História Pills and Potions • YoonJin - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Suga
Tags Bangtan, Bts, Harleyjinn, Jin, Pills And Potions, Seokjin, Suga, Yoongi, Yoonjin
Exibições 250
Palavras 1.509
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não se acostumem com essa minha rapidez em atualizar.

Escutem "The Good Samaritan" por The Pierces.

Capítulo 7 - O Bom Samaritano e Os Braços Suaves.



Meu despertar é consolidado com a tentativa de evasão de Seokjin. Meu sono só é possível mediante à sua presença ao meu alcance. O menor dos movimentos de afastamento feito da parte dele é o suficiente para me trazer de volta à consciência. Um laço feito antes mesmo da eternidade ser um conceito, é como descreveriam os romancistas. Porém esse momento se trata da dura e frígida realidade. Realidade a qual não sei descrever muito menos explanar, tão logo é visível, somente aos olhos da alma, a conexão que eu e Seokjin temos. Contanto que ele esteja à minha direita, pois tomei posse do lado esquerdo do leito, permaneço feliz enquanto imerso em meu repouso. Mas basta um singelo movimento de retirada, que eu, que em outra ocasião e em tempos diferentes permaneceria adormecido ainda que se partissem os céus em um estrondo, já me inquieto e retorno aos meus sentidos antes que me roubem a paz as abestas e as feras de meus pensamentos.

Tem sido assim nos últimos cinco dias. Não necessariamente se verbalizou um convite que solidificasse minha estadia, apenas me dei o direito de ficar. O próprio Seokjin não me permitiria ir embora, e eu também não quero ir. Antes quisesse.

Aos olhos de outro qualquer, alheio à essência da história que preenche meu passado com Seokjin e o presente, talvez se tratasse de um sujeito perigoso e um refém. Sob seu juízo que nada sabe ou discerne, eu seria a vítima de um sequestro e da Síndrome de Estocolmo, cativo pela força de um homem e de seus encantos.

No entanto, nada de perigoso ou intimidador há em Seokjin. De modo que passados esses dias em que tenho habitado em seu sofisticado apartamento e em seus braços, me consome o medo de todo esse tempo significar nada senão uma boa ação.

Ele é o Bom Samaritano e eu sou o viajante abatido e semi-morto à beira da estrada que, após ignorado pelos homens de bem, é acolhido por Seokjin. Temo que se trate apenas de mais um ímpeto de sua alma altruísta ou de uma caridade cujo único e final propósito é trazer paz ao espírito de Jin quando deitar sua cabeça ao fim de um dia.

Talvez seu instinto, que ele inevitavelmente segue, não porque eu sou importante para ele, mas porque fazer algo pelo próximo é.

E, bem, no espaço limitado de sua cama, há algum próximo mais próximo que eu?

E como na história do Bom Samaritano, eu, o viajante, fui pego de surpresa, agredido, violentado, abandonado aos pés da morte, à sua mercê, aguardando o pesar de sua mão sobre mim. Meus salteadores: o Destino e o Desejo. 

Por ironia, O Bom Samaritano em minha vida é, assim como eu, vítima do Destino e o receptáculo de todo o meu Desejo. 

No meu último segundo, surgiu ao longe uma figura, de início tentei mantê-la lá. Longe. Mas ao contrário dos outros, que já me haviam visto em minha miséria, este não passou ao largo. Me estendeu a mão, à qual me agarrei de bom grado. Aquele em que ninguém confiou, tampouco eu tive fé, tirou-me do meu leito de morte e me ofereceu seu próprio leito, do qual me levanto pouco depois que ele me acorda e sai.

Sigo o traço do aroma matinal do café, o que me lembro que já fazem cinco dias que não escovo meus dentes apropriadamente, não me atrevendo a sair do lugar que em tão pouco tempo se tornou um lar. Desempregado, já que com tudo disponível no Spotify ninguém mais precisa de discos, passo meu tempo livre, que consiste em todo o meu tempo, à disposição do apartamento de Jin. Entediado e deprimente, não sei se é uma descrição de mim mesmo ou da maneira que vivia. 

Vivia, por que não é mais assim. Prova disso é quando Jin chega do trabalho e senta comigo no sofá, junto com o trio de felinos e me conta sobre o seu dia, sobre o qual não podia me importar menos, mas escuto atentamente apenas porque gosto do som de sua voz. Sua presença me excita e me faz ascender em várias formas. 

"Eu estava pensando," digo sem fazer cerimônia, assustando-o e recebendo um olhar de curiosidade e repreensão quando ele olha por cima do ombro, o resto do corpo virado para o fogão, difícil de levar a sério quando ele usa seu avental, "Eu preciso ir em meu apartamento."

A chama se apaga. 

