História Petshop - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Personagens Carol Peletier, Daryl Dixon, Gabriel Stokes, Negan, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Rick Grimes
Exibições 20
Palavras 1.492
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Muuuuito boa leitura! S2 S2 S2

Capítulo 3 - Cry Me A River


Os primeiros dois dias foram tranquilos, Chris vigiava Amber como uma mãe vigia um bebe e assim pude cuidar de Daryl em paz, cada troca de curativos era um desafio para mim, o numero de cicatrizes recentes era quase o mesmo das antigas e toca-las causava formigamento nos dedos e um frio na boca do estomago, não queria machuca-lo mas há cada dia ficava mais difícil conter a vontade que sentia. Então no terceiro dia, enquanto Chris saia para caçar passei a desconfiar se seria mesmo aquela velha necessidade o que sentia pelo hospede. Após alimentar os animais que ficavam soltos retornei para o petshop e ao passar pelo quarto que cedi a Daryl o vi pelo vidro da porta, ele estava com Amber e a ruiva o beijava com mais intensidade que costumava usar com o namorado, um embrulho no estomago e nó na garganta me tomaram de imediato, eu estava sentindo ciúmes? Não tive certeza se era mesmo aquele sentimento adolescente, mas desde então, além de evitar a ruiva e o hospede o máximo que podia, passei a questionar-me sobre realmente querer mata-lo.

Daryl estava conosco há uma semana, parecia bem melhor e já não precisava mais dos pontos nos cortes, eu sabia que ele queria ir embora mas estava traumatizado demais para arriscar a vida dos amigos, quando penso no que ele deve ter passado naquele lugar sinto algo próximo a empatia, posso não saber exatamente o quanto ele sofreu, mas tenho uma breve noção.

Era começo de tarde quando retornei da horta, o calor me permitiu vestir apenas um top e shorts curto, joguei as luvas de jardinagem sobre a mesa e abri a porta da recepção afim de procurar Chris, o encontrei ali mas não como esperava, o loiro gritava enfurecido algo sobre “não acreditar que a mulher esta dando para um caipira” e revezava-se entre insultos e socos no hospede que não contestava, então veio um soco da parte de Daryl, certeiro no queixo do loiro que caiu desnorteado. Me aproximei  a passos largos e parei entre os dois homens, impedindo-os de prosseguir com aquilo.

- O que pensa que esta fazendo gritando assim? Quer ser comido vivo por aquelas coisas lá fora?! – Pergunto em tom de repreensão.

- Amber esta me traindo com esse filho da puta! Ou ele sai vivo, ou morto. – Chris grunhe furioso.

- Daryl não pode ir, prometi a Rick e Ezekiel que cuidaria dele até estarem prontos para atacar o Santuário. – Digo cruzando os braços.

- Quero ele fora.

- Não posso deixa-lo ir sozinho, não vou quebrar a promessa.

- Esta bem. – Chris diz levantando-se. – Vocês tem até o fim da tarde para irem embora.

Observei Chris encarar Daryl por alguns segundos e sair do petshop, odiava a forma irracional de Chris tomar decisões e me odiava mais ainda por não cogitar deixar o hospede partir sozinho. Suspirei cansada e caminhei até meu quarto, puxei da fresta do armário de arquivos uma mochila e comecei a guardar meus pertences. Quando cheguei a esse petshop as coisas eram diferentes, Chris e Ambeer comiam cobras e peixes, tinham dó de matar outros animais, os ajudei a cultivar uma pequena horta e ensinei um pouco do que sabia sobre sobrevivência, me sinto satisfeita em ver como progrediram desde então e após tudo o que fiz a ultima coisa que esperava era ser expulsa.

- Vou sozinho. – Daryl diz parado em frente a porta.

- Por que você fez isso? – Pergunto me sentando na cama, o vejo franzir o cenho confuso e desvio o olhar para a mochila culpando-me por sentir um nó na garganta. – Por que ficou com ela?

- Não fiquei.

- Eu vi vocês dois ontem a noite.

- Foi ela quem me beijou e se você viu mesmo sabe que a empurrei. – Explica e dá um passo a frente, na noite anterior me recusei a continuar vendo aquela cena e confesso que isso pode ter me influenciado a tomar conceitos precipitados. Suspiro derrotada e enfim volto meu olhar a ele. – Vou sozinho.

- Prometi cuidar de você.

- Não preciso de ninguém cuidando de mim. – Grunhe prepotente.

- Pare de ser tão burro! Por isso quase morreu. – Me levanto ficando de frente para Daryl e o encaro da mesma forma que faz.- Você não vai sobreviver sem mim lá fora!

- Então que eu morra!

