História Piano - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Drama, Hopemin, Jihope, Jikook, Kookmin, Musica, Piano, Yoonkook
Visualizações 5
Palavras 718
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não sei quando sai o proximo (haha), na verdade ainda não escrevi, mas não deve demorar muito tempo.
Sobre as marksons que parei de postar, tem uma em andamento que pretendo lançar logo, um abraço de quebrar as costelas e um beijinho na testa.

Capítulo 6 - Uma nova dupla pt. 3: Desclassificados, Artificial e Natural


Jimin recebeu aplausos quando entrou, a apresentação que fizera anteriormente havia gerado muitos comentários. O violinista que desconstruíra a música clássica, o mesmo que desafiava os juízes, o príncipe branco entrara em cena, mas quem seria seu acompanhante?

A evidente expectativa da plateia gerava pressão, era tanta que deixava o ruivo ofegante. Jimin tinha deixado para entrar na última hora, precisava controlar Jeongguk. Mas como cavaleiro branco precisava de seu oposto, o mais velho entrou em cena e o público se calou, de certo que o rosto era mais velho, mas ainda era o mesmo, Jeon Jeongguk, o musicista criado pra ser perfeito, o que aqueles dois opostos faziam juntos?

Sua ultima apresentação não foi a melhor, muito pelo contrario, foi uma catástrofe, "a quebra da máquina" se dizia, aconteceu logo após a morte de sua mãe, enquanto tocava perfeitamente o soneto, de repente, pela primeira vez, perdeu as notas, não conseguia escutar o que produzia.

Foi então que veio sua primeira aparição.

Lá no fundo, no escuro, atrás da plateia, o ranger da cadeira de rodas acompanhado da respiração ofegante, estava ela, com os fios negros escorridos pelo rosto numa visão assustadora. A mão de Jeongguk caiu sobre o piano, reproduzindo um som estrondoso, enquanto a outra fugia do alcance das pretas e brancas, ali foi a única vez que chorou a morte de sua mãe.

As gotas corriam seu rosto parecendo o óleo grosso que sai de um robo, realmente dava-se a impressão de que era uma máquina. Seus adversários sempre o odiaram, não por ser um gênio na época, mas por nunca olhar o resultado de suas apresentações. Realmente parecia arrogante da parte dele, mas só o que importava era agradar sua mãe; não importaria pra ele se ela gostasse e pra ela, ele tinha que ser o melhor, o que ela nunca conseguiu ser. Jeongguk achou que se fosse melhor, a doença da mãe curaria, mas não aconteceu acarretando no fim trágico.

Sentou-se no banco e começou, o início calmo como o esperado, Jeongguk estava em expectativa, não sabia quando o ruivo mostraria as garras. Bastou a primeira troca de olhares para aumentar o ritmo e logo em seguida voltar ao original, num pulo Jeongguk o acompanhou, era como um susto, podia vir a qualquer momento. O coração de Jeongguk batia desesperadamente, e os pulmões suplicavam o ar perdido.

Até o meio tudo ocorreu bem, conseguia acompanhar as drásticas mudanças de Jimin, logo as pequeninas notas pretas começavam a se desgrudar das linhas na página em branco e o som delicado das teclas era substituído pelo opaco som da madeira, o acompanhamento estava começando a atrasar, Jimin o olhou pelo canto de olho como quem dizia " O que você está fazendo?", então silêncio. Só o violino continuava com o solo.

Jeongguk notou que se continuasse o acompanhamento daquele jeito prejudicaria o mais novo, mas também sabia que não perderia pontos se de repente o acompanhante decidisse parar.

Jimin continuou sozinho durante um tempo até o braço cair sobre a lateral do corpo, tinham perdido a apresentação. Se ambos desistissem seria desclassificação automática, o ruivo olhou para trás e abriu o melhor sorriso que pôde, seus olhos acompanharam o chão até descansarem sobre o rosto de Jeongguk e disse "eu acredito em você, estou aqui hoje por causa de você."

Jimin respirou fundo e voltou a tocar, do inicio como fazia quando errava, não estava mais na competição mas ainda tinha seu tempo restante. Jeongguk o acompanhou, mas ainda estava atrasado. Mas se não podia ouvir, podia imaginar, já tinha visto aquilo antes, nos armários do colégio e nas paredes da sala de música, inclusive no almoço durante o intervalo; podia se ouvir o sons delicados de Bach.

Logo se notou a diferença entre ambos, não eram uma dupla, mas dois solistas.

Jimin olhou pra ele como quem dizia "não tente engolir a estrela aqui", mas não podia deixar de esconder o sorriso nos lábios, era óbvio a todos que mesmo eliminados aquela era a melhor dupla da competição. Apesar do começo dificultoso, Jimin estava radiante, aquela teria sido sua melhor apresentação.

Houve uma salva de palmas com direito a rosas jogadas apesar da competição formal, depois ouviu-se um baque acompanhado de um violino quebrado.

A figura branca jazia no chão, Jimin havia desmaiado.



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