História Pirâmide de Vidro - Capítulo 99


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Visualizações 60
Palavras 5.050
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 99 - Apreensivos


Fanfic / Fanfiction Pirâmide de Vidro - Capítulo 99 - Apreensivos

 

Uma semana se passou.

Shion e Poseidon ainda não tinham progresso nenhum no Egito, por mais que os Cavaleiros e Marinas procurassem nada encontravam no deserto. Isso deixava os dois irritados, impacientes e quase desesperados.

 

O ariano estava tão “cansado” que deu permissão a Kimi para ajudar Shura com o que ele precisasse, fosse na casa de Capricórnio ou no hospital.

 

− E-eu não sei se.... – Kimi gaguejou a enfermeira.

− Ora, você vai ser a mãe dele, não é? Não tem problema nenhum. – A enfermeira disse séria, havia dado uma blusa especial a Kimi, Edmond ficaria em contato com a pele de seu colo.

− Eu sei, mas ele é-é tão pequeno. – Insegura.

− É sim, e precisa do seu carinho e do seu calor agora, vai se sentir seguro. Pode se sentar naquela poltrona ali, eu o colocarei em seu colo. – Explicou normalmente, Kimi fez o que ela pediu, o bebê ainda estava ligado a muitos aparelhos, por isso a poltrona estava ao lado a incubadora, a enfermeira o colocou no corpo de Kimi e a capricorniana o ajeitou e abraçou, era tão pequeno, tão frágil.

− Tudo bem, tudo bem. – Ela disse baixinho, ele se mexia um pouco incomodado.

− Viu. – A enfermeira disse com um sorriso. – Depois eu volto, está bem, não precisa ficar desesperada se ele chorar, é normal. – Disse.

− Hum, obrigada. – Respondeu e viu a mulher sair. Ela segurava Edmond com firmeza, mas com delicadeza e carinho ao mesmo tempo, ele se acalmou logo em seus braços. – Saiai, logo você vai para casa comigo. – Começou a conversar com ele. – Vai ter um quarto só para você, suas coisinhas e brinquedos. E vamos poder visitar e levar oferendas para a mamãe. – Explicou como se ele pudesse entender. Kimi conversava animada com ele, Edmond dormiu no corpo quente da oriental, sentia o carinho. Ela corou ao perceber que Shura a observava da porta. – Bo-bom dia. – Baixo.

− Bom dia, minha princesa. – Sorriu bobo. Eu fui resolver umas coisas com Thea, sobre as coisas de Gabi, está bem?

− Estamos sim. – Respondeu da mesma forma. Ele sentou-se próximo.

− Kimi? – Chamou depois de um tempinho em silencio.

− Sim? – Curiosa.

− O que é “Saiai”? – Perguntou a fitando.

− Amado. – Riu para ele, Shura retribuiu, estava encantado com a forma que ela tratava o bebê e como ele estava calmo em seus braços.

 

Afrodite e Anny levaram Lily como o recomendado, o médico a examinou e estava tudo muito bem, como o esperado. Anny tinha dúvidas, sobre como tratar melhor da cicatrização do umbigo da filha, sobre como dar banho melhor. O médico explicou tudo calmamente e com um sorriso.

 

Monna continuava na casa, Saga era quem mais ia visita-la, já que Drik tinha o trabalho, Anny agora cuidava da filha recém-nascida e Kimi estava ajudando Shura com Edmond, não havia visto nenhuma delas naquela semana.

− Teve notícias? Sobre Kira? – Monna perguntou a Saga, ele arrumava as comprar para ela.

− O mesmo de antes, Shion está uma pilha. – Respondeu sem tirar a atenção das coisas, também estava preocupado. A ruiva suspirou.

− Não duvido nada, aí Saga, isso me deixa nervosa, o que vamos fazer? – Questionou.

− Esperar, ainda. – Também suspirou. – Não podemos fazer muito, Monna, não sem saber onde estão o deserto é muito perigoso, muito mesmo. – Virou-se para fita-la. – Não chore, sei que estão sendo fortes, ficarão bem. – Aproximou-se para abraça-la.

− Eu sei, mas.... – Reclamou retribuindo.

− Eles estão bem. Vivos, tenho certeza. – Confiante.

