História Pétalas - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Suga
Tags Desafiowingsawake, Sobi, Sope, Yoonseok
Exibições 99
Palavras 6.672
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom eu não tenho muito o que falar para essa oneshot ainda não superei... eu não sei se vocês vão sentir o mesmo que eu quando escrevi, mas se si, boa leitura e boas lágrimas a todos vocês ♡

Capítulo 1 - Capítulo único


Não conseguia parar de rir, nem parecia que hoje havia acordado de mau humor, Hoseok tinha aquele efeito sobre mim,  ele alegrava meu dia, coloria  o meu  mundo e me deixava mais idiota. O sorriso dele me deixava em um bom astral, suas brincadeiras me divertiam e o seu olhar me hipnotizava.  Éramos melhores amigos, mas eu sempre quis muito mais do que isso, infelizmente a insegurança sempre falava mais alto, tinha medo de perder a sua amizade se revelasse meus sentimentos.
 

Respirei fundo buscando por ar, meu abdômen já estava doendo por ele ter me feito gargalhar com as suas palhaçadas. Ele sabia que eu estava estressado com a faculdade e com o meu estágio, como era o meu último ano tudo parecia mais corrido e cansativo o que me deixava nervoso e irritado. Fiquei sorrindo encostado em seu ombro ainda o olhando, eu não conseguia evitar de me sentir a pessoa mais sortuda do mundo por tê-lo ao meu lado, mesmo que não fosse da maneira que desejava, eu não precisava de um romance por mais que eu quisesse, somente o fato dele estar ali ao meu lado como sempre já me fazia ser a pessoa mais feliz do mundo.  


Eu mudava da água para o vinho perto de Hoseok e sempre foi assim, desde que nos conhecemos no colegial, eu era meio rebelde, inconsequente, irritadiço e rabugento. Depois que eu conheci ele e nos tornamos amigos com o passar do tempo eu ainda continuei o mesmo, mas não ao seu lado. Eu queria fazer tudo certo e pensava em meus atos para não o colocar em furada, não queria que ele se machucasse em alguma confusão das quais eu costumava me envolver e por causa disso me mantinha calmo. Ainda continuava rabugento, porém Hoseok sabia como me fazer esquecer de todos os problemas com suas  piadas e brincadeiras idiotas, quando menos eu me desse conta estava eu ali, rindo como se não houvesse um amanhã e me juntando a si em suas brincadeiras.


— Yoongi, falta apenas dois meses para o fim do ano, logo você estará formado — Ele disse parando de tocar sua flauta com o nariz. Eu ainda não estava conseguindo o levar a sério depois do que ele havia feito e dei uma pequena risada respirando fundo mais uma vez.


— Eu sei, Seok, mas mesmo assim parece que não vai acabar nunca — Expliquei.


— Exagerado — Negou com a cabeça passando o braço sobre meus ombros me puxando para mais perto de si sorrindo abertamente para mim olhando-me nos olhos.


Engoli um pouco a seco descendo meus olhos para sua boca por breves segundos e me senti sem jeito, eu não estava sabendo disfarçar o que sentia por ele mais. Não sei como ele ainda não havia notado os meus sentimentos. Me soltei de si antes que eu fizesse algo a qual viesse me arrepender depois e me deitei no sofá em que estávamos, usando suas coxas como travesseiros. A mão de Hoseok foi aos meus cabelos os afagando. Fechei meus olhos me sentindo mais relaxado com o carinho.


Ser mimado por ele era uma das muitas vantagens de morarmos juntos, quando o colegial acabou não havíamos pensado duas vezes em pegar nossas economias de quase uma vida e comprar aquele apartamento, seus pais ajudaram o que fez termos um bom lugar para morarmos e sem tantas preocupações. Nem tudo era divertido quanto parecia, no começo foi complicado conciliar nossas personalidades opostas. Hoseok aceitava meu mau humor e minhas reclamações muito bem, mas era só eu esquecer uma toalha em cima da cama ou deixar um prato sujo na pia sem lavar que discutíamos por horas até eu desistir de argumentar e estender a toalha na porta do guarda-roupa ou então lavar a louça suja. Hoje em dia isso já virou um hábito, as vezes ele brinca dizendo que me adestrou bem, o que rende em uma careta minha e uma gargalhada bem alta daquele idiota. 

Não existia momentos ruins o bastante quando eu tinha meu melhor amigo por perto, eu me sentia seguro e queria o proteger.  Hoje eu posso afirmar com certeza que o homem que eu me tornei se deve muito a ele. Se não fosse ele ainda poderia ser o mesmo de antes,  eu comecei a mudar por ele, foi inconsciente, eu apenas não queria que ele fizesse o mesmo que eu, que se metesse em brigas ou não se preocupasse com o seu futuro. Eu era um preguiçoso e vagabundo. Vivia falando que queria que o mundo se fodesse, eu tinha muitos problemas com os meus pais e acabava ficando meio sem chão, eu não admitia que estava mal com a situação,  entretanto, Hoseok me compreendia sem eu ter que falar nada, era o olhar dele que me acalmava, seu sorriso que me animava e sua presença que me fazia querer ser alguém nessa vida. Ironicamente após conhecer  Hoseok passei a me dar melhor com os meus pais, me tornei uma pessoa mais calma e paciente, além de ser alguém que se esforçava por mais que a preguiça ainda existisse.

