História Phresh Out The Runway - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Cabello, Camila, Camilacabello, Camren, Jauregui, Lauren, Laurenjauregui, Sexo, Yuri
Exibições 37
Palavras 2.119
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Hentai, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Fumaças e espelhos


Capítulo 1 - Fumaças e Espelhos

Camila Cabello

 

Não há nada de errado em escrever sobre a própria morte.

Afinal, é o que eu estou fazendo neste exato momento.

Ei, ei! Não precisa pausar e sair. Não precisa fugir. Eu juro que vou fazer isso ser bom e não-traumático-na-medida-do-possível-e-blá-blá-blá. Até porque a morte não é nada mais do que um pequeno estalo e plum, você está em outro lugar, com roupas esquisita ou - pasmem - nenhuma roupa.

Talvez eu seja dramática e poética demais. E é basicamente isso o que você vai ver nos próximos tempos: drama, indecisão, poesia e uma mente impossível de entender.

Quero deixar claro que isso não é um diário. Odeio diários.

Vamos chamar de não-diário ou odiário.

Chame de qualquer coisa. Mas pelo amor, não chame de diário.

Isso não é um diário.

Não.

Não é.

Tire isso da cabeça.

Certo. voltando para a morte...

Haha.

O caso era que eu não sabia que seria assim. Nunca imaginei.

Imaginava a morte como uma experiência terrível, traumática, aterrorizante...

Mas era normal.

Era como um desmaio, para os mais dramáticos como eu. Ou um simples piscar de olhos, para os otimistas.

A verdade que ninguém queria admitir, era que a morte só era dolorida para os vivos.

O período de dor pode até ser demorado, enquanto ainda está vivo. Mas a morte em si não dói.

Morrer não foi bom, mas também não foi de todo ruim.

O que me incomodava, lá no fundo, era a minha razão. A razão de eu ter olhado para cima e deixado tudo tão cedo. A razão de eu ter soltado minhas mãos e deixado meu corpo ir.

Ela era a razão.

Ela era o pecado. Era o perigo. Era o obscuro.

Como um demônio de lingerie's de renda e olhos verdes, parecia decidida a arrancar a minha inocência na mesma intensidade em que rasgou a minha calcinha.

Eu temia por minha religião. Pela santidade que jurei a ela ter.

Totalmente perdida. Ela era a minha perdição. Teria que passar muitas horas de joelhos rezando e...tentando me esquecer de quando estava de joelhos para ela, lhe chupando, horas atrás.

Eu subestimei o meu medo. Fechei os meus olhos e me entreguei aquela loucura ao mesmo tempo em que liberei aquele orgasmo avassalador. Só não imaginava que os segredos e mistérios dos olhos cor esmeralda seriam aterrorizantes o suficiente para me levar á morte.

Tempo havia se passado...e eu ainda me lembrava perfeitamente de como tudo tinha acontecido.

 

 

****************************

 

 

De joelhos.

Rezando.

Eram três da manhã. Ninguém podia ficar acordado até aquele horário.

Exceto eu. Eu tinha esse compromisso.

Passava minhas madrugadas rezando por tudo e todos. Saía dali leve como uma pluma.

Saía livre.

Ou tão livre quanto for possível na minha pequena concepção de liberdade.

Eu havia parado. Ainda de joelhos, agora encarava o material do banco a minha frente.

Eu estava sem assunto.

Eu nunca ficava sem assunto.

Inspirei. A boca seca.

Estava acontecendo a duas semanas.

Queria dizer que não sabia o motivo, mas eu sabia.

E eu o odiava.

Fechei os olhos passando a pedir perdão por ser capaz de sentir ódio. Voltando a abri-los e pensar.

A duas semanas atrás eu estava nesse exato lugar, rezando durante uma missa, quando aconteceu.

Um estrondo alto me fez sobressaltar e abrir os olhos. Muitos haviam feito o mesmo.

A porta havia sido aberta com força, quebrando por um segundo todo o silêncio do local.

Ela havia entrado, despreocupada, ignorando todos aqueles olhares assustados e curiosos sobre si.

O lugar era santo.

Mas eu tive certeza que quem havia adentrado era um demônio.

Intensa, como sempre me disseram que os demônios eram.

Bela, como eu temia que os demônios fossem.

Sensual, como sempre imaginei que seriam.

Ela não havia me dado atenção. Tampouco me notado, assim como fez com todas as outras pessoas.

Eu sabia que jamais faria isso.

Sabia que nunca saberia da minha existência desde o momento em que coloquei meus olhos nela e senti um arrepio atravessar minhas costas.

