História Picture Me - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way, Mikey Way, Niall Horan, Personagens Originais, Ray Toro
Tags Arte, Drama, Família, Fotografia, Frank Iero, Frerard, Gerard Way, Homossexualidade, My Chemical Romance, Slash, Yaoi
Exibições 39
Palavras 2.036
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Galera, desculpe a demora, estou muito enrolada nessa reta final de período. Juro que em dezembro as coisas melhoram <3 haha

Muito obrigada pelo carinho.

xxlu

Capítulo 13 - Capítulo 11


Fanfic / Fanfiction Picture Me - Capítulo 13 - Capítulo 11

        Carros convencionais são rápidos, mas Gerard Way no momento se sentia dirigindo um automóvel da Nascar. Fazia bastante tempo que ele não pegava em um volante, então passou a rezar a cada sinal para não deixar a máquina morrer. 

        Na verdade, Gerard nem mesmo sabia o que estava fazendo dentro daquele Hyundai. Talvez fosse os atuais bons momentos da conta bancária, um tanto de extravagância e com certeza por saber que Iero estava no hospital sem o seu, já que ia andando do escritório até ali. Hoje ele levaria Frank e Lily para casa, e aquilo soava muito bem em seus ouvidos deslumbrados ao que refletia sobre isso acomodado nos bancos macios do carro alugado.

        O casamento de Mikey havia sido digerível. A moça, Kristin, era muito simpática e parecia encantada com o trabalho do Way mais velho. "1 x 0, Michael" ele pensou. Seus tios pareciam ainda chocados com a cor do cabelo e perguntando se não haveria nenhuma possibilidade de se associar ao irmão nos negócios de contabilidade. Foi preciso mostrar os recentes ensaios para Vogue e deixar a marca da calça social aparecer um pouco, tirando o paletó na festa, para que fosse deixado em paz. O Way mais novo parecia alegre demais, tendo até dançado umas eletrônicas modernas ao lado do irmão na pista de dança do salão impecável. Por alguns minutos, eram crianças de novo, e Gerard agradecia que alguém decidiu dar amor e trazer alguma doçura a mente sistemática e tradicional de Mikey. 

        Ele havia relatado os bons momentos a Iero, quando o menor o ligou pela manhã de sexta para combinarem o local. A voz de Frank parecia rouca, gasta e um pouco carente. Estando com o pai quase todos os dias no hospital, longe da filha e sem tempo para si, o fotografo parecia meio desanimado. Segundo ele mesmo, sua alma parecia estar sendo sugada por um dementador. E se não fosse pelas piadas ruins de sua assistente e pela animação em ver Gerard, ele já teria desaparecido por inteiro. 

    O ruivo teve uma leve dificuldade para estacionar o HB20 na vaga apertada - o que era mentira, a vaga era normal - e assim que conseguiu seus objetivos, saiu com as pernas doendo e uma grande mágoa da embreagem. No horário marcado, encontrou o moreno tatuado sentado na mesa da cafeteria imensa. Olheiras profundas e um rosto inchado, com um olhar afastado envolviam o mais novo. Pequenas lágrimas pareciam escorrer do rosto limpo, mas ele as limpava com rapidez, afundando a face nas mãos coloridas. Gerard assistiu a cena de longe, apertando o passo para assim chegar nele. Apertou o ombro tensionado de Iero, dando-lhe um pequeno susto, que foi sucedido por um sorriso fraco. O fotografo se levantou e se atirou nos braços do mais velho, repousando a cabeça sobre o ombro, trazendo-o para perto e molhando a camisa preta com seu choro baixinho. Way não entendia muito o que estava acontecendo, mas o envolveu e apertou forte.

   -Meu pai, Gerd - ele disse baixinho, próximo ao ouvido. Por um segundo, o coração do modelo foi a boca, pensando em algum falecimento. Como ele iria lidar com aquilo, por Deus? - Câncer, Gerard. Mais um na família. Mais um - o menor sussurrou fraco. 

  -Frank, vai ficar tudo bem, hey - o ruivo tirou forças de algum lugar sobrenatural e desgrudou o abraço, segurando o rosto tão bonito, mas destruído de Iero entre as mãos - As coisas se resolvem. Você só precisa descansar. 

