História Piratas do Caribe: Herdeiros do Mar-A Filha de Jack Sparrow - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Piratas do Caribe
Personagens Capitão Jack Sparrow, Joshamee Gibbs, Personagens Originais, William "Will" Turner
Tags Anne Bonny, Aventura, Drama, Jack Sparrow, Johnny Depp, Piratas Do Caribe, Romance
Exibições 16
Palavras 2.314
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie gente!!!
Mais um capítulo saindo do forno, espero que esteja bom <3

Capítulo 4 - Capítulo 3 - "Garota ao Mar"


Fanfic / Fanfiction Piratas do Caribe: Herdeiros do Mar-A Filha de Jack Sparrow - Capítulo 4 - Capítulo 3 - "Garota ao Mar"

— Você pegou a minha roupa? — o rapaz de cabelos negros e cicatriz perto do olho gritava irritado com um velho de dentes enferrujados enquanto eu estava escondida.

— Claro que não! Porque eu pegaria a sua roupa? Ela deve feder igual a você! — o velho respondeu ao rapaz.

O de cabelos negros, irritado, pegou uma faca próxima à ele colocando-a no pescoço do de dentes enferrujados que ficou encurralado por uma tora de madeira pertencente ao navio. O velhote não alcançava mais o chão e olhou com fúria para o de cabelos negros e cicatriz.

— Cadê a minha roupa? — o de cicatriz perguntava irritado pronto para cortar a garganta do velhote. O enferrujado, que agora estava preso pelo rapaz, cuspiu no jovem de cicatriz.

— Eu não peguei sua roupa garoto! — o velho bufou cheio de ódio.

— Mas o que está acontecendo aqui? — Era o capitão do navio, o rapaz guardou a faca pronto para explicar a situação, e o velho que antes estava encurralado voltou ao chão.

— Alguém roubou minha outra roupa! E como esse cara sempre rouba tudo de mim, claro que foi ele!

— Você não tem provas rapaz, agora vão limpar o convés em vez de sujar mais o meu navio! — o capitão repreendeu, o rapaz resmunga e sai junto com todos os outros.

Quando tenho certeza de estar só, abro o alçapão que dava onde estava escondida antes, levando a roupa do rapaz. O imbecil era tolo de acreditar que alguém da tripulação pegaria sua roupa. Mas eu não era da tripulação. Se ele me visse com ela eu seria descoberta, eu sei, então comecei a pintá-la de azul com uma tinta velha que havia achado enquanto estava aqui embaixo.

Após pintar a blusa de azul, com minhas próprias mãos, deixo ela para secar, o que demoraria por não estar em contato com o sol, mas isso já ajudaria para eu poder andar pelo navio. Sento e fico escondida segurando a espada em mãos caso alguém tente entrar aqui embaixo. Estava sendo complicado ficar acordada o tempo inteiro, de noite ficava atrás de alguns barris e tentava dormir, mas dificilmente conseguia.

Tinha pensado em pagar para o capitão me deixar ficar no navio, porém não tenho certeza se ele aceitaria. “Mulheres dão azar” alguns falavam, o que me deixava com raiva. Só porque eu não tenho uma coisa no meio das pernas não quer dizer que eu não seja capaz, ou que eu dou azar. A solução restante era se camuflar, o que estava tentando fazer agora, mas tinha que esperar a camisa secar. Meu plano era simples, eu me jogaria no mar, depois que a camisa secasse, e diria que o navio onde estava foi atacado, então imploraria para ficar com eles. Como eu já estaria no navio uma força de graça seria boa, eu creio.

Quando ficava entediada, o que acontecia com frequência, relia a carta de minha mãe e depois a de Jay. Era complicado ler no escuro, mas eu tinha uma técnica que tinha aprendido quando tia Jés me mandava pra cama e eu queria terminar de ler um livro. Após reler e já ter decorado o que estava escrito na carta da minha mãe peguei a carta de Jay.

“Oi Lya!

O mundo aqui fora é incrível! A sensação de estar em alto-mar é como eu me lembrava quando criança, empolgante e assustador ao mesmo tempo. Você sabe que eu sempre tive minhas paranoias.

Provei rum, a tia Jéssica não deixava porque dizia que era amargo, bom de primeira é amargo, mas é bom ao mesmo tempo. Também provei uma torta de morango, você adoraria experimentar aposto! As tortas de morango em Nassau são mais, como posso dizer, frescas… Maria deveria aprender a cozinhar como as cozinheiras daqui!

Não acredito que já se passou quase um ano desde que comecei a procurar pela nossa mãe. Fui para Nassau e encontrei algumas coisas aqui que me levam para Whitecap Bay, onde tem sereias. Dizem que elas são assustadoras, mas acho que não vão fazer mal ao herdeiro do mar. Mesmo assim tenho um pouco de receio.

Consegui uma carona até Whitecap Bay então estou partindo agora!

Beijos de seu irmão, Jay.”

