História Pilot - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Maia Mitchell
Personagens Personagens Originais
Tags Fórmula 1, Piloto
Exibições 277
Palavras 3.990
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Esporte, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá meus amores!
Quero pedir mil perdões novamente por ter demorado tanto tempo para postar, mas como expliquei os motivos para isso ter acontecido, acho que vocês conseguem me entender né?
Como prometido, o capítulo está aqui, e já quero adiantar que na pressa de postar, acabei revisando muito rápido então é provável que haja alguns errinhos que eu não vi ok?
Bom, falo mais algumas coisas nas notas finais.
Boa leitura. ❣

Capítulo 4 - Vigésimo sexto


Fanfic / Fanfiction Pilot - Capítulo 4 - Vigésimo sexto

Maya Hernandez 

 

— Não, já está decidido. Eu não vou para a Flórida com a Got. — Exclamo, tentando deixar isso claro de uma vez por todas. 

Meu pai e Margot passaram o jantar todo insistindo para eu ir com minha irmã na segunda corrida do GP de Fórmula 1, e mesmo tendo falado umas quatro vezes que eu não vou, os dois ficam me perguntando o motivo disso de cinco em cinco minutos. 

— Maya, por favor maninha. Eu nunca te pedi nada. — Margot implora com as mãos juntas em gesto de súplica e eu a encaro com uma das sobrancelhas arqueadas. 

— Você nunca me pediu nada? — Pergunto com ironia, balançando a cabeça em seguida. Ok, essa entrou para o ranking das desculpas mais esfarrapadas que Margot já deu para mim. — Aham, acredito. 

— Filha, não entendo o motivo de você não querer ir com Margot. Além de terem ganhado dois ingressos de graça para assistir a próxima corrida, vão ter a oportunidade de conhecer a Flórida. — Meu pai diz, compactuando com minha irmã e eu o encaro incrédula. 

— Pai, para assistirmos essa bendita corrida teremos que ir uns dois dias antes para lá, e com que dinheiro pagaremos as passagens de ônibus, o hotel ou seja lá o lugar onde ficaremos e todo o resto? — Pergunto, vendo Got revirar os olhos e meu pai soltar um suspiro. 

— Maya, se não tivéssemos dinheiro para que vocês duas pudessem fazer a viagem, eu não estaria incentivando vocês a ir. Eu tenho como bancar essa viagem para vocês. — Sinto vontade de revirar os olhos com o que ele diz, só não o faço por respeito ao mesmo. 

— Mas e você e Becky? Vão ficar tomando conta do posto e da loja de conveniência apenas os dois? — Pergunto, torcendo mentalmente para que ele não me mande ir junto com Margot. — E aliás, por que não manda o Becky ir com a Got? 

— Por que o Becky não tem a mínima paciência para assistir esse tipo de esporte. Sem contar que iria querer ficar grudado comigo o tempo todo, não que eu fosse reclamar, mas ele não iria largar do meu pé. — Margot responde, me fazendo rir em ironia. 

— Ah e eu tenho paciência para assistir corrida né? — Falo, fazendo ela revirar os olhos. — Got, eu já fui na primeira corrida com você, não me faça ir de novo por favor.

— Me diga por que não quer ir comigo? — Margot pergunta, me olhando com um bico e as sobrancelhas unidas, deixando-a com uma expressão extremamente fofa. Solto um suspiro com isso, sem saber o que responder. A verdade é que eu não sei por que não estou a fim de ir nessa corrida. — Por favor Maya, se for comigo para a Flórida, prometo te ajudar em tudo o que precisar também.

Chantagem à essa altura é a gota d'água para mim. Eu posso ter todos os defeitos do mundo, assim como Margot que é extremamente irritante na maior parte do tempo, mas ainda é minha irmã mais nova, e eu não conseguiria aguentar ela com cara de emburrada se tivesse que ir para lá sozinha ou com outra pessoa que não fosse eu. Por mais que não pareça, somos muito apegadas uma na outra.

— Tudo bem, eu vou assistir a corrida com você. Mas essa é a última vez, entendeu? —Pergunto, vendo um sorriso nascer em seu rosto automaticamente, e não demora para eu sentir dois braços apertando meu pescoço em um abraço apertado demais.

— Obrigado maninha, você é demais. — Ela grita em meu ouvido e eu faço uma careta com isso.

