História Piada Mortal - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Personagens JB, Jinyoung
Tags Jjp, Morte, Palhaços, Saythename
Visualizações 170
Palavras 2.505
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


boa leitura!!!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Capítulo único

Seu belo rosto deve fazer estragos na TV, Jinyoung

 

Jinyoung era um artista, e como tal amava a arte de uma forma inexplicável.

Seu peito parecia aflorar quando via qualquer expressão artística, seus olhos se enchiam de comoção, de paixão, de um fervor quase palpável. Nenhum de seus amigos entendia, mas porque gostava demais da companhia do Park ninguém reclamava sobre seus surtos de amor por poemas, música ou fotografia. Jinyoung nunca os tentou explicar como era a sensação de ter um contato com a arte da forma que ele tinha, achava isso algo muito pessoal e preferia guardar todas as sensações para si. Sua pele arrepiada era a prova de que aquilo não era apenas uma tentativa de chamar atenção, até mesmo suas fãs comentavam sobre quando o viam de pertinho. O ator era sentimentalista demais para o mundo onde vivia, e isso trazia aos seus olhos negros um toque a mais, uma história que era contada a partir de suas pupilas. Todos adoravam Park Jinyoung, ele parecia a própria arte em pessoa.

Não fora surpresa para ninguém vê-lo em um circo naquela sexta-feira quente do mês de julho. Ele literalmente apreciava todas as formas de arte, até mesmo as mais incompreendidas, aquelas que eram tachadas como piada. Ele sentou-se bem na frente, arrumou as roupas sociais que sempre o acompanhavam e jogou os fios negros para trás, eles estavam grandes o suficiente para incomodar sua vista. Algumas garotas tiravam fotos suas, o ator acenava timidamente e pedia para que elas prestassem atenção no show que estava prestes a começar, também pedindo para que eles tivessem cuidado ao andar sozinhas pelas redondezas por conta dos desaparecimentos recentes. Elas assentiam, mas continuavam com as câmeras apontadas para si e pareciam não se importar com a própria segurança. Era engraçado vê-las assim, mas a atenção do Park não durou muito na ação das meninas, afinal as atrações do circo começavam a entrar em fila pela cortina listrada vermelha e branca. Contorcionistas, animais, mágicos e palhaços foram entrando um a um, os olhos de Jinyoung não poderiam estar mais mesmerizados. Entretanto, entre todos os artistas, um deles chamou a atenção em especial do moreno. Era comum um palhaço zangado, eles geralmente eram os mais engraçados das apresentações, entretanto aquele não era um palhaço zangado comum. Os olhos dele realmente mostravam seu descontentamento, a maquiagem não conseguia esconder o olhar felino cortante.

As roupas não eram extravagantes e cheias como as dos outros palhaços, ele usava uma blusa social acompanhada de uma calça preta também social, sapatos bem polidos e suspensórios vermelhos. Seu rosto, orelhas e pescoço eram as únicas partes pintadas com o pó branco, as mãos estavam cobertas com luvas vermelhas. A maquiagem era bem simples, uma boca grande estava desenhada de vermelho em um sorriso triste, uma bola vermelha presa ao seu nariz e alguma marcação a mais nos olhos, os deixando mais puxados. Ele era o extremo oposto dos outros palhaços, mas rapidamente captou o olhar de Jinyoung e o fez ficar preso em si por longos minutos. Logo que se apresentaram os palhaços e animais foram embora, deixando para trás os contorcionistas e mágicos. O Park de repente se viu desanimado, ele queria mais daquele palhaço cujo nome era Defsoul — um nome artístico tão misterioso quanto o dono dele.  O show começou, mas o ator continuava olhando para a tenda em busca da volta daquele que tanto captara sua atenção, seus olhos queriam vê-lo novamente e aprecia-lo como arte. Jinyoung precisava vê-lo, queria contempla-lo mais uma vez.

