História Pillowtalk - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Katekyo Hitman Reborn!
Tags 5986, 8659, Gokudera, Gokuharu, Haru, Hayato, Miura
Exibições 78
Palavras 3.754
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Então, eu decidi escrever esta fanfic por conta de haver muito pucas do tipo
Não sou a expert em hentais e muito menos em trabalhar a personalidade das personagens
Mas eu dei o meu melhor, e espero muito que você, GokuHaru shipper de plantão, goste do que está lendo

Capítulo 1 - Capítulo Único


Capítulo único 

 

As respirações ofegantes preenchiam o quarto. O prateado segurava a moça nos braços como se a mesma pudesse se transformar em fumaça e sumir para sempre. Nenhuma palavra era proferida, como das outras vezes em que haviam se deitado juntos, apenas se entreolhavam, verificando o bem estar um do outro. 

Um peso no colchão atrás da morena fez com que a atenção do casal fosse desviada. Uri decidiu que tirar um cochilo na cama de Hayato seria uma coisa legal para se fazer, tanto que nem se importou com o resmungo de protesto do seu dono quando se enfiou entre os dois e se deitou ali, de uma forma bem preguiçosa e desdenhosa. Haru riu com a cena enquanto acariciava o felino, fazendo com que o mesmo ronronasse bem baixo. O filhote de jaguar não demorou muito para adormecer profundamente.  

O braço de Hayato que repousava na cintura de Haru subiu e passou a massagear a região da nuca. Haru fechou os olhos para apreciar a sensação, não precisaria de muito para que a morena começasse a ronronar como Uri, ela adorava quando o prateado fazia isso.  

-Consegui desta vez?  

A voz rouca e levemente grave rompeu o silêncio. Aquela pergunta era repetida sempre que a morena caía nos encantos do guardião.  

Haru sorriu. 

-Você se lembra daquilo que eu te disse na nossa primeira vez, certo?- a morena abriu os olhos, tão séria que deixou até de falar na terceira pessoa – Não sei se quero me separar dos meus pais assim, mas ao mesmo tempo eu quero muito ir com todos vocês. - Suspirou - Haru está confusa demais para dar uma resposta agora... 

Hayato suspirou num misto de frustração e teimosia. Entendia o lado da morena, sim, mas isso não significava que iria parar de encher a paciência dela até ela ceder. E só para mostrar quem mandava, puxou Haru para cima do seu peito e a beijou antes que a mesma pudesse fazer algo contra. As mãos ágeis prendiam-na contra o corpo dele, fazendo as mentes voltarem no tempo, explorando as memórias de dois meses atrás.  

 

 

 

O tédio se apossava da mente do jovem guardião. Estava estampado na sua cara que só estava ali porque era a formatura do seu querido Décimo, e, consequentemente, também a sua. Os barulhos que o rodeavam não passavam de um zumbido distante e desinteressante, permitindo-lhe vagar livremente pelos seus pensamentos. Vários assuntos de diferentes importâncias passavam pela cabeça prateada, mas o que não o largava, não importava o que ele fizesse, estava sentado bem ao lado dele, conversando nervosamente com a menina do tapa olho. Para ser mais preciso, a uma cadeira de distância.  

Miura Haru. 

Não sabia o que diabos a mulher estava a fazer ali, sendo que nem na mesma escola eles estudavam. E pela cara de avoada dela, ela também não tinha ideia. O pessoal só a havia chamado e ela, desesperada por uma escapada da escola de elite, foi sem pensar duas vezes 

A mãe do Décimo estava entre eles (Gokudera agradecia por isso) com Lambo no colo. O menino vaca falava de coisas sem importância para qualquer um, menos ele, tipo quantas granadas ele escondia naquela cabeleira afro que mais lembrava um buraco negro ou quantas vezes ele e I-pin haviam brincado naquele dia.  

