História Petshop - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Personagens Carol Peletier, Daryl Dixon, Gabriel Stokes, Negan, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Rick Grimes
Exibições 25
Palavras 1.516
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura! S2

Capítulo 2 - Mama Said


Point of View: Sophitia Alexandra Powell

Foi bom rever Ezekiel e conhecer Rick e Paul, eles parecem bons homens e mesmo não querendo me envolver em problemas acabei aceitando hospedar o amigo de Rick. Chris cuspiu fogo quando soube e só faltou devolve-lo para o Santuário, além de não gostar dessa guerra com Negan Chris tinha um incentivo para não aceitar Daryl já que sua namorada, Amber, havia comentado que achou o hospede bonito e preferi não me envolver na briga de casal.

O dia seguinte amanheceu com um lindo céu límpido que fiz questão de admirar durante o café da manhã e para minha surpresa, ao retornar para ver o paciente lá estava ele em pé com um bisturi em mãos, recuou um passo apontando a lamina em minha direção e sorri perdida naquela cena, ele parecia um animal selvagem encurralado, os lindos olhos azuis esteiraram-se ao notar minha expressão, os músculos enrijecidos devido a postura o faziam parecer ainda mais forte e o cabelo bagunçado cobria parte de um dos olhos.

- O-onde estou? – O homem pergunta com dificuldade, provavelmente o tempo encarcerado o tirou o costume da fala.

- Você esta em um petshop, Rick o trouxe. – Respondo me sentando na maca que antes era ocupada pelo homem a minha frente. – Negan não pode encontra-lo nem desconfiar que recebeu ajuda então esse era o único lugar confiável. Agora vem, preciso ver como estão seus ferimentos.

- Estou bem. – Responde breve arrancando uma risada minha. – O que foi?

- Você é uma graça, Daryl. – Digo com um sorriso no rosto e lembro que o homem ainda não sabe meu nome. – Ah, ainda não me apresentei. – Dou uma leve palmada na testa. – Pode me chamar de Sophie. Você deve estar faminto, vou trazer algo e por favor Daryl, tente não fugir.

Eu sabia que ele tentaria fugir e eu não contestaria, pelo que Rick contou ele passou tempo demais como um prisioneiro, não o farei passar por isso mais uma vez, sei como é a sensação. Caminhei despreocupada até os fundos do petshop, colhi um alguns vegetais e quando retornei ao prédio o encontrei parado em frente a mesa, ainda segurando o bisturi.

- Como você conhece o Rick? – Pergunta apertando a lamina contra a mão com a mesma postura selvagem de antes.

- Boa pergunta! – Despejo os vegetais sob a mesa e após tomar em mãos uma faca começo a corta-los. – Cuidamos de alguns animais do Ezekiel, foi ele quem o trouxe para cá, não conhecia o Rick antes disso, nem o Paul.

- Ezekiel? Rick não confiaria em uma desconhecida.

- Ai! – Finjo ultraje. – Ele não confiou em uma desconhecida, arriscou confiar em um aliado, Ezekiel, líder de um dos grupos que Negan domina. Era arriscar sua vida ou arriscar a vida do grupo, vocês tem meninos lá? Talvez algum adolescente. – Aguardei alguns segundos por uma resposta que não veio, coloquei os vegetais em uma panela qualquer que estava sob a mesa e suspiro cansada. – Quer escolher o almoço?

Já sabendo que não haveria resposta caminhei até a porta e torci para que o homem me seguisse, para minha satisfação assim o fez. Daryl pareceu surpreso ao ver os animais, coelhos, esquilos, cobras e qualquer outro animal de pequeno porte que se possa encontrar na floresta e prender em uma gaiola.

- Você... – Começo tomando coragem. – Você ficou quanto tempo lá? – Pergunto e recebo como resposta uma expressão irritada. – Perdão.

- Não sei. – Responde aproximando-se de um grupo de coelhos. – Rick falou algo sobre atacar o Santuário?

- Ezekiel me contou por cima o que pretendem fazer. – Digo caminhando até a gaiola dos coelhos e seguro dois pelas orelhas. – Queriam esperar até você acordar para ter alguma informação útil, localização, numero de moradores, essas coisas.

- Por que não esperaram?

- Por que esperariam você acordar se eu podia contar tudo isso? Dã. – Reviro os olhos e rumo de volta a cozinha improvisada, porém sou impedida por um puxão no ombro que além de fazer-me virar de frente para o homem, assustou os coelhos. – Não faça isso Daryl, estou sendo boazinha com você.

- Você já esteve lá?! – Grunhe surpreso.

- Não quero contar essa historia outra vez, mas sim, já estive lá e provavelmente conheça o lugar melhor que você.

- Por que conhece o lugar melhor que eu? – Semicerra os olhos e aperta ainda mais meu ombro.

