História Pétalas de Sangue - Capítulo 2


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Anna, August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Elsa, Emma Swan, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Amor, Charlize Theron, Emma Swan, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Medieval, Once Upon A Time, Onceuponatime, Queen Ravenna, Ravenna, Regina Mills, Romance, Swan Queen, Swanqueen, Swen, Violencia, Zelena Mills
Visualizações 72
Palavras 3.518
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello, sweeties! Acho que demorei um pouquinho para atualizar essa história sangrenta de amor, mas enfim, estou aqui e trouxe um novo capítulo para vocês. Espero que não me matem por algumas coisas, sou uma pessoa boa rs
Muito obrigada pelos comentários e favoritos! Confesso que não esperava por essa recepção tão rápida em um capítulo só. Cada comentário e favorito me instigam a continuar, então comentem sem pena nessa bagaça, sempre que puder irei responder vocês.

Só um aviso: Regina gosta de sangue e não é pouco.

Nas notas finais irei sempre deixar uma música que certamente irá ser tema do capítulo.

Boa Leitura.

Capítulo 2 - Chapter II


Fanfic / Fanfiction Pétalas de Sangue - Capítulo 2 - Chapter II

 

Holy water cannot help you now
(Água benta não pode te ajudar agora)
A thousand armies couldn't keep me out
(Mil exércitos não podem me impedir de entrar)
I don't want your money, I don't want your crown
(Eu não quero seu dinheiro, eu não quero sua coroa)
See I've come to burn your kingdom down
(Eu vim para incendiar o seu reino)

O céu obscuro de Misthorfen aos poucos vai cedendo lugar a imponência dá lua. Sua soberana se encontrava em pé no alto da torre mais alta do castelo olhando aquele tapete estrelado e obscuro. Às íris castanhas ainda mantinham a tonalidade opaca, sem vida, um avelã que não tinha a mesma beleza de antes. A frieza e sordidez da alma de um dos seres mais maquiavélicos eram estupefatas na face inexpressiva. As longas madeixas negras encontravam-se soltas formando uma cortina lisa de fios obscuros sobre os ombros da rainha, no topo de sua cabeça tinha alguns acessórios que se assemelhavam as penas de pássaros, todas feitas e adornadas em ouro. Os globos avelãs olhavam aquela lua que estava no seu estopim bem no meio do céu, olhava de maneira mórbida e solitária. Poderia julgar sua vida como uma miserável, que não possuía muitas coisas como a de outras, mas parava para pensar que fazer a vida de outras pessoas ficarem pior do que a sua, se tornava praticamente​ um sopro de vida.

Tinha acabado de chegar da floresta. Estava aborrecida depois daquele momento infortúnio com aquela caçadora e suas companheiras. Já tinha ouvido falar dela, visto a gravura de seu rosto desenhado em papiros que ficavam presos nas árvores e cidades do reino, mas nunca a tinha conhecido pessoalmente. A fama da loira não era lá essas coisas, ainda mais por ser de baderneira e acuso de roubos. Emma era mais esperta, sempre conseguia se safar das emboscadas que mancomunavam contra ela, mas de certa forma as pessoas já tinham se acostumado com sua presença.

Uma risada rouca pode ser ouvida brevemente naquele lugar, às gotículas de sangue escorriam dos cantos da boca da mulher. Uma moça virgem estava com a garganta rasgada e um buraco no lugar do seu coração. O órgão pulsante e ensanguentado estava na mão direita da rainha, a mesma apertava aquele coração como se pudesse aliviar muita coisa que sentia, apertava como se pudesse alivia-la dos seus piores tormentos. Ela poderia ter o arrancado sem causar aquele estrago, mas gostava de ver as pessoas agonizando com a dor e sentir o sangue morno escorrer entre seus dedos, então, arrancou o coração da mais nova a sangue frio mesmo. Quando ela lembra que jamais poderá se livrar dos infortúnios de sua vida, apenas cessa a risada e deixa o coração virar pó em sua mão. Regina mexe a mão esquerda fazendo o corpo da moça ser arremessado em uma distância demasiada, ele ficou preso em um gigantesco muro de espinhos perto do castelo, lá já tinha corpos de pessoas servindo de comida para os corvos. Aquilo poderia ser visto há distância, ainda mais pelo fedor da carne em decomposição.

─ Verme!

