História Picante Que Nem Pimenta - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Personagens Originais, Rukia Kuchiki, Shunsui Kyouraku
Tags Bleach, Byakuya, Excitação, Kuchiki, Romance
Exibições 29
Palavras 5.536
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu estou tentando encaixar a história na minha mente com o que escrevo, então, pode ser algumas coisas não estejam perfeitas, mas espero que se divirtam com a leitura.

Capítulo 3 - Takoyaki


Fanfic / Fanfiction Picante Que Nem Pimenta - Capítulo 3 - Takoyaki

_Que sono. – Maiko disse ao ver Ayame entrar na cozinha e se encostar na mesa atrás dela.

_Não dormiu direito ontem? – Ayame estava com os braços cruzados e perguntou séria, estava emburrada com a amiga.

_Olha, eu queria conversar sobre o que aconteceu ontem direito. – Maiko disse olhando para a louça, parou para pensar e se virou para amiga. – Mas tem algumas coisas que não posso falar.

_Vem aqui comigo. – Ayame entrou num corredor escuro ao lado da mesa, Maiko enxugou as mãos e foi atrás dela. – Me diz ao menos o que você pode. – Ayame disse abrindo uma porta no meio do corredor , já lá dentro Maiko viu Ayame verificando o local e se certificando que estava vazio, elas estavam no banheiro, mas não era um banheiro comum, era um sento, como uma casa de banho comum no Japão, haviam banquinhos bem baixinhos para se sentar de frente com os espelhos que também eram baixos, lá tinha também uma piscina pequena no fundo, mas diferente das casas de banho comum, também haviam alguns boxes para banho no chuveiro normal.

_Eu nem sei por onde começar. – Maiko disse olhando o lugar também verificando a presença de alguém.

_Me explique como é que você foi parar naquele carro. – Ayame disse voltando a olhar para a amiga. – Você disse que aquele homem havia pego alguma coisa sua, o que era?

_Isso eu não posso dizer. – Maiko disse sem graça e ouviu um “TSC” da amiga que estava com o cenho franzido “O que será que aconteceu?” Ayame pensou olhando para o chão. – Bom, eu fui lá pegar essa coisa, eu só queria pegar e voltar, mas ele me fez entrar no carro dizendo para eu ir pegar aquela coisa que eu queria, mas ele não me deu e eu fiquei sem graça de pegar na frente das meninas, então eu pedi para parar o carro e desci.

_As meninas disseram que você deu um tapa na cara dele. – Ayame disse séria vendo que a amiga queria esconder alguns detalhes.

_Isso foi porque ele tentou me beijar. – Maiko confessou sem graça e Ayame arregalou os olhos. – Me irritei de pensar que ele estava me tratando como o amigo dele trava as meninas.

_Sério? Que coisa, aquele homem tentou te beijar? – Ayame estava séria e Maiko balançou a cabeça em sinal de sim “Ela nem imagina o que ele já fez, mas não posso contar”. – Eu sei quem ele é, faz menos de dois meses que ele frequenta esse lugar. Yano me apresentou para ele na primeira vez que ele esteve aqui e me disse para chama-lo de K-san (Kei-san), mas ele não demonstrou o mínimo interesse em mim e nem em qualquer outra do recinto até agora e foi se interessar justo por você?! – Ayame parecia estar um pouco irritada se olhando no espelho “Por que ela e não eu?”.

_Ayame, eu só queria que entendesse que não tentei me fingir ser uma de vocês, eu me deixei cair numa armadilha aquela hora, mas depois eu retomei o juízo e fui embora pra casa, só isso.

_Ok. – Ayame disse indo em direção a saída. – Tome cuidado, os homens que frequentam aqui, geralmente nenhum presta. – No fundo Ayame gostava de Maiko o suficiente pra não querer que a amiga sofresse.

Maiko voltou para o trabalho e assim que terminou mandou se lembrou da condição de ele ir busca-la todos os dias, “Não sei se isso é bom” ela pensou ao abrir o armário, pegou o celular e ligou para Byakuya.

_Eu estava pensando sobre o que disse de vir me buscar todos os dias. – Maiko disse quando Byakuya atendeu. – Eu não sei se é uma boa ideia, digo, eu sei que quer me conhecer.

_Eu só quero te levar pra casa. – Byakuya falou sério o suficiente para Maiko ficar sem graça e começar a pensar que não havia mal em deixar ele busca-la.

