História Peter's Company - Capítulo 3


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Categorias American Horror Story, Dylan Sprayberry, Emma Roberts, Evan Peters, Jessica Capshaw, Sarah Paulson, Taissa Farmiga, Teen Wolf, Tyler Posey
Personagens Dylan Sprayberry, Emma Roberts, Evan Peters, Jessica Capshaw, Sarah Paulson, Taissa Farmiga, Tyler Posey
Tags 1937, Billie, Drama, Dylan, Emma, Época, Evan, Evan X Dylan, Histórico, Monarquia, Nobres, Retrô, Romance, Taissa
Visualizações 30
Palavras 1.883
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Policial, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!!

Capítulo 3 - Fish and Chips


- Isso aqui é realmente muito apetitoso! – Dylan disse e tentando da forma mais educada possível, saciar sua fome naquele prato de Fish and Chips, que era basicamente batata e peixe fritos, junto com um molho em especifico. Para Sprayberry tudo aquilo estava ótimo e não havia nenhuma reclamação – Obrigado por me trazer aqui, senhor Pe...

- Evan – O mesmo o corrigiu, antes de levar a taça de vinho a boca, provou deste e então pousou o utensílio novamente na mesa – Então Dylan, o que faz da vida além de trabalhar na minha fábrica? Conte-me sua história – Perguntou tentando parecer mais atencioso possível, enquanto assistia o mais novo terminar o seu almoço.

- Bom... – Dylan pegou um guardanapo de tecido extremamente macio e limpou os cantos de sua boca – Eu moro aqui em Westminster, bem próximo da fábrica. Com certeza você conhece – Continuou – Minha moradia se resume em um lugar que infelizmente preciso ficar acordado a maior parte da noite para ter certeza que ninguém vai entrar por ‘’acidente’’ – Fez aspas com os dedos. Evan pareceu um pouco chocado, mesmo tendo noção da criminalidade londrina – Fora isso, eu apenas sobrevivo.

- E você mora sozinho? – Evan perguntou, especialmente por achar Dylan novo demais para ter uma moradia e um trabalho daqueles, e é claro, fazer tudo sozinho – Westminster ultimamente anda sendo um lugar muito perigoso, não me surpreenderia se você desaparecesse repentinamente – Falou, dessa vez preocupado.

- É que... – Ficou um pouco envergonhado por falar – Desde que meu pai morreu em Manchester, minha mãe e eu ficamos sem dinheiro. Eu estava até de casamento marcado com uma moça que havia conhecido fazia um tempo, mas tive que cancelar por motivos óbvios – Disse de forma triste - E ela nem me apoiou, foi embora com o primeiro homem rico que apareceu na frente dela. Foi muito horrível aquela parte da minha vida, por isso vim para Londres tentar recomeçar. As pessoas fazem isso, não é? – Perguntou, tentando esconder seus resquícios de mágoa pela ex-noiva.

- Claro. Tenho certeza que fez a escolha certa – Evan disse e então colocou sua mão sobre a de Dylan e a apertou – As coisas sempre melhoram quando você abdica de alguma coisa, mesmo que seja a sua família – Olhou novamente para a íris azuis de Dylan, notando como as mesmas eram fascinantes – Com certeza há um propósito por trás de tudo isso.

- Eu espero que sim – Dylan disse dando um riso baixo. Evan tirou sua mão de cima dele e então voltou a comer o seu almoço – E você Evan, o que faz além da fábrica? – Perguntou, cruzando os braços e os apoiando em cima da mesa, sem perceber um tom de reprovação de uma madame numa das mesas próximas.

- Geralmente tenho que comparecer naquelas reuniões do governo com outras fábricas, o que é bem chato, por que eu sou obrigado a ouvir sobre dinheiro a todo o instante – Disse com um leve tom de reprovação, o que fez Dylan rir novamente – Está rindo é? Se coloque no meu lugar ao menos – Perguntou com um riso estampado no seu riso.

