História Pintando O Sete - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Iruka Umino, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara
Tags Família, Naruto Yaoi, Romance, Vida Escolar
Visualizações 94
Palavras 5.858
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Depois de uma longa primavera estou de volta ~
Retomando a fic sem ter certeza se ainda haverá leitores, mas, me esperar que sim. ♥
Fanart da capa foi feito pela minha filhota, Bruninha ♥
E já faz quase um ano tb. xD
Ela desenhou o time da Kainan inteiro.
No fim do capítulo terá outro fanart especial que ganhei de presente de aniversário da Gi-chan. ♥
E tb o link pra vocês verem os demais fanarts feito pela Bruninha.
Espero que estejam aí e me deixem um "okaeri", mesmo que eu não mereça tanto. hahahahaha
Boa leitura, amores! ♥

Capítulo 19 - Capítulo 19 - Yoru - Parte 4


Fanfic / Fanfiction Pintando O Sete - Capítulo 19 - Capítulo 19 - Yoru - Parte 4

Pintando O Sete

Capítulo 19 – Yoru – Parte 4

Resfolegou-se preguiçosamente na cama, sentindo o corpo e a mente ainda inertes devido aos comprimidos antidepressivos que vinha tomando para conter o que fora diagnosticado como um princípio de depressão.

De acordo com o médico psiquiatra, a depressão se tratada de início e controlada com a dosagem correta dos medicamentos, não atrapalharia em nada o cotidiano do enfermo que, em pouco tempo, voltaria a sua rotina.

Porém, bastava acordar sentindo como se seu corpo e sua mente pesassem uma tonelada, para Yoru se questionar em como poderia se sentir normal tendo que ser dopado todos os dias.

 Eram inúmeros compridos ministrados durante o dia: para conter os nervos e a ansiedade. E a antes de dormir, para que lhe fosse propiciado uma noite de sono adequada.

Entretanto, passava tanto tempo dormindo que tinha sonhos terríveis. Era praticamente absolvido pelo seu subconsciente. E, mesmo quando despertava, tinha dificuldade em se situar. Em saber ao certo em qual mundo se encontra; se no real, ou no mundo das ilusões.

Na maioria das vezes sonhava com tudo aquilo que formava seus desejos mais surreais. Às vezes se via fazendo parte de uma única família, composta pelo seu pai Sasuke, sua mãe Sakura e a irmãzinha Yui. Sai não existia nesse universo paralelo. Muito tempo parecia se passar e então se via casado. Seu marido era Naruto. Hikari e Bara eram seus filhos.

Em outro momento, se via andando durante a noite, embaixo de uma garoa fina pelas ruas de Paris, com roupas elegantes, sobretudo e luvas, embaixo de um guarda-chuva. As gotículas que caíam do céu reluziam como estrelas em meio a iluminação parisiense. Ao seu encontro vinha correndo aquela pessoa que cintilava tanto quanto as luzes da cidade luz. Sorrindo, esbanjando beleza, trazendo mais claridade, cores, calor, amor, para qualquer noite fria e chuvosa que fosse.

Mas era triste sentir-se confortável naquele mundo ilusório e de repente toda aquela felicidade se dissipar ao ser tragado de volta a tortuosa realidade. Então vinham as dores de cabeça, no estômago, o pesos no corpo, o vazio e a angústia, que seriam novamente aplacados pelos comprimidos.

Não conseguia entender como iria melhorar daquela forma.

Repousou a mão sobre os olhos evitando a claridade que os feria, não sabia se ela provinha do dia, da janela aberta, ou da noite, das luzes acesas. Há dias passava por aquela confusão quando despertava. Foi então que notou que estava acompanhado, ao ouvir uma canção sendo resmungada. Virou o rosto minimamente, abrindo uma pequena brecha entre os dedos, o suficiente para identificar quem era sua visita, supondo que seria um dos avôs ou os pais.

Mas a pessoa sentada na beirada do futon tinha as costas cobertas por longos e ondulados cabelos vermelhos. O arquétipo era feminino, mas bastou um movimentar para o lado e o ombro esquerdo se descobrir para ele ter certeza que não era uma garota. Sabia a quem pertencia aquela linda tatuagem de uma borboleta multicolor, tridimensional, pousada naquela região.

Lágrimas brotaram em seus olhos no momento que o rapaz se voltou para ele e pode finalmente visualizar seu belo rosto.

— Yoru-kun? Está acordado?

Voltou a cobrir os olhos, desta vez, para esconder sua face envergonhada e certamente abatida, até a barba havia deixado crescer naqueles últimos dias, pois não tinha paciência de fazê-la.

No entanto, era um sonho, não era?

Estava mesmo ouvindo aquela voz?

— Não. Lógico que não estou acordado — respondeu enfim, as mãos mantendo o rosto escondido. — Estou tendo um sonho. Como posso estar acordado se estou vendo e ouvindo uma miragem? Não, não. Eu ainda estou dormindo. Isso é certeza.

