História Photography — Clarina - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Em Família
Personagens Clara Fernandes, Juliana Castro Proença, Luiza Fernandes Machado, Marina Meirelles, Personagens Originais
Tags Clara, Clara Fernandes, Clarina, Em Família, Marina, Marina Meirelles
Visualizações 473
Palavras 1.881
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, FemmeSlash, Ficção, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey!!

Os Primeiros momentos serão tensos, mas as coisas vão começar a se resolverem.

~Enjoy

Capítulo 26 - Segue seu coração


Fanfic / Fanfiction Photography — Clarina - Capítulo 26 - Segue seu coração

"Luísa, desculpa estar incomodando você com meus problemas, mas eu estou desesperada, não consigo adormecer." Clara transitava da sala pro estúdio, a morena era uma pilha de nervos.
   "Cla, se acalma, você vai enlouquecer."
   "Ela vai me deixar amanhã, eu não sei o que fazer
." Clara repetia incansáveis vezes.
   A voz de Luísa era suave ao telefone. "Segue o seu coração, meu amor, só ele tem a resposta."
   Clara tomou um copo d'água e subiu para seu quarto, enquanto pedia conselhos para sua amiga, ela contemplava uma foto de Meirelles em um porta retrato em cima da sua mesa de cabeceira. "Se eu fosse seguir meu coração, eu correria pra ela e diria o quanto eu a amo, e que eu daria o que fosse para resolver essa situação." Clara fez uma pausa, segurou o porta retrato e acariciou o rosto de Marina na fotografia. "Eu lhe diria que desistir dela é o mesmo que desistir de mim." A morena tinha seus olhos marejados nesse momento.
   "Diga isso a ela, Clara! " Luísa aconselhou.
   Clara suspirou e explicou. "Se eu disser isso a ela, Marina não irá partir, e eu não quero ser um peso na vida profissional dela."
  "Então por que você não vai junto com ela?"
Indagou.
  "E-eu não sei." Clara hesitou antes de dar continuidade. "Tudo aconteceu muito rápido, de repente, em cima da hora. Eu não teria como me programar. Se ao menos eu tivesse tempo..."
   "Realmente é complicado, ela irá partir amanhã e você não pode largar sua vida para segui-la, assim como ela não desistiu da dela para ficar."

   Clara era um turbilhão de emoções sem fim. A noite de insônia ao menos lhe serviria para pensar, ela teria poucas horas para decidir que decisão tomar. A angústia a estava matando.

 

                                   ***

 

   Domingo de manhã, o grande dia finalmente havia chegado. Clara adormeceu por apenas duas horas, acordou às sete com uma ideia em sua cabeça, ela não desistiria de Marina Meirelles, não assim tão fácil. Foram longos anos vazios e ela não suportaria que eles voltassem. A morena levantou-se da cama em um pulo, banhou-se rapidamente e vestiu a primeira roupa que viu pela frente. Na garagem, Clara pegou seu carro e dirigiu-se ao aeroporto internacional.  "Oh merda!" Disse batendo as mãos contra o volante ao constatar o enorme engarrafamento à sua frente. A morena tomou seu celular em mão e o relógio no display marcava 7:30, decidiu ligar para Marina. A ligação chamou uma, duas, três, quatro vezes pra mais até cair na caixa postal onde a doce voz de Marina dizia: 'Oi, você ligou para Marina Meirelles, não posso atender agora, deixe um recado e eu retornarei quando possível'