 

Kimi e Shura despediam-se de Edmond, poderiam voltar a tarde para vê-lo. Os dois saiam do UTI neo, quando se depararam com Thea.

− Bom dia. – A Amazona disse.

− Bom dia. – Coro, Kimi disse muito mais baixo que o Cavaleiro.

− Gostaria.... De me desculpar com você, Kimi, se vamos ser obrigadas a viver perto por causa de Edmond. Aquele vídeo foi minha ideia, se eu imaginasse o mal que faria a todo mundo, principalmente a ela mesma.... Eu jamais teria dito, desculpe-me, mesmo, por tudo o que eu fiz, quero que tenhamos uma boa convivência pelo bem de Edmond. – Thea disse encarando a oriental.

− Hum.... Não precisa se preocupar, já passou. Está tudo bem. – Kimi respondeu. – Edmond terá uma boa madrinha. – Sorriu.

− Obrigada, como ele está? – Perguntou curiosa.  Os dois sorriram e saíram com ela.

 

Templo de Anúbis, noite.

Já era tarde, o deus estava dormindo e Kira acordada, ele continuava a perder totalmente o controle a noite, ela já havia conseguido fazer cópia de muitas coisas, mas naquele dia, ela não iria sentar-se à mesa, já estava com tudo pronto, depois desse dia.... ele saberia que ela sabia, teria mais cuidado.

Estava em pé em frente a um espelho que havia no quarto, seu coração batia descompassado, tinha uma adaga de ouro nas mãos. Sentiu os olhos marejados, tinha medo, medo do que aconteceria depois, da reação de Anúbis, da reação de Máscara da Morte, por que tinha que ser apegado aquela droga de ideia? Por que não podia agir como um cafajeste normal e repudiar a ideia de ser pai, de assumir um compromisso com aquilo? Idiota!

A adaga tremia com sua mão. Ela respirou fundo olhando a barriga desnuda no espelho, tentando se concentrar nas lições de anatomia, se arrancasse algo errado poderia morrer, mas.... Não seria mal ao pensar no que mais aquele desgraçado faria com seu corpo, era melhor do que ficar presa dentro de seu próprio corpo vendo dele destruir tudo o que ela amava.

Ela cravou a adaga no baixo ventre tentando se concentrar em uma técnica de contensão de dor, rasgou de fora a fora, enfiou a mão direita puxando algo e fazendo dois cortes em seguida. Sentiu sua mão perder força e o ferimento já cicatrizava.

− Não.... Não, NÃO! – O deus berrava ajoelhado no chão sob o órgão ensanguentado.  – Sua.... Sua Maldita! Desgraçada. – Pegou a carne nas mãos a fitando. Amon e Néfera entraram apressados no aposento ao ouvir a voz alterada do deus.

− Meu-meu deus. – Amon não tinha fala, nem a mulher.

− Não pense que isso vai acabar com meus planos, posso não conseguir gerar um filho com esse corpo, por meios naturais, mas a magia antiga dará um jeito de gerar com meu sangue. Sua vadia! – Anúbis cuspiu.

− I-isso é.... – Néfera nem conseguia dizer.

− O útero dessa cadela! – Disse enraivecido. – Não se preocupem, está tudo bem. – Levantou-se mostrando o corpo intacto.

− Precisa de algo? – Amon perguntou o fitando.

− Não, podem ir.... Amanhã eu farei boas pesquisas e ela vai pagar por isso já. Ah não se preocupe, não irei contar, ele achar que tem um bebê aqui vai deixar esse corpo protegido dele. – Disse.

− Muito bem, com licença. – Néfera disse e os dois saíram apressados, sabiam que ficariam atarefados no dia seguinte.  Anúbis estava possesso, realmente não previu aquilo, nem que ela tivesse coragem de matar o filho do homem que amava, nem que pudesse tomar controle do corpo a noite, tinha que resolver tudo aquilo.

 

Santuário.

 

− Bom dia! – Aiolia chegava animado no jardim da 13ª Casa, sabia como Drik estava mal, mas não sabia como entrar no assunto com ela, ela nunca entrava no assunto, se fazia de forte.