Ouviu uma risada gostosa.

— Bobo. Está me deixando constrangido. Desculpe-me por ter invadido, mas seu avô disse que eu podia esperar você acordar aqui dentro. Fiz mal?

Yoru não respondeu e moveu os braços para cima do rosto a fim de cobri-los completamente e esconder o choro que estava vindo de forma vergonhosa.  

— Yoru-kun? — O rapaz ruivo insistiu em ter dele uma resposta e tocou-o no ombro. — Yoru-kun ‘tebba! — sacudiu-o. — Você está bem? Está se sentindo mal? Quer que eu chame seu avô? Se não estiver bem eu volto outra hora — e fez menção de se levantar, mas antes que saísse, foi agarrado pela cintura e puxado de volta para o futon. — Yoru-kun?

O jovem ruivo percebeu que o rapaz moreno na cama estava chorando e aquela reação o tocou, mesmo que não quisesse. Durante todo o tempo que passaram juntos Yoru Uchiha jamais derramou uma lágrima sequer em sua frente, nem nos momentos mais difíceis. O ex-namorado sempre fora a parte mais forte do relacionamento, ou era aparentemente isso.

Nem mesmo na sua partida ou quando romperam Yoru se emocionou. Sempre fora ele, Sasori, a parte frágil; o que derramava rios de lágrimas por qualquer coisa. Principalmente por aquele que fora sua verdadeira paixão.

Mas foram tantas e tantas lágrimas, tantas noites de insônia, tanta dor e sofrimento, que seu coração se enrijeceu. Quando não restou mais nada, nem dor, nem aflição, nem lágrimas, nem a esperança de continuar tentando, prometeu a si mesmo que nunca voltaria a sofrer por Yoru Uchiha.

Ou por qualquer outro que não valorizasse seus sentimentos.

Por isso resistiu tanto a ideia de retornar ao Japão. Levou em consideração apenas quando Naruto entrou em contato e o comoveu ao ilustrar a situação crítica em que Yoru se encontrava. 

Apesar de que ainda não sabia como seria útil. Tinha avisado Naruto que talvez piorasse a situação, por ter dado um grande passo de mudança em sua vida. Mesmo que antes de fazê-lo tivesse tentado de todas as formas entrar em contato com Yoru para que ele desse seu último parecer, mas o ex-namorado era genioso ao ponto de ignorar todas suas tentativas. E quando finalmente se determinou, aquela situação inusitada surgiu, como se o destino gostasse de zombar da sua cara.

Agora estava ali, de volta ao seu velho Japão, no mesmo futon com o homem que fora o dono do seu coração por mais de uma década, justo no momento que havia decidido apagá-lo completamente da sua história.

Mas, o que mais o atordoava, era a reação do descarado do seu coração, que mesmo tendo como base o histórico fornecido por sua razão, continuava se levando, deixando-o inteiramente sem rumo, com batidas fortes e aceleradas.

Levantou a mão para fazer um afago nos cabelos negros azulados e proporcionar algum alento que diminuísse o choro de Yoru, mas ao encarar seus próprios dedos, cuja quantidade de anéis disfarçava uma única joia, voltou a crispar os punhos e esperou que aquele desejo aplacasse.  

Yoru apertou mais o corpo magro envolto por seus braços, reconhecendo cada traço peculiar que ele tinha, tentando arrancar do ruivo alguma reação. Mas quando esta não veio, o pranto tornou-se mais forte, como nunca antes, ao ponto de doer, de fazê-lo soluçar e estremecer.

Nunca imaginou o tamanho da falta que Sasori fazia.

Sasori, por sua vez, segurou os ombros do ex-namorado, ao notar que ele não o soltaria tão breve, e tentou afastá-lo.

— Yoru-kun, você está me apertando.

— Deixe-me ficar assim um pouco mais — pediu entre soluços. — Deixe-me ter certeza de que não estou vivendo um sonho.

— Mas...

— Como pode o tempo ter te feito tão bem, Saso? — perguntou interrompendo o outro. — Você está tão lindo, deixou o cabelo crescer, parece até ter rejuvenescido. Está tão deslumbrante que chega a doer. Enquanto eu...

Ficou difícil respirar para o estudante de artes. Principalmente ao ser elogiado e chamado pelo diminutivo do nome, daquela forma tão carinhosamente íntima, como há muito não ouvia; como poucos faziam. 

“Não posso vacilar. Kami-sama, ajude, por favor”, pediu em sua mente.

— Yoru-kun...

E como se Deus tivesse mesmo ouvido sua prece, um som repentino de toque de celular irrompeu o ambiente, e o quase momento de vacilo de Saori, fazendo-o perder a linha de raciocínio.

Tanto ele quanto o Uchiha se sobressaltaram.