Regina chupa os dedos sujos de sangue e se vira saindo dali. O frio castigava tudo que era lugar, seu humor não estava lá essas coisas e poderia esfolar um vivo que ousasse lhe importunar naquele castelo. Desceu a escadaria da torre elegantemente, estava descalço, gostava de sentir o chão gélido em contato com seus pés. Os diamantes negros cravejados nas paredes do castelo brilhavam minimamente com as chamas trepidantes das tochas presas nas paredes. Passou a língua entre os lábios quando chegou a uma ala que dava acesso a cozinha, viu uma das criadas passando com uma bandeja repleta de vinho que provavelmente seria para alguns soldados. A morena pegou uma taça de supetão fazendo a moça se assustar.

─ Assustei você minha jovem?

Ergue a sobrancelha esboçando um sorriso desdenhoso enquanto levava a taça de vinho aos lábios. Fechou os olhos degustando a bebida púrpura com gosto, amava vinho, ainda mais quando eles eram providos das vinícolas de Misthorfen. A moça deglutiu seco maneando a cabeça em sinal negativo, após abaixou a mesma com os olhos arregalados. Regina segurou o queixo da menina a fazendo lhe olhar, esboçou um sorriso perverso entrelaçando a mão na cabeleira ruiva da menor, após a puxou pelos cabelos a fazendo derrubar a bandeja no chão. Regina arrastou a moça até um quarto escuro que tinha no corredor, quando entraram, selou o local com magia e encostou a moça na parede violentamente.

─ Acho que a informação que aprecio sangue de virgens chegou aos seus ouvidos, não é mesmo?

As órbitas de Regina brilham em um tom achocolatado se destacando no breu do local. Ela poderia ver nitidamente a face temerosa e até curiosa da jovem, estalou a língua rasgando o vestido da menor de cima abaixo a deixando completamente nua. Contemplou aquele corpo virgem de toques íntimos, sua boca salivou ao ver os pomos expostos da ruiva, deu uma risada puxando o bico dos seios dela com força a fazendo soltar um grunhido. A olhou com severidade. A morena usou suas longas unhas para vergastar​ a pele esbranquiçada da mais nova arrancando filetes de sangue. Aproximou os lábios de seu ouvido e sussurrou coisas obscenas, libertinosas e obscuras. Afastou as pernas da menor e sem aviso prévio, penetrou os dedos indicador e médio na boceta da serviçal. A moça gritou pela força e pela dor que tomou seu ventre. Regina gargalhou quando sentiu o sangue escorrer entre seus dedos, ao mesmo tempo em que, estocava com força a ruiva a fazendo gemer tanto pela dor quanto pelo prazer que começava a surgir timidamente.

— Eu quero ouvir gritos!

Praticamente rosnou no ouvido da menor, com isso, adicionou mais um dedo e aumentou a intensidade das estocadas. Mordeu o lábio dela fazendo o sangue jorrar em sua boca, passou a língua absorvendo e chupando o líquido púrpura como podia. Os gritos ecoavam pelo cômodo inteiro. Logo o néctar da mais nova lambuzou os dedos da rainha a fazendo sorrir. Retirou os dedos de dentro dela e chupou os mesmos com veemência — sentir aquele gosto de sangue e sumo provido do deleite era mais que satisfatório.

— Agradeça por sua pureza ter sido retirada por mim, ainda mais quando estou em um dia que meu humor está relativamente agradável.

Virou as costas e saiu do quarto como se nada tivesse acontecido, menos pelo fato de ainda esta com sede por sangue. A jovem apanhou os trapos de roupa e saiu do quarto indo em direção ao corredor onde tinha derrubado a bandeja, recolheu tudo e voltou para a cozinha. Regina soltou uma gargalhada fazendo a mesma ecoar pelo castelo todo, após sumiu nas sombras de um dos corredores.

Holy water cannot help you now
(Eu vim para incendiar o seu reino)
And no rivers and no lakes can put the fire out
(E nem rios e nem lagos poderão apagar o fogo)
I'm gonna raise the stakes, I'm gonna smoke you out
(Eu vou aumentar as apostas, eu vou te carbonizar)

Graham estava sentado envolta de uma fogueira acompanhado de Killian, ambos amolavam as adagas de caça de Graham. Ouviram um estardalhaço vindo da mata, levantaram-se atentos e curiosos pela barulheira de galhos secos se quebrando. Arregalaram os olhos assim que viram Emma toda machucada no dorso de um lobo que no caso era Ruby. Elsa logo apareceu ofegante e com os cabelos desgrenhados por conta mata fechada, tinham corrido por minutos até chegarem ali.

— O que diabos aconteceu para vocês chegarem aqui nesse estado? — Graham correu quando Ruby ainda em forma de lobo parou perto da fogueira e colocou Emma no chão.