- Acha mesmo que vai ser simples assim? Acha mesmo que se um salvador encontrar você vai mata-lo com um tiro na cabeça? Você estava preso lá, sabe como aquele homem é sádico e sabe como os outros também podem ser depois que passam muito tempo com ele, matar será a ultima coisa que farão! – Exclamei no mesmo tom.

- E você passou muito tempo com ele? – Pergunta estreitando os olhos, aquela pergunta me atingiu em cheio, preciso de alguns segundos para esboçar reação e quando finalmente consigo abaixo a cabeça envergonhada.

- Passei. – Respondo em um quase sussurro. - Mas ele não me influenciou a nada, e-eu já era assim...

- Como o conheceu? – Sussurra de volta e o sinto se aproximar. Eu não deveria responder, muito menos sentir um leve arrepio com o toque em meu ombro, mas nos últimos dias tenho descoberto muitas coisas erradas em mim.

- Eu... E-eu... – Tento encontrar palavras para começar. – Ele me encontrou em uma prisão, eu estava lá quando tudo começou, presa, não pergunte como sobrevivi tanto tempo presa, foi a pior parte, eu parecia uma animal selvagem assim como você então Negan leu minha ficha e foi amor a primeira vista. – Suspiro saudosa. – Cuidou de mim, me ensinou a sobreviver do lado de fora da prisão e quando viu minha facilidade em "sobreviver" não tardou a me usar como arma, eu podia entrar em um grupo rebelde e matar os homens enquanto dormiam, ele adorava me ver coberta de sangue, devia ser algum tipo de fetiche. Então um dia assim que voltou de uma visita a um grupo disse que confiava em mim e me queria como esposa, acho que ele foi o único homem que amei, aquele humor negro e sadismo exagerado me encantavam, mas eu não... N-não... – Engulo em seco e respiro fundo antes de voltar a contar. – Ouvir aquela proposta trouxe lembranças demais, senti nojo daquilo e senti nojo de matar as pessoas, foi assim que tudo começou e aceitar seria voltar ao zero, então fui embora. – Ao final da história Daryl olha-me nitidamente em um conflito interno, parece apreensivo e ao mesmo tempo desconfiado, claro, por que não desconfiaria? Volto a me sentar na cama sem erguer a cabeça. – Vá logo.

O ouvi sair sem dizer uma palavra e aquilo doeu como um tiro, por mais que eu me sentisse culpada e sem direito a companhia do homem, uma parte de mim ansiava para que ele não fosse. Deitei frustrada porém um rugido chamou minha atenção, sabia que era Shyva e se Ezekiel estava aqui poderia convencer Chris a não expulsar Daryl, levantei em um pulo e corri para a recepção afim de encontrar o rei mas para a minha surpresa Shyva estava acompanhada de uma mulher grisalha que chorava abraçada a Daryl, ela parecia conhece-lo e tinha em uma das mãos o bastão de Ezekiel, dei alguns passos até o centro da sala e assim que notou minha presença a tigresa caminhou em minha direção, abri os braços para recebe-la e abraçou-me apoiando-se nas patas traseiras. Shyva roçava a cabeça nos meus cabelos e resmungava desesperada, me ajoelhei para que a tigresa deitasse e ao me desvencilhar vi uma lagrima escorrer pela pelugem espessa, ela estava chorando.

- Hey, calma garota, estou aqui. –Sussurro a abraçando mais uma fez, nos aconchegamos uma na outra e quando me dou conta também estou chorando. Ezekiel é um dos poucos humanos que admiro, é o único, além de Negan, que conhece toda a minha história, recebi bons conselhos dele, se não fosse o rei eu com certeza teria voltado para o Santuario ou pior. Nunca me imaginei chorando por alguém e lá estava eu ajoelhava lamentando por Ezekiel.

- Você é a Sophitia? – A mulher grisalha chama minha atenção, ergo a cabeça para vê-la e a encontro ainda abraçada a Daryl.

- Sim. – Respondo tentando me recompor. – Não existe outra razão para Shyva vir sem o rei. O que aconteceu?

- Sinto muito, Negan o decapitou. – Diz direta após um soluço. – Sou de Alexandria, Daryl precisa voltar comigo.

- Ele já estava de partida. – Comento sem dar muita importância. – E a Shyva?

- Ezekiel a deixou como herança. – Olha o bastão em mãos e sorri fraco. – Disse que Shyva a entende e farão companhia uma a outra.

Sorri tristonha para a mulher que retribuiu em mesmo tom e senti a tigresa empurrar meu braço com a cabeça avisando-me que o abraço havia sido desfeito, a envolvi novamente e nos aconchegamos não contendo as lagrimas. Por que os seres humanos são tão complicados?



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