Pelo toque, Sasori sabia de quem era a ligação e por isso ergueu-se rápido, atrapalhando-se todo ao retirar o aparelho da bolsa que trazia transpassada na lateral do corpo, quase deixando o celular cair, nervoso com o barulho da ligação que insistia. Meio desajeitado, pediu licença e resolveu sair para atender do lado de fora.

— Só um minuto — pediu e abriu a porta de correr, saindo e fechando-a em seguida.

O quarto de visitas onde Yoru estava hospedado na casa dos avôs abria para uma extensa varanda que ladeava a residência inteira. No meio do terreno havia o quintal, onde Sasori fora para atender a chamada.    

Mesmo que o ruivo tivesse procurado se afastar ao máximo, Yoru ainda ouviu resquícios abafados da conversa ao telefone.

“Eu disse que talvez demoraria”, “Ele acabou de acordar”, “Não sei. Vou ver na hora que sair”, “Tá, tá, eu te ligo”. Todas justificativas.

E para quem ele precisaria se justificar tanto e longe dos seus ouvidos?

Conforme o entendimento foi permeando a mente do enfermo os olhos dele foram se arregalando. Sasori retornou depressa e fora inevitável disfarçar a expressão de perplexidade que tomava sua face.

— Quem era? — a pergunta simplesmente deixou sua boca em tom de cobrança, sem que percebesse.

— A Chiyo-...

— Não minta! — o interrompeu em um grito, crispando os punhos. Sentindo que o ar começava a ficar pesado, assim como começou a sentir pontadas agudas no peito.  — Para quem você estava se justificando no telefone, Sasori? — mudou também a forma de tratamento. — Quem veio com você de Paris?

Sasori engoliu em seco. Poderia dar uma resposta bem grosseria, a qual havia ensaiado inúmeras vezes em sua cabeça, mas simplesmente não conseguiu. Sonhara com o dia em que poderia finalmente jogar na cara de Yoru que havia seguido em frente. Mas tudo o que conseguira era sentir o coração batendo dolorosamente com remorso por ter permitido que Levi o acompanhasse naquela viagem.  

Havia atravessado o globo de volta ao Japão a pedido de Naruto para ajudar e não desandar com o estado de saúde mental do ex-namorado.

— O que isso importa? — desconversou. — Eu vim por você.

— Saia — Yoru pediu menos energético.

E mesmo Sasori tendo ouvido perfeitamente bem, fingiu não ter escutado o pedido.

— Como?

— Eu pedi pra sair.

— Yoru-kun... — ele pausou para respirar. — Você está sendo infantil.  

Yoru voltou a se acomodar no futon, sentindo uma forte dor de cabeça, virou de costas e cobriu-se com o edredom mesmo que tivesse fazendo calor.

— Yoru-kun? Yoru-kun?!

— Estou com sono, saia, por favor.

— Mas você acabou de acordar.

Não houve mais respostas, por mais que Sasori insistisse.

— Yoru-kun? Yoru-kun?

Yoru fechou os olhos com força, sentindo-se tonto, sonolento. E tudo que desejou foi voltar a dormir o mais depressa possível, ao menos no mundo dos sonhos não havia aquela dor insana em seu peito, nem tantas decepções; uma atrás da outra. Simplesmente não queria mais lidar com a realidade. Estava cansado de tantas desilusões.

Apenas ansiou por um remédio que o fizesse dormir para sempre. E foi com esse novo desejo em mente que o jovem Uchiha voltou a dormir.

...

Algumas horas mais tarde, na cozinha da residência, Sasori ainda se lamentava para os avôs de Yoru, a xícara de café esfumaçando sobre a mesa.

Naruto chegou afobado na companhia de Sasuke a tempo de ouvir o final da fala do rapaz.

— Eu deveria ter desligado o celular, Iruka-san. Eu não fiz de propósito. Mas eu não sabia que ele ouviria e que deduzirias tudo tão rápido. Pior, eu não sabia que ele estava tão mal.

— Boa noite — desejou Naruto indo de encontro a Sasori que se levantou e o recepcionou com um abraço e lágrimas nos olhos.

— Naruto-san! Perdão? Eu me atrapalhei e acabei estragando tudo.

Sasuke, que parecia mais preocupado com o filho, havia ouvido o suficiente para entender porque seu tutor havia ligado tão preocupado, dizendo que Yoru tinha piorado. Tentou não se prender a recepção calorosa do marido com o ex-namorado do filho, e seu ex-amante, e voltou sua atenção diretamente ao tutor. Mesmo o indagando apenas com olhar, recebeu dele uma resposta.  

— Ele está dormindo — disse Kakashi.

— Vou vê-lo — Sasuke determinou, passando por Naruto e Sasori, não se preocupando em cumprimentar o jovem ruivo com o qual não dispunha de simpatia.

— Juro, Naruto-san. Eu não fiz de propósito. Eu juro.

— Eu sei, Saso-chan. Você não teve culpa. Eu quem fiz errado ter insistido tanto que viesse. Mas eu realmente pensei que não estivesse aceito ainda aquela proposta. Nem que traria seu noivo junto.   