— Tudo bem Margot, mas sem exageros. Já pode me largar. — Peço e ela logo me solta, me fazendo soltar um suspiro enquanto meu pai ri, assistindo a cena.

— Você vai mesmo com sua irmã? Não vale mudar de idéia depois. — Ele alerta e Got balança a cabeça ao meu lado, concordando com o mesmo.

— Exatamente. Se falou que vai, então tem que ir mesmo.

— Eu vou. Não é sempre que ganhamos ingressos de graça de um dos próprios corredores da corrida. — Admito e minha irmã abre ainda mais seu sorriso, soltando outra vez um gritinho agudo.

— Maya, você é a melhor irmã do mundo. — Exclama, me fazendo soltar um risinho.

— Obrigado Got, sei disso.

[...]

— Eu nem acredito que vou assistir à mais uma corrida do Grande Prêmio ao vivo e ver o Justin passar para a próxima fase. — Margot exclama feliz enquanto nos mantemos deitadas cada uma em sua cama, olhando para o teto sem sono.

— Got, você não achou estranho ele nos dar ingressos completamente de graça? — Pergunto, mesmo tendo uma leve suspeita do por que dele ter feito isso.

— Nem um pouco. Eu adorei, isso sim. — Ela responde, me fazendo revirar os olhos. Got tem ausência de neurônios em sua cabeça, pois além de ser muito irritante, é desatenta e não leva absolutamente nenhum assunto à sério. — O que foi que você achou estranho em ele ter nos dado os ingressos? — Pergunta, voltando sua atenção para mim.

— Não sei na verdade. Só achei estranho.

— Ah Maya, Justin só quis ser gentil. Não vejo problema nisso. Ele poderia ser gentil mais vezes. — Diz, soltando uma fraca risada. — Mas se você estiver muito a fim de saber minha opinião sobre ele ter nos dado esses ingressos de graça, acho que foi por sua causa.

— Minha causa? — Pergunto com o cenho franzido, a encarando na cama ao lado.

— Sim, sua. Mana, eu reparei no sorrisinho com que ele saiu da loja de conveniência, sem contar que ficou lá alguns bons minutos só para pegar um pacote de salgadinho e uma garrafa de água.

Ela diz, pensando exatamente a mesma coisa que eu à respeito do assunto. É estranho pensar que Justin Bieber pode ter dado ingressos gratuitos para mim e minha irmã para assistir a próxima corrida apenas por um "suposto" interesse em mim. Ele deveria ter feito isso por ver o quanto minha irmã é fã dele e ficaria feliz em assistir à mais uma de suas corridas, e não o contrário.

— Sim, nós trocamos algumas palavras um com o outro, mas não chegou a ser uma conversa. — Explico, vendo-a dar de ombros.

— Isso não descarta um possível interesse dele. — Solto um estalo com a língua com sua argumentação. — Ah você já imaginou? Eu, cunhada do Justin? — Ela pergunta com um sorriso tosco no rosto, me fazendo bufar.

— Não viaja Margot. Pelo amor de Deus. — Reclamo, começando a cogitar a idéia de deixá-la falando sozinha e me virar para dormir.

— Não Maya, isso tem uma possibilidade de acontecer. Se bem que eu preferiria ser a senhora Bieber, mas cunhada é o que tem pra hoje, e já está de bom tamanho. — Ela insiste, dando ênfase no "eu" e me fazendo bufar e cobrir os ouvidos com a mão.

— Me recuso a continuar ouvindo isso. — Falo e dessa vez, é ela quem revira os olhos para mim.

— Pare de reclamar Maya. Você está tendo a chance de desencalhar e ainda reclama? — Pergunta, me fazendo franzir o cenho com o que ouvi.

— Está me chamando de encalhada?

— Estou sim, e nem adiantar fazer essa cara pois você sabe que é verdade. Se até eu estou querida, imagina você que é bem mais sossegada que eu com relação à homens. — Ela diz, me fazendo cruzar os braços e voltar minha atenção para o teto, ligeiramente ofendida.

— Eu não estou encalhada. — Retruco, embora eu tenha que admitir que sim, eu estou. — Mas você também só está por que quer. Conheço um cara que é louco por você e que te faria muito feliz se você deixasse. — Falo, lhe mandando uma indireta, a qual ela felizmente entende.