_Mas todos os dias? Não dá para negociar? – Ela disse enquanto se ajeitava para sair do trabalho.

_O que você quer?

_Bom, hoje gostaria de ir embora sozinha, eu preciso descansar, estou sem dormir desde ontem.

_Você também? – Byakuya disse com um ar de surpresa e Maiko ficou sem graça “Ele também ficou sem dormir?” – Tudo bem, apesar que eu só iria te levar para casa. O que mais você quer?

_Eu estava pensando se nos fins de semanas já não está bom? – “De início eu pensei em fazer ele desistir, mas agora eu que estou me rendendo. O que está acontecendo comigo?” ela pensou enquanto se dirigia para a saída.

_Só aos fins de semanas? Sexta sábado e domingo? – Byakuya disse um pouco decepcionado, mas sua voz não deixava isso transparecer.

_Na verdade só sábado e domingo.

_Tsc. – Byakuya ficou mudo.

_Olha, você é mesmo muito estranho, do nada aparece na minha vida e faz o que fez e quer ter direitos sobre mim sem eu ao menos eu te conhecer direito também, isso não é justo.

_Entendi, vou aceitar os fins de semanas, mas tenho mais uma condição. – Maiko ficou paralisada na porta e engoliu seco com medo de ouvir. – Quero um encontro pelo menos uma vez na semana.

_E se eu não aceitar? – Maiko disse juntando coragem para encara-lo.

_Vou te visitar mais vezes no seu trabalho como fiz ontem. Não vou deixar você escapar de mim. – A seriedade na voz de Byakuya era nítida.

_Tá bom, ok, eu aceito. – Ela disse fechando os olhos balançando a cabeça, Maiko se arrepiou de lembrar da sala dos refrigeradores. – Tchau. – Maiko desligou em seguida recebeu uma mensagem dele “Me ligue mais vezes”.

 

 

Na segunda-feira depois do trabalho, Maiko foi pra faculdade e estava pensando em procurar um outro emprego “Eu preciso tirar ele da minha mente, será que um outro emprego me ajudaria a esquivar dele?” ela pensou depois que saiu para o intervalo.

_Você está um tanto distraída hoje, o que está acontecendo com você? – Yuri, sua única amiga da faculdade disse disse enquanto Maiko observava um painel de avisos num corredor.

_Você acha? – Maiko disse tentando não parar de olhar para um anúncio de estágio. – O que faz você pensar assim?

_Eu te chamei três vezes te mostrar o meu resultado da conta aquela hora, você nem me ouviu e estava do meu lado. – Yuri direcionou o olhar para o anúncio que Maiko lia. – Você está mesmo no mundo da lua, esse estágio é para engenharia civil. – Yuri disse rindo.

_Desculpa, é que aconteceram umas coisas no meu trabalho e estou perdendo a cabeça. – Maiko disse pegando em sua nuca sem graça “Isso é sério, se eu não conseguir parar de pensar nele, vou ter problemas”. – Ah! Yuri, você passou meu endereço para uma pessoa.

_Kai! – Yuri disse se lembrando do moço. – Ele foi tão gentil. – “Ah sim, você nem imagina” Maiko pensou vendo o rosto avermelhado de Yuri. – Ele te achou? Ele  me disse que era seu amigo de quando morava em Sapporo e que queria te fazer uma surpresa.

_É, ele me achou e também me deu uma baita de uma surpresa. – Maiko disse sem graça.

_O que foi? – Yuri perguntou vendo o olhar triste de Maiko.

_Ele disse que era meu amigo?! Inacreditável – Maiko disse com certa raiva e viu a amiga expressando dúvida no rosto. – Ele não é mais meu amigo, faz muito tempo, se ele tentar conversar com você de novo, desconverse, se você ver ele, fuja. – Maiko falou sério olhando nos olhos de Yuri. – Ele não é um cara legal.

_O que foi que ele fez? – Yuri perguntou tentando consolar a amiga que agora estava quase chorando.

_Não gosto de lembrar. – Maiko respondeu olhando para a mão direita e um flash de filme passou em sua mente lembrando de um cano de ferro.

_Me desculpe, de verdade, me desculpe Maiko, eu não sabia que ele não era uma boa pessoa. – Yuri disse chateada consigo.