Sasori cobriu o rosto e deixou as lágrimas as quais segurara tanto derramarem.

— Droga! Eu prometi tanto para mim mesmo que não sofreria ou choraria mais por ele — admitiu entre soluços que se intercalavam com as mãos que esfregavam os olhos. — Mas o que posso fazer, Naruto-san? Eu ainda o amo tanto. E estou me sentindo tão mal... — fungou várias vezes e sentiu os braços de Naruto voltarem a acolhê-lo.

— Acalme-se, Saso-chan. Acalme-se. Vamos encontrar um jeito de resolver as coisas. 

Naruto buscou o apoio do pai com o olhar, mas este retornou com um revirar de olhos.  

— Vou preparar um suco para acalmar os ânimos — foi a proposta de Iruka.

...

O bater de porta pesado ao sair do carro fez Naruto perceber o quanto Sasuke estava aborrecido. Além de tudo tiveram que dar carona para o rapaz ruivo até o hotel em que ele estava hospedado, pois ele não quis ficar na avó, que ainda morava no antigo condomínio que eles moraram, por ter certeza que a senhora conservadora não permitira que o neto dormisse junto com o noivo no mesmo quarto, não estando debaixo do seu teto.

Naruto optara por ficar calado durante o caminho de volta para casa. Não havia o quê falar ou justificar. A culpa havia sido sua e não estava em posição de contestar ou seria derrubado pelo discurso cheio de razões de Sasuke, o qual preferia evitar no momento. Mesmo que soubesse que deixá-lo remoer aquela fúria não seria bom para a saúde do marido, além de ter ciência que no momento oportuno Sasuke externaria toda sua indignação que estava interiorizando naquele instante.

Resignou-se a um suspiro.

Entraram dentro da casa, e os calçados na soleira da porta, as luzes acesas e o barulho de vozes que falavam ao mesmo tempo, fizeram os dois homens compreenderem que seus filhos gêmeos haviam chegado de viagem e trouxeram os amigos para casa.

— Eu vou subir — Sasuke declarou pouco paciente. — Peçam para que eles encerrem a baderna, Naruto. Estou com dor de cabeça, vou tomar um banho.

— Tome uma aspirina também — complementou com aquele pedido e, como esperado, Sasuke não o respondeu.

Mas a aparição afobada de Bara no hall de entrada chamando pelos dois fez Sasuke se deter na metade da escada.

— Paizinho, espera! — ela pediu. — Tenho algo importante para anunciar para vocês dois.

— Bara, o Sasuke não está bem, é melhor deixar... — Naruto tentou dar aquele alerta para a filha, mas Sasuke não permitiu.

— Não, Naruto — disse, voltando-se para eles. — Eu vou ouvir. O que aconteceu, Bara?

A filha vacilou diante da expressão um pouco dura do pai moreno, mas como havia começado, decidiu que iria terminar.

Ela voltou para entrada da sala e chamou por alguém.

— Hayate-kun, pode vir aqui, por favor?

O rapaz alto veio da sala e ambos os pais observaram o detalhe da filha estender a mão para ele, a mão que foi recebida e segurada por ele. Depois disso, os dois se prostraram firmes, mesmo que os olhares demostrassem todo o nervosismo adolescente do anúncio de algo que para eles era muito importante.

— Hayate-kun, esses são meus pais — apresentou Bara, tentando soar natural. — O de cima é o Sasuke, e esse aqui é o Naruto. Paizinhos, esse é o Hayate Kimura-kun, e... bem, agora ele é meu namorado. Ele fez o pedido hoje, antes da viagem de volta, e eu o aceitei.

— Prazer em conhecê-los! — Hayate disse em uma exclamação, curvando o corpo para frente. — Prometo cuidar bem da filha dos senhores.  

O choque parecia estampado na feição dos dois adultos e Bara apertou a mão de Hayate na sua, tendo certeza absoluta que não escolhera uma boa hora para aquele anúncio. Mas sua ansiedade era tamanha que não quis esperar. Era um livro aberto com os pais e queria que eles soubessem de imediato. Por isso, por mais cansados que tivessem da viagem, pediu para que Hayate a acompanhasse até sua casa para que o apresentasse de uma vez.

Mas bastou o olhar frio do pai moreno, para sentir um arrepio seguido de um imenso arrependimento.

Sasuke prendeu o ar no peito e fora incapaz de emitir uma réplica, sua única reação foi fazer um meneio positivo com a cabeça e voltar a subir as escadas. Não era uma total surpresa pelo que havia deduzido da conversa que tivera com Bara por telefone, e ao questioná-la de quem era o tal Hayate. Apenas queria ter acreditado mais um pouco que aquilo não aconteceria tão depressa.

— Naruto, suba assim que fizer o que pedi, precisamos conversar.