  -Ele vai para casa hoje. Todos vamos. Amanhã começa a quimio. Eu não sei se eu consigo - o mais baixo fungou - é tanta mágoa, tanto amor, tantas coisas a serem resolvidas. Eu não consig-

  -Você consegue - Way buscou seu sorriso mais solicito no acervo mental, e disse palavras em que acreditava. Frank era um grande homem, ele sabia disso pelo pouco que já ouviu sobre a sua história. Por Deus, era um puta herói - Eu sei que consegue.

  Frank abaixou a cabeça, limpando o rosto e apoiando-se na mesa ao lado. Gerard cruzou seus braços numa tentativa de não mais atacar o corpo tatuado e sofrido. 

  -Nossa noite está estragada - Iero sorriu fraco - Sinto muito.

-No way! - o mais alto falou com um tom alto, trazendo vida e fazendo Frank rir baixinho - eu vou levar você e a pequena pra casa. Preparar algo para vocês comerem. Eu sou seu amigo, Frank, e amigos são pra isso. Posso ser até seu melhor amigo, se você quiser. 

   -A quantos anos eu não tenho um melhor amigo - o sorriso triste novamente tomou conta do mais novo, que levou um soco no ombro de Way. 

  -Então eu vou te ensinar - ele disse, não aguentando e puxando novamente o fotografo e agora editor chefe da revista Life pros seus braços, num carinho solicito. 

  No corredor principal, ele viu a figura do Frank mais velho saindo em uma cadeira de rodas junto com a esposa, e a pequena Lily. O rosto do filho estava afundado no abraço de Gerard, mas o ruivo pode encontrar o olhar cansado, mas ainda duro do pai de Frank, que não gostou muito de vê-lo ali. Talvez fosse apenas a imaginação de Way, ou a mais pura verdade. Ver uma bicha abraçada com seu filho e herdeiro talvez não fosse a melhor coisa que os olhos enrrugados cor avelã gostariam de ver. Mas Lily quebrou completamente o gelo, e foi correndo para Gerard, que avisou baixinho para Iero a chegada da filha. 

  Frank a pegou no colo, e ela logo se virou para o modelo. 

   -O Tio Gerard vai ficar com a gente hoje? - ela sorriu, alheia a toda situação. A menina só estava contente em ver o ruivo e poder encostar nos cabelos de fogo. 

  -Vou sim, Li - ele respondeu antes de Iero, sentindo um olhar grato do menor por isso. Frank não tinha estruturas para lidar com a filha no momento, não com ela afastada da situação e sem maturidade para entender toda seriedade. Gerard certamente traria um brilho novo, uma salvação pro desgaste do menor. 

  Linda se aproximou dos dois e anunciou que iria para casa. A mando de Frank, que estava sendo levado pelos médicos até a ambulância que o levaria, perguntou sobre Gerard e se apresentou. Ficou intrigada ao saber que Way era um colaborador do trabalho de Frank, um modelo, já que este não possuía muitos amigos, e que dirá instrumentos de trabalho. O mais velho sentiu a tensão, mas apenas foi simpático e discreto, contendo seus traços afeminados e dizendo que iria distrair a filha de Iero, o que a deixou mais perplexa, porque Frank havia permitido um colega de trabalho a chegar perto da própria filha. No mínimo esquisito, mas ela não desejava atormentar ainda mais a saúde do marido e apenas diria que era um amigo do filho. 

  O ruivo comentou timidamente que estava com carro e os dirigiria até a cobertura do fotografo. Iero se questionou sobre o tal automóvel de Way, mas deixou estar, se divertindo com a dificuldade de Gerard manobrar o carro, e sua paranoia nas ruas sobre bater nos retrovisores alheios. Aquilo realmente o distraiu e ajudou-o a esquecer de sua vida, e dos fantasmas que pareciam o perturbar com agressividade. O maior ligou a rádio e tornou a cantar os sucessos de uma rádio retrô qualquer de forma divertida, balançando-se ao som do pop antigo, fazendo Lily rir e Iero juntar-se a ele enquanto pararam no sinal em frente ao prédio onde a pequena família morava.

"Never gonna give you up, never gonna let you down. Never gonna run around and desert you."

  E os três tornaram a rir, e agora, Frank ria abertamente sobre a dificuldade de Way em colocar o carro na vaga de visitantes

  -Você não quer que eu faça isso por você? - o tatuado riu, recebendo um olhar bem humorado de reprovação do mais velho, que aos poucos (e com muito ódio da embreagem) conseguiu atingir seu objetivo. 