Um movimento em especial na pista de dança atraiu-lhe a atenção. Um casal tentava, sem sucesso, se ajeitar com a musica lenta. O rapaz segurava a moça como se a mesma fosse arrancar uma parte do seu corpo a dentadas, já ela não sabia como agir com a situação de tão constrangida que estava. Num impulso descontrolado para ajudar o seu chefe, Hayato pegou na mão de Nana e a arrastou até à pista, ignorando completamente os protestos da mulher, mas estranhando o fato da voz ter mudado um pouco. Devia ser só por conta do barulho de fundo.  

Doce engano. 

Apenas quando encostou suas costas nas costas do Décimo Vongola que ele foi entender o erro que cometeu. Quem retrucava insistentemente dentro do seu abraço não era a mãe do seu chefe, mas sim Miura Haru. Hayato praguejou em italiano pelo rubor que lhe tingiu a face, mas mesmo assim manteve o plano de ajudar o seu chefe em ação. Puxou a morena para si e tratou de passar as instruções necessárias daquele tipo de dança para o moreno desengonçado atrás de si. Depois de muitos insultos e pisões de pés, o prateado conseguiu fazer com que ambos os casais dançassem razoavelmente bem. Haru havia se acalmado quando percebera o plano do jovem e Kyoko e Tsuna já não pareciam tão afobados quanto antes.  

Hayato sorria com tanto contentamento a cena que era o seu chefe tentando conquistar a ruiva que sequer notou que continuava conduzindo Haru numa dança lenta.  

-Gokudera-kun – ele olhou para ela – Haru não aguenta mais dançar... 

O prateado desculpou-se enquanto parava os movimentos para levar a moça de volta à mesa onde agora, além de Chrome, Nana e Lambo, sentavam-se também Reborn, Bianchi, Fuuta, I-pin e Yamamoto. Os presentes nem esperaram os dois se instalarem antes de começarem a bombardear piadinhas sobre o casal. 

-E não é que você dança bem, Gokudera? - Yamamoto alfinetou com aquele típico sorriso brincalhão. 

-Gokudera-nii está entre os cinco melhores no meu ranking de "os melhores mafiosos dançarinos da Itália" - Fuuta comentou casualmente.  

-Não fique rindo desse jeito por aí, Maníaco do Beisebol – Hayato já tinha um sorriso insolente nos lábios antes de dar a ferroada verbal – afinal, você vai ter que aprender a dançar dessa e de outras maneiras se quiser se virar pela vida.  

O prateado sabia que tinha tocado num lado meio pessoal do moreno. Já tinha visto as tentativas fracassadas do amigo de conseguir mover-se a um ritmo ditado por notas e acordes. O resultado final não foi lá muito satisfatório, e se havia algo que Yamamoto Takeshi não suportava por razão que fosse, era a derrota.  

Nana chamou a atenção de todos quando questionou o sumiço de Hana e Ryohei. Os guardiões da chuva e da tempestade trocaram um olhar cúmplice. Já sabiam, pelo próprio Sasagawa mais velho, o que ia acontecer dali para a frente, mas para encobrir os fatos, Takeshi aceitou a deixa do prateado para desviar a atenção de todos os envolvidos na conversa.  

-Eu estou mais preocupado é com o sumiço de outras duas pessoas... 

O grupo ficou em silêncio.  

Do nada, Reborn solta um risinho. 

Bianchi começa a gargalhar. 

Yamamoto não aguenta o sorriso e Hayato ri baixo também.  

Mas estranhamente, Haru, mesmo sabendo do plano, manteve-se em silêncio. Hayato se preparou para mais uma sessão de desabafos frustrados da morena na pizzaria mais próxima, como vinha acontecendo nos últimos meses. Basicamente desde que tinham começado a arquitetar um plano para juntar o Décimo e a Sasagawa que Haru estava mais abatida que o normal, e isso, somado ao rigor da escola em que estudava, deixava as baterias da moça num estado crítico de esgotamento. E o mais surpreendente de tudo, até mesmo da extensão da paciência que o prateado descobriu que tinha, era a determinação da Miura para esquecer o Décimo Vongola e deixar que a amiga entregasse o coração por completo ao moreno. Doía admitir, mas Hayato entregaria uma condecoração à mulher se existisse uma para tal feito de coragem e amizade.  