_Não, está tudo bem. Na verdade, você não tem culpa, eu que nunca falei dele para ninguém por medo, então está tudo bem. – Maiko tentou sorrir e levou a mão no ombro da amiga. – Vamos comer alguma coisa?

 

A distração de Maiko diminuiu concentração de seus pensamentos em Byakuya depois da conversa com a amiga. Ao terminar a aula, ela foi para casa dormir voltando para sua rotina normal.

Os dias passaram e Byakuya estava sentindo um certo incômodo de ver seu celular sem tocar com o nome de Maiko no display, já era sexta-feira novamente e ela não havia dado sinal de vida para ele. Eram 18:00 e Maiko foi acordada pelo som da campainha, depois de jogar uma água no rosto e vestir um roupão por cima de seu conjuntinho de dormir e  ouvir a campainha tocar pela terceira vez mesmo com ela gritando já ia, foi até a porta para abrir, mas então se lembrou do incidente com Kai.

_Quem é? – Maiko perguntou pelo interfone e uma voz masculina murmurou alguma coisa e ela só entendeu “Tsubaki-san”.

_Sim, sou eu. – Ela disse abrindo a porta de vagar. – Mas o que é isso? – Ela perguntou olhando um buquê enorme de rosas vermelhas.

_Entrega para Tsubaki-san. – O entregador teve sua voz abafada pelo buquê gigante.

_Wow, tem alguém aí? Não consigo ver nada. – Maiko disse se agachando para ver as pernas do entregador, pois o rosto dele estava escondido pela floresta em sua frente.

_Onde posso deixar? – O moço perguntou se virando de lado para ver o rosto de Maiko.

_Alí. – Maiko disse apontando para a mesa.

Maiko ficou admirando um buquê um bom tempo sem toca-lo “Que lindo, só de estar perto dá pra sentir o cheiro bom das rosas”, então seu olhar caminho de rosa em rosa até que parou em um cartão, ela se dirigiu ansiosa para pega-lo, mas hesitou, “De quem será que é?” ela pensou se lembrando que Kai também era capaz daquilo, tomou coragem e pegou o cartão.

“Te desejo ardentemente – By-san” Maiko leu no cartão e seu coração pareceu transbordar com a vontade que reprimia de ver ele, sorriu feliz e colocou a mão na boca surpresa por se sentir daquele jeito “Eu não sei se aguento, ele é demais pra mim. Eu admito que realmente quero ficar com ele” ela pensou e quando notou já estava sentada no chão ainda olhando aquele buquê magnífico. Depois de algum tempo admitindo para si que queria Byakuya para si ela se levantou e foi para seu quarto pegar o celular “Ele me disse para liga-lo mais vezes e agora eu quero muito ouvir a voz dele” ela pensou discando o número dele.

_Gostou das flores? – Byakuya respondeu a chamada logo que atendeu. Maiko ficou em silêncio tentando pensar em palavras para expressar o quanto gostou e não conseguia pensar em nada. – Vou aceitar isso como um sim.

_Eu gostei. – Ela disse gaguejando. – Eu gostei muito, na verdade, liguei para dizer o quanto gostei, mas não consigo falar. – Maiko confessou voltando para a sala.

_Está nervosa? – Já estava evidente o nervosismo, ele disse isso para provoca-la.

_Não, eu estou bem. – Maiko disse firme tentando disfarçar “Eu estou tremendo só de ouvir a voz dele?!”. – Eu queria saber, por que me mandou essas flores?

_Eu queria ver sua reação. – Byakuya disse sério

_Ver? – Maiko perguntou pensando “Ele não pode ‘ver’ minha reação”.

_Sim, ver, abra a porta. –“Não pode ser, ele está aqui?!” ela pensou depois que ele desligou, colocou o celular no criado mudo e foi para a sala.

Ao abrir a porta, Maiko não conseguiu falar nada, só deixou ele entrar sem conseguir tirar os olhos dele. As luzes da casa estavam apagadas e o lugar estava com a iluminação laranja do pôr do sol. Byakuya fechou a porta vendo Maiko imóvel, ela ficou sem graça quando notou que não conseguia se mexer e brigou com seus olhos obrigando a pararem de olhar para os dele. Ele estava vestindo uma camisa branca e calça social preta “ele é realmente um homem muito elegante e bonito”.

_Então essa foi a sua reação? – Ele disse intimidador pegando no rosto dela que desviou o olhar, então ele viu Maiko começar a corar.

