela conversa, mas para mim, qualquer coisa que viesse era realmente lucro. Na verdade, aquela altura já não me importava. Eu não fazia mais parte daquela escola, qualquer veredito era indiferente. Porém o Matteo? Ele pode ter sido um babaca comigo, mas a Accademia é a vida dele, sei disso. 

— Do que o senhor tá falando? — Tentei com que minha voz saísse firme, mas falhei miseravelmente. 

— Não precisa criar desculpas como se deu ao trabalho o Matteo, certo? Vamos tornar essa conversa mais fácil. 

— Não fale assim com ela, cara. Não precisa disso. — Matteo levantou da cadeira e eu fiquei observando aquela cena, sem saber o que esperar do final. 

— Saia! 

—O quê? — A voz do Matteo ficou mais aguda do que eu nunca tinha ouvido. 

— Saia da minha sala, você não tem mais nada o que fazer aqui  e está me atrapalhando. 

— Puta merda Rey. Isso é sério? É realmente necessário? 

— Saia! — Agora quem havia se levantado fora o diretor. 

Matteo parou de frente para mim, se abaixou diante da minha cadeira e me olhou por alguns segundos. Seus olhos brilhavam como se ele fosse chorar a qualquer momento. 

— Mi dispiace. — Ele sussurrou e se levantou, batendo a porta da sala tão forte que fez com que meu corpo pulasse em um susto. 

— Desnecessário. — Rey revirou os olhos e voltou sua concentração para mim. — Mas como eu ia dizendo. Você assinou um contrato quando entrou aqui, senhorita Luna e nele constavam as regras pelas quais nós temos muito respeito. Não sei se a senhorita não leu o que estava assinando, que tenho que dizer é um grande erro e isso é assunto para outra conversa, mas nesse contrato também estavam as punições. 

Engoli seco. Pelo jeito como o Matteo saiu da sala, imagino qual era a tal punição. 

— Do que se trata? 

— Expulsão, senhorita Luna Valente. Você e o Matteo Balsano estão sendo convidados a se retirar da Accademia. — E meu queixo caiu. 

Eu estava esperando ouvir aquela resposta, no entanto, quanto ela foi realmente dita, senti a sala girar ao meu redor. Não acredito que eu estava sendo expulsa. Não acredito que o Matteo havia perdido o emprego. E pior, não acredito que tenha sido culpa da Ámbar. 

 

POV MATTEO

Bati a porta da sala do Rey e fiquei um tempo parado no corredor, olhando para ela. Um nó se formou na minha garganta e eu tive uma vontade irritante de chorar. Chorar não resolveria meu problema naquele momento, muito menos o da Luna. Na verdade, nada resolveria. 

A Ámbar tinha conseguido o que queria, acabou com o meu emprego e com o sonho da mulher que amo. Só queria encontra-la para esfregar a cara daquela desgraçada no chão e fazê-la se arrepender amargamente de ter feito da minha vida um inferno. Quem ela estava pensando que era? 

Nunca valeu nada, nunca me valeu de nada. 

Esteve todo esse tempo se dando mais valor do que de fato tinha e eu ainda dei corda para essa psicopata... doente. 

E como num estalo, saí corredor a fora atrás da Ámbar. Sei que qualquer coisa que fizesse não iria adiantar, porém, só o fato de poder dizer tudo na cara dela e se tivesse tempo, cuspir, para que ela se sentisse a pior das criaturas, seria gratificante. 

Bati todas as salas daquele andar e fui achá-la na sala dos professores, lendo um livro, como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse acabado de jogar uma bomba na vida de todos. 

— Você é uma maldita de uma desgraçada. — Me inclinei para sussurrar em seu ouvido e vi o pequeno corpo trepidar de susto. 

— Ah, olha quem veio me procurar. Sabia que mais cedo ou mais tarde isso acabaria acontecendo, mi amore. — Ámbar fechou o livro tranquilamente, colocou-o sobre a mesa e se virou para mim, com um sorriso sínico no rosto. 

Puxei sua cadeira com força, fazendo um barulho incômodo soar pela sala e ao invés de apenas um sorriso a mulher soltou uma gargalhada. 

— Tá nervoso? 

