História Petit Burlesque - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, TenTen Mitsashi
Tags Gaahina, Itaino, Nejiten, Sasuten
Visualizações 58
Palavras 3.082
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Condolências


Ela não entendia a real necessidade de esconder seu rosto com um véu, era tão humilhante! Muito mais fácil usar o cinto da castidade que aquele véu ridículo e abafado. Todavia, não estava em sua posição questionar a vontade de Deus, como era sempre tão afirmado vivamente pela Igreja Católica e pelo seu próprio pai.  Felizmente o uso do véu não era algo totalmente exclusivo dela, algumas garotas virgens de seu bairro também eram obrigadas a usar.

 —Anime-se, irmã! — exclamou o loiro a abraçando pelo ombro. Estavam dentro de um carro, uma espécie de charrete que apesar de ter rodas, era na verdade conduzida por cavalos. Um homem sentado no banco dava chicotada nos animais para que forçassem-nos a andar, apesar de ser totalmente contra essa pratica, Ino sabia que nunca permitiram que ela dirigisse um automóvel então só restava-lhe lamentar. —Hoje é um dia muito importante afinal, você estará provando o seu vestido de noiva.

— Eu preferia estar vestindo roupas de luto! —afirmou ela em tom rabugento. — Casar com um desconhecido em pleno século vinte? Fala sério.

 —Poderia ser pior... Você poderia estar aprisionada em um convento. —disse ele, tentando consolá-la. — Sabe o quanto as freiras são rígidas e religiosas, não sabe? Você não duraria uma semana.

—Sim. — agora estavam sentados de frente um para o outro, como os bons machistas que eram seu pai  e irmão a proibiam de andar sozinha pelas ruas. Não que ela fizesse questão disso, já que naquele lugar as opções de lazer durante o dia eram bem escassas. — Nisso nós dois concordamos. E por falar nisso, como foi passar aqueles anos no seminário?

— Terríveis. Oh, céus, foram anos difíceis sem a presença de uma mulher — ele suspirou lamentavelmente —Apesar disso, eu e os rapazes conseguíamos escapar algumas vezes então divertimento não me faltou completamente.

Ela sorriu.

—Se papai o ouvisse falando dessa maneira...

—Não tenho dúvidas de que estaria encrencado. — ele sorriu, enquanto olhava para a cidade pela janela.

Permaneceram em silêncio durante toda a viagem, até chegarem a uma grande e luxuosa Boutique do centro da cidade, onde uma prestigiosa estilista estaria esperando pela princesinha da Igreja.  Primeiro o chofer desceu, em seguida abriu a porta para que os irmãos Yamanakas pudessem passar.

Como era de praxe, Deidara imediatamente lembrou-se de um compromisso qualquer a alguns quarteirões daquela boutique e jurou que a encontraria por volta das seis da tarde, quando todo o procedimento envolvendo costura e ajustes deveriam terminar. Ela não ficou nada satisfeita é claro, embora quisesse obrigá-lo a ficar sabia que de nada adiantaria seus esforços, então apenas despediu-se dele.

Segundo o bispo da Igreja Católica, todas as jovens donzelas – que fossem donzelas, de fato – deveriam preservar seu rosto puro, sua identidade, então era obrigatório o uso do véu, especialmente e sobretudo para aquelas que foram criadas seguindo a doutrina católica. O desuso do mesmo só era permitido em circunstâncias machistas, como por exemplo: somente sobre a presença de outra mulher, nunca de um homem estranho. Também era permitido que elas não usassem o véu dentro de sua casa, mas, fora essas circunstâncias citadas o uso era obrigatório.

  E era lei passível de multa e castigo para a família da garota! Isso era completamente revoltante.

Enquanto isso, os homens usufruíam de toda a liberdade e libertinagem que coubesse no mundo e podiam dormir com quantas mulheres quisessem antes do casamento. Podiam até mesmo ter amantes que era algo julgado como aceitável pela sociedade!

—Bem, lady Yamanaka, eu separei alguns modelos que você possa aprovar. Irei pegá-los, você pode aguardar aqui por uns minutos?

