História Piratas do Caribe - A Filha de Aya - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Piratas do Caribe
Personagens Capitão Jack Sparrow, Elizabeth Swann, Hector Barbossa, Joshamee Gibbs, Personagens Originais, Tia Dalma, William "Will" Turner
Tags Ação, Aventura, Comedia, Drama, Terror
Visualizações 36
Palavras 1.806
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Mistério, Misticismo, Saga, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie! Boa leitura <3

Desculpa pela demora pessoal!

Capítulo 8 - Calypso


 

Inspirei o ar com força fazendo com que uma tosse horrível viesse junto, fazendo-me expelir água pela boca. Respiro forte várias vezes sentindo o ar tomando o seu lugar em meu pulmão.

Minha visão começou a normalizar, pude ver velas por todo o lado... eu não estava na ilha, muito menos morta porque ainda sentia dor, parecia que eu estava em uma cabana velha.

- Ah... Acordou finalmente.- Uma voz surgiu perto de mim, me virei para a voz e lá estava uma mulher com dreads, pinturas estranhas no rosto e de pele escura. O lugar onde eu estava era bem assustador, ela estava perto de uma lareira esquentado um ferro.

Olhei para baixo onde estava o meu ferimento, um pano e várias folhas estavam cobrindo a fenda que a faca de Barbossa fez em meu abdome.

- Como eu cheguei aqui?-Perguntei com dificuldade.

- O mar te trouce. Sabe, eu já estava perguntado se iria demorar muito para você chegar até mim.- A mulher saiu da lareira e se sentou ao lado da cama.- Tem sorte de estar viva, seus ferimentos foram profundos.- Ela levantou a faixa e analisou.

- Qual o seu nome?- Perguntei tentando me manter de olhos abertos.

- Calypso.-Disse sorrindo, gemi quando ela colocou a mão no machucado.- Conheço sua mãe, também sei quem fez isso em você. 

- Como que você a conhece?

- Chega de perguntas, eu preciso fazer um procedimento em você, se não em menos de três horas eu vou ter um cadáver na minha casa.- Franzi a testa.- Morda isto!

Calypso botou um pedaço de pano entre os meus dentes, foi ai que eu comecei a me desesperar, meu coração saltou a mil, tentei mexer meus braços mas eles estavam acorrentados ao lado da cama. Calypso pegou o ferro que chegava a brilhar de tão quente.

- Não! Por favor, não faça isso!- Gritei com aquele pano na minha boca, seus poucos passos pareciam a morte chegando para mim.

- É necessário, ou você morre.- Ela chegou perto o suficiente da cama e foi abaixando o ferro que lembrava o formato de uma espada para tocar em meu ferimento, senti o calor chegar perto, até que ela o botou contra a minha pele.

O meu grito foi instantâneo, nunca jamais senti uma dor tão horrível, a minha mandíbula parecia que iria quebrar de tanta força que eu mordia o negócio na minha boca, o cheiro da carne queimando começou a exalar para as minhas narinas. Calypso dizia palavras em voz alta em outra língua enquanto fazia o procedimento, a dor só piorava, eu já estava perdendo a minha voz. O sangue que escorria começou a ferver, meus braços já estavam machucados de tentar sair daquela situação, até que fechei meus olhos.

{...}

  Já estava dia, eu estava do mesmo lugar de antes. Lembrei-me do ocorrido antes de apagar completamente, olhei para baixo, um novo  pano branco cobria a minha barriga.

O puxei um pouco para ver como tinha ficado, não estava sangrando e nem aberto, mas estava horrível,  sem duvidas ficará uma cicatriz, uma bem feia. Meus pulsos estavam marcados pelas correntes.

Percebi os olhos selvagens de Calypso observando cada movimento meu, ela estava em uma mesa jogando algo que parecia ser conchas.

-Você é forte.- Elogiou-me enquanto eu ficava de pé.

-Quantas vezes você já fez isso?- Questionei me sentando a sua frente.

- Várias, mas nenhum deles sobreviveu. Você foi a primeira.- Pegou as conchas na mão e as jogou de novo sobre a mesa. Percebi que eu estava com a mesma roupa do acidente, isso é bom porque quer dizer que ela não me viu nua.

- Agora que eu estou melhor, será que você pode me contar sobre algumas coisas?- Ela me entregou uma folha e disse para eu comer, fiz o que ela me mandou.

- Essa folha é pra passar a dor.  Sim, pergunte o que quiser, mas eu já sei o que deseja saber...- Abriu um sorriso de deboche e apontou para as conchas.

- É o seu destino América, tudo o que esta por vim e já aconteceu é destino, filha de Aya.

- Será que você pode me explicar, e seja mais direta não gosto de metáforas... - Retruquei com o mesmo deboche dela.

- Eu estou tentando mas você é muito apressadinha. Barbossa sabe o que você é, por isso pegou o seu sangue, agora ele só precisa esperar você libertar Aya para  você se transformar no que realmente é.

- Não estou entendendo. Minha mãe esta morta!

Calypso soltou uma risada e depois me encarou de uma forma que dava arrepios.

- Ela não esta morta. Esta presa... vou lhe contar tudo mas preste muita atenção. Alguns anos atrás a corte da irmandade teve uma "brilhante" ideia, prender as Deusas e Deuses dos mares para ter o poder total sobre eles e assim  prosperarem como nunca antes na história. De todos os sete Deuses eles conseguiram capturar nós duas, eu estava com sua mãe, Aya a deusa.- Ela contava a história olhando nos meus olhos como se quisesse mostrar o que estava sentindo.- Me prenderam nessa forma humana sem poder voltar para o que eu amo, o mar. Enquanto Aya... com ela fizeram pior, a prenderam no mais profundo e escuro mar, junto com as criaturas mais hostis e horrendas, a deixaram lá, ela tinha acabado de ter você. Eu não pude fazer nada para ajuda-la. América, você é a unica que pode tira-la.

