História "Pirralha" - Capítulo 5


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


DESCULPA por demorar pra postar e tals ;-; eu fiquei sem tempo pq.... acontece que a mami da bae nao aceita nosso relacionamento e teve treta daí eu tb fiquei na bad em saber de algumas coisas e deu uma crise de criatividade, Mas agora tá tudo bem! (eu acho)
Até logo!

Capítulo 5 - Rolê no shopping!


Fanfic / Fanfiction "Pirralha" - Capítulo 5 - Rolê no shopping!

Pov. Lúcia.

 -ME LARGA! VAI MOLHAR MINHA ROUPA! EU NÃO SEI NADAR!- Fiz uma cara de dor ao ouvir o grito histérico da Bianca enquanto eu segurava ela nos ombros, ameaçando jogar na piscina.

 

-Relaxa, pirralha, a piscina não é tão funda e eu não vou te jogar. Era só pra convencer você a entrar.- Falei, botando ela no chão e rindo da expressão brava que a baixinha fazia.

 

-Cala a boca! Você não disse que morava com a sua tia? Cadê ela?- Ela disse me dando um tapa no ombro e virando seu olhar para o chão.

 

-Essa hora ela trabalha de enfermeira no hospital que o filho dela, meu primo, Gabriel fica.- Falei dobrando a barra da minha calça e molhando meus pés na água.

 

-O que ele tem?- Mulher curiosa.

 

-Um problema cardíaco, é de família.-Falei receosa, por ser de família, não queria que ela perguntasse se eu tinha algum problema como esse. Ela ainda não sabia. O caso dele é pior que o meu, porém mais fácil de tratar.

 

-Vamos entrar?- Cortei o assunto tirando minha roupa e reparando que ela me observava discretamente.

 

-Hmm, acho que sim. Mas só um pouquinho.-Disse a pirralha desabotoando a calça jeans e sorrindo pra mim que já havia me jogado na piscina. Ela estava tão linda, sua pele naturalmente bronzeada contrastava com seu sutiã e calcinha de cores claras e dependendo de onde o sol batia, ela brilhava. Quando me pegou olhando-a, disfarçou sua vergonha baixando o olhar e reclamando que a água tava gelada. Bati a mão na água, que fez com que molhasse ela.

 

-Ai para!-Fingiu indignação entrando na piscina de uma vez e jogou água em meu rosto. Ficamos um tempo brincando de guerrinha, jogando conversa fora, aproveitando o sol, foi uma tarde muito boa, até que eu pergunto: 

 

-Quer comer alguma coisa?- Falei indo para a escada da piscina. 

 

 -Talvez, o que tem?-Perguntou saindo da piscina e se secando com a toalha que joguei pra ela. 

 

 -Tava pensando em sair pra comer. Quer ir no shopping?-Falei terminando de me secar e me preparando pra um banho. 

 

 -M-mas eu não trouxe nenhum dinheiro.-Disse ela preocupada. Subi para o meu quarto e abri meu guarda-roupa, sendo seguida pela pirralha com a toalha enrolada em seu cabelo. 

 

 -Deixa que eu pago pra você, quer tomar um banho antes? Eu te emprestaria uma roupa, mas você esqueceu de crescer.-Falei pegando uma roupa pra eu vestir depois do banho e rindo da reação "séria" que ela fazia.

 

 -Vai toma no cu, sério que você paga pra mim? Eu posso te pagar depois?-Disse juntando as mãos em seu cabelo ainda molhado. 

 

 -Não precisa me pagar, vai tomar um banho, não vou te levar no shopping cheirando a cloro.- Falei apontando para a porta do banheiro no meu quarto e alcançando uma toalha limpa pra ela. Desci as escadas indo para o banheiro do andar de baixo.

 

 Depois de terminar o meu banho, vesti minha calça jeans rasgada no joelho uma camiseta branca fina de manga comprida. Peguei a roupa que Bianca deixou na piscina e subi direto para o meu quarto.  

 

-Toc toc, eu trouxe sua roupa, posso entrar?- Falei esperando uma resposta. 