Havia uma energia diferente ali. Uma energia quase inexplicável.

Indecifrável era a palavra.

Indecifrável.

Não fazia a mínima noção do que aconteceria dali pra frente.

Mas sabia que a partir daquele momento, minha paz iria embora para sempre.

 

 

 

**************************

 

 

 

Eu estava arrumando minha saia pela décima quinta vez. A cada vez tentando alongar aquela coisa que já passava os meus joelhos.

Obviamente ela não estava curta. Mas era como se estivesse.

Eu estava nervosa.

Inquieta.

Não conseguia me concentrar.

Estava sozinha, sentada em uma daquelas cadeiras feitas de algo semelhante á ouro. Todas as outras garotas estavam por lá, espalhadas. Perfeitamente arrumadas, todas conversando entre si, com animação, enquanto eu tentava fingir que estava perfeitamente ocupada com a minha saia.

Essas eram as consequências de só conhecer Henry por aqui e - vejamos - ele não podia circular na ala das meninas com alguma frequência. O que quer dizer que ele não podia nunca, mas se esforçava ás vezes pra que eu não me sentisse só.

Eu queria matar meu melhor amigo.

Ele não era culpado, mas eu precisava culpar alguém.

E precisava da minha bíblia.

Havia guardado-a debaixo da escada que dava acesso aos quartos, com o objetivo de preservá-la, já que nas últimas semanas algumas bíblias haviam sumido sem nenhuma explicação. Bem, noventa por cento das meninas sabiam que aquilo era obra da Juliette e sua turma, mas como não havia como provar - vulgo ninguém tinha coragem de denunciar - apenas escondíamos nossas bíblias em lugares inusitados, até que o tédio delas passasse e elas resolvessem se divertir de uma forma diferente.

Olhei para trás, observando uma loira exatamente atrás de mim irritantemente linda rodeada de garotas. Me olhou provocante e eu desviei meu olhar para a minha frente imediatamente, nervosa.

Eu queria minha bíblia agora.

Julie como costumavam chamar, me perseguiu desde o primeiro dia das minhas férias, que foi quando todos viemos para cá. O histórico de situações embaraçosas e constrangedoras em que ela me enfiou parecia infinito e ela fazia por simples e puro prazer.

Talvez me odiasse, talvez apenas fosse cruel.

O caso era que nesses momentos, tudo o que eu conseguia fazer era abaixar a cabeça e focar na minha bíblia, enquanto segurava as lágrimas e fingia estar extremamente concentrada. Aí começa essa caça ás bíblias e eu perco a minha única proteção.

Respirei profundamente.

Meus olhos estavam focados em um ponto fixo qualquer, sem foco algum, quando eu o foquei pra valer...e desejei não ter o feito. Um par de olhos na minha direção.

Um par de olhos verdes.

Prendi a respiração.

Tinha o corpo levemente apoiado sobre a coluna de concreto atrás de si, os braços cruzados e uma expressão séria. Suas roupas totalmente pretas não combinavam com o lugar. Suas unhas compridas e esmaltadas na cor preta não combinavam com o lugar.

Ela não combinava com o lugar.

E estava me deixando profundamente afetada.

Olhava para cima tentando disfarçar o ardor em minhas bochechas.

Era sempre assim.

Eu havia sido criada frequentando os melhores colégios da Inglaterra. Via muitas pessoas por todos os meus dias, mas focava apenas em mim. Nas férias, eu e algumas pessoas de outros colégios vinhamos para cá, cada um com um objetivo diferente. Alguns por conta de alguma rebeldia exagerada que cometeram, alguns para fazer boa imagem para seus pais, alguns pra não terem que se submeter a um internato, outros para descansar, outros para se afastar dos problemas em um lugar santo. E tinha eu. Meus pais me traziam para que eu focasse em Deus e em minha fé. Não via problema algum nisso.

Eu via problema na convivência. Uma ala só de meninas, todos os dias.

Eu sabia que tinha algo diferente em mim desde a primeira vez. Ainda consigo me lembrar.

Desde que tomei meu primeiro banho naquele banheiro e vi todas aquelas garotas semi-nuas e me senti...diferente.

Eu havia ficado nervosa.

Havia ficado vermelha.

Tentava fingir não estar olhando, quando era tudo o que eu conseguia fazer.

Minha boca salivava.

Tentava lidar com alguma coisa quente que fazia minha vagina latejar e molhar.

Engoli em seco.

Eu estava em um lugar santo.

E precisava me manter da mesma forma.

Passei as mãos pelos cabelos, incomodada. Voltando a observar a minha frente.