- Ela me trouce aqui?- Me inclinei para frente.

- Não. Ela não pode fazer nada, por enquanto... O que você vê são projeções que ela faz, é a unica forma que ela tem para estar com você, mas jamais Aya conseguiu sair de lá, só você pode.

Ela se levantou indo para uma estante cheia de coisas estranhas.

- Pegue isso, é seu.- Calypso me entregou o mapa de Sullivan, o mapa que só eu conseguia ler.

Me assustei ao ver aquilo, estava com Jack, como ela conseguiu?

- Calypso! Como conseguiu? Por que só eu consigo ler o que está escrito nesse mapa?

- Minha querida, ainda não compreendeu o que você é?- Neguei, sua mão foi até o meu ombro.- Uma semideusa, quando eu falei para você que o mar te trouce, eu não estava falando uma metáfora, o mar nunca irá mata-la você pode domina-lo, só precisa libertar sua mãe e sua verdadeira forma aparecerá. Esse mapa em suas mãos, só podem ser lido por filhos do mar. Isto a levará para o mais importante tesouro.- Calypso me empurrou até a parte de fora de sua cabana, o lugar onde ela morava era rodeado de água, as casas eram construídas em cima de palanques para ficar a cima da altura da água.

- Então eu tenho poderes? Isso explica meus olhos?

Ela riu outra vez.

- Sim, seus olhos. Como chamam por ai olhos de dragões, nome nada criativo!- Continuou a rir.- Seus olhos são as janelas do seu eu verdadeiro, eles se mostram quando você, sem saber sente o seu poder, se soubesse e pudesse usa-los ficaria surpresa da capacidade deles.

- E Jack porque ela escolheu ele?

- Aya se apaixonou, ela não foi a única a sentir isso por um humano... isso nos custou a liberdade. Só que a paixão dela originou você e posso dizer que, América Sparrow você é muito bela, quando se transformar ficará bem parecida com a sua mãe...

A encarei, eu não estava entendendo porque ela estava me ajudando.

- Porque esta me ajudando?

- Se fossemos humanas... posso dizer que eu seria sua tia. Você também pode me libertar, só precisa ir ao encontro dos Lordes Piratas, então eu poderei lhe ajudar a chegar onde ela esta.

- Feito.- Apertei a sua mão fechando o acordo.- Eles acham que estou morta?

- Sim, Jack tem certeza que você morreu, nesse momento ele esta no navio de Porto Royal junto com a Elizabeth rumo a Isla de Muerta.- Fiz uma cara de nojo, eu não gostava dela e o pior ainda, para o meu pai a minha morte não fez diferença nenhuma na vida dele.

- Eu achei uma moeda do tesouro amaldiçoado... eu a devolvi para o lugar que ela nunca deveria ter saído, aquilo só trás desespero garota.

Ignorei o que ela estava me dizendo eu estava mais interessada  no mapa, então me lembrei da Hidra. Eu tinha que acha-la antes de ir atrás da corte da irmandade pirata, eu estava decidida a não encontrar Jack, ele não se preocupou quando me atacaram, quero que ele continue achando que estou morta.

- Antes de partir você tem que saber de algo.- Me virei para a encarar.- Seu corpo esta fraco, o procedimento que fiz em você a dois dias atrás ainda não esta totalmente cicatrizado, Barbossa fez um grande estrago em você quando fez esse maldito corte em seu abdome, infelizmente você não vai conseguir ter filhos... me desculpe América.

Após suas palavras tudo ficou em silêncio, Calypso ficou esperando alguma reação minha mas eu apenas guardei meu mapa em silêncio, a abracei me despedindo.

- Obrigada por não ter me deixado morrer.- eu entendi que ela não teve escolha, ela tinha que me salvar e isso seria uma consequência. - Eu prometo que irei libertar você e Aya.

Não tive resposta, enquanto me afastava daquele lugar em um pequeno escaler, Calypso apenas me observou ir embora. A noticia sobre estar estéril me afetou sim e muito, mas não tenho tempo para chorar pelos cantos eu preciso seguir o meu destino, coisas mais importantes estão nas minhas mãos. Mesmo assim um aperto no peito me sufocava.

 

Meses depois

Depois de um longo tempo consegui um navio digno de pirata e uma tripulação, o navio não era dos melhores mas estava quebrando o galho, eu tinha que ir até a corte da irmandade como Calypso havia pedido, mas primeiro eu precisava achar a Hidra.

- Capitã, parece que os homens avistaram terra a frente.- O encarei, a ultima vez que falaram isso era alucinação de bêbados.

- Tem certeza?- Sai do timão dando espaço para ele conduzi-lo.

- Tenho capitã.- Sua voz estava amedrontada, me virei em direção a proa do navio. Ao chegar vários homens estavam escorados olhando para a terra a frente.

- É acho que chegamos...

Estávamos chegando perto do monte de pedras e os marujos começaram a se movimentar mais, pareciam assustados.

- Capitã! Tem algo de estranho na água!- Um dos meus marujos gritou, corri para a minha cabine para dar uma olhada no mapa na mesa, segundo as coisas que eu consigo ler aqui, estamos no território da Hidra. Peguei minha espada a deixando a postos, esse animal não escapa mais de mim.

Ouvi o seu urro estrondoso, a hora havia chegado.

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Comentem por favor, preciso saber do que estão achando!
:)
Até mais s2


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...