— O que você tem nessa sua cabeça, em? Tô sem a droga do meu emprego, satisfeita? 

— Para de drama, Matteo. Com o dinheiro que você tem, esse emprego era só um passa tempo na sua vida. Pelo amor de Deus. — O descaso no tom de voz só fez com que eu ficasse ainda mais irritado. 

— Cale a boca. Cale a porra da boca. Cada hora que você fala, faz meu ouvido ruir. O que tem na cabeça? O que pensa da vida? Sua vidinha de merda é tão mediucre assim que precisa destruir a dos outros? A Luna veio do outro lado do mundo e agora simplesmente tem que ir embora porque você é uma louca. Uma mulher que não sabe ouvir não, que não sabe perder, perder na verdade o que nunca teve. Uma mulher fútil o bastante para achar que significa alguma coisa, quando na verdade não significa niente. Ou melhor, é um baita de um estorvo. 

Os olhos enfurecidos me fitavam com uma intensidade que eu nunca tinha visto antes. Se tinha um lugar onde mexer na Ámbar, era com seu brio.  

Eu não sei porque se tornou uma pessoa tão mesquinha, só que eu não era obrigado a ser respingado com toda aquela imundice. 

— Você acha que é assim? — Ámbar se levantou da cadeira e veio em minha direção. — Acha que pode brincar com os sentimentos dos outros e sair bem disso tudo? Tá me julgando como se eu fosse a louca, a única errada da história. Mas olha para você. Olha para você jogando com o que os outros sentem. Jogando com o que eu sinto. Típico do Matteo, certo? Fazer as besteiras e depois vir jogar a culpa nos outros. Eu não inventei nada, você realmente estava se relacionando com uma aluna. Agora aguente as consequência. E se seu amorzinho vai embora, bem... Tchau para ela, que a rata volte do buraco de onde veio. 

— Sabe de uma coisa? Eu tenho pena de você, da sua vida, da pessoa que se transformou. 

—  Não preciso da sua pena. — O tom de voz que era sereno, agora se transformara em um grito. 

— Mas é isso que você vai ter de mim e de todo mundo. Vai acabar sozinha, Ámbar. E sabe de uma coisa? Bem feito. Posso ter errado com você, mas nada justifica ter tirado o meu emprego e a possibilidade de Luna de estar na Accademia. Conviva com isso, se é que você tem alguma consciência dentro dessa sua cabeça oca. 

— Odeio você! — Balancei a cabeça em sinal de negativo, virei as costas e fui embora. 

Entrei naquela sala querendo matá-la e saí com pena da merda de futuro que ela vai ter. Sozinha e amargurada, como a mãe. 

Agora tinha coisas mais importantes para pensar, como por exemplo, ajudar a Luna. 

 

POV LUNA

Eu realmente tentei falar com o Matteo depois da conversa com o diretor, mas não o encontrei em lugar nenhum e nem soube de alguém que o tivesse visto. Não é para menos, se a coisa estava ruim para mim, que de qualquer forma não iria ficar na Accademia, imagine para ele, era seu emprego, que tinha lutado para conseguir. 

Não sei como alguém pode ser como a Ámbar, querer ver o mal do outro, não sei. E apesar do Matteo ter feito aquilo comigo, de ter estado com ela de novo, não acho que merecesse essa facada nas costas. 

Era uma pena não poder dizer adeus. Eu queria me despedir. Pelo menos fechar essa etapa com uma imagem boa de nós dois, que não fosse a vadia no colo dele. Mas infelizmente já não tinha mais tempo. Simón me avisara que o táxi estava lá na portaria me esperando e eu tinha de voltar ao México. Não podia exigir mais dos meus pais, não tinha como ficar em Roma sem o visto de estudante e não podia deixar minha família sozinha. Eram muitos pontos que contavam contra mim, no fim das contas a Ámbar tinha mesmo ganhado. Ela tanto disse que aquilo tudo não tinha acabado que enfim conseguiu o que queria. Com êxito! 

— Vamos Luna, o táxi buzinou de novo. 

A cara triste do Simón me deixou ainda mais desanimada. Dava para ouvir o chorinho baixo da Jazmin, vindo da sala.  

Como o que estava perfeito, podia ter se transformado nessa tragédia grega? 

