História Pirâmide de Vidro - Capítulo 59


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Exibições 49
Palavras 3.759
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 59 - A Arena


Kira acordou e viu-se nos braços do canceriano, se assustou e começou a se debater.

-Asellus, quieto, tudo bem, tudo bem não estamos mais naquela floresta. – Máscara explicou, mas ela parecia não ouvir, os outros olhavam, ela conseguiu descer, estava muito fraca para andar, passou a se arrastar, todos os Cavaleiros sentiam-se culpados. – Asellus, por favor. – O segurou. – Tudo bem. Agora está tudo bem! – Segurou o rosto dele com certa força para encará-lo. Ela percebeu que a expressão dele estava normal, não havia mais ódio.

-Desculpe, por favor. – Shura pediu.

-Aquela floresta nos obrigou aquilo, ficamos descontrolados. – Aiolia. – Jamais tocaríamos você daquela forma, ou diríamos aquelas coisas horríveis. – Esclareceu, ela apenas olhava, sabia que no fundo tudo o que eles disseram era o que pensavam, só disseram e fizeram porque o lugar favoreceu.

-Nos perdoe. – Saga, Afrodite assentiu, não tinha palavras. O menino não respondeu.

-A-Asellus.... – Drik o fitou. Ela continuou sem falar.

-Vamos continuar em frente. – Kimi normalmente. Eles não responderam, Máscara ajudou a canceriana a ajeitar em suas costas e seguiram em frente em silencio.

 

-Uffa, ele vai ficar bem. – Anny novamente aliviada.

-Vai? – Eldara.

-Sim com as garotas ali vão alimentá-lo. – A pisciana sorriu.

-Isso é muito curioso, estou mesmo admirado. – Vladimir.

-Até mesmo eu. – Shion. Os aspirantes a Cavaleiros reviraram os olhos, pensavam como os Cavaleiros, achavam ele arrogante, exibido e no fundo sentiam um pouco de inveja.

 

-Me desculpe, por favor. – Máscara da Morte sussurrou a morena. – Não queria aquilo, não faz ideia de como me senti mal.

-Cale a boca. – Ela disse baixo, ele se calou, percebeu que ela estava mesmo mal com a situação.

 

-Shura, por Athena, está com febre. – Kimi o amparando.

-Acho que não tem jeito, vamos ter que cuidar desse ferimento, Afrodite, acha boa ideia cuidar disso dentro d’água? – Saga perguntou.

-Não muito, mas é melhor do que deixar exposto, de preferência água corrente. – Afrodite disse.

-Tudo bem, vamos em frente. – O geminiano disse, Kimi ajudava o amado, mesmo contra a vontade dele, eles acharam um bom lugar para parar.

-Eu e Afrodite fazemos isso, vão procurar algo para comer junto com as meninas. – Aiolia disse, os outros dois assentiram. Amarraram firme uma faixa um pouco a cima do braço do capricorniano e o colocaram todo dentro da água. – Isso vai doer. – Aiolia avisou, elevou seu cosmo, puxava a pele morta com as mãos mesmo, o capricorniano engolia a dor, Afrodite ajudava a segurar e se preparava para curá-lo com suas vinhas. Kimi sentia-se angustiada, mas Drik a tirou dali.

-Você está bem, digo, seu ferimento? – A geminiana perguntou.

-Dói bastante, mas Afrodite cuidou dele bem. Vai ficar tudo bem. – Explicou.

-Ótimo, vamos ver se achamos algumas frutas. – Sorriu. – Ele vai ficar bem.

-Gostaria que eles fossem mais gentis com ela, se não tivessem tantos sentimentos negativos aquilo não teria acontecido. – Baixo.

-Eu sei, também penso o mesmo, mas é a reação que ele causa, sempre foi assim e talvez nunca mude, sabe como os homens são competitivos eles o invejam. – Drik suspirou.

 

-Ele precisa comer muito? – Saga perguntou curioso.