A loira não respondeu, limitou-se a balançar a cabeça afirmativamente enquanto arrastava-se até um bonito sofá de couro azul. Cruzou as pernas e ficou a observar os detalhes daquela loja, havia muitas peças interessantes por ali. “Será que há algo que possa ser utilizado no show?” não deixava de pensar nessa possibilidade, há algum tempo ela e as outras vinham utilizando perucas de mesmo corte e tom, seria ótimo poder dar uma variada.  

— Aqui está, lady. — a mulher voltou trazendo uma infinidade de panos, cores e tecidos. Ela respirou completamente entediada.

Que futuro horrível era aquele para as mulheres! Casar por obrigação, ter filho por obrigação! Não havia muita diferença entre casar-se por obrigação e ser uma garota de programa, mas, obviamente nenhuma menina nunca dissera tal coisa aos seus pais, do contrário o castigo era certo.

Ino permaneceu durante alguns minutos, experimentando, trocando e ajustando até que por fim gostou de um modelo em particular. Olhou-se demoradamente no espelho, será que seu futuro marido valia a pena fazê-la usar aquele vestido? Ou seria perda de tempo? De qualquer maneira, não havia duvidas: seria a mais linda noiva que aquela cidade já vira, ao menos nisso ela podia confiar plenamente. 

—Você está maravilhosa M’lady! — elogiou-a a dona da Boutique, que também fazia o papel de estilista quando tinha tempo sobrando.

—São seus olhos. — ela respirou fundo e então desceu do banquinho que haviam colocado em frente ao espelho. — Mas, de qualquer forma, eu quero esse vestido.

Por uma fração de segundos, a loira pensou ter visto os olhos de a mulher terem se transformado em cifrões.

Tudo o que sabia a respeito de seu noivo resumiam-se exclusivamente as informações dadas pelo seu pai. Era alguém importante (como obviamente teria de ser), bonito e galanteador. Em primeiro momento cogitou a possibilidade de ser Sasuke, porém sabia que se fosse seu amigo iria contá-la, o que não era permitido pelas leis cerimoniais. A família do noivo e a da noiva mantinham contato até o dia do casamento, quando enfim, um conheceria ao outro. Uma verdadeira armadilha.

Segundo o que seu irmão havia lhe explicado, as coisas seguiam dessa forma para que não pudesse houver desistência de nenhuma parte, e para que eles preservassem a reputação um do outro durante esse tempo.  Isso não impediu ela de ter rompido seus noivados anteriores... Por esse motivo, dessa vez Inoichi fazia questão de fazer tudo por debaixo dos planos, ela precisava admitir que aquela era uma estratégia inteligente.

“Dessa vez você não vai estragar tudo, Ino” foi o que seu pai havia dito e até aquele momento ele estava conseguindo cumprir muito bem com sua palavra.

{Mansão Hyuuga}

Neji havia ficado até mais tarde na escola, planejando sua próxima aula. Apesar de a profissão ser bem desgastante e em certos momentos frustrantes, ele adorava lecionar. Sentia-se importante dentro da sala de aula e gostava de passar seu conhecimento aos seus alunos. Certamente seus pais eram contra sua profissão, uma família formada e especializada em medicina não admitia que o seu único filho homem não seguisse seus caminhos. Mesmo assim, eles não foram firmes em seus planos ambiciosos para o filho, visto que esse sempre foi muito determinado em tudo o que fazia e principalmente em seus estudos. Era um rapaz extraordinário, quando mais novo, e havia se transformado em um homem maduro e completamente racional que não se deixava levar por impulsividade, daí uma das razões para ele ter se transformado em professor de matemática. Era um grande admirador da razão, da lógica.

Chegou em casa e já foi diretamente para o seu cômodo preferido: o quarto. Subiu as escadas apressadamente, sem dirigir a palavra a ninguém, já que estavam todos muito concentrados em uma discussão a qual ele sequer prestara atenção – não lhe interessava as travessuras de Hinata e Hanabi, nem um pouquinho.  – contudo... Teve uma grande e completa surpresa ao abrir a porta do seu santuário sagrado. Os olhos perolados arregalaram-se, ao avistar uma de suas alunas, sendo mais especificamente a pior dentre elas, deitada em sua cama.