Depois do que pareceu uma eternidade, Haru finalmente notou que estava sendo observada.  

-O que foi? - perguntava com uma falsa calma. Tão falsa que a mulher nem se deu ao trabalho de esconder mais o fato. – O plano deu certo, não deu?  

-Depois a gente fala sobre isso. - Hayato cortou antes que um dos dois perdesse o controle e aquilo passasse a ser uma discussão.  

Haru sossegou com a promessa. Não muito tempo depois os dois casais que haviam se afastado voltaram à mesa e tentavam, a todo o custo, disfarçar o sumiço repentino. Esforço inútil, já que todos ali - tirando as crianças, é claro - sabiam o que tinha acontecido.  

A festa prosseguiu o mais normal que uma família mafiosa disfarçada conseguia ter. Sempre escondendo uma granada aqui, uma tonfa ali ou até mesmo uma dinamite que rolava solta quando ninguém mais via, além, claro, das comidas envenenadas acidentalmente – ou não - por Bianchi. Todos conversavam abertamente, menos Haru, que só respondia quando falavam com ela. Se estivessem seguindo o plano, ela não estaria ali. Seria melhor para praticamente todos. Mas não, a mulher estúpida tinha que vir.  

Quando todos foram embora, Hayato teve que ficar com ela. Afinal, "era muito tarde pra uma avoada como ela andar solta por ai", então, um por um, foram se despedindo, cansados mas satisfeitos com o tempo gasto juntos na festa da escola. Pasmem, até Hibari apareceu no final para falar com eles. No momento exato em que as vozes sumiram por completo, Haru agarrou o seu braço e encostou a cabeça no mesmo. 

-Por favor, Haru não quer ficar sozinha agora. 

Entendendo o recado, saiu pela escuridão quase total com a moça atrás de si, atravessando ruas desertas e, se não fosse pelo barulho do vento, praticamente silenciosas. Os pais da Miura tinham viajado, segundo ela, e no estado em que se encontrava realmente parecia ser uma má ideia deixar a louca por cosplays sozinha.  

Haru continuava cabisbaixa quando chegaram ao apartamento, e Hayato sabia muito bem o porquê daquilo. Não suportando mais aquele teste, o jovem colocou uma das mãos no queixo dela e obrigou-a a levantar a cabeça, logo se deparando com um par de olhos castanhos meio avermelhados por conta do choro silencioso.  

-Está arrependida? - ele perguntou. 

A moça negou com a cabeça. Hayato forçou o olhar, de observador desconfiado passaria a ser mais sensível. Desceu a mão que estava no queixo dela para a nuca e entrelaçou a outra mão na dela. A princípio Haru recuou, mas acabou por relaxar e deixar que ele a levasse para algum lugar da sala. Acabaram por se sentar no sofá mesmo, onde Hayato fez com que ela descansasse a cabeça no seu peito, envolvendo-a com o braço e a puxando para mais perto.  

Os soluços começaram quase imediatamente, assim como os pedidos de desculpa embolados pelo choro e pela respiração irregular. E aquela sensação de agonia voltou ao peito do mafioso. Não sabia o que era, muito menos porque só aparecia quando estava perto de Haru ou porque se intensificava quando esta estava triste, mas sabia o quanto aquilo era incômodo e não conseguia ficar quieto quando essa coisa aparecia.  

A camisa dele já estava encharcada com as lágrimas dela. Mais uns segundos naquela situação e ia enlouquecer. O mafioso inspirava e expirava repetidas vezes, mas não adiantava. O ar da sala parecia abafado apesar da temperatura fresca da noite e o suor já descia pelas têmporas do Gokudera.  

-Haru...- Ele chamou, mas foi baixo demais para a morena ouvir. - Haru.  

Sem resposta.  

-Haru! 

-… quer esquecer... - Um murmúrio.  

-Hum? 