O tom imperativo de Sasuke fez Naruto revirar os olhos e imaginar que teria uma noite bem longa. Ambos os adolescentes se voltaram para ele, ainda com os olhares temerosos. Tentou ser gentil com o rapaz e sorriu, apesar da surpresa e da apreensão daquela novidade.

— Seja bem vindo, Hayate-kun. Pela altura e por ter feito parte dessa viagem eu posso deduzir que...

— Sou capitão do time de basquete! — falou novamente em tom de sobressalto, fazendo Naruto sorrir.

— Não fique tão tenso — Bara o cutucou com o cotovelo. — Meu pai Naruto é a pessoa mais amável desse mundo.

— Não me enfraqueça diante dos predadores, Bara-chan — Naruto pediu em tom encarecido à filha.

— Ai, otou-san. O Hayate-kun não é isso.

— Tenha certeza que todos os garotos se não o são ainda serão. — E desta vez piscou em cumplicidade para o rapaz, que o respondeu com uma expressão de embaraço e rubor nas bochechas. — E é isso que está passando na cabeça de Sasuke nesse exato momento — concluiu para filha.

— O papai Sasuke suspeitaria até mesmo de um padre.

— Com toda certeza. Mas vamos deixar as formalidades para outro momento. Não deixe ser levado pela primeira impressão, Hayate — disse ao rapaz.

— Sim, senhor.

Naruto voltou-se para filha.

— Bara-chan, Sasuke não está bem. O Yoru piorou e acabamos de chegar da casa dos seus avôs.

A loirinha arregalou os olhos.

— O que houve com o Yoru-nii-san?

— Vamos falar disso depois. Melhor se despedir do seu... namorado, né? E quem mais está aí?

— A Gi-chan, o Hiro-chan e o Mura-chan.

— E o Hii-chan?

— Está no quarto dele.   

— E quem é esse “Mura-chan” que não tinha ouvido falar ainda? — Naruto quis saber e apesar de ter notado apreensão na tez de Hayate com a pergunta, Bara foi natural na resposta.

— O Mura-chan? Agora é o namorado do Hiro-chan! — ela respondeu com uma empolgação a qual não foi retribuída pelo pai. — Algo de errado, paizinho? — ela procurou saber diante da incomum expressão que se enuviava do pai loiro. 

— Bara... Tá. Não dá pra conversarmos agora, seu pai deve estar tendo o quarto filho lá em cima. Mas o Hiroki, pelo que eu me lembre, não tinha um... namorado, antes dessa viagem, tinha?

— Não tinha.

— Então ele começou a namorar agora, com esse rapaz que, pelo jeito, faz parte do time de basquete também? 

— O senhor me deixa orgulhosa quando mostra o quanto é inteligente.

Hayate assentiu também.

— Ele é meu companheiro de time.

— Certo. Então, os pais do Hiroki não estão sabendo sobre esse namorado e você os trouxe direto para nossa casa?

— Er... — Bara vacilou. — Não deveria?

— Bara, você sabe como os pais do Hiro-chan são, não sabe?

A menina meneou a cabeça negativamente, mostrando-se confusa.

— Como assim, paizinho?

— Bara...

Naruto queria falar, mas soltou um suspiro.

— Eu tenho que subir.

— Mas, pai, o que quis dizer sobre os pais do Hiro-chan?

— Apenas dispense seus amigos e seu namorado. Desculpe-me, Hayate — pediu de novo, olhando o rapaz. — Mas o momento não é o mais...

— Eu compreendo, senhor! — respondeu o capitão do time da Nohara. — É melhor eu ir — ele apanhou a mão da loira. — Vem, Bara-san. Eu vou chamar o Murano para irmos.

— Espere um pouco, taichou-san!

— Você disse que não iria me chamar mais assim, você não é um dos garotos do meu time.  

— Desculpe, estou um pouco confusa agora.

Naruto não deixou de sorrir com aquela interação da filha e o namorado. Eles pareciam estar se dando muito bem, e ficou feliz com aquilo.

Os amigos de Bara se despediram. Naruto foi apresentado em meio a despedida ao tal Murano, que parecia um garoto normal e extrovertido. Todavia, Hiroki estava mais tenso e constrangido que o habitual. Respirou fundo mais uma vez, imaginando que teria problemas com os Kinizuna quando eles soubessem daquele relacionamento do filho. Isso, se os dois jovens não optassem por manter o relacionamento escondido, algo que certamente não funcionaria por muito tempo.

— A gente se vê amanhã na escola, Hayate-kun — Bara se despedia na porta do hall.  

— Te mando uma mensagem mais tarde — ele respondeu e curvou o corpo em cumprimento ao pai da namorada que se manteve atrás dela. — Boa noite, Uzumaki-san.

— “Naruto” está bom.

— Ah, sim. Naruto-san.

— Melhor — deu um sorriso e ele se foi.

Assim que fechou a porta, Bara voltou-se com o olhar energético para o pai.