− Bom dia. – As duas garotas em coro. Drik não se importava de dividir aquele tempo que tinha com Aiolia com Kimi também, elas comiam melhor longe das servas e ela queria que a oriental aproveitasse isso.

− Como vão hoje? – Perguntou risonho forrando uma mesa de pedra que havia no jardim.

− Tudo bem. – A geminiana disse com um sorriso.

− Kimi, como vai Edmond? – O leonino perguntou, os três arrumavam as coisas na mesa, havia frutas, geleia, mel, iogurte, pão, chá e leite.

− Bem dentro do possível, os pulmões ainda são frágeis, sabe? Ainda precisa ficar em observação e com o auxílio de aparelhos. – Explicou normalmente. – Estamos confiantes de que logo ele poderá sair, mas...

− Mas? – Coro.

− Ele pode ter problemas respiratórios, como asma, se for assim ele não vai poder treinar como nós, Shura teme muito isso, o que ele vai pensar, como vai reagir diante de tudo. – Ela fitou o casal.

− Ele não pode ficar sofrendo por antecipação, Kimi. Edmond sair disso já é uma vitória e se ele quiser seguir pode ajudar de outro jeito, se graduar em algo, ajudar na 13ª Casa, não precisa de treinamento militar e agir em combate efetivamente. – Aiolia calmamente. Drik sorriu a ele.

− Eu entendo, ele vai entender tudo isso com o tempo. – A capricorniana concordou. – E obrigada pela comida. – Um pouco corada.

− Não é nada, Drik é minha namorada e você minha amiga. – Disse com um sorriso enorme, Kimi sorriu também. Assim eles sentaram-se para disfrutar do café da manhã.

 

Kimi saiu primeiro, deixa o casal um tempo a sós, afinal ela tinha que ajudar Shura, gostava do tempo que passava com Edmond também.

− Hum, você e Aiolos ainda estão se ignorando? – Drik perguntou curiosa.

− Sim. – Sério. – Não vou perdoá-lo pelo que te fez. – Encarou a geminiana.

− Não foi justo, mas ele estava com raiva, Aiolia. Só queria se vingar de mim por ter omitido isso. Não podem ficar assim. – Da mesma forma.

− Por que se preocupa tanto? – Curioso.

− Porque quase ninguém aqui tem família de sangue, se eu tivesse não gostaria de agir assim, sei que sou hipócrita, é minha culpa. Mas ainda é seu irmão, não queria que se tratassem assim por erro meu. – Voltou a encará-lo.

− Nós três erramos Drik, eu por não ser sincero com ele, você por ter ficado com nós dois ao mesmo tempo e ele por surtar de ciúme. – Respondeu normalmente.

− Eu sei, ainda assim.

− Fica tranquila, nós dois ainda estamos irritados, quando.... Isso passar quem sabe, mas não posso perdoar o que ele fez com você. – Aiolia voltou a encará-la. Drik aproximou-se lhe beijando o rosto.

− Não sei agradecer tudo o que faz por mim. – Disse baixinho.

− Não precisa, faço sem esperar nada. – Respondeu fazendo carinhos nos cabelos azuis que ainda estavam soltos.

− Eu sei. – Sorriu.

 

− Ah como ela tá linda. – Kimi admirava Lily dormindo no berço, Anny a levou ao quarto. Afrodite cuidava do café.

− Está sim. – Respondeu rindo. Ela amava Lily, mas sentia-se estranha, não sentia nada do que diziam que sentiria.

− Como vão indo, está mais calmo? – Referiu-se a Afrodite.

− Está sim, me ajuda de uma forma que eu não sei explicar, já deu banho, sempre que pode tá trocando as fraldas, fica com ela no colo, mesmo que ela só queria a mim, por enquanto. – Sorriu. – Eu, eu não sei explicar, sinto que ele está mais feliz do que eu. – Suspirou.

− Como? – Kimi curiosa.

− Não sei Kimi, acho ela linda, perfeita, a amo. Mas não sinto aquela coisa mágica, de nossa minha vida é perfeita agora, me sinto realizada, a mulher mais feliz do mundo. – Anny dizia as palavras exageradamente a capricorniana acabou rindo.

− Não fique assim, isso é comum. Sabe que romantizam a maternidade. Você a ama, é uma boa mãe, é isso o que importa. – Sorriu tranquilizando a amiga, Anny retribuiu.