— Você está pensativo — Ele riu.

— Estou pensando em como você me fez ser uma pessoa melhor — Expliquei. 

— Você também me fez ser alguém melhor — Hoseok olhou para baixo e eu para cima. Sorri, ficava feliz por termos ajudado um ao outro ser uma pessoa melhor. 


Os dedos de Hoseok deslizaram pelas minhas bochechas. Acabei mordendo meu lábio inferior com um pouco de força tentando controlar a vontade que tinha de dizer que o amava bem mais do que deveria, que o queria como meu namorado, para sempre estar ao meu lado. Estava cada dia mais complicado me controlar, eu já havia perdido boa parte da minha sanidade, eu não sabia raciocinar e não agia racionalmente tanto quanto eu deveria. Hoseok se abaixou todo para conseguir beijar a minha testa e ele se demorou me deixando nervoso, seus lábios estavam tão perigosamente perto de mim, meu coração ficou acelerado.

Involuntariamente, agindo por um impulso, quando Hoseok se afastou de mim voltando a ficar com as costas ereta, eu fui me levantando ficando bem mais próximo de si, meu peito encostou em seu braço e minha mão virou o seu rosto para o meu lado, acariciei sua bochecha me aproximando ainda mais roçando os nossos narizes e fiquei surpreso quando Hoseok não se afastou e sim fechou os olhos, não resisti ao meu desejo, meus lábios tocaram os seus lentamente, com leveza. Fechei meus olhos com força estando nervoso, porém me acalmei quando senti a mão de Hoseok sobre a minha,  ele entrelaçou nossos dedos os apertando fazendo bico para tentar colar mais os nossos lábios, o que me fez rir levando a minha mão que estava em seu rosto para a sua nuca o puxando ao mesmo tempo que ia para frente esmagando seus lábios com os meus.

A mão de Hoseok estava gelada e um pouco trêmula assim como a minha. Eu conseguia escutar o barulho do meu coração de tão alto que batia, eu não sabia explicar o que sentia era como se eu fosse desmontar a qualquer momento. Poderia ser apenas um selinho demorado, mas tinha tantos significados.  Eu era correspondido.  Talvez eu tenha perdido tempo demais para tomar alguma atitude, mas isso não era problema, tínhamos toda uma vida pela frente para ficarmos juntos.

Movi meus lábios contra os seus de forma lenta os encaixando,  Hoseok prendeu meu lábio inferior com os seus dentes puxando-os me fazendo suspirar baixo. Pedi passagem com a língua deslizando entre seus lábios, ficando ainda mais ansioso quando ele concedeu o que pedia. Era tudo lento e curioso, nossas línguas se tocavam superficialmente no começo, estávamos nervosos e até desajeitados.

O ar acabou e de uma forma um tanto arfante o beijo foi rompido, entretanto,  mantivermos naquela mínima distância olhando um nos olhos do outro. Sua respiração batia contra o meu rosto se misturando com a minha me deixando levemente tonto. Não demoramos a voltar colar nossas bocas em um beijo um pouco mais intenso que o anterior, porém ainda insuficiente levando em conta o quanto de sentimentos eu guardava para si.

— Se eu soubesse que era correspondido tinha te agarrado antes — Hoseok murmurou contra meus labios. Acabei rindo do seu comentário o puxando para mim o apertando contra o meu corpo. Sentia uma felicidade absurda tomar conta de mim. 

— Não preciso nem falar que estamos namorando, certo? — questionei rindo escuntando Hoseok gargalhar e morder meu lábio inferior em seguida o puxando com os seus dentes.  

—Precisa sim, quero um pedido oficial — Comentou. 


— E por que tem que ser eu a fazer o pedido? — Protestei.

— Quem é o Hyung?  — Sorriu maroto.

— Ei, por que eu sou apenas o Hyung quando lhe convém? — me indignei com aquele fato.

—  Vai, não seja chato  — Pediu me fazendo suspirar. Aquilo era vergonhoso para mim, Hoseok tinha mais facilidade com as palavras do que eu, isso era injusto.


— Seok, quer namorar comigo?  —  perguntei baixo desviando o olhar.

—  Yoongi, pede direito!

—  Hoseok da pra só aceitar ser meu namorado logo?


— Não,  tem que pedir de um jeito fofo — Protestou.

— Ah não força —  Reclamei.

Ele riu me puxando para si e me apertando ainda mais, seus lábios voltaram a se colar aos meus os pressionando, me pegando um pouco de surpresa pela iniciativa, mas apreciei isso,  afinal significava que ele me queria também. Hoseok puxou-me pela camisa, enquanto eu apertava sua cintura fortemente, era difícil fazer as coisas estando sentado no sofá, porém tentava ir com calma, tínhamos todo o tempo do mundo para aproveitar um ao outro, sem pressa.

— Seok —  o chamei, falando contra a sua boca o escutando resmungar —  Namora comigo? Seja meu para sempre? —  Pediu tentando ser fofo como ele queria lhe dando vários selinhos. 