   Entrando em casa, Frank se sentia realizado, pois não via seu ambiente por dias. Gerard tirou seu casaco pesado e pediu para que Iero fosse tomar um banho, ao que ele desbravaria a cozinha do mais novo. 

  -Pelo que experimentamos no carro hoje, por que você simplesmente não escolhe um número na geladeira e pede uma pizza? - o pequeno comentou, apoiado no batente da porta da cozinha, recebendo o segundo olhar de reprovação do dia, em menos de 20 minutos. 

  -Eu vou te agredir algum dia, senhor Iero, mas vou aceitar sua boa vontade para que eu descanse. Agora vá tomar um banho, você cheia a alguém que tomou banho de remédio e cloro. 

  Com uma risada simples, Frank deixou o modelo ligando para a pizzaria e Lily assistindo televisão na sala. No banheiro, retirou as roupas sujas rapidamente e se jogou debaixo do chuveiro para um banho quente, que almejava já havia alguns dias. Ignorou a barriga roncando pela comida que já estava a caminho e tomou um tempo para si mesmo, lavando os cabelos e ensaboando-se com paciência. Cantarolou um pouco de This Charming Man, do The Smiths e High, do The Cure, lembrando-se aos poucos que ainda era ele mesmo.

  Ao sair do box, vestiu seu pijama de sempre, ignorando e naturalizando a presença de Gerard, pouco se importando com etiqueta e ser um anfitrião. Estava morrendo de saudades da roupa confortável e pessoal, do seu moletom do Misfits. Secou um pouco os cabelos negros e longos, e fez a barba, que estava começando a crescer e estava prestes a transforma-lo num total morador de rua. 

  Terminado, fechou a porta do banheiro atrás de si e se encaminhou para sala, decepcionado por não sentir o cheiro de queijo tomar o ambiente, denotando que ele ainda teria que esperar um tanto para matar sua fome. Mas quando adentrou no ambiente da sala, a visão que teve o fez esquecer dos anseios fisiológicos. 

 Deitado no chão da sala, no carpete felpudo, estava Lily e Gerard. Cada um com seu caderno de desenhos, completamente concentrados e assiduamente passando o grafite sobre o papel. Nem mesmo o viram se aproximar e observar os dois com carinho. Quando finalmente terminou, Lily gritou "stop"e então os dois começaram a observar o trabalho um do outro. A pequena finalmente percebeu a presença do pai e seu sorriso bobo ali.

  -Tio Gerard me ensinou a desenhar o seu Batman! - ela disse com alegria. 

  -Sério? - ele perguntou, abaixando-se e observando o desenho dos dois. 

  -Agora você vai ter que escolher o melhor desenho - o ruivo incitou. Claro que o dele era melhor, mais cheio de detalhes e linhas corretas, mas o de Lily também estava excelente e dava para ver a semelhança, mostrando a eficacia do ensinamento do professor. 

  -Isso é muito difícil. Mas eu voto pela minha filha - Iero riu, abraçando a pequena.

  -Marmelada! - Gerard fez-se de ofendido, levando um tapinha da pequena no braço, rindo - Mas veja, nós dois concordamos que você é o melhor cantor de chuveiro. 

  Os dois caíram na gargalhada, observando a cara de taxo de Iero sobre aquela afirmação. Aquilo era um absurdo. O quão alto ele havia cantado?

  -Pelo menos o gosto musical é maravilhoso - e foi a vez de Iero dar seu tapa no mais velho, recebendo os risos do outro como resposta. 

  Naquela noite, depois da pizza, de Lily ir se deitar e das conversas aleatórias dos dois sobre a arte da menor, a vida e promoções de queijo extra, Gerard foi se deitar no sofá de Iero, aconchegado em suas roupas pequenas, julgando que talvez aquilo fosse mais confortável que seu próprio colchão de marca comprado na sua primeira Black Friday em Nova Iorque. Way se sentia realizado não apenas por estar feliz, e estar um passo mais próximo de Iero e suas realizações, mas por ter feito o menor feliz. Isso era gratificante, e significava algo. Ele gostaria de nunca mais sentir o grande fotografo e herdeiro da Life Frank Iero chorar em seu ombro, gostava de vê-lo sorrir como seu bom amigo, o tatuado comedor de pizza Frank Iero. 



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