— Nem começa Maya, o assunto aqui é você. Sabe que eu não gosto do Becky desse jeito. — Ela diz, me fazendo rir em ironia. Minha irmã pode dizer e jurar por quanto tempo quiser que não gosta de Becky do mesmo modo que ele gosta dela, mas eu a conheço bem demais para saber que isso é mentira. Na verdade, não sei nem por que ela ainda insiste em esconder isso de mim.

— Você não tem mesmo nenhum interesse no Becky né? — Pergunto, a encarando e vendo ela negar com a cabeça, me fazendo soltar um suspiro falso. — Tudo bem, isso é bom. Assim ele vai poder dar uma chance para aquela garota sem culpa. — Minto, inventando uma desculpa só para ver sua reação.

— Que garota? — Pergunta automaticamente, me fazendo prender o riso.

— Ele conheceu uma garota que o chamou para sair, mas não queria aceitar por sua causa, mas como você não quer nada com ele, vou falar para aceitar o convite dela. — Explico a mentira, vendo ela dar de ombros, fingindo indiferença.

— Ah sim, bom pra ele. Pelo menos assim esquece de mim.

— Concordo. Super apoio um relacionamento entre os dois. Acho que combinam muito. — Falo, a provocando ainda mais e a vejo revirar os olhos discretamente, me fazendo abrir um sorriso. Como é teimosa.

— Que seja, não vamos falar do Becky e da fulaninha. — Solto uma gargalhada com seu tom de amargura ao se referir à garota que nem sequer existe. — Sabe um casal que eu acho que combina muito? Você e Justin, isso sim.

Ah pronto, começou a ladainha de novo.

— Ah Margot, faça-me o favor. A probabilidade de eu e Bieber sermos um casal é zero.

— Nada é impossível Maya. Tenha isso em mente. — Ela diz, logo mudando de expressão e me olhando com um sorriso malicioso enquanto vira seu corpo em minha direção. — Mas admita que você achou Justin lindo. Todas acham ele maravilhoso, e por mais que você diga que não, sei que também achou ele um gato.

— Ele realmente é bonito, não vou mentir, mas não faz o meu tipo. — Sim, Bieber é simplesmente lindo e eu realmente não tenho como negar isso. Acho que seu sorriso é o que mais me chama a atenção, assim como seu talento para as corridas.

Margot solta uma gargalhada alta com o que digo.

— E desde quando você tem um tipo Maya? — Pergunta irônica e eu franzo o cenho, não entendendo o que ela insinuou.

— O que você quer dizer com isso? — Pergunto, porém ela apenas balança a cabeça ainda rindo e em seguida se vira de costas para mim, me ignorando. — Margot, eu estou falando com você. — Novamente, ela não me responde. — Margot!

— Vá dormir maninha. Boa noite. — Ela diz simplesmente e eu bufo, cruzando os braços em frustração.

É desse jeito que ela me agradece por aceitar ir para a Flórida com ela. Ingrata.

 

Alguns dias depois

Justin Bieber

 

— Caramba Justin, olhe o que essa confusão toda te causou. — Marcus me adverte e eu solto um suspiro, passando a mão pelo rosto e me levantando do sofá em que estou.

— Não precisa me dar mais uma bronca Marcus, apenas me diga qual punição eu recebi. Por favor. — Peço, vendo dessa vez ele soltar um suspiro e balançar a cabeça em negação.

Cerca de uma semana atrás, me desentendi com um dos pilotos da equipe da Red Bull dentro da pista onde fizemos nosso treinamento para a corrida de amanhã, e como essa discussão foi dentro do ambiente de trabalho, acabei recebendo uma punição por isso. Mas em minha legítima defesa, embora eu tenha me exaltado um pouco mais, ele quem começou com a discussão. Andreas Viccelli veio insinuar para mim que eu estava sendo favorecido pela Ferrari, que estaria me cedendo um motor mais potente do que de todos os outros para que meu carro tenha mais velocidade e força na hora da corrida, o que me daria uma boa vantagem sobre todos os outros pilotos. E eu não gostei nem um pouco dessa insinuação, pois no contrato de todos os corredores está dizendo que se a equipe do mesmo quiser trocar o motor, carro ou qualquer outra coisa que possa mudar o desempenho do piloto na pista, os organizadores da Fórmula 1 precisam ser avisados antes para ficarem cientes desse processo de troca, e Andreas claramente insinuou que a própria marca Ferrari, minha equipe e patrocinadora na F1, estaria fazendo isso sem informar aos organizadores, ou seja, que estaríamos fazendo isso ilegalmente. É claro que eu fiquei puto da vida com isso, pois se tem uma coisa que eu sou é muito profissional quando se trata do meu trabalho, e jamais trapacearia em uma disputa tão grande como essa. Consequência, quase fui para cima de Andreas se não fosse Hayden e Francis aparecendo e me impedindo, e agora, levei uma punição por conta do meu comportamento, a qual eu tenho certeza que não é boa.