-A Haru quer esquecer...- Gokudera olhou para aquela cabeleira chorosa encostada nele.- Faz com que a Haru esqueça... 

Hayato fechou a cara em confusão. A doida tinha bebido ou o quê? 

-Esquecer o quê, mulher? 

Demorou mais que alguns segundo para que a morena levantasse o rosto e respondesse, ainda com a voz embargada, mas mais controlada. Doeu na alma de Hayato ver como os olhos dela estavam vermelhos, como os lábios se contorciam para controlar a vontade de chorar. Evitar sentir compaixão estava muito além do controle.  

-Haru quer esquecer tudo, menos a amizade dela com a Kyoko-chan e com o Tsuna-san. 

A força que Haru colocava nos dedos enquanto agarrava a camisa do prateado deixava bem claro o desespero pelo qual passava, e isso só aumentava a angústia de Hayato. Por que diabos aquilo incomodava tanto? Por que não conseguia parar de pensar nisso? Por que se sentia tão preso à morena nos últimos meses? E por que razão o bem estar dela afetava tão diretamente o seu humor? Essas perguntas rumavam sem direção e sem respostas pela cabeça genial do mafioso. Mas, oras, se ele era tão genial assim, porque não sabia as respostas que tanto procurava? 

Passou a mão pelo queixo da morena, novamente, e fez com que ela o olhasse diretamente nos olhos. Sem mentiras, sem medos, só os dois naquele apartamento. Sozinhos. Ambos ofegantes, ela pelo choro, ele por razões ainda desconhecidas, os hálitos se misturavam. Haru desviou os olhos das orbes verdes para dar atenção àquela boca entreaberta.  

As testas se chocaram. 

Os narizes se cruzaram. 

A distância diminuía drasticamente até que, finalmente, ela sumiu por completo. 

Arrepios de satisfação corriam o corpo dos dois com o contato tímido e gentil dos lábios que se desenvolvia. As mãos femininas tocaram no rosto do prateado, traçando um caminho até à nuca e o puxando para mais perto. O beijo evoluiu para algo mais intenso, envolvendo agora o uso da língua e pequenas mordidas.  

Haru desceu as mãos para o peito de Hayato, onde a camisa se abria. Meio assustado com a ousadia, o prateado parou o beijo. 

-Haru... 

-A Haru sabe que é pedir muito, mas não diga nada, por favor... 

Hayato cedeu ao capricho. Não era a primeira vez, e tinha a certeza de que não seria a última. Voltando a ser beijado pela morena, não viu escapatória além de continuar aquela loucura, além de tentar acalma-la, e estava tudo muito bem até ela começar a tentar tirar a sua roupa, aí ficou melhor ainda. 

As mãos finas e delicadas percorriam o peito agora exposto, seguindo os traços dos músculos definidos do mafioso. Hayato sorriu satisfeito quando sentiu que a morena tentava abrir o cinto das calças. Aquilo aumentava de forma absurda o ego do prateado. Decidiu puxar a morena para mais perto, colocando-a praticamente deitada em cima das suas pernas. Em algum momento entre as explorações físicas, a mão do Gokudera foi parar no zíper do vestido azul que Haru usava, não tardando a puxar com a intenção de remover aquela peça de roupa. Infelizmente, só conseguiu entorta-lo.  

Foi impossível evitar gemer quando a moça subiu por completo em cima de si. Haru se esfregava lentamente nele, tirando qualquer possibilidade do mafioso contestar o que estava acontecendo. Os hormônios à flor da pele também não ajudavam, pelo contrário, só pareciam ficar mais e mais insistentes em tomar conta das ações de ambos. Os dois se misturavam numa confusão de braços, pernas e beijos. Quando o ar faltava, só se separavam por tempo o suficiente para recupera-lo antes de voltarem a selar os lábios. Haru passeava as mãos livremente pelo tronco nu de Hayato enquanto o jovem arfava pelo desejo e pelo descontrole que ameaçava tomar conta de si. Gokudera não conseguia parar de pensar em como as calças estavam apertadas por conta da ereção e em como Haru ficava linda com aquele vestido meio aberto, e como ficaria muito melhor sem ele. Quando parecia que não conseguiria mover-se por vontade própria, um estalo foi ouvido no cérebro do prateado. 

