História Photograph - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias Grey's Anatomy
Personagens Addison Montgomery-Shepherd, Amelia Shepherd, Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Derek Shepherd, Mark Sloan, Theodora "Teddy" Altman
Tags Calzona, Grey's Anatomy
Visualizações 671
Palavras 4.524
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite!

Me perdoem a demora para postar mais fiquei muito indecisa se ele estava bom o suficiente para ser postado. Ainda não fui convencida, porém ameças constantes me fizeram trazer esse capitulo para vcs. Eu espero ter conseguido passar pelo menos um pouquinho da emoção e do significado que esse capitulo tem. Espero que vocês gostem e não se esqueçam que toda critica sempre é bem vinda. Estou tentando atualizar com mais frequência possível, juro que faço meu melhor.

Indico que ouçam “oceans-seafret” quando aparecer a Callie falando "Eu não acredito. O que será que eu estava pensando da minha vida?" e “iniciar daughter-sleeping at last” quando começar "Arizona buscou os olhos castanhos esperando a confirmação que precisava"

bom, sem mais delongas.... Perdoem os erros, os equívocos e boa leitura... Espero que gostem♥

Capítulo 22 - Our baby


Fanfic / Fanfiction Photograph - Capítulo 22 - Our baby

 

Continuação...

 

Arizona seguiu em direção à porta e a abriu. Respirou fundo antes de entrar e fechar a mesma atrás de si. Retirou sua jaqueta preta e a colocou sobre o suporte. Ainda com as luzes apagadas, deu alguns passos em direção ao porta-retratos que dera de presente pra latina em seu aniversário. Callie desceu as escadas com mais calma dessa vez. Com a mão apoiada no corrimão, descia degrau por degrau acompanhando o vislumbre das costas expostas. Arizona tocou levemente o rosto da latina na foto, fazendo-a sorrir.

 

– Se isso tudo for saudades, eu estou aqui. Você pode tocar meu rosto. – lançou com um sorriso aproximando-se.

 

Arizona nada disse, apenas sorriu e abriu os braços convidando-a para um abraço. Com um sorriso mega watt, Callie não hesitou e correu em sua direção. Os corpos se uniram e se reconheceram. Acolheram-se em um abraço apertado. Os corações batiam em descompasso. Apertaram-se uma na outra como se precisassem daquele contato para viver. Era como se aquele fosse o ultimo abraço, a última vez que estavam sentindo o perfume uma da outra. E em sintonia, respiraram fundo inalando o aroma uma da outra.

Sorriram...

Arizona deitou a cabeça no ombro latino e fechou os olhos tentando conter as lágrimas que de teimosia, rolaram por seu rosto. Callie sentiu os respingos em seu ombro e nada disse, sentiu o frio na barriga, e o medo que tinha ido embora, voltou a assustar. Adiaram o contato com os olhos até o último segundo, cada uma com seus próprios medos que no final, levariam ao mesmo destino.

 

Perderem-se.

 

– Não me abrace desse jeito, por favor. – pediu tentando conter as lágrimas.

– De que jeito? – perguntou desfazendo-se do abraço.

– Desse jeito, como se fosse uma despedida. – disse encarando os azuis marejados.

– Não chore, por favor. – pediu levando o polegar em seu rosto enxugando as lágrimas que insistiam em cair.

– Não quero perder você Arizona, me diz que está tudo bem, por favor. – suplicou levando a ponta dos dedos em sua bochecha, segurando o rosto.   

 

 

 

As testas se uniram...

Os olhos se fecharam em sintonia...

O único som que pudera ser ouvido era das batidas dos corações ansiosos.

 

– Vai ficar tudo bem meu amor, eu prometo. – afirmou com a voz embargada. – Eu te prometo Calliope. – disse antes de abrir os olhos e encontrar os castanhos. – Não chore, por favor. – pediu.

– Mas você também está chorando. – avisou passando o polegar por seu rosto.

Arizona sorriu fazendo Calliope sorrir de volta...

Fitaram-se por alguns minutos em silêncio...

Os narizes se roçaram lentamente com carinho...

Os olhos se fecharam em sintonia...

Trocaram “cheirinhos” reconhecendo-se e mais uma vez esfregaram os narizes. Os lábios se encontraram e compartilhando um selinho úmido. Abriram os olhos e sorriram.

– Vem, senta aqui. – pediu puxando-a para o sofá. Callie sentou-se ao seu lado e ficaram de frente uma para outra se encarando em silêncio.