 

As cartas de minha mãe e Jay tinham algo em comum. E era Nassau. Eles não disseram, em ambas as cartas, o que tinham encontrado e muito menos onde, eu teria que ir lá para saber. Como esse navio iria para Tortuga torcia que Jack Sparrow, meu pai, estivesse lá. Piratas sempre estavam lá. Só de pensar que teria que revelar para ele que possuía filhos, e eu era sua filha, meu estômago revirava, o que eu não sabia se era fome ou insegurança. Não fazia ideia de como dizer a situação para ele ainda, mas pensava que se ele tivesse sentido um pouco de paixão pela minha mãe, isso ajudaria. Caso contrário iria eu mesma sem ajuda de ninguém. O mesmo que meu irmão fez e nunca mais deu notícias.

Uma brisa soou no local e ficando com frio usei o casaco que tinha pego do rapaz com cicatriz. Rapidamente fiquei entediada novamente e o sono deu boas vindas. Tentei, inutilmente, não dormir, mas eu realmente estava muito cansada e me rendi. Devo ter ficado horas dormindo, e um sono pesado, por que acordei com um grito de um homem. No começo fiquei confusa, depois com medo e raiva.

— Puta que pariu! — era o velhote de antes. — Clandestina no navio! — ele anunciou.

Logo estava presa por uma corda que amarrava as minhas mãos atrás do meu corpo. Os olhares para mim eram perturbadores. O local para o qual me levaram era o convés, estavam decidindo o que fazer comigo. Ou o capitão estava decidindo.

— Como veio parar aqui? — o capitão questionou.

— Entrando. — respondi, alguns riram, mas o capitão continuou com seu olhar severo.

— Coloquem-na na prisão. Depois decidimos o que fazer com ela.

Um dos homens me pegaram e me levaram para baixo, nas prisões. Um sorriso involuntário saiu de meus lábios. Preferia uma prisão com ar, do que um porão imundo. O lugar tinha as celas e também alguns sacos que devem ter pólvora dentro. Me jogaram em uma cela qualquer sem nenhuma cortesia, e jurava que tinha me machucado um pouco.

— Imbecis. — cochichei para mim mesma enquanto eles saiam do recinto.

Já era noite, e eles sabiam da minha existência. Então o melhor a fazer era dormir em paz e sossegadamente.

*

O sono pesado me deixou dormir calmamente, mas então ouvi um barulho estranho que me fez ficar atenta, acordando de um sono sem sonhos ou pesadelos. Fui até o único buraco no local que tinha visão para o mar e percebi que estávamos sendo atacados por um navio estranho, era notável que o navio no qual eu estava ia perder. Esfreguei o casaco, que havia pegado do rapaz, na minha pele e o frio se desfez um pouco, por conta de minha pouca roupa, que era basicamente um casaco e uma camisola branca. As duas cartas se encontravam no bolso do casaco, seguras.

Olhei por todos os lados procurando uma saída da cela. Eu não ficaria ali para ver no que daria. Minhas mãos ainda estavam atadas por uma corda, e procurando algo afiado para me soltar achei um prego, que infelizmente, eu não alcançava. Um rapaz magricelo entrou correndo para pegar as pólvoras. No seu cinto havia as chaves das celas e percebi que só tinha um jeito de sair dali. E eu não gostava desse jeito.

— Ei! — tentei chamar a atenção do rapaz que parou tudo o que fazia para me olhar sem graça e vermelho nas bochechas. Abri um sorriso sedutor. — Pode me ajudar? Tem um cisco no meu olho, e minhas amaras estão doendo. Eu já estou presa… não tenho como fugir. — expliquei falsamente.

O jovem magricelo com as chaves no cinto concordou, e mesmo o seu navio sendo atacado se aproximou para me “ajudar”.

— Ah obrigada… — disse durante o tempo em que ele assoprou no meu olho azul. Quando ele terminou soltei mais um sorriso sedutor e colando meu corpo a grade coloquei minhas mãos para fora mexendo no cabelo castanho dele que corou. — Você é um grande homem. Merece uma recompensa, se vire.

E mais uma vez o garoto imbecil me obedeceu. Sorri com aquilo. Um sorriso de vitória, e rapidamente coloquei minha mãos presas por cima de sua cabeça e chegando ao seu pescoço puxei-o contra a grade. Ele agonizou e depois desmaiou, ou morreu, não sei ao certo. Chegando ao seu cinto peguei as chaves e abri a cela que antes me prendia. Saindo dali consegui me soltar das amarras de corda no prego, após pegando a minha espada que haviam posto ali.