− Você é maravilhosa. – Abraçou Kimi por trás.

− Não é nada. Não temos que…. Ficar nos culpando por nada. – Disse também para si mesma. – Hum, eu preciso ir. Edmond tem que ficar um pouco comigo. – Disse ainda admirando o bebê que dormia.

− Está gostando? – Curiosa.

− Ah, não faço nada demais, ele fica acomodado em meu colo e eu apenas converso com ele. Mas eu sinto paz sabe? Gosto e ele fica tão quietinho, dorme. – Risonha.

− Isso é ótimo, está se acostumando com você.

− Está sim. Não vejo a hora de poder leva-lo para casa. – Disse quase sonhadora.

− Será logo, vocês verão. – Anny compreensiva, Kimi assentiu.

− Até mais tarde. Tchau bebê. – Disse sorrindo para Lily.

− Até mais. – A pisciana respondeu e a viu sair.

 

Monna sentia-se entediada quando não tinha companhia, ficava sozinha na casa, as vezes lia, estudava. Os vizinhos não eram muito amigáveis, tinham certo receio, por ela ter sido noiva do deus dos mares e por ter sido “expulsa” do Santuário. Ela gostava quando Saga ia vê-la, ou alguma das amigas, também quando podia dar uma escapada para vê-las.

− Bom dia minha ruivinha linda. – O geminiano chegou entrando carregando compras.

− Bom, Saga.... Já disse que não precisa me encher de compras, não tenho como fazer tudo. – Riu.

− Não é nada, legumes e frutas frescas, carne. – Listou. – E umas besteiras. – Riu a fitando.

− Hum.... Ainda assim, quando eu precisar de coisas frescas eu te faço uma lista, ok? – Curiosa se aproximava.

− Não quero, que lhe falte nada. – A fitava.

− Eu sei. Agradeço por isso, por tudo. – Passou os braços pelo pescoço dele, beijaram-se apaixonadamente.

− Não é nada, se pudesse levaria você para Gêmeos, de uma vez. – Saga disse quando se afastaram. Monna sorriu alegre, mas logo seu sorriso se desfez.

− Hum.... Tem notícias? – Perguntou o encarando com seriedade.

− Não o que você quer tanto ouvir. Shion está muito nervoso, não conseguem nada, nem com a ajuda dos Marinas, e está preocupado também com o sumiço de Vladimir, ninguém, realmente tem rastro do menino. Ele não sabe mais o que fazer, resta esperar o movimento do deus. – Respondeu a fitando.

− Kira e Máscara.... Podem estar mortos. – Praticamente sussurrou. – Digo, a alma dela.

− Eu sei, e realmente temos que lidar com essa possibilidade, Monna, perdoe-me por não ser mais delicado, mas prefiro que tente lidar com isso. – Viu os olhos verdes da geminiana marejarem.

− E-eu entendo. – Gaguejou com a voz tremula. O abraçou escondendo o rosto em seu corpo.

− Tudo bem, tudo bem. Quero acreditar que eles estão sendo firme e lutando contra ele, da melhor forma que podem, conheço bem Máscara, ele não é de desistir, ainda mais se for para protege-la e sei que Kira tem a mesma fibra, não vai se entregar a um deus maligno. – Disse confiante afagando os cabelos ruivos.

− Nunca. – Monna concordou.

 

Shion havia convocado uma reunião com Poseidon para aquela tarde, precisava conversar com o deus. Conversar sério, ouvir realmente o que ele sabia, como poderiam colaborar um com o outro para um bem comum.

....

− Você tem certeza absoluta? – Shion questionou o deus, estavam reunidos em seu escritório. Athena apena aceitou aquela reunião pela gravidade da situação, mas ainda não havia esquecido o que ele havia feito a Monna.

− Sim eu tenho. Sei que é difícil pensar isso de um excelente guerreiro, mas não estou dizendo que ele sabia. Ele apenas é e Anúbis está usando o corpo dele agora. – Poseidon dizia encarando Shion, ver Lily nos braços de Anny inibiu sua coragem para falar sobre o gênero de Asellus.