-É.... Mais ou menos, contra Poseidon ele se machucou apenas uma vez, apesar de terem sido ferimentos feios ele não chegou a parar de respirar. – Máscara explicou.

-Bom, todos estão com fome, então vamos ver se conseguimos bastante carne. – Riu.

-Lembro quando fazia eu e os garotos fazemos isso. Dois dias sem comer. – O encarou.

-Ora, me ensinaram assim, tem que ter muita fome para fazer direito, perder a compaixão e o nojo. – Sério.

-Claro, claro. – Respondeu.

 

Aiolia limpou todo o braço de Shura, eles deixaram o ferimento submerso mais um pouco, secaram o braço dele com as toalhas que as garotas haviam deixado, em seguida limparam com anticéptico, os dois Cavaleiros que cuidaram de tudo elevaram seus cosmos para tentar fechar um pouco o ferimento. Shura sentia-se um pouco melhor, deram a ele analgésico e antitérmico também.

-Ainda bem que as Amazonas e Asellus são prevenidos. – Aiolia comentou.

-Sim, mas lembre-se, se isso piorar provavelmente vão lhe tirar da prova, então já vai se conformando. – Afrodite o fitou.

-Tá. – Respondeu seco. Asellus dormia a margem do lago onde lhe deixaram. Ninguém dos dois grupos que saiu havia voltado ainda.

-Pronto, acho que podemos enfaixar. – O pisciano disse.

-Sim, como dissemos, nossos cosmos não são tão eficazes contra os poderes de Asellus. – O leonino suspirou.

-Tudo bem, me sinto melhor. Obrigado por tudo. – Shura agradeceu. Sentaram-se.

-Acho bom ascender o fogo, tomara que Máscara e Saga cacem coisas boas. – Aiolia animado.

-Veremos, vou tentar pegar alguns peixes. – Afrodite disse, suas vinhas eram bem eficientes.

-Ok. – Aiolia respondeu, foi cuidar de pegar galhos secos e folhas para ascender uma fogueira. Afrodite sentou-se à beira da água.

-Voltamos. – Drik animada, eles haviam achado bastante frutas, frutas de clima quente, mamão, goiaba, banana, abacate.

-Todos bem? – Kimi. Silencio.

-Ah, sim, acho que Shura dormir por causa do analgésico, Asellus não acordou desde que o deixaram aí, cuidamos do ferimento de Shura, tudo bem por enquanto. – O leonino disse, não havia se afastado, tinha bastante material ali mesmo.

-Que bom. – Kimi sorriu fitando o amado que dormia.

-Quer ajuda? – Drik a Aiolia.

-Ah, sim. – Respondeu. Kimi tratou de passar uma água nas frutas.  Estavam em silencio enquanto faziam suas tarefas. Kira tinha sonhos, já não eram mais claros como os anteriores, mas sempre havia aquele homem, aquele deserto e templo, aquela sensação de saudade no peito.

 

Depois que quase uma hora, Máscara da Morte e Saga voltaram com perdizes, codornas e lebres. Eles limparam tudo um pouco afastados para ninguém ficar enojado, Afrodite preparou falso sal e logo estava assando tudo na fogueira. Conforme ia ficando pronto eles iam se servindo, Kira sentia muita fome, os garotos sentindo-se ainda culpados dividiram com o menino o que estavam comendo, mesmo não querendo ele não recusou, precisava mesmo.

-Vocês realmente sabem preparar tudo, estou surpresa. – Drik riu.

-Saga nos ensinou muito bem. – Shura.

-Mas você não fez nada. – Máscara da Morte o encarou riram.

-Obrigado. – Saga.

-Não foi um elogio, você nos deixou passar fome. – Afrodite o encarou.

-Sério? – Kimi curiosa.

-Sim. – Afrodite, Máscara e Shura em coro.

-Ora, como eu disse a Máscara mais cedo, me ensinaram assim. – O geminiano sério.

-Meu irmão nunca fez isso, nos levava para acampar, então ensinava como fazer fogo, mas também íamos com pouca comida, nos ensinou a caçar limpar. – Aiolia normalmente. Drik sorriu.

