História Pink Feelings - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Lu Han, Sehun, Xiumin
Tags Colegial, Exo, Homossexualidade, Lu Han, Xiumin
Visualizações 33
Palavras 2.059
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Escolar, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Aha! Dessa vez eu me esforcei e não é que consegui voltar mais cedo? Kkkkkkkkkk.
Tem recado importante nas notas finais! ♡

Capítulo 10 - Inside the Woods


Fanfic / Fanfiction Pink Feelings - Capítulo 10 - Inside the Woods

Uma semana depois:

A última semana no acampamento havia sido muito mais agradável do que fora imaginado por mim, mas isso se deve graças a Minseok pois anteriormente ele não estava em meu plano de férias, porém no final se tornou essencial para o desenvolvimento do mesmo. Após ambos sabermos que havia reciprocidade no laço, nos tornamos ainda mais inseparáveis; os boatos sumiram em pouquíssimo tempo, ninguém mais se preocupou com relacionamentos alheios e sequer reclamou das vezes em que eu e Minseok ficávamos grudados o tempo inteiro, esperando um momento vago para trocar algum beijo ou alguma carícia escondida. Quer dizer, isso desencadeou um certo ciúme proveniente de Sehun; de início eu não me preocupei, ele poderia se resolver sozinho com aquilo, mas Minseok fez questão de me ajudar a fazer um pedido de desculpas bem elaborado e a conciliar meu tempo entre meu melhor amigo e meu ‘amor’. Ainda não estávamos realmente namorando porque nenhum de nós havia pedido o outro em namoro, eu até pensei em maneiras de pedir, mas nunca havia feito isso e a inexperiência sobrepunha-se sobre a criatividade, o que prejudicou minha mente e me fez crer de que daquela maneira estava bom. Minseok também não demonstrou qualquer intenção em fazer o pedido, portanto acabamos permanecendo como estávamos - o que as pessoas chamam de ‘amizade colorida’.

Entretanto, a relação que tínhamos não podia ser descrita como apenas amizade, era algo muito mais forte. Todos os beijos, abraços, todo o carinho diário e os sorrisos eram carregados de afeto abundante, sua limitação era muito mais extensa do que a palavra ‘amizade’ permitiria, e isso começou a incomodar meu subconsciente, mas ainda havia a insegurança quanto às formas de tornar especial o nosso momento, vagavam por minha mente inúmeras condições e suposições do que poderia dar errado, eu não poderia agir sozinho para planejar o que tinha em mente, porém meu orgulho não permitiu que eu clamasse por ajuda, segundo ele eu deveria agir sozinho, assim o esforço seria ainda mais valorizado. No fim, meu pedido não se concretizou - nem mesmo aconteceu.

As atividades diárias já não eram mais frequentes e nem necessárias - o que nunca foram, na verdade. Alunos podiam passar o dia inteiro fazendo ‘nada’ dentro dos chalés ou se aventurando pela imensidão de árvores e demais plantas que estavam ao nosso redor - muitas vezes para ações que não eram reveladas para as autoridades que comandavam o acampamento, mas ninguém tinha o real interesse em saber o que adolescentes faziam dentro do bosque. A falta de obrigatoriedade em cumprir horários apenas contribuiu com o fato de que eu e Minseok éramos como um - vivíamos grudados como cachorro e carrapato. Ora ou outra ele reclamava do excesso de grude, que curiosamente só era proveniente da minha parte da relação, e eu me afastava por alguns momentos, porém logo estava grudado à ele novamente.

Dentre esses pontos, a única que me incomodava imensamente era que quando eu o deixava sozinho ele desaparecia rapidamente e só voltava a aparecer depois de horas, carregando um semblante estranhamente aliviado e sorridente enquanto vinha me abraçar e fazer carinho em meu rosto com suas mãos quentinhas. Eu tentava não me preocupar ou demonstrar chateado com suas desaparições repentinas, procurava fingir que não carregava aborrecimento comigo quando ele fazia isso, mas certa vez não pude me conter e perguntei-o o que tanto fazia quando sumia assim. “É algo para você, não se preocupe!” fora o que ele me disse, fazendo com que toda a desconfiança se convertesse em curiosidade, necessidade de descobrir o que era - mesmo que fosse necessário segui-lo por onde ia até que finalmente fizesse a descoberta quanto àquilo. Entretanto, eu não o fiz. Busquei conter tais necessidades até que ele mesmo me mostrasse o que aprontava, o que demorou um pouco, mas veio a acontecer de uma forma que se tornou especial tanto para mim quanto para ele.