− Ele provavelmente trancou a alma de Asellus ou.... Se livrou dela. – A deusa disse sem olhar para nenhum dos dois.

− Sim, tem essa possibilidade, pode ter capturado o Cavaleiro de Ouro para alguma chantagem, o senhor disse que eram amigos, não é? – Perguntou, tinha conhecimento do envolvimento dos dois, claro que o deus o estava usando para chantagem.

− Sim. Mas como vamos acha-lo? Podíamos tentar uma busca pelo ar, talvez. – Shion pensativo, estava nervoso.

− Podemos, mas pode ser muito perigoso, uma tempestade de areia.... – O deus o encarou. – Ele não é tolo, é um deus ardiloso.

− Isso é bem provável, mas temos que tentar. Não vejo outra maneira, já que por terra tornou-se inviável. – Sério.

− Muito bem, pode deixar que eu prepare uma equipe. Também concordo que devemos trabalhar juntos agora. – Fitou Athena.

− Eu concordo, mas isso é meramente profissional, assim como a paz entre nós, não vou perdoá-lo pelo que fez a minha Amazona. – Ela o encarou.

− Mas.... Minha deusa, isso é jeito de falar? – O ariano inconformado.

− Era minha noiva, senhorita. – Poseidon a encarou.

− Não importa o que era. Enfim. Estaremos à disposição, para lhe ajudar com essa equipe e o que mais for necessário. São meus Cavaleiros e eu gostaria muito de vê-los vivos ao final disso. – Athena encarou os dois.

− Hum... O Cavaleiro de Ouro pode até ser, mas o receptáculo de Anúbis é pouco provável. Não podemos sacrificar tudo, nós mesmo por um único humano. Sinto pelo destino desse menino, mas é assim que deve ser. Anúbis não terá para onde ir com o receptáculo ferido, gravemente. – O deus explicou normalmente. Saori suspirou.

− Farei tudo o que estiver em meu alcance para impedir isso. – Respondeu sem recuar.

− Tudo bem. – Poseidon normalmente. Não iria discutir com ela, mas se ela ficasse em seu caminho ele seria obrigado a utilizar de força bruta.

 

Templo de Anúbis

 

− Como se sente, meu Deus? – Néfera perguntou o fitando. Estava deitado na cama, suspirando.

− Meu corpo está ok, mas…. Eu Juro que não imaginei que ela teria coragem para fazer isso! Ela colocou seu dever como “Cavaleiro” acima de seus sentimentos por aquele homem, coisa que nem mesmo ele conseguiu fazer. – Disse pensativo fitando o teto.

− É muito compromissada e tem ideia da dimensão do seu poder. Não vai mesmo contar a ele? – A mulher perguntou curiosa. Havia levado algumas frutas, as deixou na mesinha para ele.

− Não. Ele tem motivos para querer proteger esse corpo, não vai machucá-la ou tentar e isso é muito bom. Vamos enrolá-lo, por enquanto. – Comentou. – Vou dar um jeito de ter um herdeiro, propagar meu sangue, apenas preciso de mais pesquisas.

− Sim senhor. As coisas estão encaminhando bem, os guerreiros de Athena e Poseidon estão pedidos no deserto, sem conseguirem nos encontrar. – Sorria.

− É muito bom. Continuem treinando o exército e me trazendo mais informação desse mundo dos humanos, logo estarei pronto para destruir tudo. – Confiante.

− Muito bem, meu deus. Se alimente. – Disse prestes a sair.

− Hum.... Néfera. Será que quando você acabarem seus afazeres, você e Amon poderiam vir aqui? – Sentou-se, a olhava com olhos maliciosos, ela riu.

− Sim, meu senhor. Viremos como desejar. – Respondeu com uma reverência.

− Ótimo. – Ele respondeu e a viu sair pela porta. Kira não o desafiaria mais, ele a havia machucado, machucado sua alma, ela não ousaria passar por cima de suas ordens e planos outra vez. E ele esqueceria aquele infortúnio relaxando com seus dois servos de confiança.

 

Naquela noite, houve uma pequena reunião na casa de Peixes, os três casais de amigos conseguiram ir, era hora do jantar então Kimi e Drik estavam liberadas do trabalho servil. Shura não podia passar a noite com Edmond então não adiantava ficar, Monna subiu novamente como se os outros Cavaleiros de Ouro não estivessem vendo.