– Estou ficando apreensiva, você disse que vai ficar tudo bem, mas você não está com a aparência de que realmente as coisas ficarão bem. Como foi a conversa? Aconteceu alguma coisa?

– Aconteceu. – assumiu.

– Você decidiu que não vai mais se separar, é isso né? Você o ama? Meu deus.

– Callie, para. Por favor. – pediu levando o dedo em sua boca. – Não é nada disso. Ele foi até compreensivo e aparentemente aceitou numa boa o fato de que estou apaixonada por você. O Mark não é o problema, na verdade não é que seja um problema, mas... – respirou fundo antes de começar a contar o que aconteceu. Arizona deu todos os detalhes da conversa e como o ex-noivo aceitou tudo de boa. Contou que durante o abraço teve um mal-estar novamente e que foi parar no hospital, Callie levantou passando a mão nos cabelos.

– Eu sabia que tinha alguma coisa errada com você, eu pude sentir isso – esbravejou.

– Eu acho incrível essa conexão que temos uma com outra, sabia? – confessou fazendo-a parar e encara-la. – Posso continuar? – perguntou e ao ter a confirmação, voltou a contar que ficou desacordada por algumas horas e que estava tudo bem com ela.

Callie a encarava séria, com a testa franzida, parecia que estava juntando as informações para dar o diagnostico de Arizona.

– Eu menti pra você quando estávamos na África, eu passei mal umas três vezes depois do alojamento. Mas eu só queria te poupar, eu não quis que você ficasse preocupada e que isso pudesse de alguma forma estragar nossa viagem que eu queria que fosse perfeita. – disse tentando decifrar o olhar da latina sobre si.

– Quais foram seus sintomas? – perguntou virando-se de costas.

– Tontura... Enjoos. – suspirou com pesar.

Callie soltou um riso de nervoso apoiando as mãos sobre a mesa que fica na lateral da sua sala. Abaixou a cabeça e os ombros em derrota e nada disse. Mais uma vez o silêncio tomou conta da sala. A única coisa que pudera ouvir era o barulho da respiração ofegante de Arizona que esperava ansiosa para encontrar os castanhos que agora já sabiam da verdade.

Depois de um longo suspiro, Callie virou-se novamente encarando os azuis que estavam marejados. Tentou buscar a confirmação para suas perguntas no olhar que nunca mentia. Com um grunhido baixo, deixou a cabeça abaixar derrotada, não relutou e deixou seus olhos serem tomados por lágrimas de dor. Dor por achar que Arizona estava ali para terminar tudo, porque a resposta era óbvia, a escritora estava grávida.

 

– Calliope. – suplicou.

– Enjoos, tonturas... Esse teu olhar. – disse levantando a cabeça para encara-la. – Você está grávida, Arizona. – concluiu.

– Sim, estou. – confirmou com um choro sonoro. – Me perdoe. – pediu.  

– Meu deus, você vai ser mãe. – disse com um sorriso nervoso. 

– Eu sinto tanto por nós duas, Calliope.

– Então é isso? – perguntou arqueando as sobrancelhas. – Você engravidou e decidiu que é melhor criar esse filho com o Mark, e eu estou fora? – indagou incrédula prendendo o choro.

Arizona que estava de cabeça baixa, agora ergueu para encarar os olhos castanhos que lhe fitavam com medo. Franziu a testa sem entender. Afinal, era a latina que provavelmente terminaria tudo por não querer assumir o filho de outra pessoa.

– Calliope. – chamou.

–“Eu não acredito. O que será que eu estava pensando da minha vida? Que burra! Estava achando que você ficaria comigo, estava tudo indo muito bem, é claro que daria algo de errado. Eu sempre soube que não deveria me envolver com mulheres comprometidas, sabia que era furada, território perigoso. É por esse motivo que eu nunca em envolvi com mulheres casadas. Olha só, pra nós duas agora. – esbravejou encarando os olhos azuis que lhe fitavam sem entender nada. – Agora você vai voltar para seu noivo e eu vou ficar aqui sozinha. Eu me entreguei pra você e agora você simplesmente vai embora, construir sua família. Eu fui apenas um passa-“ – foi interrompida.

– Cala a boca. – foi tudo que Arizona disse antes de segura-la pelo rosto e calando-a com um beijo. Um selinho demorado foi compartilhado e a latina ainda mantinha os olhos abertos. – Você fala demais, cala a boca e me beija agora. – ordenou antes de avançar nos lábios carnudos.