— Justin. — Marcus começa, cruzando os braços e me encarando fixamente. — Infelizmente, nessa corrida você não largará em 2° lugar como de costume. Terá que largar em 26° lugar.

Fecho meus olhos quando ele diz minha punição, respirando fundo para não começar a chorar. Pode não parecer, mas para um piloto a posição em que ele larga na corrida é muito importante, pois pode definir o resultado final dele na prova. Minha vantagem largando em 2° lugar é muito boa, mas começar a corrida com 25 carros na minha frente pode me prejudicar muito.

— Droga. — Esbravejo, fechando os punhos para tentar manter a calma. Isso não é justo. Minha vontade é de matar Viccelli.

— Fica calmo Justin, isso não é o fim do mundo. — Meu técnico diz e eu bufo, balançando a cabeça em negação.

— Claro que é Marcus. Sabe como isso pode me prejudicar? — Pergunto, vendo ele franzir o cenho e me olhar de modo repreendedor.

— Não, eu não sei, e sabe por que? Por que você é o melhor piloto da Fórmula 1, o foco de muitas outras equipes que pensam em te contratar e que querem trabalhar com você, é o grande favorito para esse GP. Você é melhor que muitos pilotos com quem vai competir amanhã, portanto vai ser moleza reconquistar seu lugar. Você é Justin Bieber, largar em 26° colocado não vai fazer absolutamente nenhuma diferença para você. Portanto não fale como se estivesse tudo perdido, por que isso é uma coisa que não está e não vai estar nunca. Você me entendeu? — Ele pergunta firme, me fazendo engolir em seco.

Marcus está certo, e minha raiva por Viccelli não estava me deixando ver isso. Suas palavras duras me fizeram perceber que eu estou pensando como um perdedor, coisa que estou longe de ser. Não vou deixar uma simples posição me atrapalhar na corrida, porém isso não faz minha raiva por aquele italiano babaca diminuir.

— Está certo, me desculpa. Você tem toda razão. — Falo e ele balança a cabeça em concordância, ainda com os braços cruzados e a expressão séria.

— Sim, eu tenho. E espero que você não tenha mais esse tipo de pensamento. Aliás, não quero te ver agindo assim outra vez Justin. E não se meta em nenhuma outra confusão, está proibido de fazer isso, entendeu? — Ele pergunta e trato de concordar com ele automaticamente.

— Eu não vou, fica tranquilo.

— Ótimo. Agora, preste atenção por que vou te dar duas tarefas. — Ele diz, fazendo uma pausa e ergo as sobrancelhas com isso. — Você vai ligar para sua mãe e explicar à ela e à seu pai toda essa confusão. Eles ficaram muito preocupados com você. E depois que fizer isso vai ir treinar uma última vez antes de ir para o hotel descansar, entendeu?

— Eles já está sabendo? — Pergunto, receoso. Meus pais são muito amorosos e compreensivos, sempre me apoiaram quando eu decidi seguir e comecei nessa carreira, porém não economizam puxões de orelha quando faço alguma besteira. Como essa por exemplo.

— O certo seria: eles só estão sabendo agora? Sim. E você vai explicar tudo à eles. — Marcus responde e eu solto um suspiro vencido.

— Tudo bem. Mais alguma coisa? — Pergunto e ele nega.

— Não. Vou te deixar sozinho para fazer a ligação, e depois direto para o treino. — Ele manda e eu apenas bato continência em resposta, vendo-o andar em direção à porta e logo sair da sala, me deixando sozinho.

[...]