− Diga logo, Saga. – Anny séria. Havia pedido a Afrodite para amamentar Lily com a pequena mamadeira, ela estava muito nervosa e agitada, sabia que se fosse amamentar Lily ela também ficaria agitada e não dormiria bem depois. Eles estavam dispostos na sala de estar, todos olhavam curiosos e tensos para Saga.

− Tudo bem. Shion.... Esteve com Poseidon esta tarde e nossa deusa. Aceitou o fato de que Asellus é receptáculo do deus Anúbis. – Disse calmo.

− E? – Aiolia afobado perguntou.

− E que vão investigar pelo ar, eles pensaram o mesmo que nós, Máscara deve estar preso como chantagem e a alma de Asellus pode ou não estar segura. Athena está preocupada, mas Poseidon vai fazer de tudo para parar Anúbis.... – Fitou a todos.

− Matá-lo.... – Kimi resmungou.

− Isso é possível? Se Asellus já se recuperava bem, com a alma do deus então. – Shura sério.

− Eu não sei, Shion não disse nada sobre um meio para isso, mas acho que será bem difícil. – O geminiano disse. – Eles não têm pista nenhuma do templo, eu sinceramente não sei o que fazer, temos que torcer para os dois estarem tanto fazer ele ruir de dentro para fora.

− Estão, eu tenho certeza, nenhum dos dois se curvaria a ele. – Monna convicta.

− Mas.... E-e se ele-ele.... Mandou ela-Asellus para o inferno? – Anny questionou tensa, seus olhos castanhos estavam cheios de lágrimas por baixo da máscara prateada.

− Não diga assim. – Drik a repreendeu. – Ele está bem, tem que estar.

− Por favor, se acalmem, todas vocês. Não podemos fazer muito agora, só podemos esperar, se Shion e Poseidon encontrarem algo nós mesmo vamos nos candidatar para intervir. – O pisciano disse sério tentando acalmar Anny.

− Vocês sabem bem o que isso pode significar, sendo que aquele deus tem aquele poder. – Saga em tom de advertência.

− Que provavelmente podemos morrer. – Aiolia respondeu.

− Vocês dois deveriam ficar. Tem filhos agora, Edmond precisa muito de você Shura. – O geminiano disse o encarando.

− Eu sei.... Mas isso vai de Shion. Isso é terrível, mas nosso dever é com Athena. O velho tem razão com essa preocupação em torno de filhos, olha o dilema que temos. – Riu meio irônico.

− Isso é decisão de vocês, sabíamos bem disso. – Anny mais séria.

− Não faremos nada impensado. – O pisciano respondeu.

− Nem há anda certo ainda. Devemos ficar calmos e esperar, como temos feito desde que eles viajaram. – Saga suspirou. Pegou um pouco de água que Afrodite havia deixado na mesa de centro.

− Hum.... Por favor, vamos para a cozinha jantar, vamos arrumar o que trouxeram. – A pisciana disse tentando afastar todos os pensamentos horríveis que tinha sobre Kira e aquele clima tenso de morte sobre eles. Kimi e Drik levantaram-se prontamente para ajudá-la. Monna foi junto.

Eles acabaram evitando o assunto, os Cavaleiros ficaram em silencio na sala, até Afrodite convidá-los para ir à cozinha. Na cozinha mudaram de assunto, todos perguntaram aos dois casais como as crianças estavam.

 

Assim mais uma semana se passou.

Poseidon mandou seu grupo em um helicóptero de última geração, como previsto uma tempestade de areia o derrubou, mas um dos tripulantes Marina sobreviver e pode contar ao deus que o outro deus era uma mulher o havia visto coordenado um pequeno batalhão em um pátio do palácio.

O deus levou essa informação ao Grande Mestre do Santuário de Athena, mas ainda sem coragem para contar o que sabia, Shion ficou aliviado, dizendo que aquela pessoa não podia ser Asellus, Poseidon não sabia o que dizer, apenas concordou, queria entender como aquelas mulheres conseguiam se enrolar em tanta confusão? Aquela menina, Monna.... Todas elas enroladas nessa mentira.

