História Pétalas d'água - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amelia, Drama, Nathan, Originais, Psicologia, Romance
Exibições 4
Palavras 1.369
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpe a sinopse fraca, não sabia dar inicio a essa história, minha primeira original.
Espero que goste.
Boa leitura.

Capítulo 1 - Glicínias brancas


Fanfic / Fanfiction Pétalas d'água - Capítulo 1 - Glicínias brancas

Nathan

-Vai ficar tudo bem Lara, na próxima consulta trabalharemos  mais sobre seu divórcio, se cuide.-Digo fechando a porta aliviado por ter me livrado daquela mulher irritante, pelo menos por hoje. Faz tempo que não pego um paciente tão insuportável quando ela.

Ainda faltam 20 minutos para meu próximo paciente entrar, Mariah, minha secretaria, havia me dito que seria mais uma adolescente problemática, duas tentativas falhas de suicídio e se recusava a procurar tratamento para sua depressão , o que não faltou em meu consultorio foram adolescentes revoltados com seus jeans rasgados e fones de ouvido ensurdecedores reclamando de seus pais/irmãos/namorado(a).

Me preparava para mais uma vez bancar o psicólogo preocupado e amável com uma garota que eu mais queria que tivesse sido bem sucedida numa das  tentativas de suicídio anteriores. Aproveitei o tempo que me sobrava para tomar um café na cafeteria a frente ao prédio onde é meu consultório.

Ao retornar ao consultório notei uma menina baixa de cabelos cacheados castanho escuro e olhos cor de mel sentada num dos sofás da sala de espera, sua pele estava entre o branca e morena, estava acompanhada de um homem alto e branco de cabelos negros lisos e olhos verdes, apesar de muito diferentes este deveria ser seu pai.

A menina balançava as pernas ansiosamente, com um sorriso inocente que lhe adornava perfeitamente o rosto de feições retas porém finas e femininas, o homem mantinha um olhar sério sobre o ambiente. Peguei a ficha que Mariah me estendeu olhando o nome nela escrito, "Amélia ..." olhei a foto e novamente para a menina sorridente e meiga agitada em silêncio no sofá antes de retornar os olhos para a ficha, "Duas tentativas de suicídio por overdose de medicamentos. Depressão. Comportamento agressivo.", aquilo seria interessante, a garota que vi quando entrei, nunca passaria pela minha cabeça que seria a tal "problemática" que eu trataria. Chequei o nome de seu responsável na ficha.

-Senhor Jonh.-Estendi o braço oferecendo lhe um aperto de mão, o mesmo o aceitou.-Me chamo Nathan e serei o psicólogo de sua filha Amélia.-Disse sorrindo para a menina, que retribuiu inclinando a cabeça e abrindo mais seu sorriso já presente,apesar de em sua ficha constar 16 anos, parecia ter apenas 12.-Vamos para meu consultorio.-Fiz sinal para que me seguissem, sentia os olhos da menina fitarem minha nuca, mas aquilo não me incomodou.

-Então Nathan, o senhor já deve ter lido a ficha de minha filha, faz tempo que estamos preocupados com seu estado mental, ela não fala sobre isso com ninguém, ela se afastou dos colegas e amigos repentinamente e se isolou de tudo, costumava ser uma menina tão amável e carinhosa, mas mudou sem mais nem menos, espero que o senhor consiga trazer minha garotinha de volta. Depois que ela tentou...-Ele se engasgou com as próprias palavras.- Nós...Não conseguimos mais deixa la sozinha por medo de que ela tente novamente.

A menina andava pelo consultório observando os quadros, tocando as quinas dos móveis e deslizando os dedos sobre os livros nas prateleiras. Movia os lábios lentamente como se estivesse conversando com o vento, parecia alheia ao discurso emocionado do pai, parecia nem sequer estar ali, ela flutuava em sua essência observando cada detalhe da decoração de meu consultorio, o que admito que gostei, pois decorei com certo esforço.

-Eu terei que ir agora, gostaria que o senhor fosse mais que apenas o psicólogo dela.-Disse o homem num sussurro, olhando preocupado a filha que parecia hipnotizada com a estante de livros.-Ela precisa de alguém que a ouça, mas que a entenda também.

O homem se levantou, apertando minha mão e se dirigindo a filha, depositou lhe um selar na testa e a abraçou, ela apenas mantinha o mesmo sorriso e olhar, como se sua expressão fosse ensaiada e muda la mesmo que minimamente arruinaria  sua performance.

O homem deixou a sala, mas a menina continuava em silêncio, sem me olhar.

-Pode se sentar. Vamos começar agora?-Digo o mais amigavelmente que posso.

Ela continua parada a frente da estante, procurava algo talvez.

-Pode pegar, procurando algum em especial?-Pergunto me aproximando.

Seu sorriso não se mostrava mais presente, sua face estava serena mas seus olhos não refletiam.

-Amélia?Você está bem?-Perguntei tocando seu ombro.

