História Petit Burlesque - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, TenTen Mitsashi
Tags Gaahina, Itaino, Nejiten, Sasuten
Visualizações 73
Palavras 3.422
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


❥Casais principais continuam sendo Itaino, SasuTen e GaaHina, pelo menos eu acho.
❥Precisei repostar a fanfic, porque o rumo que ela estava levando não estava me agradando. E eu sinto muitíssimo para quem estava lendo da primeira vez, o lado positivo é que muitos capítulos já estão escritos, eeeeh \o/ Portanto tenham compaixão da minha pessoa.
❥Bom, apesar da fanfic discutir muito o feminismo e tudo o mais, eu realmente espero que vocês não se apeguem a nenhum movimento apresentado pela fanfic, pois tudo tem seu porquê e aqui não é diferente. "Ah mas se elas são feministas por que estão fazendo isso e isso?" é justamente para evitar esse tipo de pergunta que estou avisando de antemão; a natureza humana é imprevisível, então por favoooooor não me critiquem. Lembrem-se que é uma história que estou contando para vocês, e se, eu mudar algumas coisas simplesmente não vai encaixar e nem ficar legal!
❥Por último não menos importante: Eu espero que vocês gostem e boa leitura.

Capítulo 1 - Prólogo


MANCHETE DO POVO

“A inauguração do prestigioso pub Petit Burlesque, ontem à noite (12/06), foi marcado pela presença de três belas – e misteriosas – dançarinas. Pérola, Safira e Rubi definitivamente criaram uma boa impressão nos, provavelmente, futuros clientes do pub.”

JORNAL MEIO-DIA

“O que exatamente é Petit Burlesque e por que você não deve levar sua mulher para lá? Estivemos no lugar ontem, sexta feira, no dia da inauguração e garantimos a você que ali não é o lugar  mais indicado para você levar sua filha ou até mesmo sua amante! Repleto de tudo aquilo que nós homens mais gostamos; bebidas, cigarros e mulheres bonitas pode causar um mal estar até mesmo no mais profano dos homens. O lugar sem sombra de duvidas, indiscutivelmente é um ótimo lugar para diversões momentâneas, mas será o ideal para um primeiro encontro ou para você levar seu filho de quinze anos? Leia mais na página 7 [...]”

O ESTRONDOSO SUCESSO DE PETIT BURLESQUE!

“É unanime.  Todos os habitantes da cidade e até mesmo os de cidade vizinha aprovaram e recomendam: Burlesque é incomparavelmente a melhor novidade deste século.  Com danças provocantes, as dançarinas misteriosas cujos nomes verdadeiros é desconhecido pelo grande público, levam o lugar a um novo patamar de diversão.  Com discrição, o lema do grande pub – ou seria cabaré? A questão é que estamos falando de algo completamente revolucionário, aqui! – é: O que acontece em Petit, fica no Petit! O que isso quer dizer? Oh, vocês devem conhecê-lo, isso é certo. Apenas lá descobrirão o real significado destas palavras! Veja duas fotos na página seguinte[...]”

QUEM SÃO AS MARAVILHOSAS DANÇARINAS DO PETIT BURLESQUE?!

“Um grande mistério têm cercado a cidade nos últimos meses, embora esse segredo seja parcialmente responsável pelo grande sucesso que PB se tornou, não podemos deixar de sentirmos-nos curiosos a respeito de algo extremamente intrigante: A verdadeira identidade das delicadas, atenciosas e deliciosas dançarinas do pub.  Com suas perucas deslumbrantes, olhares contagiantes e um sorriso de tirar o fôlego até mesmo de defuntos, as meninas são sem sombra de duvida responsáveis por manter a temperatura do ambiente lá em cima.  Ontem, elas eram Pérola, Safira e Rubi e hoje são Scarlet, Esmeralda e Francesca. Até quando nossas adoráveis meninas  conseguiram manter esse segredo?  Seria possível que, ao termino deste século ainda suas identidades sejam desconhecidas? Façam suas apostas!”