 

***

 

Quando os palhaços começaram a entrar um por um fazendo caretas Jinyoung de repente se ajeitou na cadeira. O último deles foi Defsoul, e seu descontentamento continuava aparente tanto nas expressões tristes quanto no olhar totalmente afiado. Jinyoung se viu mesmerizado novamente, não conseguia despregar os olhos daquele que agora era motivo de chacota entre os outros palhaços. Defsoul era alvo de todas as travessuras dos outros atuantes consigo, e todos riam disso porque a raiva do palhaço era totalmente sentida, até porque ela era real — o Park sabia que era, ele conseguia ver que sim. O ato inteiro foi totalmente atrapalhado para Jinyoung por causa daquela presença estonteante que era Defsoul, o ator não conseguia deixar de fita-lo com os lábios entreabertos, e por um momento jurou que ele percebera. O pequeno repuxar de lábios na pessoa que interpretava o palhaço zangado deixou Jinyoung com o coração descompassado por um momento, aquele artista era uma das pessoas mais únicas que já tinha conhecido em toda a sua vida e o Park queria conhece-lo, queria saber mais sobre ele e compartilhar de experiências que ele nem mesmo sabia se tivera ou se eram frutos de sua imaginação fértil em um dia cheio de bebida.

Park Jinyoung queria conhecer aquela obra de arte que era Defsoul, queria saber o dono das expressões frias por trás do pó branco e nariz redondo vermelho.

 

***

 

Ao terminar do show, logo após todos começarem a se levantar para ir embora, Jinyoung se apressou a fim de visitar a tenda dos palhaços e conseguir conversar um pouco com Defsoul. Logo que a brisa fria noturna tocou seu corpo ele foi abordado por suas fãs, e para não passar uma má imagem as atendeu pacientemente e sorrindo. Tirou algumas fotos, autografou folhas de papel soltas e depois se despediu dizendo que estava atrasado — o que não era mentira. Havia algumas tendas menores montadas atrás da principal, os brinquedos ficavam na direção contrária então provavelmente o único movimento que teria para o lado que estava indo seria dos próprios empregados do circo. O caminho estava um pouco escuro, mas Jinyoung o percorreu sem hesitar em momento algum, estava cego pela vontade de conhecer aquele palhaço zangado de mais cedo e sentia que se não o fizesse se arrependeria pelo resto de sua vida. Ninguém realmente o impediu quando tentou entrar em uma área que deveria ser restrita, provavelmente as pessoas não saíam em busca dos artistas depois que eles terminavam de se apresentar.

As tendas tinham placas em frente indicando cada posição, a dos palhaços era as últimas. Estava estranhamente silencioso por ali, Jinyoung engoliu a seco ao perceber que ainda não tinha pensado exatamente no que dizer. Com passos um pouco lentos rumou até a entrada, a cortina estava entreaberta e ele conseguia ver algumas pessoas passando de um lado para o outro. Não muito tempo depois que decidiu entrar todos os palhaços começaram a sair um por um, ninguém se importou consigo ali. Jinyoung percebeu que Defsoul não estava entre eles, e que dentro da tenda alguém fazia barulho ao arrastar algo de um lado para o outro. Respirou fundo antes de entrar, não tinha como bater na porta mesmo, do que adiantava tentar se apresentar? Empurrou a abertura para que pudesse passar sem dificuldades, o lugar que se abriu a sua frente era algo totalmente imaginável para o Park. Haviam algumas camas montáveis em um canto, grandes meses cheias de comida e maquiagem, alguns baús cheios de perucas e fantasias.  De trás de um biombo com aparência antiga o palhaço surgiu, Jinyoung conseguiu reconhece-lo mesmo que estivesse sem maquiagem.

Defsoul estava sem blusa — Jinyoung demorou o olhar em seu corpo por conta disso —, mas continuava usando suspensórios e as calças sociais estranhamente mais apertadas. No lugar dos sapatos bem polidos usava um tênis converse listrado, e suas luvas vermelhas não estavam mais presentes. A face era deslumbrantemente sexy, o olhar afiado parecia poder cortar qualquer coisa ao meio em questão de segundos. Os lábios pequenos eram avermelhados e atraentes, a pele bem cuidada fascinou Jinyoung. Era um belo homem, um belo artista, uma bela obra de arte. Sua vontade de conhece-lo apenas cresceu naquele momento, mesmo sem o sorriso triste pintado de vermelho em seu rosto ele continuava extremamente frio e impenetrável, alguma coisa nele fez Jinyoung tremer levemente. Aquela pessoa contava alguma coisa com seus olhos, ele emitia um sinal de perigo, algo que o Park ainda não conseguia interpretar, mas que certamente conseguiria.