— Agora o senhor pode me explicar o que quis dizer sobre os pais do Hiro-chan?

Naruto coçou atrás da cabeça.

— Podemos conversar amanhã, Bara-chan? Seu pai Sasuke está na fila de espera para conversar.

 — Ele não gostou do Hayate-kun, né?

— Sasuke sempre foi ciumento e possessivo. Todos nós sabemos disso, Bara. A reação dele nunca seria diferente dessa. Mas com o tempo ele vai se acostumar a ideia.

— Vou confiar no senhor.

— E o Hikari voltou dessa viagem namorando também?

— Não. Mas pode ser por isso que ele está meio chateado. Ele tá estranho desde que chegamos, se trancou no quarto e não quis conversar com ninguém.

— Entendi — Naruto respondeu seguindo para escadas, anotando mentalmente que deveria ir ver o filho antes de dormir. Percebeu que a filha não o acompanhava e se voltou para ela. — Não vai subir?

— Vou recolher a bagagem, tá tudo na sala ainda.  

— Está certo. E vá descansar. Amanhã você tem aula. Vocês jantaram?

— Viemos de um festival, paizinho. Tudo que mais fizemos agora noite foi comer! Estou estufada.

Naruto sorriu.

— Boa noite, Bara-chan.

— Boa noite, paizinho.

Chegou no andar de cima da casa e abriu a porta do próprio quarto com muito cuidado, adentrando o ambiente de mansinho. Sasuke estava sentado na beira da cama, a cabeça baixa e a toalha no pescoço; estava secando os cabelos. Vestido somente com a calça de moletom.

— Eles já foram — anunciou, indo em direção a sua repartição do guarda-roupa. Retirou a roupa e pendurou-as no cabide. 

Havia tomado banho ao chegar do serviço. Sasuke chegou um pouco depois dele, mas o marido estava tão preocupado com o filho mais velho que não quis tomar banho, apenas informou que havia passado para apanhá-lo e saíram na sequência.

No fim, Naruto acabou aceitando jantar na casa dos pais, mas Sasuke recusou.

— Quer que eu prepare algo para você comer?

— Não estou com fome, Naruto — repetiu da mesma forma fria a resposta que dera também na casa dos pais deles.

A discussão pelo jeito seria tensa, Naruto pensou, e apanhou seu calção alaranjado de dormir e uma regata branca. Fechou a porta do roupeiro e se vestiu. Depois voltou para o centro do quarto, puxou a cadeira da escrivaninha de Sasuke e acomodou-se de frente ao marido, repousando ambas as mãos fechadas em punho sobre o colo.

— Estou preparado para o sermão. Pode começar.

Sasuke ergueu a cabeça e encarou o rosto do marido, fixando seus olhos sérios nos dele.

— Você sabe que eu odeio quando faz isso?

— Mas o que você quer que eu faça? — perguntou, passando a gesticular com os braços. — Eu errei. Eu chamei o Sasori e acabei piorando o estado de saúde do Yoru. Eu permiti que os gêmeos fossem à viagem na qual você imaginava o que iria acontecer e o que acabou realmente acontecendo. Eu tomei as atitudes erradas. Eu mereço ouvir seu sermão já que eu não posso mudar o que está feito.

Sasuke desviou do olhar do marido, apoiou os cotovelos sobre as pernas e respirou fundo.

— Fui eu quem permitiu que a Bara fosse para essa viagem — retificou. — Você não teve culpa dessa parte. E eu sei que sua intenção ao chamar o Sasori foi pensando na melhoria do Yoru e não na piora.

Os olhos claros de Naruto se arregalaram.

— Então não está bravo?

— Estou muito. Muito bravo mesmo. Estou preocupado com a Bara e esse namoradinho. Com a saúde do Yoru que está se deteriorando. Não com você diretamente. Apenas me chateio por você conseguir levar tudo sem elevar seu nível de estresse enquanto eu... — Sasuke fez uma pausa para suspirar fundo novamente e massagear a nuca. — Eu acabo sempre querendo descontar minha raiva em você. Mas hoje... Hoje eu decidi que não quero fazer isso. Eu quero aliviar esse estresse sim. Mas de outra forma. — Sasuke ficou em pé, jogou para o lado a toalha em seu pescoço e em seguida desceu a calça do pijama junto com a roupa íntima, pisou sobre a roupa no chão e andou até sua parte do roupeiro, abrindo a última gaveta e retirando do fundo dois objetos.

Voltou para cama com o vidro de lubrificante e uma caixinha onde guardava um objeto que comprara para sair da rotina e tornar o sexo mais interessante. Sentou-se e despejou um pouco do líquido em seu ventre e no objeto que retirou do estojo e passou a massagear seu sexo até que enrijecesse. Depois disso começou a inserir com cuidado o objeto, um cateter, na região da uretra.