_Obrigada. – Maiko disse com a voz trêmula “Se ele tentar alguma coisa agora, eu não vou resistir”, então ele soltou o rosto dela e foi em direção às flores.

_Fico feliz que gostou. – Byakuya disse olhando o buquê, em seguida Maiko atravessou a sala e foi para cozinha que se separava da sala apenas por um balcão e acendeu a luz.

_Elas são lindas e têm um cheiro maravilhoso. – Byakuya foi até Maiko e a abraçou pelas costas.

_Mas o cheiro delas nem se compara ao seu. – Ele sussurrou no ouvido dela que tremeu. Ao abraça-la, Byakuya sentiu o corpo dela e ficou se perguntando se ela estava sem roupa por baixo daquele roupão, não conseguiu evitar uma ereção que não pretendia. Maiko sentiu o corpo ferver quando ele colocou a mão por baixo do roupão, no abdômen dela, ainda por cima de sua blusinha.

_By-san, o que você está fazendo comigo? – Ela falou colocando as mãos na pia tentando relaxar. – Já pensou em como eu me sinto em relação à isso?

_Sim, eu penso nisso o tempo todo e quero que goste, goste do meu toque e das sensações que sente quando está comigo, quero provocar seu vulcão inativo e principalmente, quero que me queira acima de qualquer homem. – Ele disse abrindo o roupão dela, “Você está conseguindo” ela pensou enquanto ele passava a pegar no abdômen dela por baixo da roupa agora.

_Eu não sei se posso permitir isso. – Maiko disse segurando a mão direita dele que se direcionava para seu seio enquanto a outra permanecia agarrada a sua fina cintura. – Eu não sei nada sobre você. – Ao terminar de falar, Maiko sentiu ele tirar os braços da onde estavam um pouco rápido e depois ele a virou de frente para sí, não foi brusco, ele foi delicado e acariciou o rosto dela.

_Você quer saber mais sobre mim? – Ele disse erguendo ela pela cintura e a colocou sentada no mármore gelado da pia. – Me pergunte, o que quer saber? – Em seguida ele começou a beija-la no pescoço, “Como é que ele quer que eu pergunte alguma coisa desse jeito?” Maiko pensou tendo pequenos espasmos na região íntima a cada beijo dele.

_Eu sei que não pode me dizer tudo, por exemplo, seu nome. – Ela dizia segurando fracos gemidos “É impossível pedir para ele parar!” ela pensou tentando se concentrar olhando o teto.

_Então você entendeu que estou escondendo minha identidade. – Ele disse sem parar de beija-la, “Na verdade foi Yano que disse, mas não posso dizer isso” ela pensou.

_Pensando assim acho que tem poucas coisas que você poderia me dizer, então vou tentar perguntar o que você pode responder. – Maiko estava tentando manter sua sanidade enquanto dizia e Byakuya não estava gostando muito, queria provoca-la mais, mas estava aceitando que ela perguntasse, afinal ele queria o mesmo com ela. – Por que de tantas mulheres lindas naquele lugar, você escolheu a mim?

_Por que você é totalmente diferente delas, é gentil, sabe sorrir de verdade, é divertida e  mesmo o trabalho não sendo o melhor do mundo você o faz com gosto. Sua beleza não se compara a delas e estou sempre me perguntando se algum Deus te colocou no mundo para provocar a minha descida ao inferno devido aos pecados que quero cometer com você. – Ao terminar de falar, Byakuya beijou Maiko na boca abraçando e trazendo ela para mais perto de si. Maiko o recepcionou melhor do que nunca havia feito antes pegando no rosto dele, em seguida ela entranhou os dedos de uma mão nos cabelos dele e a outra mão ela passou por cima dos ombros dele o abraçando, “É sério mesmo que ele disse isso?!” ela pensou enquanto ele tirava o roupão de seus ombros.

_O que você vai fazer? – Maiko perguntou se reprimindo e colocando a alcinha de sua blusinha de volta no ombro, Byakuya estava abrindo alguns botões da camisa e revelando seu peito e abdômen muito bem definido, ele viu Maiko ficar mais vermelha a cada botão que ele abria “Se algum Deus me fez pra você, algum demônio te fez pra mim?” ela se perguntou.

_Tirar sua inocência. – Ele respondeu e viu Maiko ficou em choque.