—  Claro,  óbvio, lógico, mil vezes sim  — Respondeu sorrindo abertamente.

Acabei rindo adorando vê-lo daquela forma, podia até estar agindo como um bobo, mas Hoseok valia completamente  a pena.

[...]


Talvez fosse apenas uma  impressão minha, mas de toda forma estava  preocupado com o fato de achar Hoseok abatido. Ele parecia estar ficando cansado muito facilmente, ele sucessivamente passava a ficar com menos fôlego quando nos beijávamos e mesmo eu não o apertando fortemente várias manchas roxas marcava-lhe sua pele. Hoje sequer fui para a faculdade, sentia-me angustiado com a ideia de deixá-lo sozinho em casa. Havia notado que Hoseok estava com febre, mesmo que ele negasse, ele suava e estava com a temperatura elevada. Hoseok alegou que estava apenas com um gripe e que eu não deveria perder aula ou dia de trabalho por  isso, mas  acontece que eu estou preocupado, não conseguiria o deixar em casa sozinho daquele jeito, em minha cabeça ele precisa de mim, e nada me faria mudar de ideia.


— Yoongi... É sério isso pode lhe causar problemas, eu estou bem — sua voz saia baixa e ele estava escondido em baixo do cobertor sentindo-se com frio. 


— fica quieto — Mandei trocando o pano que estava sobre sua testa para tentar diminuir a sua temperatura. — Se amanhã não estiver melhor vamos ao médico — avisei.

Vi ele bufar como uma criança o que me fez rir, me abaixei lhe dando um selinho demorado acariciando o seu rosto. Eu precisava cuidar bem do meu namorado, as vezes ele era como uma criança e por isso era necessário eu lhe dar alguns puxões de orelhas para se cuidar direito, assim como ele vivia fazendo comigo.


[...]

Passamos o dia no hospital fazendo vários exames o que me deixava preocupado, o médico parecia estar suspeitando de algo. Hoseok apenas parecia piorar, sua febre sempre estava alta e as manchas que aparecia pelo seu corpo não tinha explicação. Hoseok ficava reclamando de ser submetido a tudo aquilo, ele odiava hospitais, eu sabia disso, mas era necessário. Naquele momento parecia até uma mãe preocupava com o seu filho, pois me encontrava todo inquieto, Hoseok estava deitado em uma maca  em um quarto de três pessoas, enquanto eu ia atrás do médico seguindo uma enfermeira que foi me chamar. Pelo visto o resultado havia saído, aquilo me deixou tenso, pois se queriam falar comigo a sós deveria ser algo sério, ao contrário não teria porquê esconder do meu namorado os seus resultados.

Assim que chegamos ao consultório, vi a enfermeira bater na porta e assim que o médico disse um "entre", a mulher abriu a porta para mim, entrei vendo o doutor com um prontuário na mão, ele me olhava e estava com uma cara séria, não queria ser pessimista, mas era complicado isso, tudo parecia suspeito demais.


— Senhor Min,  você tem contato com os familiares do paciente?  - perguntou-me formal.

— Sim...


— Sugiro que entre em contato com os pais dele, Hoseok precisará de todo apoio possível  — Falou.


— O que deu no exame? — Perguntei me sentindo terrivelmente tenso. 

— Bom... Foi diagnosticado leucemia...

— Leucemia? — praticamente gritei me sentindo assustado com o que ele havia me falado. Não era possível, Hoseok não tinha isso, ele estava bem, isso era só um pesadelo!

— Tenta se manter calmo — O médico tentou me acalmar.

— Calmo? Como pode me pedir para manter a calma nessa situação?  — Estava ficando ainda mais nervoso com aquela afronta.

— Eu sei que está sendo difícil para você, mas você precisa ficar bem, dar apoio para Hoseok...

— Q-Que tipo é  a leucemia? — perguntei o interrompendo mais uma vez.

Câncer não era o fim do mundo, havia tratamentos, tudo ficaria bem, Hoseok iria se tratar, não podia me desesperar e pensar no pior. Respirei fundo tentando me manter estável, mas não consegui controlar as lágrimas que escapavam de meus olhos. Nunca havia chorado na frente de ninguém em toda a minha vida, mas a possibilidade de perder Hoseok me tirou completamente dos eixos, eu não sabia o que era alto-controle mais.

— sentimos muito, mas pelo que tudo indica, Hoseok está com leucemia crônica —  Ele suspirou — Senhor Min, serei sincero com você, iremos fazer um tratemos para tentar prolongar a vida dele no máximo que pudermos, mas vai depender muito de Hoseok lutar e ser forte e mesmo assim... — negou com a cabeça — a chance que ele sobreviva por mais de  seis meses são mínimas, pelo diagnósticos percebemos que os sintomas demoraram muito a aparecer e o estado dele já está crítico demais...


Me sentia surdo. As palavras saiam todas abafadas. Parecia mentira. Um pesadelo. Hoseok não poderia ter no máximo seis meses de vida, isso era loucura, ele não poderia me deixar. Olhava para a boca do médico abrindo e fechando, mas não parecia que ele emitia realmente algum som. Eu também não conseguia evitar de derramar cada vez mais lágrimas, tudo doía demais, nunca havia sentindo uma agonia tão grande, estava desesperado. Eu não conseguia acreditar em nada, eu queria que aquela mentira acabasse. Que raiva! Hoseok não estava com câncer, estavam todos mentindo para mim!