Sentiu arrepios fortes, sempre se arrepiava com aquele procedimento, introduzir um elemento tão fino, gelado e metálico em um canal tão estreito. Fez uma careta de incômodo conforme ia inserindo o objeto. Ao concluir, usou o encaixe que fora fixado na cabeça do pênis, assim evitaria deslizar para fora conforme os movimentos e a posição que ficassem.

Subiu na cama em seguida, e posicionou-se de quatro. Direcionou o vidro de lubrificante entre suas nádegas e o apertou com força, borrifando uma boa quantidade do produto na região, fazendo que este escorresse e pingasse no colchão. O líquido viscoso adentrou sozinho seu orifício anal. Largou o vidro de qualquer jeito na cama e ele rolou para o chão, estava muito excitado e isso o impedia de ser meticuloso.

Com as mãos livres, Sasuke pode usar os dedos para se preparar por um tempo e quando achou que estava bom, deitou a cabeça no travesseiro e ele mesmo apartou as nádegas. A vergonha da entrada que se contraía, devido a ausência dos dedos, o desejo e a ansiedade que o tomavam, fizeram seu rosto queimar. Teria gozado somente com aquela preparação caso não tivesse introduzido o cateter em sua uretra; o qual servia também para retardar o orgasmo. Quando se deu conta do seu estado, o rosto esquentou como se estivesse em fogo vivo e o coração descompassou, principalmente por estar se oferecendo daquele jeito tão despudorado.

Mas estava realmente necessitado e era daquela forma despudorada que queria ser fodido aquela noite. Que fosse para o inferno o recato.   

— O que está esperando? — perguntou ao marido perplexo atrás dele, tendo dificuldade em respirar com o membro latejando. — Quero que me coma como nunca, Naruto. Resete minha mente para que eu possa voltar a pensar com frieza sobre as coisas do nosso dia a dia. Não precisa ser delicado. Entre de uma vez e meta com força.  

O membro de Naruto despontou como uma lança só em ouvir aquela ordem e assistir ao marido se preparando. Seu membro estava visível mesmo com o calção. Passou as costas das mãos na boca limpando um tanto de saliva que se acumulou. Sequer teve paciência de tirar a regata. Abaixou a bermuda alaranjada junto com a roupa de baixo, apanhou o vidro de lubrificante no chão, despejou uma boa quantidade na mão e lubrificou seu pênis fazendo uma massagem leve.

Passou a língua sobre os lábios para umedecê-los quando direcionou o sexo para entrada que não parava de se contrair. Mesmo com a região bem lubrificada e o pedido de Sasuke para ir com tudo, não queria machucá-lo, por isso entrou devagar a princípio, aguardando que o membro atravessasse a parte mais resistente. Quando finalmente a venceu, moveu-se com força, chegando ao fundo em um único golpe.

Sasuke largou as nádegas para abafar o gemido afundando o rosto no travesseiro. Assim como havia pedido, Naruto seguiu a instrução e o penetrou de uma única vez. Depois o sentiu se debruçando sobre suas costas e como se tivesse ligado um motor em seu quadril passou a estocar rápido. As primeiras investidas foram barulhentas, duras, doloridas, tortuosas. E, conforme o ritmo ia aumentando, mais sentia sua entrada ardendo.

Mas era aquilo que queria: que a dor e o desejo de gozar sobrepujassem sua consciência e fizessem sua mente apagar.

Naruto alisou as nádegas, as costas e desceu as mãos para os mamilos de Sasuke, apertando-os e beliscando-os. Acomodou o queixo no ombro dele e lambeu a lateral do pescoço e da orelha.

— Adorei essa nova forma de você exacerbar sua raiva, Sasuke... Tá gostoso desse jeito? Quer que eu meta com mais força?

— Ah... Naruto... Não faça tanto barulho... Nossos filhos...

— Você sabe que as paredes são bem revestidas. Eles não vão nos ouvir. Agora vai, geme, pede daquele jeito sujo.

— Não...

— Olha... Não está em posição de ser exigente. Sou eu que estou no comando agora. Eu vou parar. Melhor... — ameaçou Naruto, parando de se mexer, e em um ato maldoso, retirou o pênis de dentro de Sasuke.

— Na... ru... to... Não para... Teme...

— Então peça.

Sasuke crispou os punhos, até mesmo suas orelhas estavam queimando de vergonha.

— Mete...

— Aonde? — Naruto voltou a sussurrar no ouvido de Sasuke, fazendo-o se arrepiar. — Aonde, Sasuke?

— Na bunda...

— Onde?

— Na minha bunda! — gritou entre dentes cerrados. — Mete logo, Naruto. Vai. Droga.

— Um pai de família com a boca tão suja... — Naruto o censurou em tom zombeteiro, mas voltou a ficar ereto e apartou a entrada a qual havia judiado bastante e por isso estava bem avermelhada, enfiou dois dedos dentro dela e passou a fazer movimentos de tesoura, notando-a esticar e se fechar graças ao movimento de contração de Sasuke. — Eu realmente amo desse jeito.