-O quarto... o quarto é melhor... 

Haru puxou-o para que se levantasse. Já em pé, Hayato não perdeu tempo e pousou as mãos na cintura da moça, colando mais uma vez os corpos. O caminho até ao quarto foi não só marcado por vários encontrões nas paredes e na pouca mobília que o apartamento dispunha como também por gemidos fracos por parte da morena cada vez que o rapaz mordia-lhe o pescoço ou o lóbulo das orelhas. Isso sem contar o fato que o volume nas calças meio abertas dele a fazia tremer sempre que se encostava demais nele.  

Só notaram que já estavam no quarto pessoal de Hayato quando tropeçaram na cama e caíram por cima da mesma. O mafioso erguia-se, selvagem e atraente, sobre ela, que ansiava por mais daquele toque que conseguia ser bruto e gentil, quente e cru, arrebatador e cafajeste, tudo e nada. Já ele só queria mostrar à companheira o quanto a queria. Imagens da Miura nua e se contorcendo logo abaixo dele invadiam a sua consciência, e Hayato sabia que aquele era um dos seus desejos mais íntimos. O rapaz tirou-lhe o vestido, seguido das roupas de baixo. Haru gemia baixo, mas o suficiente para incentivar ainda mais o Gokudera a continuar.  

Era um rastro de fogo que mantinha a mente de ambos ocupada demais para pensar em outra coisa que não eles mesmos. O prazer e o desejo gritavam mais alto que tudo. A vontade de desafiar o parceiro com o próprio corpo, impor regras silenciosas e mostrar quem estava no comando só para, no momento seguinte, ser um submisso na relação era excitante. A cama mais parecia um campo de guerra pouco iluminado. E essa sensação só aumentou quando, finalmente, a moça conseguiu despir por completo o amante, deixando-o na mesma situação que ela. Sem um aviso prévio, os beijos dele se tornaram mordidas na região dos seios, e as mãos a apertavam de encontro ao membro extremamente rígido. Os cabelos prateados eram puxados com brusquidão a cada movimento da língua do rapaz.  

A essa altura gemidos eram sons bastante frequentes, ainda mais os femininos devido aos estímulos contínuos que o corpo da moça sofria. Não aguentando mais a agonia que era aquele momento, Haru puxou os quadris de Hayato com as pernas. Era a hora.  

Apesar de ter hesitado assim que captou as intenções da mulher não fez muita hora antes de lhe atacar o pescoço e unir-se a ela. Como um gato antes da cópula. Sentiu as costas arderem quase que instantaneamente, mas se era dor ou prazer que a mulher queria passar não sabia dizer. Continuou avançando até as paredes dela o pararem por completo. O alívio que ele pensou que sentiria não veio, muito pelo contrário, a pressão interna que Haru tinha só fazia com que a vontade de se mexer de qualquer maneira fosse insana. Só não o fez porque Haru chorava baixinho. 

-Haru? 

Ele perguntou. Não reconhecia o timbre gutural que saia da sua garganta, e muito menos o estado alucinado em que se encontrava o ajudava a se situar no momento. A moça ainda tentou disfarçar, mas não conseguia. Não com aquele homem olhando de uma maneira tão intensa. Não com aqueles olhos vidrados que a devoravam. 

-Não é nada de mais... - Colocou uma mão no rosto do albino. - Só foi um pouco rápido... 

-Então foi alguma coisa, boba. - Beijou-lhe a boca. - Perdão, perdão... 