 

-Calma aí.- Imaginando que ela iria demorar, me encostei na porta e soltei um longo suspiro. 

 

Depois de um tempo, ela abriu a porta, só que eu ainda estava encostada nela o que resultou em: Eu caí por cima dela que estava só de toalha. Por reflexo eu não larguei meu peso em cima da garota e me apoiei com as mãos ao lado de sua cabeça. 

 

 Nossos rostos estavam próximos e os corações acelerados. Eu a olhava nos olhos e ela de volta, nossa respiração se fundia e o tempo estava passando. Eu senti algo diferente em mim, talvez seja amor? Ou o meu coração avisando pra eu me acalmar a menos que quisesse cair morta. Aquilo estava tão bom, mas tive que falar alguma coisa:

 

-D-desculpa, eu tava encostada na porta e você abr- Falei nervosa me levantando e saindo de cima dela, mas fui interrompida tanto de terminar minha fala quanto de me levantar. 

 

 -Tá tudo bem, foi um acidente.-Disse ela vermelha, colocando suas mãos em volta do meu pescoço, me acalmando de certa forma.

 

Ela foi chegando perto, e perto, nossos corpos se chocaram e ela estava a poucos centímetros de me beijar, só que... 

 

 -Meowww.- Fetuccine, meu gato, nos interrompeu subindo nas minhas costas e implorando por atenção. 

 

 -Meu bebê quer atenção hein?- Falei com AQUELA voz me "soltando" da pirralha e pegando-o no colo. Não valia a pena eu continuar ali, cortou o clima.

 

 -Você não falou que tinha um gato.- Disse a pirralha ajeitando a toalha em seus fartos seios e fazendo carinho no meu filho.

 

-Você não perguntou.- Falei encostando meu rosto no pelo caramelo e macio dele.

 

-Se veste aí, rápido por favor, não sei o que acontece se você chegar tarde em casa.- Joguei a roupa em seu colo e me levantei, saindo do quarto com o gato em meu ombro. 

 

Peguei minha carteira e jaqueta na cadeira da cozinha e me larguei no sofá. Tirei meu celular do bolso e já vi uma mensagem nele. Era o Pedro.

 

'Como vai o encontro?'

 

'Melhor do que vc vai estar se continuar fazendo isso' - Respondo emburrada, lembrando do "acidente" que tivemos minutos atrás. Se for pra gente ter alguma coisa vai ser pra ela me usar, como tem sido ultimamente. Foda que ela é linda. 

 

 'Ta bem ta bem eu paro, mas eu sei q vc gamou nela, cuidado pra n se fude de novo lulu' - Apelidinho do carai. 

 

'tb to meio loca com isso, ela é gente boa mas vai que é igual né pedro?'  

 

'sei nao hein, pelo menos as coisas vão bem comigo e o bruninho s2' - Mas é um viado apaixonado mesmo. 

 

 'vcs são lindos juntos s2' - Digitei com um sorriso, feliz pelo Pedro. Ele é meu melhor amigo afinal, desde que nos conhecemos ele sempre me apoiou, me ajudou e vice versa. Ele é demais. 

 

Ouvi os passos na escada e virei meu rosto para o local, era ela. Puta que pariu, de novo não. Ela parou na frente do espelho na parede da sala e ajeitou o boné em sua cabeça. Colocou com a aba pra frente e fez careta. Virou pra trás e também fez careta. A pirralha não sabia que eu estava ali.

  

-Fica mais bonita pra trás.- Me pronunciei pegando o boné de suas pequenas mãos e colocando na minha cabeça. 

 

-Que susto! Por que não avisa antes?

 

-Tô gata assim?- Coloquei o boné imitando a mesma careta que ela tinha feito antes.

 

-Tá linda.- Falou com uma cara de peixe morto mostrando a língua. Devolvi com um sorriso de dentes. Fui pra porta e peguei a chave da moto.

 

-Vamos comeeeer!- Dei o boné pra ela junto com o capacete. 

 

-Ai Lúcia, de moto não, por favor.- Baixou a cabeça se escondendo nas próprias mãos.

 

-Mas a gente chega rapidinho!