_Aqui não! – Ela disse empurrando ele que se inclinou para voltar a beija-la, mas não conseguiu contê-lo, Byakuya segurou as mãos dela e colocou em seus ombros, abrindo caminho para voltar beija-la. Maiko se viu em apuros ao sentir Byakuya puxar sua blusinha para cima. – Pare, assim não. – Ela pediu cortando o beijo e segurando a blusinha, mas Byakuya não queria parar, puxou ela para mais perto de si e passou a pegar no corpo dela por baixo da roupa voltando a beija-la.

Byakuya queria apenas provoca-la, mas quando tocou na borda de um dos seios de Maiko com as costas da mão, ele sentiu um calafrio percorrer o corpo, com isso o controle que continha sobre sí estava começando ir embora, ele preencheu a mão com o seio da garota que ele não deixava escapar de seu beijo e começou a se perguntar se conseguiria parar sentindo um pulsar forte em seu membro. Maiko teve um gemido surpreso e abafado pelo beijo de Byakuya, quando sentiu a outra mão dele descer seu abdômen e entrar de baixo de sua calcinha. “Como ela é sensível” ele pensou se aprofundando e sem se controlar penetrou dois dedos de uma vez. Maiko se soltou do beijo para inclinar a cabeça para trás boquiaberta com o calor que consumia seu corpo, ele não pretendia entrar tão rápido, mas ela estava tão úmida que os dedos dele deslizaram com muita facilidade. Byakuya não conseguia controlar sua vontade e voltou a beija-la no pescoço, descendo cada vez mais até que alcançou a blusinha “Isso está me incomodando” ele pensou erguendo a peça com a mão que estava no seio dela e Maiko segurou a roupa fazendo que não com a cabeça.

_Serei mais duro com você se não permitir. – Byakuya falou sério e Maiko estremeceu.

Byakuya investiu mexendo o dedo no lugar onde o calor era mais forte e Maiko se inclinou para frente baixando a cabeça, ela levou alguns instantes respirando fundo para conseguir oxigênio o suficiente para levar sua cabeça de volta para cima. Byakuya tirou os dedos e o corpo de Maiko sentiu uma forte reprovação daquilo, ele decidiu pega-la no colo e assim levou até o quarto onde quase não havia luz e a colocou na cama. Maiko tentou se sentar, “Ele está realmente sério querendo fazer amor comigo assim do nada?!” ela se perguntou sentindo Byakuya a empurrando cuidadosamente para se deitar, em seguida ele a beijou colocando seu corpo sobre o dela. Maiko estava com certo medo, mas ao mesmo tempo estava ansiosa, sentindo o calor dele sobre seu corpo, parte do peito dele tocava o dela e aquela sensação de pele com pele foi uma faísca para Byakuya se perder em sua vontade, ele começou a abaixar o shorts junto com a calcinha dela que tentou segurar  a mão dele, mas ele foi rápido e terminou de tirar antes que ela o tocasse. Maiko espremeu suas pernas numa última tentativa inútil de  evitar que ele fosse mais fundo, estava tremendo muito, batendo o queixo de nervosismo, mas ficou surpresa quando ele simplesmente voltou a beija-la carinhoso, “Está tremendo tanto” ele pensou vendo que ela mal controlava sua mandíbula.

_Se acalme. – Ele disse depois do longo beijo pegando nos lábios com a ponta dos dedos médio e indicador. – Eu só quero sentir seu sabor. – “Sentir meu sabor? Como assim?” Maiko se perguntou pensativa.

Byakuya passou a beija-la no pescoço acariciando carinhosamente o seio de Maiko e assim foi descendo, não demorou muito e Maiko entendeu o sabor que ele queria sentir ao sentir a úmida língua dele tocando seus lábios inferiores na região íntima “O que é isso?!” ela se perguntou sentindo o calor dele. Byakuya começou de vagar querendo manter a calma que havia conquistado em Maiko. A sensação era incrivelmente boa e se espalhava pelo corpo dela que estava com os pés contraídos e as mãos entranhadas no lençol da cama e de repente levou uma das mão à boca quando sentiu ele penetra-la com a língua. Byakuya estava gostando do que sentia e tentava manter a cabeça fria para não perder o controle e avançar de forma assustadora como havia feito à pouco. Maiko mordeu seu dedo indicador ao sentir Byakuya investir em seu clítoris e um calor mais forte tomou conta de seu corpo, tirou o dedo da boca, pegou um travesseiro ao seu lado e colocou sobre seu rosto para abafar seus gemidos que não seguia segurar no momento que ele penetrou os seus dedos, aquilo era demais. Byakuya viu Maiko se contorcer erguendo sua cintura e sentiu seu membro se mover sozinho, pensou em parar, mas não conseguia, queria mais, “Ela não vai ficar mais assustada daquele jeito se eu tentar agora” esse pensamento dele realmente fazia sentido e  já estava perdendo o controle novamente quando o celular de Maiko tocou alto fazendo os dois voltarem para o mundo. Byakuya sentiu Maiko estremecer um pouco de susto e se retirou dela, se levantou da cama e foi para o corredor.