— Olá — sorriu tímido — Eu sou Park Jinyoung.

— O que faz aqui, Jinyoung? — a voz dele derreteu o ator, ele já não sabia o que fazia ali.

— Eu virei um fã depois de apresentação de hoje, vim em busca de conhecimento sobre você.

— Um fã? — sorriu levemente — Eu corri em círculos e gritei, você se tornou meu fã por conta disso?

— Não exatamente — riu contido — Eu sou muito observador, eu gostei de algo em você que não vi em mais ninguém.

Defsoul sorriu e se aproximou de Jinyoung.

— E que você viu em mim?

A voz dele era extremamente rouca, confiante. Jinyoung se arrepiou por completo, não conseguia desviar os olhos da figura simplesmente artística que era aquele ser humano. Ficou sem palavras por um momento, as bochechas tomaram um tom leve de vermelho e nada pareceu certo a se dizer. Não conseguia se explicar, estava travado.

— Como dizer... — pigarreou — Você só me chamou muito a atenção, a frieza, talvez.

— Entendi — sorriu — Venha cá, se sente. Vamos conversar.

Jinyoung foi guiado por Jaebum até uma das camas, e sentou-se obediente esperando o outro voltar. Não conseguiu deixar de fitar as costas e ombros largos, os músculos dele se contraindo conforme ele buscava em cima da mesa alguma coisa de seu interesse. O Park queria que ele vestisse algo para que parasse de se distrair atoa, mas ao mesmo tempo desejava que ele continuasse da forma que estava. Seus interesses conflituosos estavam deixando Jinyoung em uma situação perigosa, mas ele não estava realmente se importando com isso no momento. Os ponteiros do relógio iam andando, a madrugada se aproximava e ele não tinha companhia na volta de casa. Os dias estavam perigosos na região da capital onde morava, desaparecimentos e mortes tinham se tornado normais, talvez com um pouco de sorte ele conseguisse convencer o palhaço a fazer companhia por um tempo.

— Então Jinyoung... — Defsoul voltou com uma garrafa de água pela metade em mãos, sentando-se ao seu lado e sorrindo — Você trabalha com o quê?

— Eu sou ator iniciante, fiz alguns filmes e dramas — sorriu envergonhado — Nada muito grande, realmente.

— Nada muito grande? — riu — Não diga dessa forma.

Jinyoung o viu abrir a garrafa de água e tomar todo o conteúdo dela em questão de segundos, os lábios molhados foram ainda mais umedecidos por conta da língua vermelha que passeou por ali. O ator simplesmente não conseguiu deixar de visualizar esse movimento, e depois que seus olhos se voltaram para os de Defsoul percebeu que ele quase sorria para si. Corou quase que imediatamente, não conseguia mais distinguir seus motivos iniciais para estar ali dos que ocupavam sua mente atualmente. Aquele homem deveria ser a própria arte em pessoa para prender tanto Jinyoung da forma como fazia, ele quase se sentia pressionado na presença dele.

— E por que decidiu ser ator?

— Porque eu sempre amei muito a arte, as formas de se expressar — engoliu a seco — Acho que isso sempre me fascinou muito.

— Entendi — assentiu, Jinyoung mal o notou se aproximar — Eu não estou aqui no circo a muito tempo, na realidade é minha segunda e provável última apresentação, não funcionou comigo, está se tornando entediante. Mas eu já quis ser cantor, sabe?

— Oh, e por que não seguiu a profissão?

— Achei que contar piadas faria mais a minha cara, mas acabou que as pessoas se tornaram o verdadeiro motivo de graça pra mim — sorriu levemente, o Park assentiu mesmo que confuso.

Alguma coisa estava estranha no sorriso do outro, mas decidiu ignorar.