Sussurrava entre os beijos. Queria que ela se sentisse bem. O bem estar de Haru era sua vida. Nesse momento Hayato, com esse tipo de gestos carinhosos qua não lhe eram familiares, notou que estava... apaixonado? Era essa a palavra? Cada gesto dela, cada som, era hipnotizante. É. Apaixonado parece a palavra perfeita. Limpou todos os vestígios das lágrimas que escorriam há pouco, passou os dedos pelos cabelos castanhos, pelo maxilar delicado, até entrelaça-los com os da mão da mulher. O corpo implorava por movimento, mas aguentaria o que fosse até Haru estar pronta para o ato.  

A moça puxou os lábios dele, mostrando um carinho especial pelo gesto. Hayato deslizou a língua para dentro da boca da Miura, brincando com os lábios dela, e ela respondeu. Não só com a própria boca, mas apertando os dedos dele e mexendo os quadris. O pianista estava tão vulnerável que o movimento leve praticamente o levou ao paraíso. Seguindo o ritmo ditado pela morena, os dois se envolveram numa dança sensual que envolvia nomes, promessas, palavras incompreensíveis e muitas, muitas manifestações físicas de prazer, como arranhões, chupões e mordidas exageradas. Calores subiam dentro dos corpos, obrigando-os a a fazer de tudo para acabar com aquela agonia. Ambos estavam tão atrelados um no outro que a separação era impensável.  

Os dois chegaram ao ápice juntos não muito tempo depois, presos num mundo onde Vongola, máfia e problemas não passavam de coisas sem sentido, num mundo onde só eles e o quarto existiam. Abraçados e muito ofegantes, uniram os lábios mais uma vez, aproveitando a companhia um do outro da melhor maneira que descobriram. Depois do que pareceu uma eternidade, Hayato quebrou a melodia das respirações sem compasso assim que pousou uma das mãos no rosto da amante, como já tinha se tornado hábito. 

-Sabe, acho que descobri porque raios eu me irritava fácil com você. - A morena continuou em silêncio, apreciando o toque. - Eu acho que eu me apaixonei por você, e eu não sabia como lidar com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo na minha cabeça. Você é linda e inteligente ao mesmo tempo, além de ter uma personalidade muito cativante que eu nunca vi em outra pessoa. - O pianista notava que os olhos da moça iam ganhando um brilho a mais a cada palavra, mesmo que aquilo lhe soasse um pouco ridículo. - Nem mesmo o Décimo faz com que eu me sinta assim, com essa vontade insana de proteger nem mesmo que isso custe minha vida. Deixe-me protegê-la, Haru.  

-Isso foi uma... - Haru nem conseguia acabar a pergunta, de tão surpresa com a reação dele ao momento. 

Com uma risada um pouco envergonhada, Hayato afirmou com a cabeça. 

-Quero te levar para a Itália, quero passar o resto da minha vida com você, não quero que se afaste da Sasagawa, nem da Kurokawa ou da Tapa-olho. Você fica radiante quando está com elas, mais do que já é. 

-Haru não sabe se pode ir com vocês para a Itália. 

-Não se preocupe com isso, sou muito persuasivo quando quero alguma coisa.  

E Haru jurou que nunca que tinha visto um sorriso tão malicioso e tão ardente quanto aquele que Hayato lhe deu antes de a beijar, prometendo que tudo se resolveria. 

 

 

 

-Eu vou torrar a sua paciência até conseguir o eu quero. - Dizia ele entre as mordidas que distribuía pelo pescoço da Miura.  

Haru ria com gosto, sabendo muito bem que não ia demorar para ceder às exigências do pianista. Na verdade, ambos sabiam que não ia demorar, afinal, quem recusaria um pedido para viajar para outro país com os amigos – e o suposto namorado - e morar numa mansão gigante? Sempre que acabavam dormindo juntos, conversas como aquela se tornavam o tema principal entre muitas outras. Às vezes brigavam por isso, às vezes ficavam sonhando acordados como iria ser dali para a frente, mas isso só acontecia quando ambos tinha as cabeças deitadas em travesseiros e compartilhando o carinho que sentiam um pelo outro.  

 

 

FIM  


Notas Finais


Críticas, comentários e avisos sobre erros são bem vindos


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