_Não vai atender? – Maiko que estava sentada olhando ele sair, notou um pouco de raiva na voz dele. Ela ligou a luz do abajur, pegou a roupa que Byakuya a despiu e em seguida o celular, que estava no criado mudo.

_Alô? – Maiko disse atendendo um número estranho enquanto vestia sua roupa ainda sentada na cama.

Byakuya foi até a cozinha procurar, não gostou do celular tocar, mas admitiu que era melhor parar.

_Que saudades que eu estou de você. – Maiko tremeu reconhecendo a voz de Kai.

_Kai?! – Ela se disse em choque “Então você está vivo?!” . – O que você quer? – Maiko tentou falar baixo para não chamar a atenção de Byakuya, mas quando viu ele já estava no corredor. “Kai?! Não foi esse o nome que ela disse chamando aquele homem que tentou bater nela?” ele pensou indo em direção à ela. – Como você conseguiu meu número? – Byakuya se sentou de frente com Maiko.

_Sabe, eu estava pensando em te perdoar por aquilo que aconteceu outro dia. – Conforme Kai falava, Byakuya via os olhos de Maiko expressarem medo. – Daí a gente pode ficar bem e sossegado, inclusive posso te livrar daquele cara idiota, você sabe o que ele me fez? – Os olhos de Maiko ficaram úmidos e ela tentou esconder desviando o olhar, mas Byakuya segurou o rosto dela e tirou o celular de seu ouvido, desligou a ligação e depois o aparelho.

Maiko Ficou sem saber o que fazer, ela abraçou as pernas e colocou os olhos nos joelhos escondendo sua frustração “Kai pode querer me matar por isso” ela pensou, então sentiu a mão quente de Byakuya tocar-lhe o cabelo e em seguida ele a abraçou.

_ Já faz um tempo que eu quero perguntar, mas não vi uma forma que não fizesse você ficar com esse olhar, então não tem jeito, quem é esse homem? – Byakuya perguntou sério ainda abraçado à ela.

_Ele. – Maiko se lembrou de tudo o que aconteceu entre ela e aquele homem, ficou arrepiada de lembrar. – O nome dele é Kai, ele era meu amigo desde que me mudei para cá, para o Japão.

_O que ele fez pra te fazer ficar desse jeito? – Byakuya perguntou pegando numa longa mecha do cabelo dela, “Tudo bem se eu contar para ele né?” ela pensou.

_Kai costumava ser gentil e legal no colegial. – Maiko se afastou do abraço de Byakuya ajeitando algumas mechas de cabelo. –  Mas quando a gente terminou a escola, ele se tornou outra pessoa. Ele se envolveu com alguns caras estranhos, barra pesada e passou a ser um homem violento, sei lá, ele me disse um dia “Descobri que não sou de vidro e isso é legal” e estava com o nariz sangrando, no começo eu até achei engraçado, mas daí a mãe dele morreu num assalto, na frente dele e as coisas ficaram muito pior, eu acabei me tornando a única pessoa que ele tinha contato. Ele passou a ficar mais companheiro comigo e no começo eu achei normal, achei que ele estava tentando ser protetor e amigo, mas depois de um tempo ele começou a exagerar e eu notei que ele estava obcecado. – Enquanto Maiko falava, Byakuya olhava para as mãos dela que estavam trêmulas.

_Não foi só isso, não é? – Ele perguntou vendo que não eram só as mãos dela que tremiam, era o corpo todo e Maiko fez que não com a cabeça, olhando para o lado sem conseguir olhar Byakuya nos olhos. – Por favor, não me esconda nada. – Byakuya disse sério puxando o queixo dela para que olhasse para ele.