Saga repassou isso aos amigos, como Shion, Shura, Aiolia e Afrodite estavam tranquilos, menos mal que Asellus não era o receptáculo de um deus maluco. Mas ele e as quatro mulheres só ficaram mais apreensivos, faltava pouco para descobrirem a verdade e era um milagre que tivesse ignorado o fato ao invés de seguir com ele, Asellus era uma mulher, uma mulher que passou despercebida debaixo do nariz de todos incluindo o Grande Mestre do Santuário.

Os casais estavam na mesma situação, Lily estava se desenvolvendo bem, mas agora era mais alimentada por Afrodite, o pisciano preferia que Anny cuidasse dela daquela forma, era um momento importante, mas entendia que a pisciana só queria o bem da filha, que ela ficasse calma e não agitava e nervosa como si mesma.

Kimi e Shura ainda se dividiam no trabalho de canguru para fortalecer os laços e todo o possível em Edmond, apesar dos problemas previstos para aquele tipo de nascimento o menino estava bem e se desenvolvendo dentro das estatísticas.

Drik continuava a ignorar as pessoas, se sentia bem com Kimi e Aiolia que eram suas companhias mais frequentes.

E Monna ainda se sentindo só, agora que Saga passava bastante tempo da 13ª Casa ajudando Shion.

 

Templo de Anúbis, noite.

Depois do que houve, ele colocava um dos dois servos de confiança de guarda pela noite, os dois se revezavam em “vigiá-lo”.

Kira acordou, sabia bem do plano.

− O senhor está bem, meu deus? – Amon perguntou ao vê-lo se sentar.

− Estou.... Com fome, poderia pedir para me preparem algo? Carne de preferência? – Perguntou com certo desdém, Amon o encarava.

− Por que está me encarando? Não posso sentir fome no meio da madrugada? – Levemente irritado, encarava o servo com certa fúria.

− Po-pode, meu deus. Desculpe. Com licença. – Amon disse, fez uma reverencia e se retirou. Kira levantou rapidamente. Pegou a mochila com todas as informações que havia copiado, ia pegar a urna da Armadura de Cães de Caça, mas não conseguiu de forma alguma a levantar.

− O que? – Questionou. – Por favor, você precisa ir também. – Disse tentando pegá-la por uma das alças, mas a urna continuava como se grudada ao chão. – Não! Você não tem mais nada o que fazer aqui, não pode me proteger e sabe disso! – Levemente irritada, mais uma vez e nada. – Eu agradeço por ter me escondido, me entendido, mas isso tem que acabar, você vai proteger outra pessoa agora.... Não sou mais Cavaleiro. – Tentou argumentar, mas mais uma vez a urna nem se mexeu. – Grgr seu lixo inútil! – Irritada chutou a urna, não entendia porque insistia em ficar ali. Ela não merecia, mas era melhor ir logo, antes que Amon voltasse e percebesse que não era o deus ali.

Desceu apressada para as masmorras, conseguiu enganar bem o guarda dizendo para ele verificar um pavilhão fora do palácio, ele desejava falar com o prisioneiro em particular.

 

Caminhou lentamente até a cela, destrancou-a com a chave, Máscara nem olhou quem entrava, perguntou com a voz fraca.

− Que é?

− Sou eu, Kira! – Respondeu preocupada, sabia bem que a alimentação e hidratação dele era precária, volta a falta de cuidados com o ferimento nas costas.

− O-o que faz aqui? – Percebia a diferença na voz dela para a do deus, sabia que era ela.

− Ele perde o controle sobre o corpo a noite, vim soltar você, vem. – Deu a mão a ele. – Precisa comer e ir, não sei quando ele pode acordar. – Séria.

− Dói muito. – Reclamou sobre  ferimento.

− Eu separei remédios para você, precisa ir, precisa levar a Shion tudo o que copiei, não pode ficar aqui.... Ele usa você para chantagear a mim. – Ele fez um esforço e conseguiu se levantar. Havia uma mesa, era para o guarda, estava repleta de comida, vários pratos típicos, ela colocou água em um cálice de ouro e misturou com alguns pós, folhas e ervas. – Beba. – Ofereceu ao canceriano. Ele bebeu ansioso, comia e bebia apenas uma vez na semana. – Separei mais comida, água e remédios e as coisas que copiei em uma bolsa, estão com a armadura no final do corretor. – Disse e sentou-se finalmente, desde que abortou sentia usa sensação estranha no corpo, um vazio, oco.