-Claro, sempre assim. – Máscara.

-Lá vai ele começar a se lamentar. – Shura revirou os olhos.

-Eu não lamento, mas que Shion sempre foi melhor com eles é verdade. – Sério.

-É mesmo. – Afrodite concordou.

-Esqueçam isso, já faz tanto tempo, vocês cresceram e se tornaram guerreiros admiráveis, por mais que  o Mestre desaprove a conduta de alguns ele respeita a todos. – Saga.

-Pelo menos o Mestre respeita vocês, pensem nisso. – Kimi, Drik a ajudava a comer.

-Comparado com vocês isso é verdade. – Aiolia.

-Fazer o que? Estamos tentando. – A geminiana disse.

-Sabemos, uma hora ele se toca. – Saga disse sorrindo, Asellus estava calado, apenas comia.

 

-O QUE? – Poseidon berrou, Eldara disse que ia ao banheiro e abastecer sua garrafa com água, aproveitou para falar com o deus.

-Eu sei, meu senhor, mas é verdade, eu vi. A mataram duas vezes, duas! Cortaram sua coluna e na outra esmagaram as vertebras do pescoço, ela voltou a viver, pergunte ao espelho. – Eldara dizia temerosa.

-Maldito.... Que desgraça, Eldara. Não sei se conseguiremos apenas contê-la. – Sério.

-Em minha opinião, senhor, ela é uma moça muito boa, teme os próprios poderes, se ela souber jamais irá colocar os pés naquela terra. – Séria.

-É uma boa hipótese, mas se o Grande Mestre souber não vai hesitar em tentar matá-la, ela pode mudar de lado facilmente, garanto que Anúbis tem meios de persuadi-la. – Sério. – Temos que pensar no que fazer. – Sério.

-Sim, meu senhor.

-Alguma fraqueza? – Perguntou.

-Ela fica muito fraca depois que se cura, se a ferissem mais uma vez talvez não conseguisse se regenerar mais. – Disse.

-É um bom ponto. – Comentou. – Tudo bem, Eldara, bom trabalho. Continue vigiando e me relatando. – Sério.

-Sim, meu senhor. – Ela disse e voltou a ver seu reflexo no espelho.

 

Monna estava inquieta, ainda estava em seu quarto no palácio. O Chá que a Comandante lhe levou fez mesmo efeito, não sentia cólicas e seu mal humor estava mais controlado. Pegou o espelho de mão.

-Alguém aí? – Monna curiosa, viu Anny sorrir. – Anny. – Animou-se.

-Olá, fiquei com medo de lhe chamar e estar ocupada. Como vai? – A pisciana perguntou.

-Eu vou bem, tirando meu período, mas e você? – Curiosa.

-Oh, melhoras. Estou assistindo as provas com Shion e os aspirantes. – Respondeu.

-Por Athena. E então e nossos amigos e-e Saga? – Apreensiva.

-Agora, por enquanto estão todos bem, eles se encontraram e passaram por uma floresta, descobriram que Asellus se cura e-e o mataram duas vezes. – Anny pausadamente.

-Du-duas vezes? Ela se curou, reviveu? – Com os olhos verdes arregalados.

-Sim, felizmente sim. Ao sair da floresta eles voltaram ao normal, cuidaram dele depois disso. Shura e Kimi correm risco de sair, pois Asellus o feriu, os Cavaleiros deram um jeito, mas.... Pode imaginar como ficou. – Anny fez careta. Kimi foi proteger Asellus e teve a clavícula quebrada, fizeram uma tala e fecharam o ferimento, mas ainda assim se ela se esforçar muito.... – A parda explicou suspirando.

-Que horror. Gostaria de estar aí. – Suspirou.

-Me faça companhia, se quiser e puder. – Sorriu.

-Oh, tudo bem. – Monna concordou, elas continuaram a conversar normalmente.