[Mansão Hyuuga, 7h43min]

A porta fora aberta por uma mulher baixinha e de cabelos alaranjados, os olhos tão pequeninos quanto ela num todo. A morena esperou pacientemente que a senhora ruiva se pronunciasse primeiro.

—Deve ser a senhorita Tenten. —deduziu ela, sem esboçar nenhuma reação. O que a morena julgou ser algo correto a se fazer perante um desconhecido, mesmo que esse desconhecido em questão fosse esperado dentro da residência. — O senhor Hyuuga e sua filha, Lady Hinata estão a sua espera. — e dito isso abriu passagem para que a jovem, de provavelmente dezessete ou dezoito anos passasse.

Tenten balançou a cabeça afirmativamente, sem verbalizar uma resposta por mais mínima que fosse. Estava ao mesmo tempo constrangida e aliviada por sua amiga ter-lhe cedido a casa temporariamente.

A mansão era realmente maior do que ela esperava que fosse, e logo ao entrar ela deparou-se com um quadro de família pendurado na sala de estar onde os pais de Neji, Hinata e Hanabi estavam sentados no sofá e ao redor deles estavam seus três filhos. Todos bem elegantes, vestidos de maneira adequada para um retrato daquele porte e significado, a morena suspirou, era impossível não sentir-se uma estranha ali. Não era sua casa, não eram seus parentes...

—Tenten! —a voz estridente de Hanabi fez-se presente, a caçula estava sentada com um livro de Shakespeare nas mãos. A versão mais nova e mais impulsiva do mais velho, Neji, era sem sombra de duvidas uma poeta incompreendida, proibida pelo pai de escrever versos lamentava-se através da leitura constante e de diálogos bastante constrangedores. Ela era bem descarada, apesar disso sua natureza esperava que fosse se transformar em uma mulher muito inteligente. — Confesso que fiquei muito triste quando soube do pequeno incidente... Mas fiquei muito feliz ao saber que você passará um tempo conosco! — bradou, com um sorriso divertido nos lábios.

— Estou começando a acreditar que foi vossa senhoria quem incendiou minha casa, Hanabi. — a morena ralhou em tom brincalhão, provocando risos entre ambas.

—Aí esta você! — Hiashi surgiu de um dos corredores, seguido pela esposa a elegante e charmosa Hyuna e pela própria Hinata, que tinha um largo sorriso nos lábios. Era visível a satisfação da segunda com a presença de Tenten ali. — É um prazer tê-la em nossa casa, Sarutobi. Lamentamos muito pelo incêndio— dissera ele, enquanto a cumprimentava com um beijo e aperto de mão.

—Foi realmente muito triste esse episodio — começou ela, enquanto arqueava a sobrancelha para a amiga, Hinata, que não parava de sorrir. Voltou seus olhos para o casal Hyuuga — Contudo é nessas horas que vemos quem são realmente nossos amigos, e sinto-me profundamente feliz e agradecida por vocês terem cedido sua casa.

— Oh, não há nada que agradecer garota! É uma alegria podermos ser útil à filha do nosso mais querido amigo. — dissera Hyuna, a puxando para um abraço forçado. Tenten arregalou os olhos e discretamente pediu socorro a Hinata, que ria disfarçadamente.

— Oh essa casa estava um verdadeiro tédio desde que meu querido irmão chegou. Mas agora, percebo que meus dias tornaram-se mais alegres. — Hinata riu — Seria uma pessoa muito ruim se dissesse que não desejo que sua casa seja restaurada tão rapidamente?

— Ah! Que exagero de sua parte dizer isso, Hina. — Tenten revirou os olhos, apesar de nem tão no fundo assim concordar com uma parte das palavras dela: a presença de Neji, de fato, era um tédio. Uma tortura para todos que estavam a sua volta.