— Estávamos na capital — Elsa ofega — Ruby e eu fomos tentar conseguir algumas ervas para fazer remédios para a vovó, à rainha estava lá com a cavalaria dela e nos viu roubando as coisas. Os soldados atacaram-nos na floresta, Emma nos defendeu como pôde e deu nisso. — Se joga no chão totalmente ofegante.

— Porque quando precisa que aquela rainha depravada esteja no castelo, ela não está?

Killian bufa e se agacha perto da Emma, olhou o ferimento da perna dela e fez uma careta pelo estado que o mesmo se encontrava. Ruby voltou a sua forma humana e olhou Emma bastante preocupada. Correu para dentro da cabana e logo voltou com alguns recipientes repletos de líquidos e panos.

— O machucado está ficando infeccionado, vamos logo lavar isso antes que piore. — Graham rasga o restante da calça da Emma com uma adaga.

— Por conta da correria da clareira até aqui acabou caindo algumas farpas dentro... Alguém se habilita a retirar? — Elsa faz uma careta.

— Você é bem nojentinha hein geladinha. — Killian revira os olhos.

— Eu só não gosto muito de ver essas coisas! Ainda estou traumatizada com o que eu vi na clareira, a imagem daquele homem partido ao meio ainda está em minha cabeça.

— Deveria se acostumar! Moramos em um reino que onde se passa tem uma cabeça enfiada em uma estaca de madeira ou um corpo servindo de comida para os corvos, então minha filha, melhor acostumar com isso. —Ruby revira os olhos começando a limpar o ferimento da Emma.

— Gente... — Graham olha todos preocupado. Emma estava se debatendo e com os olhos totalmente brancos, eles sabiam que isso não era por conta dos ferimentos, mas também não sabiam de onde aquilo se originava. — Está acontecendo novamente!

— O que vamos fazer? — Ruby segura os ombros da loira.

— Eu não sei! —Killian levanta e começa andar de um lado para o outro, olhou em direção à cabana para ver se a Granny estava em seu campo de visão, mas pelo o que pode ver não estava.

— Isso está ficando cada vez pior, cada vez dá mais forte do que a outra. Antes era apenas umas tonturas e dores de cabeça, agora ela fica nesse estado. — Graham fala enquanto termina de limpar o ferimento, derrama o sumo de algumas ervas dentro do corte e depois amarra com um pano.

— O que é isso? — Elsa levanta olhando para os lados curiosa com o que estava ouvindo.

— Elfos... — Ruby deita a cabeça da Emma em suas pernas e acaricia seus cabelos levemente, a crise estava diminuindo aos poucos, conforme o canto dos elfos aumentava à loira se aquieta no colo da amiga. — Esqueceram que estamos perto da Floresta Dourada? É comum ouvirmos esse tipo de coisa essa hora, ainda mais quando o céu está repleto de estrelas, eles tem uma adoração demasiada por elas.

— A crise parou... — Graham contrai as sobrancelhas.

— Isso nunca tinha acontecido antes... Geralmente precisamos soprar pó de papoila no rosto dela para a mesma dormir e depois acordar. — Killian os olha desconfiado.

Emma acorda puxando o ar como se estivesse saindo de um afogamento, fez os demais se assustarem com tal ato. Ela arregala os olhos e respira rapidamente, se amaldiçoa em seguida por tentar levantar de supetão e sentir uma dor aguda na perna. Estava atordoada, ainda mais por conta das coisas que rondavam sua cabeça.

— Emma! — Ruby a olha preocupada. — Você está bem? — a loira maneia a cabeça em meio a uma careta por conta da dor em sinal positivo, mas suas expressões entregavam muita coisa.

— Calma ai caçadora metida à salvadora! Você ainda está com a perna esfolada, não pode se movimentar assim. — Killian solta uma risada baixa em alívio por Emma ter acordado, mas também estava preocupado e estranhando a situação. Voltou sua atenção para a floresta. — Porque eu tenho a sensação que estamos sendo observados?

— Porque estamos? — Elsa olha na mesma direção que Killian. — Tem coisas que vigiam todo mundo nesse reino, não é atoa que Regina sabe de praticamente de tudo que acontece.

— Os soldados daquela depravada quase me matam, eu deveria retribuir tal coisa esfolando a cara de cínica dela, ainda mais por que vou ficar dias sem andar direito por conta daquele demônio! — Emma bufa socando o chão.

— Você não vai fazer nada patinho! Quer ter o coração arrancado? Aquieta esse fogo no rabo de querer se vingar das pessoas! Sabia que você teve outra crise? Dessa vez ficou parecendo uma possuída pelo demônio. — Ruby levanta limpando a capa vermelha.

— Ruby tem razão, Emma, você não pode sair por ai querendo esfolar a cara de todo mundo, principalmente da rainha. — Anna sai entre as árvores com um balde repleto de água em mãos.