 

Depois da refeição o grupo arrumou as coisas e voltou a seguir em frente, Asellus ainda era carregado pelo canceriano, mesmo tento se alimentado ainda se sentia fraco. Não havia falado nada desde que acordara. Os outros conversavam normalmente, as garotas riam do que os Cavaleiros contavam, elogiavam a refeição. Caminharam por algumas horas, pararam estáticos ao ver que a floresta acabava e a frente deles se iniciava um deserto.

-Mas que droga é essa? – Afrodite reclamou.

-O que aquele velho fez? Como pode....? – Aiolia incrédulo.

-Devemos admitir que ele está mexendo com poderes acima dos nossos. – Saga comentou.

-Podemos continuar, ou entrar na floresta e tomar outra direção. – Shura.

-Do jeito que estamos indo é capaz de assim que viramos as costas cairmos naquela floresta infernal de novo. – Drik reclamou suspirando.

-Acho que Drik tem ração, não devemos conseguir voltar, se o deserto “apareceu” para nós devemos enfrenta-lo. – Máscara expressou sua opinião.

-É, faz sentido. – Saga concordou.

-Então vamos, quando mais cedo começarmos mais rápido sairemos desse lugar. – Aiolia disse já caminhando, o seguiram sem responder.

 

-Entraram em um deserto. – Anny disse a Monna.

-Oh, é um ambiente muito severo. – Comentou.

-É sim, sem água, comida e sabe-se lá o que pode haver nele. – Concordou.

-Senhorita Anny, com quem fala? – Shion curioso.

-Co-com Diana, não é? – Sorriu para aspirante.

-Sim, Mestre, estamos falando sobre o deserto e os grupos que entraram nele. – Diana sorriu. Shion não respondeu, elas temiam que se ele descobrisse a comunicação houve castigo para elas, afinal Monna agora estava do lado inimigo.

 

As horas iam se passando, o sol forte e o calor intenso assolava o grupo, eles não viam sinal de nada, nem animais nem Cavaleiros ou Amazonas, estavam completamente sozinhos naquele vasto mar de areia.

-Não aguento mais. – Afrodite resmungava.

-Ninguém aguenta. – Drik reclamou.

-Por Deus, olhem lá! Água. – Aiolia animado, viu um laguinho com coqueiros e plantas em volta.

-ÁGUA! – Máscara da Morte e Shura berraram animados, o canceriano colocou Asellus gentilmente no chão e os três saíram apressados naquela direção.

-ESPEREM! – Kimi berrou. – É UMA MIRAGEM! – Gritou, mas eles não deram ouvidos, os outros olhavam a cena sem a menor reação, nem energia para aquilo tinham, os três caíram na areia, jogavam areia para cima quando se depararam com a real situação.

-Mas-mas havia água. – Aiolia reclamou.

-Miragem.... – Máscara da Morte reclamou, segurou as mãos em concha de Shura que já iam levando areia na boca.

-Por que fez isso? – O capricorniano irritado.

-Preste atenção. – O encarou.

-Areia? – Pasmo, deu um suspiro cansado.

-Vocês estão bem? – Saga perguntou, ele carregava o menino nos braços.

-Sim. – Aiolia baixo levantou. Levantaram-se.

-Tudo bem, isso é comum no deserto. Poderiam ter pedido trouxemos água. – Drik. Eles beberam um gole cada, da garrafa de Drik, sobrou menos da metade.

-Vamos continuar em frente. – Afrodite.

-Que frente? As dunas mudam com o vento, não temos bussola, como vamos saber para onde estamos indo? – O leonino irritado.

-Fique calmo, vamos continuar na direção em que estávamos indo. – Máscara.

-Pode ser. – Drik respondeu.

-Quer que eu o carregue um pouco? – Saga perguntou ao canceriano.

-Não, tudo bem. – Disse pegando o menino dos braços do mais velho, por mais cansado que estivesse sentia-se responsável por ela estar daquela forma, Asellus desde a caminhada pela floresta voltou a dormir e nem mesmo o calor escaldante parecia abalar seu sono. Eles voltaram a caminhar sem dizer mais nada. As horas assim foram se passando, conforme o sol ia abaixando o frio ia chegando.