- Te garanto que o meu trabalho é bem mais pesado... – Disse e então Evan acabou ficando sem graça. Dylan realmente estava certo com aquilo. Enquanto ia a palácios ingleses regados de banquetes e luxos, Sprayberry era obrigado a ficar naquele calor infernal da fábrica suportando ainda aqueles inspetores nojentos que seu pai havia contratado por uma mão de obra mais barata. Desprezível – Me desculpe se... – Pediu com certa preocupação

- Não – Evan disse sem olhá-lo – Está certo. Sei que não devia comparar, mas minha vida é bem fácil perto da sua, mas te garanto que eu tenho muitos problemas – Falou – Acredita que meu pai está tentando arrumar uma mulher para casar comigo? Sem conhece-la, sem saber como é sua personalidade e sem ao menos saber se ela é uma pessoa descente – Dylan pareceu impressionado com aquilo. Era impressionante como ainda existia casamentos arranjados naquela época – Posso ter certeza que ao menos conhecia sua antiga noiva.

- Isso é verdade – Dylan afirmou. Sempre sentia falta de sua noiva, mas tentava expulsar isso de si ao lembrar que ela estaria por aí em algum lugar do Reino Unido nadando em rios de dinheiro com algum magnata – Mas... você não gosta de tudo isso? Quer dizer, todo esse conforto e influência com as pessoas da alta sociedade, até mesmo da monarquia! – Sugeriu e Evan assentiu prontamente.

- Realmente. Compareci na coroação do Rei George a alguns meses com meus pais, e adivinhe só – Evan disse fazendo o maior suspense do mundo – Tive que ir acompanhado da minha própria prima para não comentarem que eu estava sozinho. Completamente falsa aquela encenação toda. E ridícula.

- Por que não quer se casar? – Dylan inclinou um pouco o rosto – Deve haver tantas moças que se interessam por você. É gentil, educado e bem bonito – Evan não gostava de elogios, mas o de Dylan de longe foi o mais sincero de todos, e ele ficou lisonjeado.

- Acho que a pessoa certa possa ter aparecido – Disse, cerrando os olhos enquanto olhava Dylan – Mas ela pode estar perto. Ou não – Os dois sentiram uma vibração conjunta, Dylan ficou um pouco paralisado e Evan ficou com seu garfo pairado no ar. Permaneceram assim durante alguns segundos até trazerem a conta.

- Está na hora de voltar para o expediente – Dylan falou retirando o guardanapo de seu colo e o colocando em cima do prato.

- A chuva já acabou, podemos ir sem problemas – Se levantou e então deu uma nota alta de libra esterlina para o atendente, que ficou com uma parte como gorjeta. Os dois saíram do restaurante e então voltaram para a fábrica, no horário de início do turno – Foi bom almoçar com você, Sprayberry – Falou agradecido pela companhia do mais novo.

- Eu que agradeço, senhor Peters – Dessa vez o chamou como chefe. Evan não se importou e deixou passar. Se viraram após se despedirem e cada um seguiu para o seu posto de trabalho, em mais um dia comum de serviço na Peter’s. Aquele almoço e a conversa no restaurante ficou na mente de ambos durante muito, realmente muito tempo.

 

 

 

As semanas foram se passando e as coisas correram normalmente. Evan e Dylan começaram a passar mais tempo juntos durante os horários de almoço e agora se conheciam como se fossem dois melhores amigos de infância. Apesar de estarem muito tempo andando juntos, acabavam chamar a atenção dos outros, até mesmo de Billie e dos outros trabalhadores da fábrica, que já não achavam Dylan um dos melhores funcionários dali.

Havia saído mais cedo da fábrica durante o final da tarde, a pedido de seu pai que queria vê-lo em sua residência, especificamente na cidade de Windsor. Odiava ter que se deslocar de Londres, mas aparentemente aquilo não envolvia negócios, o que já era um problema a menos, mas quando vinha de Phil, podia considerar em multiplicar os problemas.

Procurou Dylan pela fábrica para se despedir, mas não o encontrou e deduziu que aquele seria seu dia de folga, considerando que quase nunca o via durante as sextas-feiras. Não insistiu em procura-lo e então se despediu de Billie e entrou em seu amado carro Ford, que o fazia lembrar de Dylan no dia em que o atropelou acidentalmente. Um momento infortuno que culminou numa amizade tão inesperada entre diferentes classes sociais.