—T-T-Tenten? — ele quase tropeçou para trás, nos próprios pés, diante daquela visão.

—Ah, oi professor. — ela rolou na cama despreocupadamente, como se aquele fosse seu quarto. — Então... Minha casa pegou fogo e sua família me acolheu aqui, encantador não é mesmo? — ao julgar pelo sorriso demoníaco que lhe era direcionado não havia a mais remota possibilidade daquilo ser encantador.

Mulher devassa! Aliás, mulher não, criança! Porque de fato era isso que Tenten era – ou ao menos o que ele desejava que fosse.

—O que diabos você acha que esta fazendo no meu quarto? — disparou ele, quando recuperou a sua razão. — Saia imediatamente daqui. — ordenou ele.

Ela levantou-se da cama num pulo, tal como ele havia ordenado, mas ele não era tão ingênuo ou estúpido a ponto de acreditar que ela havia acabado. Não. Ela era infinitamente pior que aquilo – e mais astuta também.

—Como quiser, professor. — ela sorriu e então dera uma piscadinha para ele, antes de deixar o quarto.

Assim que se viu sozinho, ele  trancou a porta do quarto e suspirou fundo.  Passou as mãos pelos fios negros, completamente entorpecido. O que quer que tenha acontecido ali, ele não gostou nadinha daquilo. Tudo o que envolvia aquela garota era confusão na certa! E agora teria de aguentá-la vinte e quatro horas sob o mesmo teto? Por que tinha a leve impressão de que aquilo não ia dar muito certo?!

Encostou sua cabeça na porta e suspirou.

—Estou escutando sua respiração, professor. — ele franziu o cenho. Não foram poucas as vezes que ele cogitou entregar à garota a polícia por perseguição, porém, o que ele ia alegar? Que uma garotinha virgem de família influente estava se insinuando para o professor de matemática em troca de notas? Se fizesse isso, seria um homem castrado e morto. Não. Ele tinha que lidar com ela de outra forma, sem, é claro, ceder o que ela tanto queria...

Mas como faria para livrar-se definitivamente de Tenten?

***

Subiu no palanque um pouco apreensivo. Fazia uns quarenta e dois graus naquele dia, e deveria ter no mínimo umas setenta e cinco pessoas ali, é claro que eles não culpavam os cidadãos por estarem com aquelas caras amarradas, quem ia desejar participar de um comício de um político quando podia estar banhando-se em uma cachoeira ou praia próxima? E mesmo assim, ele havia conseguido reunir um considerável numero de pessoas. Já era algo promissor.

—Boa tarde, cidadãos de Charming¹, antes de começar eu gostaria de agradecer profundamente a presença de todos os que estão aqui presentes, sei que não é o momento mais indicado para participar de um comício de político — fez uma pausa esperando pelas respostas, que não tardaram; logo começaram a concordar com ele, a aplaudi-lo e a gritar coisas desconexas. —Porém, tenho de informá-los que apesar de todo o cenário, não é exatamente um comício — hesitou, dando o gancho de suspense necessário para poder continuar tranquilamente — É um convite. — como o esperado, essa fala provocou as mais diversas reações nas pessoas, sobretudo nas moças solteiras que ali estavam presentes. — Daqui a exatos trinta dias, estarei me casando com uma das damas mais lindas da cidade e gostaria de poder contar com a presença de todos vocês!

Itachi percebeu subitamente a presença de alguém em meio á plateia. Com um véu branco cobrindo totalmente seu rosto, a Yamanaka estava abraçada ao irmão mais velho.  Ela estava usando um vestido azul de mangas cumpridas, ele crispou os lábios. Havia sido instruído pessoalmente pelo pai da sua noiva a fazer aquilo e, mesmo assim, ele sentia-se completamente incerto. Aquela garota era louca, apesar de, possuir o véu da  virtude.