{Pub Petit Burlesque}

Sem sombra de duvidas era um erro chamar aquele estabelecimento de pub, quando mais se assemelhava a um cabaré da cidade grande. Mesmo assim, a descrição de pub era muito importante para o disfarce daquele estabelecimento, mantendo as esposas e as filhas de seus respectivos clientes o mais longe possível dali.  Apesar de poucos meses de existência, já havia se tornado indiscriminadamente o lugar preferido de grandes políticos e dos homens em geral.  As cores vibrantes, a musica alta e o consumo desinibido de cigarros e álcool era a combinação perfeita.

E era justamente o local onde os irmãos Uchihas costumavam se reunir, quando queriam dar uma escapada de seus cansativos compromissos dentro do escritório.

Não passava das dez horas da noite, de um sábado, quando eles adentraram o estabelecimento e seguiram em direção a uma parte isolada dos camarotes.

—Fiquei sabendo que essa noite não terá show. — começou o caçula, entre tragadas, o mais velho estava mais preocupado em virar a garrafa de uísque. Como de costume. — Bom, isso é uma decepção.

O primogênito da família Uchiha balançou a cabeça em concordância, de fato era uma pena que não houvesse show naquela noite.

— É estranho pensar que, no dia mais movimentado da casa não há show — acrescentou pensativamente Itachi..

— O que você quis dizer com isso? — retrucou Sasuke, com os olhos estreitos.

— Eu não quis dizer nada, apenas comentei que é estranho. — depositou o copo, novamente vazio em cima da mesa e pegou um charuto em seu bolso.

— Sabe o que é mais estranho do que isso? —perguntou o mais novo.

—Sei que vou me arrepender de perguntar, mas o que?

—Papai tem um casamento arranjado para você. Isso sim é estranho. — ralhou, aos risos.

Itachi piscou os olhos momentaneamente.

—A coisa é mais simbólica do que você imagina, pirralho. Não tem nada de estranho em estabelecer uniões por conveniência, a pratica é na verdade mais útil do que você possa imaginar.

—Imaginei que você fosse dizer isso. — retrucou Sasuke, sorrindo em meio a fumaça do seu cigarro. — Diga-me irmão, você se casaria com alguém que detesta veementemente por conveniência?

As sobrancelhas do mais velho estreitaram-se, formando uma singela linha em sua testa franzida.

—Você sabe com quem eu vou me casar? — era perceptível a surpresa em seu rosto. “Ponto para mim” pensou Sasuke, pois era bastante difícil causar esse tipo de reação em seu irmão mais velho.

—Sim. — Sasuke hesitou por um momento. — Eu não queria ser responsável por dizê-lo, mas a sua futura senhora Uchiha é a Yamanaka.

Em apenas uma fração de segundos, Itachi engasgou-se com a fumaça do charuto, depois ao beber água acabou cuspindo todo o liquido e a tossir algumas vezes, até que seu irmão se dispusesse a lhe estapear algumas vezes para que ele voltasse a si.

— Deve estar havendo algum engano. — exclamou ele seriamente, enquanto Sasuke reprimia ao máximo seus ímpetos de rir. — Isso... Você está dizendo mentiras! — insistiu ele, totalmente contrariado e com os dentes trincados em fúria.

—Gostaria que esse fosse o caso, mas, infelizmente não é. — decretou o caçula permitindo-se esboçar um pequeno sorrisinho de canto. — Então, o que acha de casamentos por conveniência agora?

Ele estreitou os olhos, enquanto via o outro cair em estrondosas gargalhadas. Era de conhecimento publico que a Yamanaka, herdeira da maior fabrica de chocolates do país, era uma criaturinha volúvel e irritadiça, uma verdadeira fera que nenhum homem até então havia se dado ao trabalho de tentar domar. Ela era uma força da natureza e tinha o habito de destruir tudo a sua volta quando estava irritada. Embora sua beleza fosse inegável, na opinião de Itachi nenhuma mulher bonita valia a pena se fosse mentalmente desequilibrada – o que ele não sabia é que as mulheres bonitas em geral, eram as mais problemáticas. E Ino não era exceção, era a regra.