Ficou cerca de uma hora na direção de seu veículo até chegar na enorme residência da família Peters. Os membros eram conhecidos por suas ilustres casas e mansões espalhadas por toda a Inglaterra e Escócia, e é claro, sempre recebiam membros da família real nestas. Evan já estava tão acostumado com aquilo que já parecia enjoado daquela vida.

Assim que passou pelo portão de ferro estacionou o carro ao lado da entrada da casa. Deixou a chave com um dos motoristas do pai e então adentrou na sua antiga residência de infância. Em um dos corredores, avistou sua mãe Julie pela porta dos jardins, regando as suas amadas plantas junto com algumas criadas, que sempre suspiravam quando Evan aparecia ali.

- Não acha perigoso andar de carro a essa hora? – Seu pai apareceu na sala de visitação segurando uma taça de vinho, se sentando no sofá de couro – Um carro Ford desses, atraí a atenção de qualquer delinquente pelas estradas – Disse com certo repúdio. Evan revirou os olhos e então se sentou no outro sofá, enquanto um empregado lhe trazia uma bandeja com chá, a pedido dele.

- O que você precisa, pai? – Evan perguntou olhando pela janela o sol se pondo. Seu pai se preocupava demais com bens materiais e isso era desprezível – Ainda são seis da tarde, posso voltar para casa sem problemas se você for rápido.

- Filho, queria lhe informar que o Rei George vai dar uma festa em seu palácio amanhã – Phil disse de forma séria, ajeitando o seu paletó após derramar uma gota de vinho neste – E nós fomos convidados para comparecer – Disse. Evan apesar de tudo, gostava de ir em banquetes reais pela comida e pela música, mas acha extremamente entediante aqueles papos furados que ouvia dos membros da realeza e de outras pessoas que diziam ser dela.

- Somente isso? – Evan perguntou bebericando seu chá – Vou pedir para Billie providenciar meu melhor terno para a ocasião.

- Não, Evan – Seu pai disse irritado com seu filho, que não entendeu o motivo – Estará numa festa real, haverá mulheres da alta sociedade solteiras prontas para encontrarem um marido. Com certeza irá se encantar por uma – Phil falou – Quero que seja comunicativo e bem preparado. Não seja recluso com os outros que nem na última vez que fomos a Buckingham – Evan bufou com toda aquela cobrança e coçou sua nuca levemente.

- Tudo bem – Evan disse. Sabia que se dissesse qualquer outra coisa, seu pai passaria as próximas três horas lhe dando uma lista de problemas que teria se não se casasse – Posso ao menos levar alguma pessoa comigo? Digo, para me ajudar a me comunicar junto com as moças e é claro, para eu não voltar sozinho durante a madrugada com o meu carro. É melhor duas pessoas do que uma só.

- Claro, sem problema algum – Phil concordou. Evan se levantou pronto para ir embora e antes de sair, ouviu um último aviso – Demita a minha secretária, a Kathy. Quase perdi o convite por que ela não me avisou – Falou.

- Tudo bem, pai – Evan disse e então parou na porta – Espera – Virou-se – Não vai trabalhar amanhã? Não foi hoje e nem ontem – Perguntou, confuso.

- Estou tendo uma conferência em Southampton e quase não tenho tempo para ir a fábrica, e o melhor jeito de economizar é dispensar quem não está fazendo nada – Disse. Aquela desculpa esfarrapada não colou em Evan. Havia notado como seu trabalho havia crescido com a ausência de seu pai – Volte para casa cedo filho, não fique muito tempo na estrada – Phil praticamente bateu a porta na cara do filho sem dar qualquer outra explicação.

- Estranho – Evan encarou a porta de madeira e então deu os ombros.

Pegou sua chave e então voltou para o seu carro. Não estava tão animado para uma festa REAL, mas sabia que se fosse junto com Dylan, as coisas seriam bem diferentes.


Notas Finais


Até o próximo!


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