_Tudo bem, eu vou te contar tudo. – Maiko disse pegando a mão dele e passando pelo rosto dela, encorajando ele a acaricia-la mais. – Depois de um tempo Kai se confessou pra mim para piorar as coisas, eu o rejeitei, não achei que fosse dar em alguma coisa, mas então ele me sequestrou e me levou o apartamento dele apartamento. – Maiko sentiu Byakuya apertar a mão que estava sobre a sua coxa. – Ele começou a me bater com um cano de ferro, mais especificamente na minha mão e eu me vi obrigada a aceitar ele para não morrer depois que ele começou a querer me estrangular. – Byakuya franziu o cenho e passou a apertar o lençol da cama com medo de machuca-la.

_O que você fez com ele aquele dia? – Maiko perguntou baixando a cabeça.

_Eu  coloquei ele num trem para viajar, nada demais. - Byakuya

_Você disse que ele bateu um sua mão. – Byakuya disse pegando a mão direita dela que estava em seu colo. – Foi essa? – Maiko fez que sim com a cabeça. – Entendo, por isso você tem dificuldades para mexe-la.

_Levei meses para aprender a escrever com a outra mão e ainda não consigo escrever muito bem, não é fácil. – Maiko olhava para mão sentindo o calor de Byakuya que acariciava delicadamente pensando no quando o calor dele era confortável

_Ele nunca mais vai tocar em você, eu prometo. – Byakuya disse depois de abraçar calorosamente Maiko, ele estava pensando em uma forma de achar Kai e dar à ele um castigo mais apropriado aquele homem. – Eu queria saber por que não achei nenhum registro disso. – Byakuya disse Voltando a olhar Maiko sem parar de acaricia-la, estava tentando conter o ódio que Kai havia conquistado nele.

_Ah não, nem existe registro sobre isso, eu vim para esta cidade especificamente por causa de uma amiga terapeuta que morava aqui na época, ela aceitou me ajudar, mas se mudou ha alguns meses.

_Por que não foi para a polícia denunciar o caso?

_O problema foi esse, eu fui. – Maiko engoliu o choro e esfregou o rosto para falar mais séria. – Só que quando comecei a falar descobri que o delegado era tio do Kai, primeiro ele me ofereceu dinheiro dizendo que queria me ajudar para pedindo para eu sair da cidade, então eu disse que não queria, então ele começou a me chantagear dizendo que iria negar a extensão do meu visto se não aceitasse a oferta dele e que seira expulsa do país. O engraçado é que. – Maiko soltou um riso rápido de nervoso. – Nunca ouvi falar dele antes e ele defendeu o sobrinho com tanta persistência que eu fiquei de mão atadas. Eu aceitei e vim para cá, isso já faz um ano, não sei como ele descobriu onde eu moro, nem a minha faculdade.

_Você se lembra o nome dele? – Byakuya olhou fixo nos olhos de Maiko

_O que você pretende? – Maiko perguntou lembrando que Byakuya é um Yakuza

_Se eu soubesse que ele era uma pessoa mais desprezível do que imaginei, não teria deixado… - Conforme Byakuya falava, ia diminuindo a voz até que ficou mudo e pensativo.

_Não teria deixado o que?

_Não, nada. – Ele disse desviando o olhar pensando que deixar Kai inconsciente dentro de um trem que ia para Hokkaido, não foi o suficiente “Deveria ter mandado ele para alguma fábrica de escravos na China” ele pensou sério e voltou a olhar para Maiko. – Me fala alguma coisa que você goste.

_Como assim? – Maiko estranhou a pergunta repentina.

_Qualquer coisa. – Byakuya estava sério, Maiko realmente não sabia o que responder, ficou pensando um tempo até que lembrou que não havia comido nada ainda.

_Eu gosto de Takoyaki. – Maiko disse se lembrando que não comia o bolinho de polvo ha muito tempo, “Takoyaki? De tantas coisas que ela poderia me dizer, ela escolheu uma coisa tão trivial” ele gostou do que ouviu.

_Então vamos comprar. – Byakuya se levantou. – Eu também quero.

_Não, não precisa, eu mesma faço. – Maiko disse se levantando acendeu a luz, foi para o guarda roupa, pegou um vestido, olhou para trás e viu que Byakuya voltou a se sentar e parecia estar ansioso para vê-la se trocar, sentiu vergonha e se encostou no guarda roupa de costas com o impacto da imagem de Byakuya ainda com a camisa aberta e foi para o banheiro que ficava ao lado do quarto. Ao sair do banheiro viu Byakuya ainda no quarto, ele estava no celular falando “Faça isso pra mim” e desligou. Depois que viu Maiko, ele a seguiu até a cozinha, ficou observando tudo o que ela fazia sentado no balcão.