 

Um beijo calmo se iniciou.

As línguas automaticamente se reconheceram.

As mãos ansiosas deslizaram pelas costas e cabelos.

 

Entrelaçaram as línguas com um beijo intenso e apaixonado. O beijo estava salgado por conta das lagrimas que caiam durante o mesmo. O medo de perderem-se era assustador demais. Ambas sentiam-se como precisassem uma da outra para sobreviver. Elas sabiam que poderiam sim, viver separadas. Porém não queriam, não aceitariam esse destino. Por mais que universo estivesse tentando contra elas, estavam decididas a enfrentar isso juntas.

Não precisou nenhuma palavra ser dita, ou qualquer promessa ser feita. O beijo que estava sendo compartilhado naquele momento já dizia tudo. Seriam apenas os três, Callie, Arizona e seu bebê que estava por vir. Menino, menina. Um dois ou três. Callie estava disposta a aceitar, faria qualquer coisa para tê-la ao seu lado.

Finalizaram o beijo com alguns selinhos e uniram as testas ainda de olhos fechados. Callie acariciou as bochechas rosadas com a ponta dos dedos, fazendo Arizona repousar suas mãos sobre as mesma segurando. Esfregou o rosto delicadamente contra as mãos firmes e cuidadosas. Callie apenas apreciava o contato com um sorriso bobo nos lábios. Arizona abriu os olhos encontrando os castanhos mais brilhantes que já vira em sua vida. Ninguém nunca tinha lhe olhado dessa forma.

 

Fitaram-se por alguns segundos e sorriram em sintonia...

 

– Eu quero você nessa comigo Calliope. Eu sei que parece loucura pelo pouco tempo que nos conhecemos. Mas eu quero você comigo, eu quero criar esse bebê com você. Eu sei que estou te pedindo uma coisa meio absurda. – disse gesticulando com as mãos tentando buscar as palavras certas. – Eu sei que você gosta da sua liberdade, do seu cantinho e que uma criança mudaria completamente o teu dia-a-dia. Mas eu acho que podemos dar um jeitinho. – enrugou no nariz fazendo-a sorrir com o “jeitinho”. – Vou entender completamente se você não quiser essa bagagem toda. Mas eu preciso perguntar Calliope. Você aceitar ser a mãe do meu bebê? – perguntou receosa encarando-a.

Callie fitou os olhos azuis por alguns segundos com uma expressão séria que fez Arizona deixar os ombros caírem e respirar fundo. Encararam-se por longos segundos. O silêncio estava deixando a escritora mais apreensiva do que já estava, ela precisava de uma resposta. O olhar da fotógrafa era indecifrável, concluindo que o silêncio era um não. Arizona abaixou a cabeça derrotada soltando um longo suspiro em pesar. Levantou a cabeça e encarou mais uma vez os castanhos indecifráveis em busca de respostas. Sem nada obter, virou-se para ir embora. Mas antes que qualquer passo pudesse ser dado, Callie segurou sua mão.

Os olhares se encontraram mais uma vez. Arizona franziu um pouco a testa enquanto encarava a latina que ainda estava séria. “Seria isso um sim?” – pensou. Sem querer prolongar a angustia da escritora, Callie abriu um sorriso mega watt fazendo-a respirar aliviada.

– Sim. – finalmente respondeu. 

– Sim? – perguntou abrindo um sorriso de covinhas.

– Sim, meu amor. – respondeu levando a mão direita sobre sua barriga. – Eu aceito ser a mãe do seu bebê. – disse segurando as lagrimas.

– Nosso bebê. – corrigiu-a com o sorriso iluminado.

– Nosso bebê meu amor. – disse acariciando sua barriga.

Callie agachou-se e encostou os lábios lentamente em sua barriga. Fechou os olhos por alguns segundos e beijou novamente. Esfregou o nariz delicadamente sobre a barriga e ergueu a cabeça em busca dos azuis mais bonitos que já vira em sua vida.  Abriu seu sorriso mega watt para Arizona que emocionada puxou-a pelo rosto trazendo pra si.