— Posso saber onde a senhorita estava? — Elsa cruza os braços erguendo uma sobrancelha.

— Fui pegar água no poço Elsa! A da cabana tinha acabado e ainda precisa-se fazer chá para a vovó. — rebateu a menor se aproximando dos demais. — Você está melhor Emma? Parece meio atordoada...

— Eu estou sim... Apenas tive uma crise novamente e confesso que não foi nada agradável, ainda mais pelo o que eu vi dessa vez. — A loira levanta com a ajuda de Graham e senta em um banquinho de madeira próximo a fogueira.

Aqueles garotos moravam todos juntos, até mesmo Killian que tinha um barco e passava a maior parte do tempo nele. Depois que saíram da capital, se acomodaram em um pequeno vilarejo que tinha no máximo umas vinte cabanas. Ali era um local seguro comparando aos outros que moraram, ainda mais por que tomavam de conta da avó de Ruby. Anna entra na cabana e vai averiguar o estado em que a Granny se encontrava, o infortúnio da senhora doente não era um peso para eles, até porque todos ali eram como se fossem irmãos.

Emma olhava fixamente para a fogueira, seus pensamentos longínquos a levavam diretamente para um par de orbes achocolatadas que não sabia discernir de quem pertenciam somente que elas eram familiar.

— O que você viu Emma? — Ruby quebra o silêncio que tinha se instalado ali, poderiam ouvir somente o barulho das adagas sendo afiadas novamente.

— Eu não sei bem... Estava tudo muito confuso e o que eu visa era somente longos cabelos dourados com toques de prata de uma mulher, depois a voz dela ecoava em minha cabeça como se estivesse cantando, no fim apenas dois olhos em um tom achocolatado envoltos em chamas. Eu corria, mas aqueles olhos me seguiam como se fossem me matar, roubar minha alma... No fim eu sempre fico sem saída e cedo a eles.

— Parece coisa do demônio. — Elsa faz o sinal da cruz sentindo um vento gélido soprar em sua nuca. — Eu vou ajudar Anna! — Levanta e sai correndo.

— Esses cabelos me lembra de alguém, mas não tenho muita certeza... — Graham olha os três e depois olha a lua.

 — Eu não quero mais falar sobre isso! — Emma cruza os braços emburrada fazendo um leve bico.

— Patinho! — Ruby a olha.

— O que foi?

— Você tem que nos contar sobre isso, quem sabe não encontramos uma forma a de descobrir o porquê isso acontece?

— Eu não gosto de relembrar daqueles olhos, ainda mais porque eu já os vi em algum lugar.

— Você não vai poder fugir disso pra sempre! Toda vez fica pior e uma hora vamos ter que tomar outras medidas em relação a isso. — Killian para de afiar a ponta do gancho e olha Emma com leve repreensão.

Emma bufa e continua com os braços cruzados fitando as chamas trepidantes da fogueira. Mais ao longe dali, escondida entre a penumbra das árvores, Regina observava a cena inexpressiva. Seus olhos brilhavam levemente em contraste com a fina neblina que passava a cobri o lugar. Ela ouvia tudo atentamente, principalmente a parte que a Emma conta sobre a visão. A rainha tinha saído do castelo depois de retirar a pureza de uma das serviçais, se pôs a andar pela floresta obscura por um longo tempo, gostava tanto da escuridão quanto uma mãe de um filho. Ela não sabia que aquelas jovens se escondiam ali, que eles moravam ali naquele lugar.

Não ficariam ali por muito tempo se dependesse dela. Fazer a vida deles um inferno seria seu mais novo passatempo.

— Eu não sabia perdia seu precioso tempo observando jovens depravados... — Zelena aparece em sua névoa verde atrás de Regina.

— Observo somente quando me interessa.

— Tem alguma virgem ai? Outro interesse você não teria, ou eu estou lindamente enganada?

— Você não deveria está com a Feiticeira em Nardorién? — A morena se vira para a irmã com uma sobrancelha erguida.

— Já voltamos Sis. Procurei-te no castelo e não a encontrei, fui ao pomar de maçãs douradas e também não te vi por lá. Segui seu rastro de magia até que cheguei nesse lugar... — olha em volta fazendo uma leve cara de desdém — Repugnante!

—  Agora que me encontrou, será que poderia dizer o motivo de está atrás de mim? — Ergue a sobrancelha colocando as mãos na cintura.

— Levei alguns presentinhos para você da capital. — Esboça um sorriso lascivo. — Presumo que irá gostar muito!

— Algum bicho mordeu você para poder me dar presentes?