- Que tal me soltar e mudar de assunto? – Sugiro com um sorriso falso que o faz segurar meu outro ombro, suspiro derrotada e em um movimento rápido solto os coelhos e derrubo o homem com uma rasteira obvia demais, antes que Daryl pudesse segurar meus pulsos o imobilizo e aproximo nossos rostos. – Não faça isso de novo, não quero mata-lo, por mais que elas me mandem fazer, eu não quero. – Digo o olhando nos olhos e a expressão confusa do homem fez-me notar o que havia acabado de confessar, imediatamente me desvencilho e desvio o olhar. – Já fui uma salvadora mas não sou mais, agora moro aqui e ajudo Chris e Amber a cuidar dos animais do Ezekiel.

Estava estampado na cara dele, “ não confio em você”, mas o que posso fazer? Não sou das mais confiáveis. O ajudei a levantar-se e após recuperar os coelhos voltamos a cozinha improvisada, Daryl mesmo não tendo dito uma palavra desde nossa "briga" não tirava os olhos de mim por um segundo e aquilo já estava me incomodando quando ouvi a porta ser aberta e uma voz feminina ecoar.

- Olha só, nosso hospede acordou. – Amber diz arrastado e aproxima-se de Daryl com um olhar malicioso. – Se sente melhor?

Aquele tom vulgar ferveu meu sangue, senti minhas mãos formigarem e uma estranha energia me consumir, precisei descontar a raiva nos coelhos agora mortos e só um pouco mais aliviada me dei conta de que Daryl não havia respondido Amber, voltei a atenção aos dois e contive um grunhido ao vê-la próxima demais do homem, o analisava de cima a baixo enquanto o mesmo apenas a encarava como um animal encurralado.

- O que foi? O gato mordeu sua língua? – Amber pergunta ao homem que não esboça reação.

- Trouxe o que pedi? – Pergunto dando um basta naquilo.

- Sim, também conheci Alexandria. – Responde atraindo a curiosidade de Daryl. – Foi tão triste, os moradores pareciam não ter esperanças. Por que você não tenta falar com o Negan?

- Por que eu faria isso? – Franzo o cenho.

- Não seja insensível! Todas essas pessoas são escravas dele, Rick tem dois filhos, quer que eles percam o pai?

- Apelando para o lado emocional, certo... – Apoio as mãos na mesa suja de sangue e bufo cansada. – Vamos supor que eu vá até o Negan, ele me receberá no Santuário, oferecerá uma limonada, ele sabe que amo limonada, perguntará onde estive e responderei “ estive em um petshop cuidando dos animais do Reino”. Ele me conhece, sabe que não me importo com as pessoas e deduzirá que cuido dos animais por passatempo, então no dia seguinte Ezekiel estará morto e a razão será me conhecer. É o que você quer?

- N-não. – Amber gagueja. – Mas e se não for assim?

- Se não for assim? Bem, se ele não matar apenas o Ezekiel, também matará o Jesus, o Rick, talvez até os filhos do Rick. Daryl, você tem família? – Pergunto ao homem que nega com a cabeça.

- Namorada? – Amber completa e a encaro em repreensão. – Mas pense nisso Sophie, mamãe sempre dizia que se você espera o pior tem mais chances de se surpreender. Vou guardar os remédios.

- Certo, obrigada. – Agradeço voltando a atenção a carne sob a mesa e não demoro a ouvir a porta ser fechada, suspiro aliviada e continuo a cozinhar.

Minutos se passaram e enquanto cortava a carne, moía e jogava na panela não deixava de sentir o olhar do homem sob mim, no começo estava me irritando profundamente porém com o tempo passei a me sentir segura com a sensação, era uma certeza de que ele não queria fugir. Entre um ingrediente e outro aproveitei para ligar a vitrola, já não havia me esquecido da presença do homem quando o senti aproximar-se, por precaução segurei uma faca mas a soltei assim que o vi ao meu lado, a mesma postura desconfortável, selvagem, perdida e olhar fixo na panela.

- Acho que já esta pronto, quer experimentar? – Pergunto o oferecendo uma colher com um pouco de carne e legumes, Daryl revezou o olhar entre a colher em minha mão e eu e me surpreendi quando o vi abrir a boca receptivo, abocanha o talher e sorri com a primeira mastigada, é um sorriso fraco e tímido que passaria despercebido por outra pessoas, mas não por mim.

Aquele quase nulo sorriso despertou-me algo, algo que afetava cada parte do meu corpo e quase rezei para que não fosse a velha vontade de matar alguém voltando a me dominar, não sei o que vejo nele, talvez seja o jeito selvagem e animalesco, de qualquer forma a única certeza que tenho é que não quero machuca-lo.



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