Senti meu rosto esquentar ao ver que ainda estava sendo observada. Estava vermelha, morrendo por dentro. A vergonha estampada em minha expressão.

Não conseguia me livrar dela.

Me sentia prestes a explodir como um grande balão d'água.

Explodir e molhar.

Ao contrário dela, que mantinha sua pose confiante, me encarando sem nenhuma vergonha, a íris verde forçando uma troca de olhares, me observando, invadindo e desafiando. Naquele pequeno momento tenso, quase me senti como uma personagem qualquer de uma comédia romântica, de cara com aquela pessoa que lhe deixa nervosa e nunca lhe notará.

Suas mãos pálidas se direcionaram até o bolso de sua calça. Os detalhes daquela peça de roupa eram extremamente comuns, sendo destacados apenas pelo fato de serem totalmente pretos, em um ambiente como aquele. Meus olhos passaram entre um bolso e outro e me flagrei olhando o que havia bem no meio, entre eles.

- Já pôs a boca ali? - olhei para o lado com a cara franzida, tendo certeza de que entendi algo errado.

Henry.

O bastardo.

Me levantei estendendo minha mão para que ele cumprimentasse, como sempre fazíamos, já que eu achava o abraço algo extremamente vulgar e incorreto.

- Do quê está falando? - perguntei, preocupada com o que exatamente ele viu.

- Estou me referindo á água. - apontou para uma pequena fonte próxima - É benzida. Alguns estão enchendo suas garrafas ou bebendo direto da fonte.

- Henry, o que está havendo? - inspirei.

Eu conhecia o meu melhor amigo.

Ele não ficava extremamente informativo daquela forma, a não ser que estivesse preocupado.

Vi suas expressões se bagunçarem duas vezes, até que ele entendeu que não adiantaria esconder.

- A Angel. - suspirou, se referindo a sua namorada que havia se mudado para Londres á seis meses mais ou menos - Ela está estranha.

- Estranha como? - curiosa.

- Ela tem pedido socorro. Me disse que estava com problemas, que não suportava mais. Disse que há um cara estranho de longe a ameaçando por telefone.

O medo talvez deve ter chegado cedo demais ao meu rosto, pois a forma completamente em pânico como Henry me olhou me provou que eu estava o assustando.

- Por Deus... - coloquei a mão na boca. As garotas ao nosso redor já deviam estar nos observando feio, como sempre faziam quando ele surgia. Ás vezes nos entregavam para a diretoria, o que só causava punições ao meu amigo, que continuava vindo, mesmo assim.

Não é de hoje que esse tipo de coisa tem incomodado Henry. Desde que ela foi a Londres ele havia ficado preocupado com Angel sozinha naquele lugar, enquanto ele e toda a família dela estavam nessa cidadezinha esquecida do interior. Agora ele havia descoberto o porquê do mal pressentimento.

- Já vou indo.

- O quê? Não! - quase lhe segurei e bati o pé.

Mas ele só precisou apontar para que eu visse a Madre vindo acompanhada de outra senhora, ainda sem vê-lo. Henry se foi tão rápido quanto pôde.

Olhei a minha frente apenas para constatar o que eu já desconfiava.

Ela havia sumido.

Tão rápido quanto havia surgido.

Se foi.

Soltei o ar de meus pulmões.

Eu precisava pegar a minha bíblia.

Me levantei, adentrando o outro lado, longe da igreja e próxima aos dormitórios. Com sorte aquelas garotas não haviam encontrado o meu bem mais precioso. Com sorte eu poderia ter uma tarde inteira de leitura e meditação.

Com sorte.

Caminhei até o pé da escada, desviando o caminho e chegando até a parte detrás da mesma.

Quando meus olhos bateram ali, senti meu estômago todo se revirar e minhas pernas amolecerem.

Respirar era difícil.

Minha boca seca.

Minha garganta queimando.

Minha bíblia.

Estava exatamente no mesmo lugar, do mesmo jeito.

Mas não havia sido ela que havia roubado a minha atenção.

E sim a cena que se desenrolava na sala logo atrás da escada, a minha frente, com a porta aberta.

Juliette, ou apenas Julie, estava com totalmente deitada sobre a mesa, nua, com as pernas abertas. Enquanto a moça de olhos verdes tinha a cabeça entre suas coxas e passava a língua por todos os pontos possíveis de sua intimidade.

Estava fazendo aquilo com Julie.

Julie que estava exatamente atrás de mim naquele momento.

Eu estava enganada o tempo todo.

Enquanto eu pensei que ela estava me olhando a minutos atrás...ela estava o tempo todo olhando pra ela.

 


Notas Finais


Twitter: @iemmyfx


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