 

Maya Hernandez

 

— Aaah! Não acredito que vou assistí-lo correr ao vivo outra vez. — Margot grita assim que entramos na grande pista onde a corrida irá acontecer. Algumas pessoas a encaram torto e eu desejo ter um buraco onde possa enfiar minha cabeça.

— Aquieta o faixo, por favor. — Peço à ela, que me encara com o rosto transbordando felicidade. Eu admito nunca ter visto minha irmã tão animada e feliz assim por um ídolo, e olha que ela já teve vários.

— Eu não consigo Maya, é emoção demais. — Exclama, me fazendo soltar um suspiro.

Nós duas chegamos aqui na Flórida ante ontem e estamos hospedadas em um hotel um pouco longe do local da corrida. Diferente de Margot que está pensando apenas em Justin, eu estou encantada com a beleza desse lugar, e olha que nem visitamos nenhum lugar tão legal assim. Eu com certeza quero aproveitar tudo o que eu puder aqui antes de ir embora.

— Maya. — Ouço Got gritando meu nome enquanto me chacoalha, me fazendo arregalar os olhos pelo susto. — Será que nós conseguimos falar com Justin dentro do box? Se ele nos vir e falar que nos conhece, com certeza nos deixam entrar. — Nego automaticamente ao ouvir sua "idéia".

— Não! Ficou doida? Margot, você não pode entrar lá, é apenas para pessoal autorizado. — Falo, tentando tirar isso de sua cabeça e a vejo ficar pensativa, me olhando como se não concordasse com o que eu falei. — Margot, nem pense em fazer...

Antes que eu possa terminar minha frase, vejo a morena sair correndo em direção ao box da equipe Ferrari ao invés de ir para a arquibancada. Agora é sério, conclui que Margot, definitivamente, não bate bem da cabeça.

— Aí meu Deus. Eu não acredito que isso está acontecendo.

Falo para mim mesma e começo a correr atrás dela, tentando alcançá-la e impedir que a mesma faça o que está pensando. Passo por um mar de pessoas com uniformes e capacetes, não perdendo Got de vista apenas por conta de sua cabeleira comprida e assim que vejo um box vermelho com várias pessoas usando macacões com o símbolo da Ferrari, apresso meus passos o máximo que consigo, vendo que Margot já está chegando perto de lá, porém não consigo ser rápida o suficiente e logo a vejo adentrar no local.

— Margot, volta aqui. — Grito, tentando chamar sua atenção, porém ela não me ouve, e se ouve, me ignora.

Vejo-a parar em frente à um dos homens ali e começar a falar algo com ele, me fazendo soltar um suspiro e seguir atrás.

— Eu sou uma amiga do Justin, pode me deixar vê-lo por favor? — Ouço ela pedir e o homem à sua frente torce a boca, balançando a cabeça.

— Sinto muito senhorita, mas esse local é apenas para pessoal autorizado. Vou ter que pedir para se retirar por favor. — Ele pede com educação, e minha vergonha aumenta ainda mais.

— Não moço, eu realmente conheço o Justin. Não estou mentindo. Me deixe ir vê-lo por favor. — Minha irmã insiste e eu resolvo intervir antes que o homem chame os seguranças e nos tire dali a força.

— Com licença. Desculpe minha irmã, nós já estamos indo. — Falo ao homem e ele apenas assente pra mim com um fraco sorriso enquanto Margot me encara confusa.

— Maya. — Ela retruca em protesto, porém eu apenas ignoro e seguro em seu braço, a puxando.

— Vamos para a arquibancada Got, por favor. — Peço, tentando evitar que ela faça alguma besteira. — Se continuar a insistir em ver Justin, vão te expulsar da corrida e você não vai poder vê-lo nem da arquibancada. — Falo e ela parece hesitar, considerando minha idéia. Só espero que ela não saia correndo de mim novamente.

— Mas depois da corrida eu vou ver o Justin e nem você, esse carinha ou o papa vão me impedir. Ouviu? — Ela pergunta, me fazendo revirar os olhos.

— Está bem, que seja. Vamos logo. — Concordo e me viro para o moço ao nosso lado, que ainda nos encara confuso. — Me desculpe mais uma vez.

— Sem problemas. — Ele responde com um aceno de cabeça e eu me apresso em puxar minha irmã dali e sair do box com ela, que resmunga algo que eu não entendo.