 Deidara arregalou os olhos ao notar que seu antigo rival estava olhando diretamente para sua irmã. “O que esse imbecil acha que esta fazendo?”

—Vamos embora Ino, não deveríamos estar aqui.

—Não! — exclamou ela automaticamente — Eu quero ver isso, Dei.

—Você não precisa ver, nem ouvir nada, você precisa me obedecer! — exclamou ele em tom baixo.

Ela afastou-se dele.

—Se quer tanto ir embora, pois vá! Eu ficarei aqui. — insistiu ela.

Foi então que, Itachi anunciou a sua futura esposa.

—Na verdade, minha querida noiva encontra-se presente em meio à multidão. — ele pigarreou. Não era um moleque, no fim das contas. —Gostaria de chamá-la, lady Ino Yamanaka.

Os olhos azuis arregalaram-se por debaixo do véu, enquanto instantaneamente a multidão começava a abrir caminho ao seu redor para que ela passasse. Todos tinham seus olhos postos sobre ela, que continuava ali paralisada sem fazer a mínima ideia de como prosseguir. “O que... O que significa isso? Eu sou realmente a noiva de Itachi Uchiha?” pensou nervosamente, enquanto involuntariamente caminhava em direção ao palanque onde seu futuro marido a esperava.  “Espere um pouco aí! Isso é completamente proibido... Papai disse-me... Jurou-me...”

E então ela se lembrou “Dessa vez você não vai estragar tudo, Ino!” piscou os olhos enquanto ele estendia-lhe a mão para a ajudá-la a subir no palanque. Ela escutava as pessoas cochichando umas para outras, e apontando para a mesma. Sabia que metade estava curiosa em relação ao seu rosto, talvez até mesmo seu noivo estivesse, mas o que de fato estava a angustiando era o fato de que tudo aquilo havia sido arquitetado pelo seu pai.

Foi esse o motivo dele ter escolhido uma figura publica para se casar com ela?

Não. Não fazia sentido... E ainda sim, lá estava ela.

Itachi olhou curioso para aquela menina-mulher, ela não parecia tão feroz quanto os boatos espalhados pela cidade, ainda mais com um véu cobrindo seus olhos azuis traiçoeiros.

Começaram a aplaudir e a celebrar pelo casal, desejando felicitações enquanto a loira permanecia meio atordoada com todos os acontecimentos.

Itachi ousou e entrelaçou suas mãos as da sua futura esposa, que estava ligeiramente desconfiada.

—É um grande prazer anunciar Ino como a minha futura Senhora Uchiha.

Oh. Que pesadelo.

Ele estava entretido em seu discurso, quando fora assaltado por um cheiro familiar. Uma espécie de perfume... Inspirou aquele cheiro por algum tempo, afinal, da onde vinha? E por que lhe parecia tanto familiar? Concluiu que só podia vir das flores, sim, havia varias espalhadas ao redor do palanque e da praça atrás de si. Só podia ser delas.

Ino respirou fundo, controlando-se ao máximo para não sair dali correndo. Se estivessem a sós seria uma coisa, mas o fato de estar ao lado de uma figura pública e de frente para setenta e cinco pessoas mudava tudo; se provocasse algum tipo de escândalo seu pai dificilmente a perdoaria e a mandaria para longe, dessa forma não teria mais como dançar em Petit Burlesque. Era uma situação realmente complicada.

***

Era comum roubar um ou outro maço de cigarros de seu pai, antes de deixar a casa. Se Hiashi percebia nunca havia dado a demonstrar; talvez achasse que o responsável pelo roubo fosse Neji, o que era um completo alivio para ela.  Aquele era um dos “esconderijos” da loucura da cidade metropolitana, onde as três costumavam se reunir sempre que tinham a oportunidade. Iam sempre com véus pretos e roupas pretas para não serem reconhecidas por seus pais ou amigos próximos, no fim das contas elas viviam mais a vida de outras pessoas do que as próprias se contarmos a quantidade de disfarces feitos.