"Marina, sou eu. Estou presa no engarrafamento à caminho do aeroporto. Não sei se conseguirei vê-la ou ao Eduardo, me desculpe, mas eu não posso desistir de nós assim tão fácil, eu vou me programar na empresa e darei um jeito de ir até você em breve. Eu te amo." O semáforo abriu e Clara arrancou com o carro, o desespero tomava conta. "Anda, anda, vamos lá." Ela repetia incansavelmente. Quase que por obra divina, o fluxo de carros foi diminuindo e Clara não perdeu tempo.
   No grande monitor que indicava os horários de partida de cada vôo, Clara constatou que era oito horas da manhã. A morena olhou em volta e não avistou Marina ou Eduardo, correu para a entrada do corredor que daria para a sala de embarque e aguardou para ver se um dos irmão aparecia. Enquanto aguardava, Clara ligou com insistência para Marina, mas agora o aparelho da loira deu fora de área. Clara se desesperou, em sua cabeça ela só conseguia pensar que chegou tarde demais.
"Com licença, poderia obter uma informação?" Disse Clara aproximando de um dos guichês. "Eu gostaria de saber sobre o vôo TLK-020."
   A funcionária local pediu educadamente para que Clara aguardasse enquanto ela conferia no computador. Em poucos minutos veio a informação. "O vôo TLK-020 com destino a Londres está decolando nesse exato momento." 
  Clara olhou novamente para o monitor do salão e comparou a hora com seu celular, era oito e trinta e cinco da manhã. A morena entrou em desespero, Marina e Eduardo foram embora e ela sequer pôde se despedir. Com os olhos cheios de lágrimas, Clara deu a volta no aeroporto e subiu as escadas rolantes, ela procurou um local onde pudesse ver os aviões decolando. "Não..." Clara murmurou ao encostar-se no vidro e avistar o que, possivelmente, seria o vôo de Meirelles se espelhar no seu olhar até sumir. Clara viu qualquer esperança de um futuro bom ir embora naquele avião. Desnorteada,  caminhou a passos lentos em direção à escada rolante, enquanto Clara descia, ela teve a sensação de ouvir alguém chamando-a, constatando em seguida que não era apenas uma impressão.
  "Tia Clara! Tia Clara!" Eduardo gritava na escada de sentido contrário.
  O coração de Clara quase saltou de seu peito assim que seus olhos avistaram Eduardo. "Edu?" Clara não pôde conter a alegria, ela desceu as escadas correndo, tomou a escada ao lado e subiu de encontro ao menino. "Meu amor!" Disse ao envolver Eduardo em um abraço apertado. "O que aconteceu? Onde está sua irmã"? Clara sufocava Edu de beijos ao mesmo tempo que o interrogava.
  "Oi Clara." Uma voz ecoou atrás da morena, era Gisele que acabara de chegar no andar.
  "Oi." Respondeu Clara, sua mente clamando por respostas. "Vocês estão juntos? E onde está Marina?"
  Tanto Eduardo quanto Gisele trocavam olhares cúmplices. "Eu acho que você precisa ver com seus próprios olhos." Disse Gisele com um sorriso nos lábios.
  "Vem Clara, vem logo!" Eduardo gritava segurando Clara pela mão e a puxando para um local mais afastado.
  Clara não entendia o que estava acontecendo, mas também não questionou. Acompanhou Edu e Gisele até um local de espera dos passageiros e seus acompanhantes, haviam muitas pessoas sentadas em bancos e outras no chão. Clara foi capaz de avistar um casal alternando entre beijos e choros, a morena presumiu que era uma despedida dolorosa e sentiu um gosto ruim em sua boca. Ela se imaginou com Marina na mesma situação. 
  Conforme foram caminhando pelo aeroporto, Clara pôde notar um aglomerado de pessoas se formando entorno de algo. Quando Clara abriu caminho e aproximou-se, ela avistou um pequeno palco e a mulher mais linda desse mundo estava nele. Marina estava sentada em uma banqueta com seu violão em mãos e um tripé com microfone bem à sua frente. Ao seu lado estava um rapaz que Clara presumiu que fosse algum amigo da loira. 
Marina rapidamente avistou a figura de Clara ao lado de Eduardo e Gisele. A loira sorriu e tomou o microfone por alguns instantes.

  "Olá a todos. Eu gostaria de agradecer ao meu amigo Pedro, que faz parte da equipe de gerenciamento do aeroporto, por ter me conseguido uma autorização para estar aqui agora." Em meio ao pequeno aglomerado de pessoas, o amigo de Marina acenou para loira com um sorriso satisfatório nos lábios. "Às vezes a vida nos põe em situações de difícil escolha, nos obriga a seguir um caminho e deixar o outro para trás. Ela não deveria ser assim, ela não tem que ser assim. Nos últimos dias eu precisei tomar uma escolha decisiva e acabei magoando uma das pessoas mais importantes da minha vida." Marina mantinha seu olhar em Clara enquanto discursava. "Eu espero que logo ela entenda o que eu fiz e me perdoe." 
  Em meio à sua confusão mental, Clara mantinha sua atenção em Marina ao mesmo tempo que sua mente tentava processar o que estava acontecendo.