_Quero saber alguma coisa que gosta também, me diz. – Maiko disse enquanto preparava a massa do bolinho.

_Kendô.

_Sério? – Maiko parou de mexer a massa para olha-lo. – Que incrível. Deve ser legal mesmo, gostaria de ver você lutar um dia. – Ela disse um pouco sem graça.

_Podemos fazer isso semana que vem.

_Você está falando sério?

_Poderia até ser amanhã, mas tenho outros planos com você, então fica para a outra semana.

_Tudo bem. – Maiko disse sorrindo e começou a colocar a massa nos buraquinhos da panela.

Logo os bolinhos começaram a ficar prontos e, apesar da expressão de Byakuya não mudar, ele começou a ficar com água na boca. No momento que ele experimentou o primeiro bolinho Maiko ficou observando atentamente o rosto dele, ela sempre fugia um pouco da receita original e "abrasileirava" as receitas que fazia. Enquanto ele mastigava de vagar, ela começou a salivar e parecia estar escutando seu coração que estava batendo muito forte.

_Oishi (Delicioso). – Ele disse pegando outro bolinho.

_Que bom que gostou! – Ela disse sorrindo e dando leves palminhas com a mão comemorando a aprovação dele. Em seguida ela pegou um vidrinho com um líquido vermelho e colocou algumas gotas no seu bolinho.

_O que é isso? – Ele perguntou curioso.

_Isso é pimenta, das fortes, chamasse malagueta. – Maiko respondeu e viu Byakuya pegar o vidrinho. – Já experimentou antes essa pimenta?

_Não. – Ele disse virando o vidro e Maiko segurou a ponta vendo que ele iria colocar o bastante que nem ela, ele olhou para ela surpreso.

_Isso é muito forte, vai com cuidado, se eu fosse você colocava só uma gotinha para experimentar primeiro. – Ela disse tirando a mão do vidro e ele viu ela lambendo o dedo melado de pimenta, Byakuya começou a salivar vendo aquilo, “Está me provocando?” ele se perguntou, então viu que ela nem o olhava enquanto estava concentrada em partir um outro bolinho, em seguida colocou uma única gota da pimenta no pedacinho. – Eu sou acostumada desde criança, experimente esse pedaço aqui. – Ela disse oferecendo o pedacinho entre seus hashis, ele ficou olhando para ela alguns instantes pensando no que ela estava fazendo. No Japão oferecer a comida para alguém no seu próprio hashi pode ser considerado falta de educação. Byakuya ignorou a regra de etiqueta, inclusive gostou e comeu o pedacinho que ela oferecia.

_É forte – Ele disse depois de tossir duas vezes ao sentir o ardor da pimenta parece entrar no nariz através da garganta.

_WAH! – Maiko saiu correndo, pegou um suco na geladeira e deu num copo para ele. – Você está bem?

_Estou admirado de ver alguma coisa na qual você seja mais forte que eu. – Maiko corou olhando os olhos dele e desviou o olhar, encontrou o aparelho de som e viu um refugio para distrair-se.

_Que tipo de música você gosta? – Ela perguntou pegando o controle para ligar o mini system.

_Clássica.

_Desculpe, não tenho nada clássico aqui. – Ela disse pensando se seria mesmo uma boa ideia colocar música.

_Coloque algo que você goste então. – Ele disse colocando outra gota de pimenta no bolinho. “Parece que ele gostou mesmo assim, ou é masoquista” Maiko pensou depois de ligar o som.

_Alter Bridge? – Byakuya disse depois que a música começou a tocar.

_Você conhece a banda? – Maiko disse surpresa se sentando de volta na mesa.

_Eu pesquisei depois que te vi com a camisa da banda semana passada. – Ele disse depois de engolir o bolinho, ainda tossia um pouco, mas tomou suco para diminuir a ardência.

_Entendi, essa música se chama Metalingus, eu gosto muito. – “Ele está mesmo levando a sério o fato de querer me conhecer” ele pensou séria.

_Nada mal. – Ele disse voltando a comer outro pedaço desistindo da pimenta.


Notas Finais


Eu estou tentando não escrever muito, mas é impossível >.<


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