-Droga, o que é aquilo a frente? – Shura.

-U-uma tempestade de areia. – Kimi gaguejou.

-Afrodite, consegue nos proteger com suas vinhas? – Saga o encarou.

-Sim.

-Por favor, rápido! – Drik apreensiva. O pisciano elevou seu cosmo. Fez as raízes irem fundo no chão e começou construção com emaranhados, ela tomava um formato redondo.

-Vão, vão entrando. – Ele disse, terminou de sela-la quando entrou também, solo começaram a ouvir o barulho, a estrutura tremia um pouco.

-Vamos ter que passar a noite aqui, a temperatura lá fora vai cair demais. – Shura.

-Ainda temos um pouco de água, barrinha e frutas. – Kimi comentou.

-Vamos apenas comer esta noite. – Saga suspirou, ninguém se opôs.

 

Para quem estava assistindo, passou-se novamente apenas uma hora.

 

Como dito o grupo passou a noite no abrigo feito por Afrodite, estavam esgotados, por isso dormiram rapidamente. Acordaram com o sol já escaldante, naquela manhã a água acabou, retomaram a caminhada, caminharam por horas, horas, tinham os olhares perdidos, um a um foram caindo na areia, não muito longe uns dos outros.

Kira acordou com aquela ardência na pele.

-Hum.... Máscara, por que paramos. – Perguntou no ouvido dele. Não houve resposta. – Máscara, eu estou falando com você. – Reclamou erguendo a cabeça, viu o deserto. – Mas-mas que droga. – Sentou-se nas costas dele, viu os outros caídos, um pouco a frente ela viu uma floresta, eles estavam tão perto. – Acorda, está quase chegando. – O cutucou. Ela levantou-se, caminhou rumo a floresta sozinha, procuraria algo para comerem, encheria as garrafas com água, deixou a insegurança de perde-los de lado e foi.

 

-Que bom que Asellus se recuperou a tempo. – Saga jogava água em seu corpo queimado.

-Sim. – Kimi sorriu.

-Ainda.... Está bravo conosco? – Aiolia não hesitou em perguntar, o menino não respondeu.

-Asellus. – Drik o fitou.

-Não quero voltar a falar sobre isso. – Seco.

-O que importa é que estamos bem e em um lugar em que encontramos água e comida. – Afrodite.

-Exato. – Shura. – Não acham estranho, não termos encontrado nenhum outro grupo ainda?

-Sim. – Alguns responderam em coro.

-Não gosto disso, quando encontrarmos vão estar todos agindo como bárbaros, vão ver só. – O geminiano comentou.

-Ainda bem que estão conosco. – Aiolia riu para as Amazonas, elas não responderam.

-Esperemos que não. – O moreno comentou.

-Quanto tempo estamos, dois dias? – Kimi perguntou só para ter certeza.

-Sim. – Shura respondeu. Eles descansaram um pouco, comeram e beberam água e assim voltaram a seguir.

 

Caminharam pela floresta, mas foram surpreendidos por uma jaula que caiu em cima deles, uma armadilha.

-O que é isso. – Aiolia irritado já tentando abrir as barras.

-É a prova de cosmo energia. – Asellus reclamou.

-Onde arrumaram isso? – Drik incrédula.

-Ora-Ora, olha o que pegamos. – Um grupo de Cavaleiros de Prata sorriam se aproximando. – Que sorte, duas Amazonas e o Cavaleiro de Cães de Caça. – O Cavaleiro de Mosca sorriu.

-Não façam escândalo. Se não fossem essas barras já estariam no chão! – Saga os encarou.

-Onde arrumaram isso? – Asellus.

-Não é da sua conta! – Auriga respondeu ríspido.

-Ora, estão infringindo as regras? – Shura curioso.

-Não, tivemos a sorte de acharmos essas belezinhas primeiro. – Orion sorriu.

-Achar? – Afrodite.

-Isso mesmo. – Coro sorridente.