— Nunca mais faça isso, ouviu? Parece até uma criança de 12 anos. — Reclamo e ela bufa, fazendo uma careta em resposta.

— E você está parecendo alguém de 30. — Ela rebate, porém antes que eu possa lhe responder, ouvimos um dos homens com macacões que passa à nossa frente falar algo que chama nossa atenção.

— Justin precisará de total concentração nessa corrida. Passar todos aqueles carros e recuperar sua posição vai ser fácil, mas ele precisará ter paciência. — Ele diz à alguém ao seu lado e eu e Got nos entreolhamos com o cenho franzido.

 — Com licença. Como assim recuperar posição? O que aconteceu com Justin? — Margot pergunta ao homem com a maior cara de pau, que volta seu olhar para ela.

— Ele sofreu uma punição por ter entrado em uma briga com um dos corredores de outra equipe e vai largar em 26° posição hoje. — Ele explica, fazendo minha irmã arregalar os olhos com isso e em seguida me olhar.

 — Não acredito. E agora Maya? — Ela pergunta assustada e eu reviro os olhos, voltando a puxá-la para longe dali.

— E agora nada Margot. Bieber é um ótimo piloto, ele vai recuperar as posições rapidinho. — Asseguro, confiante disso. Justin é um excelente corredor e tem muita capacidade, eu acredito que esse empecilho não vá atrapalhar em nada seu desempenho na corrida. Sei que ele consegue ganhar de olhos fechados, mesmo que não seja em primeiro.

Sem contar que assim a corrida irá ser bem mais emocionante do que a anterior, justamente por Justin estar muito atrás de alguns outros pilotos e poder ir recuperando suas posições de pouco em pouco, nos causando um friozinho na barriga. Dessa vez minha atenção estará voltada apenas e completamente para ele.

 

Justin Bieber

 

Tudo pronto Justin. — Ouço Marcus dizer pelo rádio comunicador enquanto todos os carros estão posicionados cada um em sua devida posição. Eu, entre os vigésimos. — Não se esqueça do que eu te falei, concentração e calma.

Ele diz e eu respiro fundo, me concentrando. Meus olhos correm para as pessoas nas arquibancadas e um incentivo à mais me bate ao ver a maioria delas vestindo camisas e bonés vermelhos. A minha cor. Vejo também cartazes e dedos de espumas com as legendas #1 Bieber escrito neles, como vejo em quase todas as corridas, e as pessoas gritando por meu nome. Homens, mulheres e crianças, todas torcendo por mim.

Isso já me deixa confiante o bastante para dar tudo de mim nessa corrida, até que vejo dois rostos já conhecidos no meio das muitas pessoas ali na arquibancada. Margot grita algo que não consigo identificar com um boné vermelho, exatamente do mesmo jeito que estava na corrida anterior, e Maya está ao seu lado, quieta e aparentemente não torcendo para ninguém em especial. Sorrio ao saber que elas aproveitaram os ingressos que lhes dei e que estão aqui para me assistir outra vez.

É bom vê-la outra vez.

Sua presença ali sem dúvida me dá o incentivo que faltava, o empurrão que eu precisava para não deixar esses carros na minha frente me impedirem de fazer uma boa corrida e fazer Viccelli engolir minha poeira, e assim que os faróis da largada se acendem no vermelho, aperto minhas mãos no volante, olhando fixamente para a frente. Ouço a contagem ser iniciada junto com a platéia, e já posiciono o pé no acelerador.

Uma última olhada em Maya e consigo ver ela com o olhar fixo no telão, logo mexendo a boca em um sussurro de "boa sorte". No mesmo, sou eu quem estou aparecendo.

3, 2, 1.

Os faróis ficam verdes, autorizando o início da corrida e piso fundo no acelerador com duas únicas coisas em mente.

Chegar ao pódio, e Maya.


Notas Finais


Sei que nesse capítulo não há nada de tão interessante assim, mas eu prometo que compenso no próximo com alguns momentos Jaya. E só eu que acho o jeitinho louco da Margot engraçado? Amo essa histeria louca dela heuheuheu
Bom, eu espero de coração que vocês tenham gostado e ainda estejam aqui comigo acompanhando Pilot. É muito importante para mim.
Nós vemos no próximo capítulo Pilotetes, beijinhos no coração. 🏎❣


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