-Ah...-Acho que a tirei de algum pensamento profundo.-Desculpe, aqui é muito bonito, gostei da decoração.-Sua voz era suave, doce.

-Obrigado, decorei sozinho.-Fiquei feliz com o elogio, fora muito difícil encontrar aqueles móveis a venda.-Vamos começar? Sente onde quiser.-Disse a guiando de volta para o centro da sala. Ela se sentou na ponta direita do sofá, mais distante de mim.

-Sobre o que quer falar para começarmos?-Me sentei em minha poltrona e cruzei os dedos em meu colo, a olhava nos olhos, procurando qualquer sinal de reação.

-Você gosta de ler muito, não é?-Perguntou olhando em sua volta as diversas prateleiras de livros.

-Sim, é um hábito que eu mantenho desde de novo, você lê com frequência?-Notei que ela evitava olhar para mim.

-Eu comecei a ler faz pouco tempo, ainda não li muitos livros...-Disse cruzando a perna direita sobre a esquerda e a balançando. "Ansiedade, timidez" anotei em meu caderno.

-Já decidiu um género ou autor favorito?

-Romance e drama, um pouco de suspense. Hm...Nenhum autor favorito por enquanto.

Ela pousou uma mão no assento e com o cotovelo no braço do sofá apoiou seu rosto sobre a outra mão, seu vestido era branco com um florido de diversos tons de azul, agora que estava com o rosto virado, notei usava brincos de pedras em forma de borboletas azuis combinando com a gargantilha branca com uma única pérola violeta. Por estar de pernas cruzadas, exibia uma boa parte de suas coxas grossas, apesar de pequena, a garota possuía um belo corpo. "Fofa" escrevi, rabiscando logo apos, estava ali para ajudá-la com seus problemas, não para que ela se tornasse um problema para mim.

-Vou ser direto Amélia, por que motivos você se sente infeliz?-Perguntei a observando mudar sua postura enquanto se virava para mim.

-Não sou infeliz.-Respondeu, exibindo um sorriso apenas de lábios.-Se você se refere as tentativas de suicídio,-Deu ênfase em tom de deboche."Agora sim pecidiu uma adolescente." Sorri inteecidinte-Eu tentei de fato me matar uma vez, mas a outra foi um acidente, eu estava sentindo dores e me esqueci que já havia tomado a dose permitida... Eu não seria estúpida de insistir no erro.-Pareceu ofendida com essa suposição, seus lábios formaram um "biquinho", reconsiderei escrever novamente "Fofa" no papel, mas me contive.

-Fico aliviado de que não se sinta mais assim.-Digo sorrindo.

-Eu nunca fui infeliz na verdade...Nathan?-Disse em tom de pergunta, afirmei com a cabeça.-Eu apenas me cansei da rotina e como ela parecia não ter saída, eu improvisei.

-Sua família não ficaria arrasada se te perdesse?-Voltei a caneta para o papel, esperando poder anotar sua reação sobre pergunta.

-Eu estaria morta, não poderia me importar muito com isso, sabe?-Seu tom sarcástico me surpreendeu um pouco."Sarcasmo" anotei junto as demais características de sua personalidade, dei mais um risco em "Fofa".

-Você já tentou se matar alguma vez?-Ela havia se sentado perto de mim enquanto eu olhava o caderno. Dessa vez olhava fixo em meus olhos,  ela me analisava agora e não mais o contrário.

-Não, mas já pensei em fazer.- Disse sem desviar meu olhar do seu.

-Motivo?-Perguntou virando o rosto para a janela.

-Infância difícil.-Respondi de forma seca, não queria dividir meu passado com uma criança como ela. Procurei o que ela observava, eram as flores na árvore próxima da janela.

Me levantei indo em direção a janela, a abrindo e pegando delicamente um "cacho" de suas flores(Era uma árvore de glicínia branca). A menina me olhava com certa curiosidade.

Me voltei para ela lhe entregando um curto véu de pequenas flores brancas.

Ela as pegou exitante, corando quando nossas mãos se tocaram. Segura o cacho branco como se fosse uma preciosidade frágil.

-São bonitas...não são?-Ela sussurrou aproximando as flores do rosto para cheira-las.

-Sim,vocês são.-Digo admirando o sorriso que se formou em seus lábios carnudos."Não vai ser difícil ser mais que apenas psicólogo dessa criatura doce."

Desde de que entrei, foi a primeira vez que a vi sorrir verdadeiramente, ela corou ao ver que eu a encarava, abaixando o olhar novamente para as flores, os dedos acariavam suavemente as pétalas, ela continha o sorriso nos lábios teimosos, quase num bico. Não me importaria de faze-la sorrir assim novamente. Olhei em meu caderno, a palavra "Fofa" rabiscada ainda era visível.


Notas Finais


Escrevendo um trecho durante uma aula vaga na escola, pensei que talvez isso pudesse render uma história.
Gostaria de saber sua opinião.
Obrigada por ler até aqui.


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