Peguei minhas malas e saí arrastando pelas rodinhas, até o corredor. 

—  Você tem mesmo que ir? — Jazmin levantou sofá, limpando as lágrimas que lhe caiam pelo rosto e cruzou os braços, se encolhendo inteira. 

Pela primeira vez não vi a Jaz falando bobagens, querendo me pôr para cima ou qualquer coisa do tipo. Sei que parece egoísmo da minha parte, mas saber que eles sofriam nem que fosse um pouquinho pela minha partida, aquecia meu coração. Pelo menos havia conquistado alguma coisa naquele lugar. 

— Mas você sempre terá o México para visitar. Cancún é lindo, acredite. 

— Não quero ir para Cancún, eu nem gosto de sol, Luna. — Jazmin soltou um soluço e veio me abraçar. Não faltaria a piadinha nem nesse momento. Sorri. — Não vai não. 

— Tenho que ir, mas a gente vai se falando por telefone, tá? 

— Fazer o quê né? Pelo amor de Deus, veja essa coisa de fuso horário porque não quero ninguém me ligando de madrugada. — Minha amiga revirou os olhos e Simón riu. 

— Estava séria demais para ser verdade né, mulher? Que isso. Mas pode deixar. 

— Tchau Luna. Eu ia te leva no aeroporto, mas você não quer. 

— Não amigo, é melhor assim. Menos lenga, lenga. — Lhe dei um sorriso reconfortante e nos abraçamos. 

Fiquei olhando os dois, Jazmin com o braço entrelaçado ao do Simón, cabelo bagunçado, olhos vermelhos e ele me fitando compenetrado, sem chorar, mas claramente chateado. Uma lágrima começou a se formar em meus olhos e eu respirei fundo, tinha de me controlar. Mas não posso dizer que não sentiria falta. 

(...) 

A última chamada para o voo para o México já tinha sido anunciada. Eu tive a tola sensação de que o Matteo apareceria ali em algum momento, mesmo sem ter a mínima ideia de que eu estava voltando para casa. Sei lá. Só senti. Então esperei, esperei até a última chamada e pensei em esperar até a mulher do alto falante chamar pelo meu nome. Mas seria em vão. 

Matteo não viria. 

Ele tinha seus problemas para resolver. 

Fui em direção ao portão de embarque, passei pelo apertado túnel que levava à porta do avião, entreguei minha passagem a aeromoça que pegou no mesmo instante, com um sorriso simpático. E pela primeira vez, desde que saíra do colégio, desde que soubera tudo o que tinha acontecido por causa da Ámbar, eu chorei. 

Quando olhei para trás, a porta do avião se fechou e ali, naquele momento, o fato de que tudo realmente tinha acabado, se concretizou da forma mais dolorosa possível. 

— Está tudo bem senhora? — Senti a mão da comissária me afagar as costas e só aí percebi que estava soluçando no meio do corredor. 

Fiz sinal de positivo com a cabeça e me direcionei até minha poltrona. 

Era isso, tchau sonho! 

(...) 

POV MATTEO

Toquei insistentemente a campainha da casa da Luna, mas parecia que aquele troço estava quebrado porque ninguém vinha atender. 

— Droga! —  Dei um murro na porta e ela se abriu. 

— Ei, quê isso? — SImón apareceu, me olhando com uma expressão confusa, mas não tinha tempo para perder com ele. Precisava falar com a Luna, precisava ajudá-la. 

Entrei no apartamento, chamando por ela, mas a única coisa que tive como resposta foi a voz da Jazmin. 

— A Luna foi embora. 

—  Como é? Tá, eu sei que ela não quer falar comigo e na verdade nem sei o porquê disso. Mas chama ela por favor, é sério. 

— A Luna foi embora, tá surdo. 

— Jazmin não tô com paciência para as tuas palhaçadas. 

— É verdade, Matteo. Luna foi para o México. 

— Tá falando sério? 

— Infelizmente. 

— A Luna? No México? 

Deixei meu corpo cair sobre o sofá que já havia visto dias melhores. 

Não podia acreditar. 

Ela tinha ido embora. 

 

  

Tradução: 

 

Italiano 

Zitto - Cale a boca 

Mi dispiace - Me desculpa 

Niente - nada 



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