Um beijo diferente de todos já compartilhado se iniciou. Abraçaram-se enquanto as línguas se entrelaçavam em sintonia. As mãos firmes de Callie deslizavam sobre as costas desnuda delicadamente. Enquanto Arizona mantinha as mãos em seu rosto dando o máximo de si. O beijo tinha um gosto salgado por conta das lagrimas que rolaram durante o mesmo. Lágrimas de felicidade, de sonho realizado. Ambas jamais pudera se imaginar estar vivendo esse momento, Arizona grávida de Mark, abrindo mão de seu noivado para entregar-se ao seu amor, amor verdadeiro.

Callie Torres, a latina mais cobiçada pelas mulheres de Nova York, agora estava completamente apaixonada e entregue a uma escritora. Nem em seus melhores sonhos imaginou que pudera sentir-se tão feliz assim. Agora ela tinha uma família, a sua família. Impossível foi conter as lagrimas durante o beijo. Era como se o céu tivesse descido sobre elas com a força do amor que era compartilhado no beijo.

Com leves selinhos desconectaram os lábios e uniram as testas. Sorriram apaixonadas uma para outra e selaram várias vezes em meios risos bobos. Felicidade é a palavra que poderia definir o que estavam sentindo nesse momento.

 

***

 

Após uma longa conversa Mark foi convencido a ir contar a verdade para Addison. O empresário até que tentou adiar esse momento, mas Arizona o convenceu de quanto antes melhor, afinal sua gravidez não era algo que ele iria esconder por muito tempo, uma hora ou outra ela iria ficar sabendo e quanto antes melhor. Seguindo seu conselho Mark tomou um banho e foi buscar a ruiva no hospital. Ofereceu uma carona para Arizona, mas a escritora preferiu ir sozinha, até porque não sabia qual seria a reação da latina. Após o banho, arrumou-se e saiu em direção ao trabalho de Addison.

Era por volta das dez horas da noite quando a ruiva finalmente saiu do hospital. O vento frio fazia o cabelo longo e vermelho voarem deixando-a mais deslumbrante. Vestindo um casaco sobretudo e um salto alto preto aproximou-se de Mark que estava em pé com as mãos no bolso de sua calça. Addison envolveu os braços em seu pescoço e depositou um beijo em seus lábios. 

– Se você está aqui então quer dizer que... – tentou presumir encarando-o com um sorriso. Mark nada disse apenas abriu um sorriso casto e levou as mãos em seu rosto. Tocou os lábios levemente e a encarou.

– Precisamos conversar. Você quer comer alguma coisa? – perguntou.

– Podemos comprar uma pizza e levar lá pra casa, o que tal? Esta ventando forte, não quero ficar na rua. – respondeu. Após observar sua expressão “diferente” franziu a testa. – Está tudo bem, Mark? – indagou ficando preocupada.

– Vamos pedir uma pizza então. – Respondeu simplesmente abrindo a porta do carona pra que ela entrasse. – Em casa a gente conversa com calma, está tudo bem sim. – mentiu.

Addison fingiu acreditar em suas palavras, mas estava nítido que tinha alguma coisa errada. Ele estava distante e sua expressão o denunciava. Pela primeira vez sentiu medo, medo de que ele pudesse ter desistido de ficar com ela. Seu coração disparou, tentou abrir a boca para perguntar se ele havia desistido, mas não conseguiu dizer uma palavra. Tentando não sofrer por antecedência, balançou a cabeça tentando dissipar esses pensamentos e trocou o assunto enquanto ele dirigia até a pizzaria mais próxima.  

 

***

O barulho dos pingos de chuva caindo na sacada fizeram as mulheres saírem do transe. Callie estava deitada de barriga para cima enquanto Arizona repousava a cabeça em seu peito. As mãos latinas acariciavam os fios loiros enquanto Arizona deslizava a ponta dos dedos sobre a lateral do seu corpo.

A chuva inesperada da noite parecia ter chegado para lavar a alma das mulheres que respiravam aliviadas. Finalmente estariam juntas e nada as impediriam. Viveriam esse amor, cuidariam dessa criança e seriam felizes para sempre. Parecia muito clichê, mas só elas sabiam o que estavam sentindo. Só quem já amou verdadeiramente saberia a sensação que é estar nos braços da mulher que se ama. Saber que agora teriam uma criança que dependeria delas para tudo as deixavam com medo, entretanto o simples entrelaçar de dedos passava a segurança que precisavam para saber que enfrentariam todas as dificuldades juntas.