— Fale menos e faça mais — reclamou o marido.

— Seu pedido é uma ordem, anata — disse e voltou a penetrá-lo.

Sasuke arqueou as costas e jogou a cabeça para trás com o retorno das investidas do marido, sentindo a necessidade de gozar sobrepor sua sanidade. Era exatamente o que queria. Seu membro estava pulsando dolorido, pingando com o orgasmo contido. Teve certeza que Naruto havia atingido o ponto certo quando sua capacidade de vocalizar o nome dele se foi e as contrações do orgasmo ameaçaram iniciar.

— Na... ah.. tire... tire... Ah! — tentou se referir ao cateter. — Droga...

Naruto entendeu o que Sasuke queria, ele estava usando as duas mãos para se apoiar e perderia o equilíbrio se tentasse tirar o cateter da sua uretra, por isso iria fazer aquele favor. Debruçou-se sobre as costas do marido novamente e envolveu o peito dele e com uma das mãos livres segurou o membro que estava duro e pulsante. Gostou daquela sensação e brincou um pouco com o sexo do marido em sua mão enquanto sussurrava mais besteiras no ouvido dele.

— Está tão gostoso assim? Está pulsando aqui na frente enquanto estou sentindo me apertando forte aqui atrás... Segure-se, meu amor, eu vou retirar isso aqui...

Sasuke sentiu aquele arrepio de ansiedade tomá-lo. Naruto destravou a ponta do objeto e passou a retirá-lo lentamente, Sasuke prendeu a respiração e sua mente se apagou completamente. A sensação do orgasmo contido sendo liberado fora tão intensa que fez suas pernas tremerem, seu sêmen passou a esguichar para a cama, quase não suportou o peso do loiro em suas costas.

Naruto terminou de retirar o objeto e fez uma careta ao sentir seu pênis ser esmagado pelas contrações do interior de Sasuke. Não conseguiu se segurar mais e seu orgasmo também veio. 

— Ah, merda! Eu preciso me mexer!

Voltou a ficar ereto somente para segurar a cintura de Sasuke e investir com entusiasmo mais algumas vezes enquanto seu orgasmo era bombeado para dentro dele. Queria prolongar o mínimo que fosse a sensação extasiante que o marido estava sentindo e ao mesmo tempo propiciar a si próprio um maior enlevo enquanto o ouvia gemer daquele jeito tão entregue e que o arrepiava por inteiro.

Depois de alguns segundos, totalmente esgotado, Sasuke permitiu que seu corpo relaxasse na cama, deitando de barriga no próprio orgasmo que despejara no lençol limpo. Também sentia o sêmen quente do marido transbordando da sua parte traseira.

Naruto sentiu seu membro deslizar para fora do marido com o movimento dele.

Só então o loiro retirou a camiseta regata e fez um carinho em seu rosto.

— Quero beijá-lo.

— Eu não consigo me mexer no momento.

Naruto riu. Sendo ele a ir de encontro com a boca de Sasuke naquele beijo meio desajeitado pelo fato dele estar de bruços e com o rosto deitado na cama.

— Consegui dar resete na sua mente?

— Completamente... — Sasuke fechou os olhos e sorriu. — Achei que não conseguiria dormir essa noite, mas tomei a melhor decisão, meus olhos estão fechando tão pesado que estão.

— Então durma, meu amor — Naruto pediu e depositou um beijo nos cabelos de Sasuke, saindo da cama para ir ao banheiro.

Ao retornar para cama, trouxe consigo uma colcha leve, pois não estava tão calor durante as noites, desligou a luz e se deitou, cobrindo-os e abraçando-se ao marido que se esforçou para deitar de lado e se aconchegar no abraço do loiro. 

— Eu te amo, Sasuke.

— Eu também te amo tanto, Naruto. Eu não sei o que seria da minha vida se eu não o tivesse encontrado. Se você não tivesse insistido tanto em me amar, em me fazer seu. Eu quero muito ajudar meu filho. Yoru foi tão teimoso e rebelde quanto eu fui. Eu o vejo sofrendo e sinto sua dor quase como se fosse a minha. Eu sinto que poderia ter passado por tudo o que ele tá passando e ainda de forma pior. Mas eu tirei a sorte grande sorte em ter encontrado uma luz que foi mais teimosa do que eu. Que me resgatou da escuridão. Eu queria muito que ele encontrasse uma luz tão forte quanto a que eu encontrei.

Naruto sorriu e buscou os lábios de Sasuke para um beijo. Um beijo que acabou não sendo tão curto, mas assim que o terminou ele garantiu:

— Ele irá encontrar, Sasuke. E nós ficaremos do lado dele para ajudá-lo até esse momento chegar. Assim como eu não o deixei ser consumido pela escuridão, não vou permitir que isso aconteça com o Yoru, que também é uma parte de você. Eu prometo.   

Continua...


Notas Finais


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