Literalmente. Seokjin gira um dos botões no fogão, apagando o fogo que aquecia o que quer que fosse que estivesse sobre ele. Ele cessa o contato visual que até antes mantinha comigo e volta a olhar para frente.

"Você...vai embora?"

"Não!" Sou rápido em dizer. "Digo, se dependesse só de mim, eu não iria."

"Então não vá," ele não só vira o rosto em minha direção. Sai do lugar, seu corpo já rente ao meu, presente e intimidador.

"Eu preciso parar de usar só enxaguante bucal e escovar meus dentes de verdade," digo rindo e virando os olhos. "E parar de usar suas roupas," digo estendendo os braços, mostrando as laterais e as mangas que não me servem e me cobrem as mãos até as pontas dos dedos.

Ele finge me analisar atentamente, de um jeito cômico, colocando o indicador dobrado e o polegar no queixo e semicerrando os olhos, virando a cabeça levemente para o lado.

"Você pode usar a minha escova de dentes," diz, como se realmente acreditasse que eu o fosse fazer. "Ou você pode esperar que eu volte do trabalho e te traga uma de lá."

"Não precisa. Eu prefiro a minha, velha e com as cerdas já curvas e irregulares."

"Certo," diz com um suspiro. "Coma, primeiro, e nós vamos. Ou você prefere ir só?"

"Não me importo," digo, dando de ombros, já com um pedaço de pão na boca.
 
××× 

Luto com o molho de chaves que particularmente não sei de onde são todas, abrindo a porta do que um dia foi o lugar onde eu habitei, Seokjin esperando ao meu encalço, ao som das várias pequenas peças de metal chocando-se umas nas outras.

Porta aberta, entramos e sou rápido em guardar algumas peças de roupa em uma mochila qualquer, velha e impregnada por um cheiro de mofo. Logo a reconheço como a bolsa que usei durante os anos do ensino médio, a nostalgia quase me faz querer jogá-la fora e usar uma sacola plástica no lugar, mas decido por não fazê-lo. 

"Pronto?" Seokjin pergunta quando saio do quarto onde até pouco tempo permaneci.

Faço que sim com a cabeça. Seguindo-o pelo batente da porta, até que me lembro de algo, largando minha mochila em seus braços, alarmando-o e causando-lhe desequilíbrio, enquanto corro até o banheiro e pego a escova de dentes.

"Pronto," volto e pego a mochila de volta, pendurando-a nas costas, enfiando a escova no bolso da frente, e sorrindo para o mais alto.
 
××× 

"Você sabe que eu não moro aqui, não sabe?"

Jin ri.

"Sei."

"E você sabe que não vou ficar aqui pra sempre, certo? É só até eu poder dormir sozinho."

"E você sabe que, se quiser, você pode ficar aqui pra sempre, certo?" Ele tira minha mão de baixo do travesseiro e a segura em frente de seus olhos, brincando com meus dedos.

"Por que você está sendo tão bom pra mim?"

"Porque você finalmente está deixando," diz, tirando alguns fios rebeldes de minha fronte, abrindo o caminho para seus olhos penetrarem os meus. "Meu Deus, Yoongi, eu me importo com você. Não vê isso?"

"Você se importa com todo mundo."

"Por acaso eu faço questão de que 'todo mundo' fique em meu apartamento e durma em meus braços? Por acaso você não sabe que, assim como você, eu não confio em 'todo mundo'?"

Libero em seu rosto o hálito de menta em minha boca recém escovada numa mistura de suspiro e bocejo.

Nem tenho tempo de abrir os olhos.

Quando minha boca se fecha, outro par de lábios se unem aos meus, envolvendo-os por pouco tempo, em um beijo que não se aprofunda e se mantem aquecido, mas não quente, acolhedor, não sensual. Um toque inocente. Uma demonstração de carinho, não de desejo. 

Quando abro meus olhos, vejo suas costas viradas pra mim, os ossos de sua espinha em relevo contra sua pele fina e macia, que sinto contra a minha. Após tirar um tempo para absorver o mais recente marco da minha existência e refletir se não ando sonhando de novo (não me surpreenderia, mas decido que só amanhã descobrirei), o envolvo em um abraço, pressionando meu peito contra suas costas, beijando-lhe a nuca e sussurrando-lhe ao ouvido antes de dormir:

"Ainda não vou usar a sua escova de dentes."

Escuto um riso abafado e sinto seus dedos tracejarem símbolos indiscerníveis sobre o tecido dos meus braços que lhe atravessam o corpo, até que o movimento se cessa ou eu paro de senti-lo, realmente, depende de quem foi o primeiro a cair no sono.

  × × × 


Notas Finais


Pergunta do Capítulo: E agora?

Pergunta vaga mas vcs são ótimos, quero ver as respostas.

AAAAAA NÃO REVISEI TAVA ANSIOSO NÃO ME JULGUEM.

× × ×


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