– Vou marcar minha primeira ultra na semana que vem...  – disse deslizando a ponta dos dedos sobre a pele latina.  – Eu gostaria que você viesse comigo. – falou sem jeito levantando a cabeça para encarar os olhos castanhos.

– Claro que eu vou com você meu amor. Não precisa ter receio para falar comigo sobre isso. É o nosso bebê. – disse com um sorriso. – O que me preocupa é o Mark e se ele não ficará incomodado com a minha presença. Eu não quero deixa-lo desconfortável. – preocupou-se.

– Não se preocupe, conversamos sobre isso quando chegamos do hospital. Ele só quer a nossa felicidade. E você me faz feliz, Calliope. – declarou-se fazendo-a abrir seu melhor sorriso.

Arizona aproximou os lábios e os selou. Fecharam os olhos com o contato e esfregaram os narizes. Sorriram...

– Eu te amo... Quer dizer. Nós te amamos. – corrigiu-se colocando a mão em sua barriga.

– E eu amo vocês. – declarou-se repousando sua mão sobre a de Arizona. – Você me deu uma família Arizona... Você não tem noção de como eu tive medo de nunca realizar esse sonho. Você é um presente, uma dadiva. E eu prometo cuidar de vocês todos os dias da minha vida. – declarou-se apaixonada abraçando com força como se quisesse protege-la de todas as coisas ruins que existe no mundo.

– Eu te amo tanto, meu Deus. – disse durante o abraço aconchegando-se em seu colo. – Te amo, te amo, te amo. – sussurrou em seu ouvindo fazendo-a abrir seu sorriso mega watt.

Nos braços uma da outra ficaram por um bom par de tempo trocando caricias até pegarem no sono. Arizona foi a primeira adormecer nos braços latino enquanto Callie acariciava sus cabelos com um sorriso bobo nos lábios. É claro que a latina sabia que enfrentariam muitas coisas pela frente. O preconceito seria a mais cruel de todas elas. Entretanto, o amor que sentia por Arizona e agora por esse bebê que ela mal acabara de saber da existência, a fazia confiante e disposta. Disposta a enfrentar tudo e todos para que a ignorância das pessoas cruéis não abalassem sua família.

– “Minha família” – sussurrou com um sorriso mega watt antes de fechar os olhos adormecendo.

 

***

 

Na casa de Addison o único som que pudera ser ouvido era o da chuva. Mark ainda não tinha tocado na pizza e sequer bebido um gole de seu vinho. Cansada de tentar ficar falando sozinha e de ter que ficar puxando assunto. Addison de uma só vez acabou com todo liquido que tinha em sua taça e a colocou com força em cima da mesa de vidro finalmente atraindo sua atenção.

– Addison. – assustou-se.

– Cansei, Mark. Ou você me conta o que está acontecendo, ou infelizmente vou ter que pedir pra você ir embora. Poxa. – esbravejou. – Fiquei contanto as horas para estar com você novamente, estou curiosa para saber como foi sua conversa com Arizona. Mas até agora você nada disse, ok. Tentei respeitar, esperar você encontrar o seu melhor momento para me contar. Talvez esteja arrependido e queira voltar atrás, eu não sei. Cansei de ficar teorizando também. Você mal tocou na pizza, esse é seu vinho favorito e você sequer deu um gole. Alguma coisa está errado, então eu quero saber agora ou você por favor via embora. – disse séria apontando para porta.

Mark coloco os talhes sobre o prato e o afastou um pouco. Repousou o cotovelo sobre a mesa e cruzou os dedos. Apoiou a cabeça sobre a mão fechada e respirou fundo deixando os olhos fechados por alguns segundos tomando coragem.

– Você está me deixando nervosa. O que aconteceu? Vocês decidiram ficar juntos, é isso?! – tentou adivinhar. – Eu não acredito que você teve coragem de fazer isso comigo, Mark.

– Arizona está grávida, está esperando um filho meu. – soltou de uma vez deixando-a de boca aberta.

– Isso só pode ser brincadeira. Se for, saiba que é de muito mau gosto. – avisou.

– Estou com cara de quem está brincando? – perguntou sério.

Addison abriu um sorriso de nervoso e bufou incrédula.

– Addison.

– Vai embora.

– Addison, por favor. – tentou.

– Vai embora Mark, por favor. – pediu.

– Vamos dar um jeito nisso, eu preciso de você.

– Conversamos sobre isso, eu te contei porque fiquei tão fria em relação aos homens... E você fez exatamente igual, por favor vai embora.