—Continuo mantendo firme o meu pensamento. — dissera ele, mas internamente incerto de seu próprio discurso. — E convenhamos que a garota até tem certo...Charme.

—Sim, se você acha charmoso alguém que pode destruir seu carro na primeira pulada de cerca então, sim, Ino é realmente  a mulher mais charmosa dessa cidade. — comentou sarcasticamente.

Itachi respirou fundo, seus músculos do corpo haviam se enrijecido com aquelas palavras.  Abriu outra garrafa de uísque e despejou o conteúdo em seu copo abundantemente, ignorando o fato da bebida ter caído em cima da mesa causando uma verdadeira bagunça. Ele estava nervoso, completamente tenso e subitamente revoltado. Aquela garota tinha idade... Bom não para ser sua filha é verdade, mas tinha a idade de alguém que podia ser sua irmã. Ponderou a respeito por um minuto.

—Por que eu? — olhou raivosamente para Sasuke, que estava escancaradamente divertindo-se à custa do seu sofrimento. — Você é o amiguinho dela. Pensando por esse lado, não seria mais lógico papai casá-la com você?

Ele balançou a cabeça, imediatamente descartando aquela hipótese. Mesmo que possuísse certo apreço pela loira e sua amizade fosse solida para, ao menos, garantir um casamento amigável, ainda sim não era algo que estava em seus planos tampouco nos de Ino.

— Porque estou compromissado com a filha de Kizashi, você sabe... — ele pigarreou. Sakura era um tormento tão grande que sim, ele preferia casar com Ino, mas aquilo também estava fora do seu alcance de decidir. Então contentava-se com aquela alternativa.

—Oh, merda. — ele passou as mãos pelos cabelos negros. — Tenho certeza que poderíamos trocar de noivas.

— Exceto que, talvez eu não queira casar com a sua noiva — ele sorriu falsamente. — Diga-me irmão, o que de tão ruim pode acontecer se você casar-se com ela?

—Ela pode me deixar estéril, pode injetar veneno enquanto durmo... São várias opções. Você conhece bem a fama que ela tem, não se faça de sonso, pois isso não combina com você. — alegou.

Continuaram discutindo a respeito do assunto, enquanto pediam mais uma bebida ao garçom. Ficaram inertes em suas discussões, até que surpreendentemente as luzes do lugar foram apagadas, cessando imediatamente todo o falatório; os holofotes foram postos sobre o palco, rapidamente despertando a atenção dos irmãos e dos demais clientes.  Ali estavam elas: todas as três usavam o mesmo corpete e a mesma peruca, mas havia algo de peculiar na maneira de cada uma se mexer. Itachi sempre preferia a do meio, essa tinha um sorriso tão atrevido que ele podia jurar aos ventos que estava apaixonado.  Porém ele ainda não vira esse sorriso, já que elas estavam de costas para a plateia.

Os corpetes eram vermelhos com detalhes em preto e elas usavam longas saias pretas, que facilmente tirariam durante a apresentação. Os primeiros passos eram lentos e sensuais, mas o suficiente para levar a plateia aos gritos eufóricos e incontidos. A ovação durou tempo necessário até que as garotas, enfim, virassem para encarar a plateia.

As perucas eram do mesmo tamanho – Chanel – e a cor preta. A maquiagem também era a mesma, exceto pelas cores do batom; a do lado direito usava um batom preto, a do meio batom vermelho e a do lado esquerdo batom roxo. Elas rebolavam inocentemente conforme o ritmo da musica, até chegar ao refrão da mesma, que invariavelmente era sempre mais agitado e então começavam a jogar as pernas para cima e a executar a coreografia já previamente ensaiada por elas.  Logo os assobios, aplausos e gritos ganharam mais força, fazendo com que todo o ambiente estremecesse. Alguns bêbados diziam palavras ofensivas e grosseiras as garotas, mas nem mesmo isso fora capaz de derrubar o sorrisos que elas tinham em seus rostos.