— Você tem a bela face de um ator, as pessoas devem te amar — sussurrou tocando as bochechas quentes do Park — Deve ser muito adorado.

— N-Não é bem assim — sorriu envergonhado — Eu nem sou famoso.

— Que desperdício então, Jinyoung — Defsoul tocou sua coxa e a apertou levemente, o ator suspirou — Tenho certeza que seu rosto faria um estrago na TV.

Jinyoung o fitou novamente.

— Você acha? — sua voz quase não saiu.

Defsoul assentiu e apertou novamente a coxa farta de Jinyoung, o ator arfou baixinho e fitou os lábios vermelhos e molhados do palhaço. Não demorou muito para que os tivesse colados aos seus, uma sensação arrepiante subindo sua espinha quando as mãos do outro seguraram sua cintura possessivamente. Segundos depois Jinyoung estava no colo dele, suas unhas arranhavam o pescoço e costas, seus lábios estavam sendo maltratados pelas mordidas do outro. Sempre que se separavam trocavam olhares, uma corrente eletrizante percorria as peles quentes. Jinyoung não sabia o que acontecia ali, mas aquela obra de arte que era Defsoul merecia tudo de si naquele momento.

 

***

 

Im Jaebum não tinha compaixão por nada, desgostava de barulhos altos, pessoas muito cheias de si e sonhos — qualquer tipo deles. Seu psiquiatra já tinha o aconselhado a tentar sempre visualizar o lado bom das coisas, mas depois de tentar milhares de vezes praticar esse ensinamento ele simplesmente largou tudo e começou a viver do jeito que bem entendia. Foi quando cometeu seu primeiro crime, e Choi Youngjae era um belo e engraçado cantor na época. Porque sempre fora muito sistemático com limpeza, ninguém encontrou nada que o incriminasse, e as coisas continuaram assim até os dias atuais. Im Jaebum já tinha sido desde professor de dança, onde conhecera seu incrível aluno Kim Yugyeom e o vira desfalecer tempos depois, até professor de línguas, onde Bambam havia sorrido durante várias aulas até de repente sumir. Também era um ótimo barista, e seu café extremamente doce e carregado fizera Mark Tuan, o americano de porcelana, simplesmente derreter.

Jackson sentou-se ao lado de Jaebum e ligou a TV, estava entediado.

— Você finalmente voltou pra Busan, como foi o estágio de administração em Seul? — o chinês perguntou procurando alguma coisa interessante entre os canais.

— Foi bom, eu tirei boas lições de lá — deu de ombros mordiscando seu sanduiche.

— Entendi — assentiu levemente, seus olhos de repente captando uma noticia — Oh, um novo corpo encontrado?

Jaebum focou seus olhos afiados na TV, um sorriso mínimo cresceu em seus lábios.

— Encontrado morto nas proximidades de um pequeno lago, o ator Park Jinyoung, 23 anos, estava com severas marcas em seu pescoço de cordas. A polícia não quis contar muitos detalhes, mas segundo alguns informantes a palavra Arte fora escrita em seu peito por uma faca. No final a arte o trouxe aos holofotes, mas também acabou o levando. Mais detalhes serão revelados com a continuação da investigação, nenhum suspeito ainda foi listado...

Jackson encostou-se no sofá, assustado. Precisou balançar a cabeça várias vezes para se esquecer das imagens do garoto morto. Ele era muito bonito e talentoso, não merecia ter morrido.

— Esses desaparecimentos e mortes aconteceram enquanto você estava em Seul! Imagina que horrível se algo tivesse acontecido com você? Eu ficaria desesperado. O que será que eles pensaram sobre esse menino ao mata-lo? Estou tão assustado!

Jaebum deu de ombros novamente, seu sanduíche tinha acabado.

— Não sei, Jackson, talvez pensassem que ele era apenas uma piada. 

E para Jackson Wang, Im Jaebum ainda era um ótimo amigo. Ainda.


Notas Finais


nao sei eu só queria escrever eu so precisava espero que tenham gostado AaAaAaAAA AMO VOCES
xoxoxoxoxoxox

ps: não revisado depois volto


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...