– Eu sou diferente do Will, Addison. Eu e Arizona não ficaremos juntos, não tem nenhuma chance disso acontecer, ela está com outra mulher.

Addison franziu a testa confusa, antes que pudesse questionar qualquer coisa sobre a orientação sexual de Arizona, deduziu que aquilo pudesse ser apenas uma mentira de Mark para faze-la ouvir o que ele “supostamente” teria para explicar. Pensando que a história estaria se repetindo, a enfermeira perdeu a cabeça.

– Vai embora agora. – esbravejou apontando para a porta.   

– Addison. – suplicou.

– Agora Mark. – esbravejou.

 

Na tentativa de não piorar as coisas, Mark obedeceu levantando-se. Caminhou até a sala e pegou a chave do seu carro e seu celular. Sentiu o olhar da ruiva queimando em suas costas, mas quando virou-se a mesma desviou. Esperou alguns segundos na tentativa que a enfermeira mudasse de ideia mas não teve nenhuma resposta. Seus ombros fortes caíram derrotados e com um longo suspiro direcionou-se até a porta abrindo-a. Respirou fundo e olhou para trás mais uma vez, porém Addison estava relutante. Com um último suspiro fechou a porta atrás de si correndo em direção ao seu carro por conta da chuva forte que caia sobre a cidade.

 

Após sua saída, Addison desarmou-se. Estava parada em frente uma grande janela esperando apenas o barulho da porta se fechando. Após ouvi-lo, deixou seus ombros caírem em derrota, passou a mão nos fios vermelhos jogando-os para trás e libertou-se. Deixou as lágrimas escorrerem por seu rosto, aquela com certeza era a única forma de por para fora a dor que estava sentindo por está vivendo mais uma vez a mesma história.

Um choro alto pudera ser ouvido por quem passava do lado de fora. Addison caminhou até a porta e olhou pelo basculante para ver se o carro ainda estava do lado de fora. Em sintonia Mark olhou para casa e pôde ver a ruiva que tentou se esconder, mas era tarde, já tinha sido vista. Correu para seu quarto subindo as escadas com passos firmes antes que Mark pudesse voltar, a última coisa que queria era encara-lo. Não deixaria ser induzida mais uma vez a viver nesse tipo de situação entre um casal e um filho. Addison saiu tão machucada da ultima vez que tinha se submetido a isso que carregava a mágoa até hoje por ter sido trocada. Não, de novo não. Addison estava decidida a apagar completamente tudo que vivera com Mark durante esses meses e seguir em frente. Sabia que era arriscado envolver-se com homem casado, mas agora com uma criança no meio ela não poderia competir, nem queria. Não outra vez. Addison entrou em seu quarto e jogou-se em sua cama de bruços. O choro sonoro intensificou-se e só parou quando a ruiva pegou no sono já exausta de tanto chorar.

 

***

 

Uma semana já havia se passado, Arizona agora tinha sete semanas e dois dias de gestação. Os enjoos se intensificaram, mas dessa vez não houvera nenhum desmaio. Callie e Mark dividiam-se para cuidar da escritora que andava com muitos enjoos e tonturas. Arizona decidiu trocar sua ginecologista e aceitar ficar com a Doutora Eliza que logo marcou um ultrassom transvaginal para saber como estava o bebê.

Arizona estava dormindo na casa de Callie todas as noites enquanto Mark ficava em seu apartamento. Visivelmente abalado, o empresário não estava indo trabalhar, decidiu dar-se alguns dias de descanso. O que deixou Callie aliviada já que se sentia mal por ter que trabalhar e deixa-la sozinha. Mark realmente era uma espécie rara de homem, talvez o único. Compreensivo e sempre muito carinhoso com Arizona, aceitou aparentemente “de boa” o fato de Arizona querer criar essa criança com a fotógrafa. Mark apenas deixou claro que não abriria mão dessa paternidade e que Callie precisava saber que ele também estava nessa junto com Arizona.

O dia da ultrassonografia chegou. O relógio marcava nove horas da manhã quando Callie, Arizona e Mark chegaram ao consultório particular da Doutora Eliza que já estava a sua espera.  

– Oi, Arizona. Bom dia. – cumprimentou a doutora.

– Olá, bom dia. – respondeu apertando sua mão já entrando na sala. Callie e Mark entraram logo em seguida.

– Vejo que trouxe uma amiga. – comentou inocente.