 Dançaram durante uma hora interrupta, fazendo a alegria completa dos marmanjos disfarçados de homens respeitáveis. E então fora anunciada a pausa de quinze minutos para elas, antes da última dança.

Sasuke estava decepcionado, pois, normalmente, elas costumavam dançar bem mais que uma hora e meia. Entretanto não tinha do que reclamar, já que elas não eram esperadas naquela noite e mesmo assim lá estavam elas.

Assim que as viram seguir em direção ao camarim, ele não perdeu tempo e se levantou praticamente no mesmo instante que seu irmão, que já estava ligeiramente alterado pela bebida. Foram em direção a elas sem o menor pudor embora a orientação fosse de que deixassem as dançarinas em paz.

— Estavam lindas! — comentou ele, ao passar pela porta. Elas estavam sentadas nas cadeiras bebendo refrigerante frente ao enorme espelho.

As três franziram o cenho ao vê-los ali, mas não fizeram nada para impedir.

—Obrigada. — comentou a que estava dançando do lado direito. — Isso não é motivo para vocês virem nos perturbar em nosso camarim, caiam fora.

Itachi inspirou o ar, enquanto apoiava-se no batente da porta.

—Baixinha. — ele referia-se a dançarina de batom vermelho, ele já estava claramente afetado pela quantidade absurda de álcool que havia ingerido. — Você cheira tão bem. Esse seu perfume...

Ela franziu o cenho, não fazendo a mínima ideia do que ele estava falando. Perfume? Ela não havia passado perfume nenhum.

— é Chanel. —declarou ela — Você pode comprar em Paris.

Ele, meio zonzo apenas assentiu, era patético, mas não estava nem ao menos lúcido o suficiente para uma cantada. E ele sempre detestou a pratica do assedio por homens bêbados, gostava de usar seu charme de maneira limpa. Massageou as têmporas momentaneamente antes de decidir: precisavam ir embora urgentemente ou o grande e poderoso Itachi teria de ser carregado dali, algo que ele nunca admitiria.

—Sasuke... Vamos embora. — sua voz arrastada era apenas outro fator determinante para sua decisão.

O caçula soltou um “merda” em voz alta, mas não contrariou seu irmão, sabia que não era bom provocar Itachi – especialmente quando ele estava caindo de bêbado.

—Bom, é sempre um prazer vê-las meninas. —ele sorriu e então voltou seu olhar para a garota de batom preto. — Você, especialmente preciosa.

Ela revirou os olhos completamente nauseada, enquanto as outras duas desatavam a rir desinibidamente.

O Uchiha então, obrigou seu irmão mais velho a apoiar-se em si enquanto deixavam aquela área, partindo em direção a porta de saídas do estabelecimento. Era triste ter de ir assim tão cedo, todavia... Ele tinha obrigações.

 Carregou o irmão até o carro, onde literalmente o largou no banco de trás e então dera a volta no automóvel, abrindo a porta do motorista e dando partida no mesmo.

***

Dentro do camarim das estrelas, elas preparavam-se para retornarem ao palco.

—Eles são inacreditáveis. — comentou a morena revirando os olhos. — Como podem invadir nosso espaço assim, na cara de pau? É um ultraje.

— Kakuzu é amigo daquele tal de Itachi — explicou a outra. — E, além do mais, os Uchihas praticamente governam essa cidade. É meio óbvio que teriam passe livre para entrarem em nosso camarim.

****

A grande metrópole estava a todo vapor. Os operários já estavam preparando-se para mais um dia de trabalho, enquanto alguns políticos ainda dormiam. Todas as padarias da cidade, de seus respectivos bairros eram sempre abertas pontualmente as cinco e meia da manhã e o cheiro de pão fresco inebriava o ar. As crianças que tinham o privilegio de estudar, já estavam a caminho da escola com seus respectivos materiais, algumas coisas adquiridas pelos professores mais dedicados. Era um dia calmo e promissor na cidade, os trens chegavam cinco minutos atrasado as estações e os metros iam e voltavam. Muitas pessoas entravam e saiam, para onde quer que se olhasse as pessoas andavam apressadas pelas ruas, sobretudo os homens que eram responsáveis por colocar comida na mesa de sua família, enquanto as mulheres começavam cedo as tarefas dentro de casa.  