Correndo para fora alguns homens me notaram e ficaram confusos, mas estavam tão concentrados em não perder o navio que não fizeram comigo. Quando cheguei a proa senti as gotas do mar me tocarem e vento em meu rosto, havia ficado tanto tempo lá embaixo e na cela que ao sair tive uma sensação de libertação. Contudo a bola de canhão que passou perto de mim lembrou-me de onde estava e o que acontecia. Agarrei a minha espada sem saber o que fazer ao certo. Eu não sabia como funcionava direito um canhão para poder ajudar os homens desse navio e não havia ninguém do outro navio para mim matar. Resolvi me agachar para proteger a minha vida, todavia o bolso do meu casaco abriu e uma das cartas saiu dele indo para a lateral do navio. Aquelas eram as únicas coisas que eu tinha da minha família caso eu não os encontrasse. Fiquei com receio, mas quando achei que estavam recarregando os canhões fui atrás da carta pegando-a.

— Te peguei! — Sorri agarrando-a.

Foi quando uma bola de canhão atingiu abaixo de onde estava, consegui segurar na parte quebrada do navio mas como não tinha ninguém para ajudar-me a subir novamente acabei caindo no mar. Eu sabia que podia controlá-lo, porém tive medo de machucar alguém por isso. Não sabia controlar direito. Vi uma tábua do navio e me agarrei a ela, cuspindo água, contudo segurando a carta da minha mãe. Ela estava ali, molhada, mas estava comigo. O navio onde estava afundou um pouco depois fazendo alguns homens que não sabiam nadar morrerem afogados e foi quando aprendi uma lição. Se não sabe nadar nunca entre em um navio. Me senti observada e olhei para o navio adversário onde havia um rapaz um pouco mais velho do que eu de cabelos castanhos um pouco comprido me encarando. Comecei a encará-lo também, por causa do capitão dele eu havia perdido a chance de ir tranquilamente até Tortuga. Ele pareceu não gostar do meu olhar intimidador que meu irmão apelidará de “fazer a gente se sentir culpado”.

— Quem é você? — Perguntou ele, enquanto me sentava na tábua de madeira em que estava e tentei inutilmente secar meu cabelo.

— Porque deveria responder a você? — Perguntei encarando ele ainda apertando meu cabelo para tirar a água dele.

— Porque eu posso te ajudar.

— Quem disse que eu quero ajuda? — Ele ficou confuso. Se meu irmão estivesse aqui agora iria dizer que deveríamos ser gratos a eles porque poderiam nós fornecer ajudar. Mas eu estava irritada por eles terem destruído o navio em que eu estava.

Alguém pareceu chamar o rapaz que apontou para mim e então apareceu um homem que poderia ser o capitão do navio. O rapaz e o capitão eram muito parecidos, chutei que eram pai e filho. Logo apareceram várias criaturas estranhas e me senti intimidada, afinal agora não era só um garoto, eram criaturas estranhas e o seu capitão. Uma herdeira do mar podia se sentir intimidada?

— Quem é você? — O homem que parece ser o capitão perguntou, engoli em seco e respondi.

— Lya Bonny.

— O que estava fazendo naquele navio?

— Fugindo.

— De quê? — A pergunta me atingiu em cheio, eu não sabia do que eu estava fugindo, e só agora parei para pensar nisso.

— Eu… não sei ao certo…

— Como vai fugir de algo que você não sabe o que é? — O capitão perguntou, mas não para mim diretamente. Eles estavam desconfiando de mim e então fiquei irritada com eles.

— Olha, eu só sei que eu tive que fugir e deixar pessoas para trás para ir atrás da minha família! Eu estava indo para Tortuga e por culpa de vocês eu não vou chegar facilmente lá! Porque pelo que parece — só parece mesmo, se quisesse mandava eles pro fundo do mar — estou na mão de vocês!

Um murmurinho começou e depois de ainda não ter parado pego o saco de ouro que Jés tinha me dado. Sacudo ele o que chama a atenção das criaturas e dos homens naquele navio. Dou um sorrisinho.

— Se me levar até Tortuga lhe dou todo o dinheiro que tenho. — Na verdade esse não era todo o dinheiro, na minha bota tinha mais, mas eles não precisavam saber disso. Eles pareceram gostar e o capitão sorri.

— Tudo bem criança. Te levarei até Tortuga. — O capitão deu as costas e parou. — Mas não precisa pagar nada. — E então saiu, fiquei surpresa e voltei a guardar o dinheiro junto com as cartas.

Depois que me levaram a bordo tive uma cabine somente para mim. Claro que não era enorme, mas de porão à cabine já era uma evolução. Na cama havia uma legging preta, uma camiseta branca e um corpete preto, que logo descartei por odiar corpetes. Aquilo sempre me deixa sem ar. Junto também tinha um par de botas. Havia também uma toalha para poder me secar. Um sorriso se formou em meu rosto junto com uma pontada de felicidade, que logo evaporou pela seguinte questão: porque me dariam uma cabine, roupas limpas, comida etc, seu eu não havia dado dinheiro? Eu não era ingênua de acreditar em bondade, o que o capitão queria em troca?


Notas Finais


Agradecimento especial para @MVP que é o meu maravilho confidente literário e corretor <3


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