 

 

Em nosso último dia no acampamento, recebemos a visita da luz solar atravessando as cortinas da janela do chalé às exatas 6 horas da manhã. Eu não havia dormido muito e nem estava cansado por isso, na verdade um turbilhão de pensamentos e planejamentos para que eu e Minseok aproveitássemos ao máximo nosso último dia ali preenchiam minha mente e se convertiam em energia, tornando meu corpo agitado e impedindo que o sono me derrubasse. Talvez fosse aquilo o que as pessoas chamavam de insônia, estar tão agitado emocionalmente ao ponto de que dormir torne-se algo fútil o suficiente para ser descartado da lista de ‘coisas importantes para fazer’.

Minseok acordou por volta das 7:20, com seus olhinhos fechados em formato de meia-lua e rosto amassado por causa da pressão exercida contra o travesseiro. Por um breve instante eu assegurei a opção de deixar que ele dormisse mais um pouco antes de sairmos do chalé, porém após uma ducha gelada no banheiro ele acordou prontamente, encarregando-se de puxar minha mão e me levar em passos rápidos para fora da cabana azul. Dizia que havia encontrado um lugar esplêndido, o qual combinava completamente com nossa vontade de aproveitar aquelas horas vagas - completou. Sua alegria era contagiante e seus sorrisos doces me faziam sorrir também, mesmo sem saber para onde estávamos indo; e como toda a minha confiança já estava depositada no dono de fios negros, apenas o segui à caminho do refeitório - pois ninguém consegue viver aventuras em um acampamento quando se está de barriga vazia, experiência própria.

Fomos em busca desse tal lugar esplêndido depois que tomamos café da manhã, nenhum de nós havia comido direito por causa da ansiedade predominante, ele por ansiedade de me mostrar o lugar e eu pela mesma razão. Mas ao mesmo tempo em que eu sentia a excitação da aventura que seria feita percorrer por minhas veias, sentia-me completamente estranho e desconfiado, não de Minseok em si e sim do que seria mostrado para mim. Unindo os pontos, todos os momentos nos quais Minseok sumia abruptamente era porque ele - provavelmente - estaria dedicando seus minutos livres e preciosos nessa surpresa. As possibilidades do que eu encontraria no tal lugar eram infinitas! - desde um piquenique romântico à um homicídio bem planejado, afinal -, nunca se sabe o que esperar de Minseok.

Somente por pensar em tais possibilidades eu consegui suprir as necessidades de me alimentar, comi bem pouco apenas para não ficar de estômago vazio por uma grande quantidade de tempo e esperei Minseok para que ele me levasse ao tal lugar. A forma como Minseok demonstrava sua ansiedade era um tanto engraçada, porque ele comia seu café da manhã com pressa - como se nem engolisse! Mesmo que eu também estivesse apressado, recomendei que não fizesse aquilo tão depressa ou passaríamos nosso dia dentro da enfermaria. Ele sorriu de um jeitinho fofo por uma razão que não compreendi e terminou seu café antes de agarrar minha mão outra vez, sendo meu guia por um caminho diferente do que eu conhecia naquele bosque.

Caminhamos entre troncos e mais troncos de árvores, pulando raízes expostas e tropeçando em pedras que não eram vistas por nossos olhos - pelo menos eu fazia isso, mas Minseok caminhava numa agilidade e cautela impressionante, não tropeçava e nem tocava em nada com agressividade, o que me deixava abismado e com um pouquinho de inveja, mas não vou admitir a última parte para ele de jeito nenhum.

O bosque era tão simétrico que por um instante eu imaginei que estivéssemos andando em círculos e até arrisquei perguntar isso para ele, mas ao invés de falar algo concreto ele apenas riu e continuou me puxando. Eu já estava me irritando com essas coisas vagas, só continuei andando porque a curiosidade era maior que a vontade de ficar emburrado ao lado de uma árvore. Mais alguns minutos caminhando e a alternativa de permanecer com as plantas parecia mais viável, porém - graças às divindades existente - antes que eu pudesse soltar sua mão e fazer companhia para as briófitas, chegamos no que parecia o lugar surpresa.

E eu me senti muito estúpido por ter pensado em algo como um homicídio.

Qualquer adjetivo existente não seria capaz e nem suficiente para descrever a beleza e magnificência daquele lugar e para caracterizar o que eu senti vendo-o. Em uma descrição primitiva: era um riacho. Certo, o que haveria de tão importante naquele tal riacho? O ponto era que não deveria ser chamado apenas como riacho, e sim como “o riacho”. Entendem?

Aquele era o ambiente mais lindo que eu já havia visto na vida, além de ser completamente natural - o que já ganhava imensos pontos de favoritismo - era surreal. As árvores em ambas as margens haviam crescido entrelaçadas, como mãos unidas, e formavam uma visão esplêndida; o riacho possuía uma coloração superficial azulada e era inteiramente cristalino, podendo-se ver até mesmo as plantas verdes e vermelhas ao fundo, juntamente com pedrinhas de diferentes cores e aparentemente lisas, e os peixes coloridos que nadavam despreocupados e de forma tranquila. A correnteza estava lenta e fraca, sem qualquer risco de levar alguém - o que talvez tenha sido observado por Minseok também.