-Vamos leva-los para o acampamento. – Mosca sorriu animado, prenderam cordas nas grades e passaram a arrastá-la.

-Que coisa patética. – O canceriano reclamou, estavam em silencio. O acampamento estava bem organizado.

 

-O que faremos? – Aiolia sussurrou, estava começando a ficar inquieto.

-Vamos sair na primeira oportunidade. – Asellus.

-Como? – Saga o encarou. Ele mostrou a chave das grades entre as mãos.

-O que? – Afrodite. As meninas riam.

-Lembram quando Máscara da Morte “tropeçou” em mim e ficou bravo pedindo para um andar logo? Fui para frente colocando a mão direita para fora das barras. – Explicou baixinho. As Amazonas riam.

-Sorte a nossa estar com Asellus, não é? – Drik.

-Agora devemos admitir que sim, bom trabalho. – Shura elogiou.

-Obrigado.

-Ótimo, o que estamos esperando? – Aiolia eufórico.

-Se acalme, está vendo as armas? Com certeza são resistentes, devemos ter cuidado, pois devem ter cordas, correntes e outras coisas, esperemos o anoitecer. – Saga.

-Mas que droga. – O leonino reclamou.

-Paciência Aiolia, paciência. – Máscara sorriu. O leonino respirou fundo.

-Hey, estamos com fome, que horas é o almoço? – Shura riu.

-Isso, queremos comer. – Afrodite.

-Aí por Athena que fome! – Kimi reclamou, eles entenderam o plano, irritar o máximo possível, pediam água. Aiolia e Afrodite passaram a cantar juntamente a Kimi. Eles comeram pouco e apenas uma vez durante o dia. O Cavaleiro de Auriga estava de guarda enquanto os outros dormiam.

-Ok, eu vou distrai-lo, se ele correr atrás da ilusão nós saímos. – O moreno explicou.

-Por que devemos fugir como ratos? – Aiolia irritado.

-Por que eles têm armas e ferramentas para nos conter, só por isso, Shura e Kimi já estão feridos o bastante. – Afrodite explicou. – É o mais lógico, terá tempo para soca-los quando isso acabar, também estou com raiva desses desgraçados.

-Afrodite resumiu bem. – Saga o encarou, o leonino suspirou se novo, Asellus abriu a porta e saiu de fininho, elevou seu cosmo.

-Ma-Maldito, como saiu de lá? – Auriga resmungou, olhou para cela e os outros pareciam dormir, ele respirou fundo, pegou uma corda e foi atrás do menino.

-Ótimo, podem sair. – Sussurrou. Eles saíram sem fazer barulho, pegaram as Amazonas e o garoto nos braços para saírem de lá mais rápido. O moreno aproveitou e jogou a chave da cela em um lago.

 

-Aquilo foi humilhante. – Aiolia inconformado, não aguentavam mais ele reclamar.

-Estamos bem, sem mais feridos, eles vão ficar com cara de idiotas, chega. Queremos dormir. – Máscara da Morte sem paciência.

-Mas poderíamos ter vencido. – Sério.

-As custas de que? Kimi ou Shura serem eliminados de vez? – Drik o fitou. – Tudo bem, sabemos que você é corajoso e poderoso, mas as vezes é preciso recorrer a estratégia, quem vence é o mais inteligente, não o mais forte. – A geminiana sorriu.

-Exatamente. – Asellus.

-Não acredito que vamos passar mais uma noite aqui. – Kimi suspirou.

-Que tal um banho? – Drik sorriu a ela.

-Ótimo. – A oriental concordou sorrindo, elas levantaram-se e seguiram em direção ao logo. Os garotos suspiraram, mulheres. O moreno suspirava, seria uma boa ideia, se limpar de tudo e ficar um pouco sem as faixas que a incomodavam.

-Tudo bem Asellus? – Shura ao ver a expressão do menino.

-Ah, claro. – Respondeu normalmente.

 

-Mais um dia. – Anny a Monna.

-Como o Mestre fez isso, Anny? – Curiosa.