Naquele dia, a caçula da família Hyuuga alegou estar passando muito mal e por esse motivo não poderia ir á aula, do contrário acabaria desmaiando em sala de aula.  Seus pais, comovidos acataram ao desejo dela e permitiram que ela ficasse em casa.   Tão logo se viu sozinha, Hanabi deixou a casa às escondidas e partiu em direção ao rio, onde seu correspondente “secreto” a esperava. O que ela não sabia é que, felizmente ou infelizmente sua irmã mais velha não era tão estúpida quanto seus pais e assim, seguiu-a discretamente.

—Por um segundo achei que você não viria. — começou o moreno, sorrindo para a garota de olhos perolados.

Hanabi encarou-o seriamente, com um sorriso nos lábios, estava usando as roupas de sua irmã e até tinha penteado o cabelo da mesma maneira.

— Você não confia em mim? — perguntou ela chateada.

Ele riu, aquela garotinha era realmente muito atrevida para o seu tamanho e para sua idade; isso precisava reconhecer e apesar de gostar, sentia-se meio culpado pelo que estava prestes a suceder ali.

— Escute, Hanabi, fico lisonjeado que você queira que eu seja... —antes que o moreno pudesse dizer algo, a garota literalmente se jogou aos braços dele e o beijou, fazendo com que os olhos dele se arregalassem.

Um grito ensurdecedor preencheu os quatro cantos, fazendo com que Sasuke afoitamente afastasse a garota de si, que também parecia assustada. Saindo dos arbustos, uma Hinata completamente furiosa surgiu na frente deles, puxando sua irmã para longe daquele pervertido.

—O que diabos significa isso seu tarado? Ela só tem quinze anos! — gritou ela, agora empurrando o Uchiha para trás que tinha os olhos arregalados.

— O que? Não é o que você esta pensando, garota! Foi ela... Essa criança... — antes que terminasse de dizer qualquer coisa, novamente fora subitamente interrompido dessa vez por um forte tapa na cara e seguido por outro.

—Você disse bem, Uchiha, criança — Hinata frisou a palavra furiosamente segurando-o pela gola da camisa. — Nunca mais se aproxime de mim ou da minha irmã, ou eu juro que essa sua pequena indiscrição chegara ao conhecimento de meu pai! — e para finalizar cuspiu com raiva no rosto dele, enquanto ele próprio ficava ali paralisado, em estado de choque.

Hinata agarrou os pulsos de Hanabi, que chorava copiosamente mais pelo flagra do que de vergonha ou qualquer outra coisa. Além de tudo estava sentindo-se péssima pelo que sua irmã dissera e fizera a Sasuke, mas não conseguia dizer nada, toda vez que abria sua boca era somente para soluçar. Hinata a arrastou para fora dali, em um estado de nervo tão grande que a caçula nunca pensou que fosse vê-la.

—Espera... Hinata... Espera! Você esta me machucando! — dizia a garota, tremula.

Hinata parou abruptamente no meio do caminho, segurando a irmã fortemente pelos ombros.

—Escute-me bem, Hanabi. Você pode apagar esse cretino do seu pensamento, porque se depender de mim nunca mais voltará ver aquele... Aquele aliciador de menores!

Com os olhos marejados e a cabeça doendo, Hanabi procurou meios de se explicar, em vão, sua irmã estava bastante determinada a impedi-la de dizer qualquer coisa que pudesse defender Sasuke.

—Ou você promete que nunca mais irá vê-lo, ou não terei outra alternativa a não ser contar para nosso pai. — continuou Hinata furiosamente, respirando ofegante.

Hanabi fechou os olhos por um momento, soluçando.

—Eu...Eu prometo.



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