– Ela não é minha amiga, é minha namorada. – respondeu simplesmente deixando Callie surpresa com rótulo e Mark constrangido. Eliza nada disse apenas encarou a latina de cima a baixo que percebeu imediatamente o olhar.

– “Oh” – limitou-se.

Os olhos de Callie e Arizona encontraram-se e ambas sorriram em sintonia. Callie não conseguiu se conter ao ouvir a palavra “namorada” Então elas estavam namorando. Seu coração parecia que saltaria pela boca a qualquer instante. Eliza as interrompeu quando pediu para que Arizona vestisse o avental (uma camisola branca de manga com algumas bolinhas de cor azul). Um silêncio estranho instalou-se enquanto Arizona se trocava. Após voltar, encarou os três que se olhavam sem graça e sem saber o que dizer. Deitou-se na cama com a ajuda de Mark e Callie e posicionou-se.

 

Sentiu-se desconfortável com a posição que tivera que ficar, mas ao sentir Callie segurando sua mão conseguiu relaxar um pouco. Respirou fundo apreensiva enquanto Eliza posicionava-se entre suas pernas. Um lençol fino cobria a visão de Callie e Mark que também não fizera questão de olhar. Ninguém queria tornar aquilo mais “constrangedor” do que parecia estar.

– Está pronta? – perguntou.

Arizona procurou os olhos castanhos buscando a confirmação que precisava. Com um sorriso casto e um leve aperto em sua mão, Callie respondeu fazendo-a sorrir. Impressionante como a fotógrafa lhe passava confiança e fazia seus medos sumirem, seja ele qual for. Arizona desviou o olhar para Mark e abriu um sorriso antes de confirmar que a doutora poderia começar.

– Ok, você vai sentir um leve desconforto, mas infelizmente será necessário. – avisou antes de introduzir lentamente o bastão lubrificado com gel.

Arizona franziu a testa e apertou com força a mão de Callie que acariciava o dorso da sua com a ponta dos dedos. Um leve aperto foi dado para que a loira soubesse que não estava sozinha. Callie sabia que não era nenhum parto e sim apenas uma ultra, porém a conhecia e sabia o quanto detestava hospitais e quanto estava sendo constrangedor ter Eliza ali entre suas pernas.

Minutos depois, alguns sons dos órgãos de Arizona já puderam ser ouvidos. O feto ainda estava muito pequeno, mas ele estava lá, era real. A sua imagem minúscula pudera ser vista pelo monitor. Eliza apontou para o feto na tela para que todos pudessem vê-lo. Estava acontecendo, Arizona estava grávida.

 – Como ele ainda é bem pequeno não sei se vamos conseguir ouvir a batida do seu coraçãozinho, mas, não custa tentar não é mesmo. – disse procurando fazendo os três se entreolharem.

– Acho que não vou conseg- – foi interrompida com o barulho do batimento cardíaco.

O silêncio se instalou e a única coisa que pudera ser ouvida agora era os batimentos do pequeno ser-humano que estava dentro de Arizona. Um bebê que não fora planejado, entretanto, agora fazia parte do plano de Arizona, Callie e Mark.

Arizona sentiu uma mão tocar seu ombro, mas não conseguiu fazer nenhum movimento, estava estática olhando para o monitor. Callie e Mark entre olharam-se abrindo seus melhores sorrisos e direcionaram seu olhar para Arizona que permanecia imóvel. Era como se seu coração fosse dar uma pane e parar de bater de tão rápido que batia.

Indescritível era a palavra que poderia usar para resumir tudo que estava sentindo. Seu corpo nunca tinha sido tomado por uma alegria tão grande, sequer pensou que pudera sentir tamanho AMOR em sua vida. Era como se tivesse encontrando o motivo de ter vindo ao mundo, encontrado sua razão para viver. Seus olhos não conteve a alegria que explodia em seu coração e transbordou.

O liquido que correu por seu rosto a tirou do seu transe fazendo-a olhar para Callie e Mark que a encaravam com os olhos brilhando.

– O coraçãozinho dele. – emocionou-se apontando par ao monitor. – O nosso bebê. – disse abrindo um sorriso de covinhas radiante.  

– Nosso bebê. – Callie e Mark falaram em sintonia emocionados.

 

“Não importa a cor da pele, se tem o mesmo sangue, ou quantas pessoas criam você. O laço mais importante é o amor, família é o que você chama de lar.”



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