-Ninguém sabe, o tempo aprece correr mais rápido para eles, mas eles não sentem. Tenho medo no que isso pode virar. Eles com fome, cansados, querendo ganhar sabe-se lá o que.... – Apreensiva.

-Ganhar? – Monna perguntou novamente.

-Sim, estão esperando algo de Shion, mesmo ele dizendo que isso era só um treinamento extensivo. – A pisciana explicou.

-Agora entendi. Não aprece bom mesmo, nossos amigos ainda estão bem?

-Estão sim, estão racionais pelo menos.

 

As garotas se refrescaram depois disso o moreno resolveu fazer o mesmo, precisava mesmo trocar aquelas faixas, estavam sujas e rasgadas pelos ferimentos, a blusa ela conseguiu arrumar amarrando as pontas rasgadas. Depois que ele voltou os cinco garotos saíram.

-Tudo bem? – Drik perguntou a fitando.

-Sim, só.... Faz quatro dias que estou amarrando meu corpo dessa forma, está incomodando muito. – Reclamou.

-Sentimos muito, acho que não podemos ajudar. – Kimi pediu.

-Não se preocupem, eu aguento. – Sorriu. – E vocês?

-Estou preocupada, com quanto tempo vamos ficar aqui e o que os outros podem estar pensando, o que eles disseram sobre passarem a agir como bárbaros me assustou muito. – Drik tremeu.

-Realmente, eu e Shura juntos já acabamos com os analgésicos, por isso o ferimento voltou a incomodar, caminhar eu aguento, mas como disseram uma luta eu já não consigo prever. – A capricorniana explicou.

-Nós protegeremos você. – Kira lhe sorriu.

-Eu sei. – Ela da mesma forma.

-Isso aí, pelo menos a água ajudou a relaxar. – Respirou fundo.

-Realmente. – O moreno concordou. Os Cavaleiros não falaram muito, depois de se refrescar voltaram ao grupo e se acomodaram no chão. Mais uma noite havia se passado. No dia seguinte, depois das frutas do café eles voltaram a seguir em frente, até encontrarem uma espécie de arena.

 

-Que bom que chegaram. – Ouviram a voz de Aldebaran.

-Debas, o que está havendo? – Aiolia perguntou logo.

-Uma competição. Dizem que o vencedor está comm uma espécie de insígnia e dizem que com ela é mais fácil sair. Devem lutar sem uso da cosmo energia. – O Taurino explicou.

-Isso parece interessante. – Máscara comentou.

-Sim, por que não vão inscrever o grupo de vocês? A maioria aqui está esperando. – Aldebaran.

-Eu vou, Shura, Kimi irão se arriscar ou alguém não quer participar? – Saga.

-Eu não quero. – Afrodite. Detestava lutas corpo a corpo.

-Ok. – Saga.

-Não iremos, Saga. Sentimos muito. – Shura o fitou.

-Sem problemas, vocês ainda terão muito que nos ajudar. – O geminiano disse e seguiu para mais perto do aglomerado de pessoas.

-Acho que não deveria lutar, Asellus. – Shura o fitou, além de estarem pensando na recuperação dele achavam-no muito mirrado para enfrentar oponentes maiores.

-Eu posso lutar contra qualquer um sem minha cosmo energia! – Sério. Os outros Cavaleiros já o olhavam torto.

-Fale mais alto. – Drik irônica.

-Já que é tão bom, Cavaleiro de Cães de Caça, por que não é o primeiro do seu grupo a começar. – Babel disse.

-Claro, por que não? – Responde. Os outros suspiraram, parecia que ele atrai problemas como um imã. – Que é? Eu estou muito bem, meu cansaço já passou. – Respondeu.

-Nós entendemos só.... Você é muito magro, mirrado. – Afrodite disse, os outros acabaram rindo.

-Isso não define ninguém, não por que ele é magro que não tem técnica ou conhecimento, vocês são muito criteriosos. – Kimi responde. O moreno nem se deu ao trabalho. 


Notas Finais


Espero que gostem, desculpem a demora.


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