[...]

Estava dentro do banheiro daquele hospital a quase dez minutos, perdi a conta de quantas vezes lavei meu rosto para conseguir parar de chorar, meus olhos estavam vermelhos e inchados. Havia ligado para os pais de Hoseok, expliquei o que havia acontecido e eles ficaram obviamente desesperados. Eu não era a  melhor pessoa para dar a notícia a Hoseok, deixei isso para o médico e seus pais. Esperava que ele me perdoasse por isso, mas era um verdadeiro covarde, não tinha coragem de o encarar. Era um incompetente que não podia salvar o amor da sua vida, Hoseok iria morrer e eu não tinha como fazer nada, um merda de inútil, era isso que eu era. 

Tomei fôlego, me olhei no espelho e tudo que eu via era como eu conseguia ser um ser decadente. Sempre que precisei Hoseok estava do meu lado, me apoiando e dando carinho. Agora que era a minha vez de honrar tudo que ele sempre me fez sem cobrar nada em troca, eu  estava dentro daquele banheiro chorando e sendo um covarde. Aquilo me enfurecia.


Sequei meu rosto com os papeis toalha, os amassei  e joguei no lixo em seguida saindo do banheiro finalmente. Tomei coragem e andei até a porta do quarto onde Hoseok estava, a porta estava fechada. A coragem que reuniu sumiu e não consegui entrar, me encostei no batente e percebi que escutava vozes, talvez eles ainda não tenham terminado de contar para ele.


— Ele está muito abalado — Escutei a voz do médico.



— Pai... Vai atrás dele... Ele não pode ficar assim sozinho e... e eu preciso do Yoongi aqui —  a voz de Hoseok saia em um tom choroso e aquilo me desesperou completamente.


Senti nojo de mim.


Hoseok estava sofrendo me querendo por perto enquanto eu agia como um covarde chorão. Não importava como eu me sentia, "eu" não era o que importava. De forma alguma.


Abri a porta do quarto entrando vendo que Hoseok estava assustado e com algumas lágrimas escorrendo pelas suas bochechas. Seus olhos foram até mim e ele forçou um sorriso triste, meu coração se despedaçou,  a vontade de chorar voltou, mas dessa vez me controlei, não choraria na frente de Hoseok, eu o conhecia melhor do que ninguém, sabia que ele odiava causar sofrimento nas pessoas mesmo que indiretamente.


— Desculpa — pedi me sentando na beirada da cama ao seu lado e ele logo me agarrou escondendo o seu rosto na curva do meu pescoço, tratei de afagar os seus cabelos com carinho.


Sentia algo úmido deslizando pela a minha pele, molhando minha camiseta e obviamente não demorei a perceber que era por Hoseok estar chorando, aquilo me machucou profundamente de uma forma absurda. Olhei para seus pais que estavam em péssimo estado e em seguida para o médico de expressão inexpressiva, mas não podia culpá-lo, afinal das contas, aquele era somente o seu trabalho. O que me incomodava de verdade era ver Hoseok mal e chorando, eu podia não ser útil para ajudá-lo a vencer a leucemia, mas seria em proteger o seu sorriso, independente do preço que eu tivesse que pagar para isso. Nunca abandonaria meu namorado a própria sorte, eu o amava e iria cuidar de si, não me importava o que os médicos dissessem, mas mim Hoseok nunca iria morrer, enquanto ele estivesse ali comigo, era a única coisa que realmente me importava.

[...]

Havíamos voltado do hospital para casa, os pais de Hoseok havia insistido para que o filho voltasse para casa, sinceramente esta  a ideia mais sensata, mas eu não queria ficar longe de Hoseok, eu queria cuidar dele. Bom, Hoseok queria o mesmo, já que negou no mesmo minuto e disse que eu cuidaria dele, todos me olharam como se eu fosse negar e eu sorri no mesmo minuto, apertando meu namorado, o vendo me olhar aliviado por eu aceitar, como a eu fosse recusar algo assim. Seus pais não sabem de nada, desconhecem o fato de sermos namorados e infelizmente teria que ser assim, não era momento para revelações, o que menos precisávamos naquele momento era de brigas. 



— Eu quero isso, por favor não me negue! —Hoseok me segurava pela camisa com firmeza me olhando nos olhos sem hesitação.



—Mas... É  cedo ainda não estamos namorando a nem uma semana, tem certeza disso?


— Eu quero fazer amor com você enquanto ainda posso, amanhã vai começar o tratamento... por favor... ou você não quer?  — perguntou triste tentando limpar as lágrimas.


— É claro que eu quero — Neguei aquela estupidez, eu o amava e o desejava, apenas estava hesitante por ser muito de repente o seu pedido.


Deitei Hoseok na cama com cuidado, beijando as suas bochechas secando suas lágrimas com os meus lábios, me doía o coração pensar em tudo que estava lhe acontecendo, tentei não me perder naquele misto de sensações e medos, queria lhe fazer se sentir melhor e  confiante que estaria para sempre consigo independente do que acontecesse. Iria lhe dar todo o porto seguro que precisava. Como eu me sentia não era o importante ali, o meu medo de perde-lo não deveria ser levado em consideração, porque necessitava fazer de cada dia de Hoseok um melhor do que o outro independente do que acontecesse.