 Enquanto Tenten mergulhava alegremente, Hinata estava sentada em uma das pedras e com um cigarro entre os lábios. Havia ficado possessa ao ver naquela mesma manhã sua irmã aos beijos com Sasuke. Aquele cafajeste! Ela não tinha a menor  duvida de que ele havia iludido sua irmãzinha e estava disposta a qualquer coisa para poder vingar-se do vigarista.

—Não acho que seja uma ideia muito inteligente comprometer Pérola — dizia a Sarutobi, após voltar à superfície. — Você pode acabar nos expondo, Hina.

Ela respirou enquanto via a fumaça do cigarro dissipar-se.

—E o que a Hinata pode fazer? Os únicos momentos em que não estou cercada pelos capangas do meu pai é quando estou com vocês! — declarou ela, visivelmente inconformada com esse fato.

Aquele era um fardo que todas as três deveriam carregar, porém Tenten possuía mais liberdade que as outras duas juntas já que seus pais estavam na Europa resolvendo algumas pendências com o embaixador da Inglaterra e provavelmente demorariam a retornar ao país.

—Poderíamos nós três tramar algo contra ele. — sugeriu a morena, sorrindo largamente para Hinata que retribuiu o sorriso. — Prometo que pensarei em algo, mas por ora você deve esquecer aquele cafajeste! Já acabou com três maços, Hinata, mais alguns e você começara a tossir loucamente.

A Hyuuga assentiu em concordância, levantando-se da pedra com os maços de cigarros ainda existentes e jogando-os longe, juntamente do fósforo que havia surrupiado de algum lugar. Finalmente despiu-se de suas vestimentas e pulou no lago, mergulhando deliciosamente para então emergir de volta a superfície rapidamente, onde deparou-se com uma Tenten pronta para iniciar uma guerra d’água.

—Desgraçado, desgraçado! —escutaram uma voz familiar ao longe, mesmo assim não interromperam sua brincadeira, rindo e tentando afogar uma a outra. — Vocês não vão acreditar! — Ino surgiu a frente delas, erguendo o véu para encará-las. As meninas enfim viraram-se para fitá-la. — O meu noivo é Itachi Uchiha!

As duas morenas arregalaram os olhos, completamente perplexas com a novidade.

—O que? Do que você esta falando Ino?

— Eu acabei de descobrir e sabe como? Em um comício político! — cuspiu as palavras com ódio.

***

Fugaku  mandou publicar em todos os grandes jornais, aquelas palavras haviam sido espalhadas por toda a cidade e estado e não tardaria a serem espalhadas por todo o país: O primogênito Uchiha casa-se com a herdeira da fabrica de chocolates. Felizmente aquela ideia havia sido bem aceita por Inoishi, que normalmente vetava qualquer tipo de exposição a sua filha. O consentimento dele foi necessário para que o velho patriarca Uchiha, dono de uma grande petrolífera pudesse fazer o vento soprar ao favor de seu filho.  O casamento seria muito bem visto dentro do coro parlamentar do estado e a reputação do seu filho estaria intacta, enfim limparia a imagem de galinha descompromissado dele e, de quebra, Sasuke se casaria com Sakura. Era perfeito.

—Precisamos conversar. —informou o filho caçula seriamente, em frente a sua mesa.

Fugaku lançou-lhe um olhar desconfiado.

— Sobre? Não veio implorar novamente para que eu cancele seu casamento com a Haruno, não é mesmo?

—Não acho que isso vá ser preciso. — ele pigarreou. — Sakura foi assassinada durante um assalto na praça, papai.

Os olhos do Uchiha arregalaram-se.

—Não pode ser. —aquilo comprometia basicamente todos os seus grandes planos em relação a Sasuke!

—Acabo de voltar da casa do sr. Haruno, e foi ele quem me confirmou.

Fugaku levantou-se, com a mão no rosto. Aquilo era terrível!

Pobre Kizashi, pensou, rogando inúmeras pragas.

—Mande Shino preparar o carro, nós vamos até a casa dos Harunos e não me importa se você já foi lá, você vai voltar, esta me entendendo? — o outro assentiu em concordância.



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