Quanto a Minseok, ele havia respeitado meu momento de deleite apreciando a paisagem e se recolhido juntos às árvores, apenas captando minhas reações e sentindo uma imensa satisfação pela minha apreciação perante o lugar que ele havia escolhido - fora o que me dissera depois.

Após um tempo no qual eu apenas permaneci tendo a visão abençoada por conta de tal paisagem, virei-me para Minseok com uma expressão chorosa e mão no peito - tecnicamente da mesma maneira como fiz quando ele levou-me para ver as estrelas -, depois fui de um jeito desesperado e rapidinho até ele, me lançando em seus braços e o apertando num abraço.

− Me sinto até mal por ter desconfiado das suas saídas, isso aqui é mais do que lindo! − falei de maneira alegre, a qual ele reagiu com um sorriso engraçado. Minseok sabia que eu tinha sentido ciúmes de suas desaparições, portanto não se preocupava. Lentamente, saí de cima de si e sentei ao seu lado, mirando o riacho com meus olhos. − A correnteza está tão tranquila, aposto que você observou isso também, certo? − falei com um sorriso direcionado para ele e recebi uma confirmação. − Você é incrível, já falei isso?

− Já, mais vezes do que eu posso contar. − ele riu baixinho e levantou-se num salto, e em outro salto tirou a camiseta preta que vestia e jogou-a em meu rosto, rindo novamente em seguida. − Vamos, preguiçoso!

− Vamos fazer o quê? − perguntei um tanto envergonhado e com o rosto quente por vê-lo sem a camiseta, afinal aquele pedaço de paraíso chamado humanamente de abdômen deixava qualquer um sem graça.

− Nadar, oras. Não acha que chamei você apenas para ficar olhando o riacho, acha? − falou divertido, vindo até mim e erguendo-me com uma das mãos ao mesmo tempo em que usava sua outra mão para segurar e - tentar - levantar a barra da minha camiseta.

− Que abuso! − gritei me desvencilhando dele e pulando para a direita, fazendo-o rir e me deixar mais constrangido ainda.

− Sério, Lu. Vem nadar comigo, por favor. − ele pediu fazendo uma expressão fofinha, que conseguiu me convencer rapidinho.

Sem meios de resistência, soltei sua camiseta, tirei a minha em uma velocidade única e utilizei da mesma para correr até o riacho e mergulhar ali dentro. O riacho deveria ter dez metros de largura entre uma margem e outra e um metro de profundidade, de forma que metade do meu abdômen ficava exposto. Continuei submerso por alguns instantes, sentindo a água fria no rosto e esperando que isso contribuísse com a dissipação da vermelhidão presente em minhas bochechas. Submergi quando notei que ele já havia entrado também; recuperei boa parte do ar e passei a mão pelo cabelo para remover o excesso de água. Esperei alguns segundos por Minseok, esperando que ele submergisse também e falasse qualquer coisa aleatória, mas esses segundos se prolongaram e nada de ele aparecer, o que me rendeu uma sensação ruim no corpo - uma sensação muito parecida com a que eu senti quando soube que ele estava trancado sozinho no chalé de seu amigo devido aos boatos, uma semana atrás...


Notas Finais


Indicações de fanfics:

- Lembranças de ~Wonfishy; eu não me lembro de ter lido alguma fanfic com temática histórica antes, mas mesmo se tivesse essa seria uma das minhas favoritas! Sério, eu amei mesmo essa fanfic - até chorei e olha que eu não choro com facilidade quando o assunto é fanfic. Recomendo demais.
- Desenhos, zeros e uns de ~Yixingsoo; essa fanfic tem um enredo foda com um desfecho mais foda ainda! Tipo, foda mesmo. Eu fiquei chocada com a criatividade da autora, amei demais e recomendo muito.
- The Book Is On The Table de ~sollamentos; eu não sou fã de XiuHun e achei essa fanfic por acaso, mas eu acabei amando. Eu ri muito, cara. Ri tanto e tô rindo agora só por lembrar, recomendo pakas.
E não podia faltar meu novo bebê: O que é Ko Ko Bop Challenge?
Leiam se quiserem, mas saibam que eu recomendo mesmo! ♡

DESAPEGAR DE PINK FEELINGS TA SENDO HORRIVEL. Na moral, se eu soubesse que era tão difícil eu não tinha programado um final. Mas foi justamente por essa razão que eu pus esse final misterioso aí, pra prolongar porque eu tô triste em ter que me despedir da fanfic :')
Espero que gostem, vem mais por aí, beijos na testa.


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