Eu tinha uma missão e  essa missão era fazer Hoseok se sentir feliz mesmo que o mundo estivesse desabando.


Debotoeei sua camisa, botão por botão, com calma, querendo prolongar aquele momento o máximo possível, gravando cada detalhe de seu corpo em minha mente. Quando a camisa estava aberta, deslizei minha palma pelo seu torso sentindo a textura macia de sua pele.

Meus lábios foram ao seu pescoço, onde distribuir beijos deixando-o arrepiado. Sorri pelo efeito que lhe causava e cuidadosamente sugava a sua pele, com um zelo que não sabia que tinha, eu me importava tanto com ele, o amava de forma absurda, não conseguia evitar de ser carinhoso e nem queria, ele merecia sempre o melhor de mim, pois ele me fez ser essa pessoa que sou hoje, eu devo tanto a Hoseok, ele sempre foi a minha luz, minha esperança e eu agora iria lutar, tentaria sem parar ser a sua, lhe proteger e lhe encorajar. Eu não podia deixar o sorriso de Hoseok desaparecer.


Escutei um suspiro mais alto de sua parte conforme descia a minha boca para o seu torso, meus lábios envolveram um de seus mamilos, brinquei com a minha língua naquela área sensível, me senti excitado com os gemidos que Hoseok deixava escapar, aqueles sons manhosos estavam me enlouquecendo pouco a pouco. Apertei sua cintura sem muita força para não machuca-lo conforme acariciava seu peitoral com os meus lábios, ocasionalmente criava algumas marcas avermelhadas manchando a sua pele delicada.  Desci ainda mais, mordendo sem força a sua barriga, enquanto,  desabotoava sua calça jeans.


Me ajoelhei na cama puxando a sua calça a tirando e jogando-a no chão voltando a ficar por cima de si, dobrando uma de suas pernas beijando a sua ante-coxa percebendo Hoseok ficar inquieto, minha mão foi a sua intimidade a estimulando, enquanto os meus lábios o atiçava  em carícias. Hoseok estremecia abaixo de mim, deixando-me afetado, seus gemidos eram-me eloquente, estava ansioso para lhe dar o máximo de prazer que eu pudesse, queria que fosse mágico a nossa primeira vez juntos, desejava lhe fazer se sentir bem. Puxei a sua roupa íntima o despindo quase que por completo, ele me olhava com as bochechas avermelhadas, parecendo envergonhado, não conseguir deter o sorriso que nasceu em meus lábios, ele era perfeito.


— Você é  lindo — Falei mordendo meu lábio inferir fortemente.


— Não me iluda — Reclamou emburrado me fazendo rir.


— Você é  a pessoa mais linda do meu mundo.


— Não vale, só tem eu em seu mundo — Reclamou novamente.  


Ri ainda mais voltando a subir em cima de si o beijando com ternura e desejoso. Hoseok me agarrou, deslizando as pontas das suas unhas curtas pelas minhas costas deixando-me completamente arrepiado. Não me prolonguei  no ósculo desta vez, voltando a me abaixar, envolvi sua intimidade com a minha boca iniciando  uma felação lenta arrancando gemidos altos, o que me excitava. Suas mãos foram aos meus cabelos os apertando e puxando conforme sentia mais sensações exatasiantes que eu lhe proporcionava. 


Tomei todo o cuidado do mundo para poder o preparar, ficando preocupado com cada som que Hoseok deixava escapar, eu queria apenas lhe dar prazer, fazer de hoje um momento marcante de forma positiva. A primeira vez doía e temia que ele não gostasse, entretanto cada gemido mais alto que ele soltava me fazia ter a certeza que ele se sentia bem com o que eu fazia.  Sem pressa memoriza a as curvas de seu corpo com as minhas mãos, lentamente gravava o seu gosto sugando-o com volúpia e demoradamente lhe tomava para mim.


— Pare de me torturar —  Ele pediu e eu já não tinha mais força para freiar as minhas vontades.



Parei o que fazia elevando o meu corpo, me despi rapidamente  ficando logo em seguida  sobre si entre suas pernas me encaixando com cuidado. Respirei profundamente, Hoseok parecia tão nervoso quanto eu. De maneira alguma eu queria machuca-lo, eu me esforçaria para tornar aquilo o mais especial possível. Encarei relutante seus belos olhos, buscando qualquer sinal de arrependimento. Entretanto, apesar de notar traços ansiosos e inquietos, não vi nenhuma sobra de hesitação, o que me incentivou a continuar. Se aquilo fizesse meu Hoseok feliz, eu não desistiria.


Comecei uma penetração lenta e calma, era extremamente apertado e eu tinha dificuldade em continuar o ato. Senti o maior estremecer e prender a respiração, depositando em si um olhar preocupado quando percebi seus olhos marejados. Quis parar. Ver suas lágrimas e expressão dolorida era tudo que eu menos queria.


— Continue… — Escutei sua voz em um timbre baixo, suplicante.