— Assim você me ofende! — Faz cara de indignada.

Zelena era a irmã mais velha de Regina, dona das vastas terras do oeste de Misthorfen. Uma mulher exuberante, dona de madeixas ruivas e olhos tão azuis quanto safiras. A mais velha das imãs está passando uma temporada com a irmã mais nova, ela é tão sórdida quanto Regina. Herdaram isso da mãe — assunto que as duas não gostam de falar muito. Ambas tem uma relação de amor e ódio, nem sempre se deram bem, agora que estão solidificando a relação e amadurecendo a mesma. Ambas tem a atenção mudada por conta de gargalhadas. Emma tinha empurrado Killian dentro da fogueira e o mesmo corria para apagar o fogo nas calças. Graham ria juntamente com Ruby, Emma estava quase chorando de tanto rir.

— O que tem de interessante em olhar esses bastardinhos? — Zelena a olha.

— Não é de sua conta! — Move a mão fazendo uma média de quinze soldados aparecerem na frente das duas. — Destruam a vila inteira, coloque a cabeça dos homens nas estacas de madeira e levem as moças virgens para meu castelo!

Zelena ergue a sobrancelha olhando a irmã com uma expressão surpresa e até curiosa.

— O que foi? — olha a ruiva colocando as mãos na cintura. — Gosto de infernizar a vida dos outros.

Os soldados obedecem à soberana sem contradizerem nada. Regina conjura uma bola de fogo e arremessa na direção do teto de palha da cabana que Emma ficava com os amigos, logo tudo pega fogo e o desespero começa. A gritaria fazia Regina sorrir em satisfação, a irmã apenas observava a situação com a expressão fria de sempre. Graham luta com alguns soldados enquanto Killian pega a Granny no colo e corre em direção ao litoral do reino — somente a floresta separava aquele lugar da praia. Ruby virou lobo e atacou como podia, mas logo colocou Graham em seu dorso e saíram correndo mata adentro. Elsa e Anna ajudaram Emma a caminhar na mesma direção, a loira grunhia por conta da dor. Ela olhou para trás e viu os olhos de Regina brilhando em meio ao breu da floresta, ela lembrou que era os mesmos de suas alucinações. Encarou por longos segundos as órbitas demoníacas da mulher, Regina encarava a loira na mesma intensidade.

— Vamos embora daqui! — O tom de Regina soa desprezível, após some com Zelena numa fumaça roxa.

O sol dava indícios que iria nascer à vila já estava destruída, Emma e seus companheiros já estavam na praia indo em direção ao porto o mesmo ficava ali perto. Swan estava irritada, sua cara emburrada não negava isso. Caminharam por longos segundos até chegarem ao porto. Mais ao longe avistaram o barco de Killian, o mesmo não estava em um bom estado, mas dava pra aguentar muita coisa. Recebeu de herança de seu pai.

— Vamos ficar no Jolly Roger até encontrarmos um lugar melhor... — O moreno ajuda a Granny subir na rampa e leva a senhora para uma das cabines.

— Foi aquela mulher! — Emma grunhe sentando-se em cima de um caixote de madeira.

— Como você sabe? — Anna a olha ofegante.

— Eu senti a presença dela de algum modo na floresta, ainda mais por que os soldados eram os dela.

— Você não vai prosseguir com essa ideia maluca, não é? — Ruby cruza os braços olhando a amiga.

— Eu disse que ela pagaria de alguma forma, eu não vou desistir até derramar o sangue dela!

— Isso é suicido Emma!  — Graham a olha com repreensão.

— Suicido é ela continuar no poder enquanto pessoas inocentes morrem por conta da diversão dela. Ela vai passar a me odiar ainda mais porque agora vou fazer a vida no reino um inferno!

Pega um pedaço de madeira se apoiando no mesmo, após vai em direção à proa do navio ficar um pouco sozinha.

— Ela vai morrer... — Ruby suspira sentando no caixote de madeira.

— Emma Swan sem a loucura não é Emma Swan!

Graham maneia a cabeça e sai para ver se arrumava comida e água para todos, o dia já tinha amanhecido. Emma continua obsoleta em seus pensamentos, principalmente pelo o fato de ter visto aqueles olhos na floresta. Enquanto isso, Regina ria da dor alheia em seu castelo.

Seven devils all around you
(Sete demônios ao seu redor)
Seven devils in your house
(Sete demônios na sua casa)


Notas Finais


Alguém arrisca o porque da Emma ter essas crises? Elas vão somente piorar...
Thauzin e não me esfolem rsrsrs

Florence And The Machine - Seven Devils
https://youtu.be/RLkGKkfmgjU


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