História Peter - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Pessoas, pessoas


Fanfic / Fanfiction Peter - Capítulo 1 - Pessoas, pessoas

- Acordar com um rádio ligado em plena seis horas da manhã? 

Eu não acredito que ainda nos dias de hoje as pessoas usam o AM do rádio, e ainda as seis da manhã. Não lembrava o quanto estudar cedo era um ato de inquisição medieval. Eu definitivamente odeio acordar cedo, não que eu não goste de ver o dia, o sol e ver a vizinha varrer a calçada naquela manhã em que tudo que eu queria era permanecer na cama assistindo desenho e passar para o 2° ano do colégio com êxito.

- Você não quer um pouco de prasta Peter, eu já fiz pra sua irmã e ela colocou margarina. Tá uma delícia.- Dizia minha mãe as 6:15 da manhã.

- Não. Obrigado, estou atrasado pra aula e hoje ainda tenho que entregar aquele trabalho de história.

Prasta. Era isso que a minha mãe chamava quando misturava trigo, água, sal e depois fritava na frigideira. Hoje acho que eu poderia chamar de simplesmente, panquecas. 

A sala estava agitada, barulho, músicas tocando no celular e os garotos se exibindo para as meninas mostrando suas novas fotos nas redes sociais, e as meninas retribuindo o exibicionismo com seus novos videos de passinhos de músicas dançantes. Às pessoas precisam de muito para serem especiais. Tudo parece uma luta de ego e exibicionismo, quem liga pra um belo par de pernas, um belo par de seios ou uma foto cheia de filtros quando se pode oferecer inteligência? Eu nunca entendi muito o verdadeiro significado da beleza que as pessoas tanto falam, eu nem sei na verdade o que é ser feio, ou estranho.

A porta da sala se abriu e eu rapidamente olhei para a professora Rita, ela odiava que alguém entrasse na sala sem bater.

- Segundo ano? - Disse um garoto de cabelos loiros com uma voz tímida e trêmula.

- Sim, aqui mesmo. Você deve ser o aluno novo que o diretor Mark me disse, Rafael, não é? - Nunca vi a professora Rita tão simpática. Mas ela olhava o novo aluno como se fosse um daqueles sonhos de padaria em que compramos tão rápido antes que alguém o compre.

Rafael parecia um garoto daqueles que não gostava de cores e passava o dia todo ouvindo sinfonias de Beethoven e Mozart, mas tinha um olhar simpático e sereno. Mas nem toda classe tinha uma boa receptividade com as pessoas, principalmente a turma do Alex. Ele acha que é o dono de toda a Carolina do Norte só porque tem um mustang hardtop 67'. Prefiro o meu skate de rua.

- Rafael, você pode se sentar ao lado do Peter, vamos apresentar o trabalho de história e acho bom que você conheça seus novos colegas. - A professora Rita era a mais previsível de todas que já tive, além de eu ser o aluno esquisito por não se encaixar em grupos, tenho certeza que agora seremos dois alunos.

- Bem vindo Rafa, posso te chamar assim, não é? - Disse eu demonstrando total empatia ao novo colega de classe.

- Claro, e ... Obrigado.

Eu espero que a apresentação tenha sido convincente porque se o tema fosse sono e não imperialismo eu tinha tirado de letra. A aula de história embora fosse uma das minhas preferidas eu não estava num bom dia, digamos assim. Afinal, ficar até as três horas da manhã assistindo Futurama não me fez acordar disposto pra aula.

Eu já estava prestes a correr o corredor da escola quando tomei conta que havia esquecido meu livro de ciências na minha mesa de classe. Tive que sair correndo, só que dessa vez adentrando a sala da professora Katye, que então percebi que estava conversando com o novo aluno Rafael.

- Rafael, não pense assim. Às pessoas não são como você imagina. Olha, eu conversei com a sua mãe e ela me contou tudo. Já sabemos que você precisa de ajuda e estaremos a disposição, mas por favor não comente isso com seus colegas é algo muito delicado pra todos nós. - Dizia a professora Katye a Rafael que chorava. Foi inevitável não ouvir já que eu estava metade do corpo dentro da sala.

- Peter, você? 

- É.. eu esqueci meu livro de ciência na primeiro aula. - Logo peguei e sai da sala tão rápido quanto me questionei o que havia com Rafael.


Notas Finais


Obrigado por lerem, espero que tenham gostado do primeiro capítulo. Acompanhem que vou atualizar o mais breve possível.


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