— Está te machucando… — Comentei preocupado, recebendo um olhar obstinado e decidido em troca.


— Por favor, Hyung.


Droga! 


Segurei em suas coxas continuando a me enterrar lentamente dentro de si, quando finalmente estava por completo tratei de o relaxar, beijando o seu rosto e lhe tocando querendo lhe transmitir sensações boas, para que a dor passasse, não gostava de lhe causar desconforto, era tudo o que eu menos queria. Me sentia meio mal em estar sentindo tanto prazer com ele daquela forma, mas somente de estar dentro dele sentia um enorme desejo de gozar dentro de si o mais fundo que conseguisse ir. Era um misto de pensamentos, eu o amava e me preocupava, mas também sentia desejo e ânsia de me movimentar. 


— Hyung, se mova — Pediu encravada suas unhas curtas em minhas costas, era um pouco dolorido, ao mesmo tempo que excitante.


— Está sentindo dor?  — Perguntei com a voz rouca em prazer tentando me controlar, mas era complicado quando se tratava da pessoa que você mais amava e desejava no mundo. 


Mais?


Não.  


A única pessoa que eu amava e desejava tão profundamente assim era Hoseok. Nunca existiria outro em seu lugar e jamais existiu também.  Ele seria para sempre o meu primeiro e único amor. 


— Eu quero você, por favor, Hyung, não me faça esperar mais — pediu me puxando pela nuca colando os nossos lábios em um beijo apaixonado.


O ósculo soava um pouco perdido e desesperado, era uma bagunça de sentimentos que nós dois sentia-mos.  Ele não necessitou me pedir uma segunda vez a sua vontade,segurei em sua cintura começando a investir contra o seu corpo, inicialmente de uma forma lenta o que me delirava em prazer. Hoseok gemia abafado contra a minha boca, enquanto suas unhas deslizavam para baixo arrancando alguns fiapos de minha pele.  A ardência em si era-me prazerosa. Seu corpo apertado me engolia, fazendo-me gemer rouco e aumentar um pouco a intensidade dos meus movimentos conforme notava Hoseok se acostumar. 


Afastei minha boca da sua para lhe dar um pouco de ar, tomei suas mãos com as minhas as pondo para cima entrelaçando os nossos dedos, enquanto, meu corpo não freiava  seus movimentos, criando um ritimo ao qual julguei agradável para nós dois. Fitava o rosto de meu namorado e ele era incrível, me dava tanta satisfação ver seu rosto avermelhado se contorcendo de prazer. Seus olhos semicerrados lutavam para se manter abertos para não perdemos o contato visual, algo que julguei absurdamente sensual. 



Acelerei as estocadas a medida que seus gemidos torvavam-se mais sonoros e lascivos. Capturei desajeitadamente seus lábios mais uma vez, em um selo rápido e estalado antes de correr meus lábios em seu pescoço com beijos úmidos e fortes chupões. Eu tinha a imensa necessidade de marcar sua pele, eu nunca me considerei alguém possessivo, mas com ele era diferente, quase incontrolável. Queria que todos soubessem que pertencíamos um ao outro, que vissem as marcas do nosso amor. Sorri satisfeito ao ver o rastro vermelho e molhado em sua tez macia. Não diminui os movimento uma vez sequer durante o processo, fazia tudo com deleite e alegria, estar com Hoseok sempre foi algo extremamente gratificante. Temo ter ficado complemente dependente dele, de seus sorrisos, seu olhar, suas risadas. Não conseguia mais me imaginar longe dele, não via mais um futuro sem ele. 


Tomei seus lábios novamente, mas dessa vez com lentidão e calma. Modismos nossas línguas em uma dança sensual e quase ensaiada. Eu não queria perdê-lo. Em determinado momento pude sentir o gosto salgado de minhas lágrimas mistura-se ao beijo, não deveria estar chorando, mas eu o amava tanto, tanto. Eu apenas não pude segurar com o pensamento de não tê-lo mais ao meu lado.

Sabia que Hoseok havia percebido, mas não queria abrir os olhos ainda, queria eternizar aquele momento. Senti suas mãos macias limparem de leve meus olhos, com a intenção de enxugar as lágrimas que teimavam em cair sem minha vontade. O beijo havia se findado mas eu não fui capaz de me afastar, acabei apertando-o fortemente contra meus braços. Eu deveria ser forte por nós, não deveria estar chorando, mas eu estava com tanto medo.

— Eu te amo — Sussurrei o olhando e sorri abertamente.


A única coisa que importava naquele momento era eu e Hoseok, nada mais importava, éramos felizes juntos e precisamos lutar, pois é a única coisa a qual somos capazes, jamais iriamos desacreditar do "nós". Hoseok sorriu abertamente murmurando tão baixo "eu que te amo idiota" transformando aquela agonia em algo fraco perto de tudo que éramos juntos.


Naquele clima de amor e prazer, dos nossos corpos se tornando apenas um chegamos ao nosso ápice juntos com a certeza que estaríamos juntos independente do que acontecesse até o fim, eu sabia que Hoseok não era desistir e ele sabia que eu nunca desistiria de si.

[...]