− Por que está fazendo isso? – Perguntou antes do comer uma quantidade generosa de carne.

− Como porquê? Acha que gosto de ver você aqui, acha que posso permitir que fique? Fora que tem coisas importantes a relatar a Shion, todos os planos, armadilhas. – Respondeu.

− Talvez tenha mesmo muita coisa para reportar a Shion, mas o principal é salvar o meu filho! Eu preciso tirar vocês daqui. – Sério, ficar fora das grades que barravam seu cosmo estava fazendo maravilhas, não se sentia mais tão cansado ou sentia tanta dor.

− Vai me tirar daqui como? Com a alma de Anúbis em meu corpo, não posso é muito perigoso.

− Eu não sei, eu estou sem força nenhuma, mas parece que essa criança me motiva. – Sorriu. Kira encolheu um pouco, não poderia contar agora.

− Ótimo, use essa motivação para sair daqui. – Disse, ele comeu o tanto que conseguiu.

− Não pense que esqueci tudo o que houve, só o que me importa é meu filho. – Encarou quando ela se aproximou para limpar o rosto dele com um pano.

− Só? Acha que ele vai deixar vê-lo? Chegar perto? – Curiosa. Sentiu-se magoada, ele não estava nem aí para ela, ela era só um forninho, nada mais.

− Farei tudo o que estiver ao meu alcance e fora dele para conseguir isso. – Sério.

− Não vai precisar se preocupar tanto. – Baixo.

− Por que não? – Máscara a encarou.

− Gostaria que Shion destruísse esse corpo e que ele não precisasse passar pelo tormento de ser escravo de um deus. – Sincera.

− Isso não vai acontecer! – Sério. – Ele também tem direito de viver e não é você que pode decidir isso. – Levemente irritado.

− Acha que Shion vai pensar o contrário. O Santuário pode ter aquela regra idiota sobre casamento em casos de gravidez, mas é o poder de um deus, ele não vai colocar a segurança de todos e da deusa abaixo disso. – Ela o encarou, quando mais conformado ele estivesse com a possibilidade de não ver aquela criança, melhor.

− Não me interessa o que Shion pensa. Eu vou proteger essa criança, não importa o que pensem é meu filho! – Sério.

− Ele não vai deixar.... Esqueça isso e termine de comer. – Kira suspirou.

− Veremos. – Disse. Terminou de comer e já se sentia bem melhor.

− Tenha cuidado lá fora. Até o amanhecer ele não vai saber que saiu. – Disse.

− Não se preocupe, vou sair o mais rápido possível. – Respondeu.

− Máscara.... Se-se isso acabar e eu sair inteira.... Será que poderíamos conversar melhor sobre tudo? – Nem sabia porque perguntava, quando soubesse o que ela fez surtaria, mas ela queria viver mais tempo com aquela esperança, talvez a motivasse.

− Para mim não temos mais o que conversar. O que aconteceu, aconteceu e nada vai mudar. – Sério.

− Não vai, mas.... Eu sinto muito por tudo. Só quero resolver as coisas e-e se não acontecer nada e se Shion nos obrigar a casar? – Ela perguntou sem o olhar, fitava o nada.

− E daí? Caso com você por causa do meu filho. – Normalmente.

− Só?

− E haveria outro motivo? – A encarou.

−.... Não, claro que não. – Resmungou. Máscara levantou e pegou a mochila, preparava-se para finalmente dar adeus aquele lugar.

− Tenha cuidado. – Pediu.

− Terei. – Máscara disse, saiu, era doloroso olhar para ela, mas ao mesmo tempo sentia-se mal, afinal ela esperava um filho seu. Não importa o que houve, ainda era filho dele e o maldito Anúbis pagaria. Kira respirou fundo, as coisas iriam se acertar agora, ela devia voltar a cama e agir como se não soubesse de nada.


Notas Finais


Espero que gostem.
Para os leitores da Angelo amanhã ou domingo eu estarei postando ela ok?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...