  Em alguns instantes, Marina assentiu para o rapaz ao seu lado indicando que estava na hora. A loira posicionou o violão em seu colo e, sem cortar o contato visual com Clara, ela iniciou uma canção, sua voz era suave e doce.

'Segure aí, qual é a pressa, qual é a pressa que nós não estamos 
Porque eu não preciso mudar essa atmosfera que nós criamos se 
Você pode ficar mais uma hora
Você sabe que eu vou achar uma maneira de deixar você ter seu jeito comigo'

 

Eduardo e Gisele ouviam com empolgação. Os passageiros e alguns acompanhantes acompanhavam a canção com o corpo e alguns sabiam a letra. Clara, por sua vez, só observava, seu corpo estava intacto.

 'Segure aí, eu vou estar aqui quando estiver tudo feito, você sabe 
Porque qual é o ponto em escolher se eu posso aproveitar seu rosto e
Nós não podemos estar errados hoje, 
Você sabe, eu vou encontrar um tempo para pegar sua mão e ficar 
É tempo de amar e eu não me importo 
E se eu estava correndo, você deveria ser para quem eu estou correndo 
E se eu chorava você seria forro da nuvem que iria me puxar 
E se eu estava assustado, eu estaria honrado em te dizer pra se afastar 
Mas eu não estou mentindo, estou apenas tentando encontrar meu caminho até você .'

  Os olhos de Clara transbordavam sentimentos, nesse momento ela não se importava em esforça-se pra compreender o que estava acontecendo. Marina Meirelles estava ali, bem a sua frente e era tudo o que importava.
Marina desceu do pequeno palco de apenas um palmo de altura e direcionou-se até Clara que a olhava incrédula.


  "Marina, você está aqui, o que acon-"
  "Eu prometo explicar tudo a você depois."

Marina esboçava um largo sorriso e Clara carregava o brilho da lua em seus olhos.
  "Marina me perdoa por ter sido impulsiva, é claro que eu não desistiria de nós assim tão fácil. Você ouviu a mensagem de voz que eu te deixei." Clara estava nervosa, tentava se explicar com Marina e acabava tropeçando em suas palavras.
  "Sim, eu ouvi e isso me deu um estímulo a mais para tudo isso." Confessou. "Eu jamais me perderia de você, Clara. Eu acho que consegui uma maneira de resolver nossa situação." As mãos de Marina começaram a suar. "Vai depender da sua resposta."
  "Qual seria essa maneira?
" Clara perguntou curiosa.
  "Clara.." Delicadamente, Marina tomou uma das mão da morena com a sua. "Nessa última semana eu estive pensando em um jeito de resolver essa situação, até que eu tive uma ideia. Eu já havia me decidido há dias, mas eu optei por informar a você em cima da hora para não fazê-la sofrer demais. Me perdoa por ter lhe dito que eu iria embora hoje, foi a única maneira que tive, eu não queria estragar a surpresa."
  "Eu adorei o que você fez, mas você me paga
." Disse séria.
  "Na verdade, Clara, tem mais."
Enquanto conversavam em pé, em meio a algumas pessoas e com Eduardo e Gisele quase em cima delas, Clara pôde perceber que Marina mexia no bolso com insistência. "Mais?" A morena indagou.
  "Se eu tivesse ido embora naquele vôo hoje, eu teria deixado meu coração pra trás. Não existe vida se você não está nela. Você foi meu começo e é o meu meio, Clara. E sem você não existe um final feliz." Marina tornou a mexer em seu bolso, mas desta vez ela tirou dele uma pequena caixinha vermelho aveludado. Ao abri-la, um lindo anel prateado com uma pedra azul turquesa foi exibido. "Clara... casa comigo? Vem passar esse um ano ao meu lado"? 


Notas Finais


Será q ela vai aceitar? E Marina tem q explicar algumas coisas, não?


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