Segurava na mão de Hoseok tentando o manter calmo enquanto ele estava sentado naquela espécie de cadeira-sofá com o outro braço sobre o apoio recebendo soro e o medicamento da quimioterapia. Daria tudo certo. Pensava a todo momento nisso, eu não podia desistir e pensar que ele iria morrer, aquilo não ajudaria em nada, eu queria que Hoseok lutasse e ficaria ao seu lado para lhe segurar todas as vezes que ele caísse. O faria se levantar com o meu apoio e o meu amor até o último segundo, iriamos conseguir passar por isso, pois Seok é  forte, eu sei que ele ficará bem, eu tenho confiança nisso, pois é  a única coisa que me deixa firme, Hoseok não precisa de alguém fraco ao seu lado nesse momento, eu não consigo sequer imaginar como ele deve estar se sentindo, o máximo que eu posso fazer é  tentar deixar o seu dia o mais leve e feliz que puder.


Quando percebi que seu olhar estava vago e triste tratei de puxar a mão que segurava levando até perto do meu rosto beijando  as costas dela, Hoseok me olhou e brevemente suas bochechas se avermelharam, seu sorriso era um pouco envergonhado. Movi meus lábios formando a palavra "fofo" e o vi fazendo bico como uma criança, senti meu coração doer,  se eu pudesse trocava de lugar com ele sem pensar nenhuma vez, queria poder carregar a sua dor, seu sofrimento, não queria o ver  daquele jeito, não era justo para uma pessoa tão maravilhosa como ele, aquela inutilidade estava me matando, não poder fazer nada era desesperador.


— Yoongi, tudo vai ficar bem, não fica mal — Ele me pediu provavelmente notando o meu olhar.


— Eu te amo — Falei o pegando de surpresa.


Beijei sua mão novamente,  o olhei profundamente nos olhos. Aquela frase tinha muito mais peso do que simplesmente o significado.  Não tinha como eu ficar bem vendo a pessoa que eu amava estando mal, enquanto eu estava impotente. Hoseok puxou a minha mão para perto do seu rosto a beijando. Abri a minha mão soltando a sua e a levando para a sua bochecha, a acariciando, me senti melhor quando ele sorriu mais sincero e não pareceu mais triste como antes.


Havia ganhado meu dia.

[...]



Secava as lágrimas de Hoseok, beijava todo o seu rosto e ajeitava a toca em sua cabeça, seus cabelos estavam caindo cada vez mais, além dele estar bem magro e debilitado. Hoseok estava sensível e chorando fácil,  o que me machucava.  Eu queria ter super poderes e o curar, para ver a alegria retornar para si completamente como antes, ele antes era tão saudável e animado. Estava fazendo o meu melhor, mas mesmo assim sabia até não era o suficiente, eu não era capaz de salva-lo e isso me matava por dentro dia após dia.

— Eu tô feio — Falou chorando — Eu tô feio demais para você — completou berrando. A verdade era que o seu emocional estava todo abalado.

— Não está não, você está lindo, você sempre será perfeito para mim não fala essas coisas vai me deixar bravo — Lhe dei um selinho, mas ele virou o rosto se recusando a me beijar.


— minha boca tem gosto ruim — explicou fungando, as lágrimas não paravam de cair, ele estava sofrendo e isso me perturbava, odiava o ver daquela maneira.

— Eu não ligo — segurei em seu queixo fazendo ele virar o seu rosto para mim com cuidado.


— Mentiroso... — sussurrou.


— Não sou — neguei abraçando a sua cintura deixando os nossos corpos colados.


Ele abraçou o meu pescoço me  olhando hesitante, ele se sentia inseguro e eu entendia suas razões. Sorri para si tentando não chorar junto,  eu estava tão preocupado com a sua saúde, não fazia nem dois meses que descobrimos de sua doença e ele já se encontrava daquela maneira, eu não queria pensar que ele iria embora, mas era tão tortuoso o ver morrendo dia após dia, convalescendo, deixando de ser a pessoa que sempre foi.


Beijei seus lábios fechando os meus olhos sentindo o  tempo se perder, era só eu e Hoseok, um momento calmo e feliz, tudo estava bem porque eu o tinha, mas eu não conseguia esquecer do medo que tinha de perde-lo, não conseguia achar justo isso, tudo que eu queria era poder trocar de lugar com ele, era a única coisa que eu desejava para não vê-lo mais sofrendo dessa forma.


Conforme o beijo foi aprofundado, pude sentir o gosto de remédio junto a algo amargo, não era um gosto agradável, mas o beijo era perfeito, porque era de meu Hoseok então eu não ligava para o gosto, ou para a imagem física dele, eu o amava e o amor não precisa de nenhum dos sentidos, ele existe sem a visão e o paladar. Mesmo que um dia não estejamos mais juntos, o nosso amor vai continuar, pois ele não precisa da audição e nem do tato. A única coisa que sempre vai estar presente são os nossos sentimentos e isso me machuca, porque cedo ou tarde iremos nos separar  para sempre.


Senti algo úmido escorrer e me assustei afastando-me de si vendo que seu nariz estava sangrando novamente, peguei uma toalha de rosto a dobrando colocando sobre seu nariz o tampando para não parar o sangramento, o segurei com firmeza o carregando para fora do quarto  para levá-lo ao hospital.  Sempre que isso acontecia eu sentia um medo incalculável de perde-lo. 

[...]

Fazia cinco meses que Hoseok  foi diagnosticado com leucemia e fazia uma semana desde que o tratamento foi cancelado, não por Hoseok ter se recuperado, seu corpo não aguentava mais resistir. Por conta do pavor de Hoseok por hospitais e a inutilidade da medicina em seu caso, o médico permitiu ele passar seus últimos dias em casa, seus pais passavam a maior parte do tempo com aqui com ele,  enquanto eu olhava de longe. Quando eles iam embora eu que cuidava do meu namorado, eu  que dava banho, ajudava a se alimentar e o socorria quando passava mal. O carregava no colo com facilidade, nunca havia sido alguém muito forte, mas Hoseok ficou tão magro que pesava o mesmo que um travesseiro para mim.  Estava velando o seu sono como sempre fazia ajoelhado no chão acariciando o seu rosto, a sua aparência estava horrível e aquilo me feria completamente, vê-lo daquela forma era uma tortura, no fim Hoseok não era nem metade do que poderia ter sido e a culpa não era sua,  era de ninguém na verdade, não havia quem culpar, era o acaso, simplesmente a vida.



— Yoongi... — Ele sussurrou tão baixinho que eu sequer fui capaz de escuta-lo com exatidão.


— Sim, Seok?  — Perguntei notando que ele tentava abrir os olhos, mas que não tinha forças nem para isso. Sentia uma imensa vontade de chorar, mas segurava o máximo para não deixar escapar, não queria que ele ficasse mal por mim.


— obrigado.. por... Não ter desistido da gente — falou deixando as lágrimas deslizarem pelo seu rosto — E me desculpa por tudo...


Aquilo me fez sentir vontade de gritar em puro pavor, estava soando como uma despedida. Talvez fosse como todos diziam, seria melhor ele descansar, mas não conseguia pensar assim, eu seria um ninguém sem o Hoseok, tudo o que eu era devia-se a ele. Me recuso a aceitar que ele se vá, eu o amo mais do que tudo,   eu não posso ficar sem a sua presença, eu sou fraco para isso, jamais conseguiria.


— Nem pense em me deixar hen — avisei tentando sorrir sentindo meus lábios tremerem.


— Prometa... Prometa seguir em frente — falou me ignorando.


— Seok, por favor....


— Eu não quero ir, queria poder ficar e sonhar um pouco mais, mas eu sinto Yoongi, está na hora de partir... Não é  que eu queira, só não tem mais como, sabe? Eu te amo de verdade,  mas...


— Hoseok me desculpa por tudo, eu sinto muito por não te salvar... — O abracei com cuidado estando em pânico pelo rumo daquela conversa, uma terrível angústia me apoderava.


— o que você está dizendo? - Riu fraco colocando a sua mão sobre minha cabeça afagando meus cabelos com dificuldade — Por sua causa eu tive uma vida feliz,  você me fez a pessoa mais contente e mesmo depois de tudo eu ainda sinto vontade de sorrir por ter tido você, obrigado Yoongi... obrigado por tudo. Eu te a...  — Ele não terminou a frase é sua mão ficou sem mover-se o que me deixou confuso.


Como um filme em câmera lenta, elevei meu rosto vendo seus olhos abertos, opacos, ele não respirava e ainda sorria como se estivesse feliz. Tudo  girava e eu me sentia terrivelmente tonto, me agarrei em Hoseok com força chorando desesperado, tudo que havia segurado durante todos esses meses escapavam sem pausas. Um grito permanecia  preso em minha garganta, era irreal, um pesadelo, não conseguia acreditar, o silêncio estava sendo um barulho ensurdecedor, queria ouvir o coração do meu amor batendo, sentir seu hálito contra o meu, queria seus toques, seus sorrisos vividos, o queria de volta.


Não existem palavras para descrever a dor de uma perda, não existe tempo que cure as feridas de um adeus.

[...]



Talvez eu nunca possa voar, como as pétalas de flores, asas, assim como outras coisas, são impossíveis. Talvez eu não possa tocar o céu, mas, mesmo assim, quero estender a minha mão, quero lhe alcançar, eu quero tentar correr, apenas um pouco mais, para ver se chego até você.


Eu só estou andando e andando na escuridão sem volta, eu me perdi completamente sem a luz de seu olhar sobre mim.  Os momentos felizes perguntaram-me se eu estou realmente bem...  A resposta é  sempre uma negativa, a felicidade se perdeu a muito tempo, penso em você Hoseok o tempo todo, não posso desistir, mas você está incansável agora para um alguém como eu.


Assim,  pela segunda vez, eu segurei seis flores em minhas mãos, felizmente  dessa vezes as rosas não são para você, talvez seja um erro, talvez você nunca me perdoe, mas eu vou seguir onde as pétalas forem para tentar buscar o caminho até você.


Notas Finais


Bom foi isso...

Eu espero que tenha ficado ao menos um pouco comovido com a história eu realmente me esforcei para passar sentimento. Enfim... gostaram?

Beijos e obrigado a quem leu até o final :3


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