 

-Esse é o problema!

 

-Eu vou devagar.-Do lado de fora, já tranquei a porta, seguindo direto pra garagem.

 

-Promete?- Ela estendeu seu dedo mindinho. Que fofa.

 

-Prometo.-Fiz o juramento de mindinho já montada na moto ajudando a baixinha a subir.

 

~No shopping~

 

-Eu quero algo com cheddar e você?-Falei suspirando e procurando por um Burguer King na praça de alimentação.

 

-Mc. Que a força esteja na sua carteira.- Falou observando que eu pegava minha carteira de Star Wars.

 

-Vai lá pegar tua comida, vou pegar meu lanche e achar uma mesa. Fica com o troco.- Entreguei uma quantidade de dinheiro que Bianca se assustou. 

 

-Ao longo do ano eu te pago, riquinha.- Falou correndo para o McDonald's. Minha tia diz que todo esse dinheiro foi por causa dos trabalhos sujos que meus pais faziam. Eu sempre quis saber mais sobre isso, mas ela nunca cedeu.

 

-Cheddar duplo, case-se comigo.- Sentei em uma mesa no centro da praça de alimentação, não foi difícil achar uma mesa vazia, o shopping tava vazio. Acenei em direção da pirralha.

 

Ela se sentou na minha frente e sem falar nada enfiou um monte de batata frita na boca, nem vou criticar, pois eu não estava diferente.

 

Após terminarmos de comer ficamos andando pelas lojinhas. Eu estava adorando passar um tempo com a pirralha. Ela parou na vitrine de uma loja e disse:

 

-MEU DEUS. Que blusa linda! Merda, justo hoje que eu não trouxe dinheiro.- Ela fez uma cara de bichinho que caiu do caminhão.

 

-Vem aqui!- Puxei ela pelas mãos pra dentro da loja.- Pega e prova a blusa que eu compro pra você.

 

-Você tem que parar de me mimar! Mas presente não pode recusar então eu aceito, Luci.- Luci? Apelido agora?

 

-Luci? Até que você demorou para criar um apelidinho.- Me sentei no sofá que tinha na frente dos provadores e ela estava em uma das cabines toda felizarda.

 

-Ficou bom? Acho que tá muito grande.- Abriu a porta do provador e se virou de frente pro espelho.

 

-Não ficou grande, só falta uns botões.- Me levantei e a ajudei a fechar os três últimos botões localizados na nuca, que ela não alcançava. Ela se assustou e corou com o toque de minhas mãos geladas em suas costas bronzeadas, mas em momento algum recuou.

 

-Agora ficou bom.-Finalizei ao fechar o último botão.

 

-Sério?- Afastou uma mecha que caiu em seu rosto. Assenti e perguntei se ela queria mais alguma coisa.

 

-Não, obrigada.

 

Ela fechou a porta, tirou a blusa e já jogou pra eu ir pagar. Nos dirigimos ao estacionamento.

 

-Nossa, como esfriou. Nem parece que fez tanto calor durante o dia.- Falou se encolhendo e cruzando os braços.

 

-Pega aqui.- Cobri ela com a minha jaqueta. Qualquer pessoa perceberia que ela amou esse meu gesto. Coloquei a sacola no compartimento do banco da moto e montei nela. Novamente ajudei a pirralha a subir e segui o caminho até a casa dela.

 

Eram 20:27 quando chegamos, espero que não seja tão tarde pro pai dela. Descemos da moto e eu a acompanhei até a porta. 

 

-Toma aqui a sua jaqueta.

 

-Fica com ela ainda tá frio, me devolve na Segunda.

 

Ela foi chegando perto de mim, meu coração foi acelerando, ela queria me beijar e eu não iria recusar. Os corpos se tocaram e ela me olhava intensamente nos olhos com as mãos em meu pescoço e na ponta dos pés. Minhas mãos escorregaram para sua cintura. Finalmente, seus lábios macios se chocaram com os meus. Ambas moviamos as bocas como se precisássemos do beijo pra viver. Aprofundando o beijo, apertei sua cintura e a trouxe para mais perto de mim. O ar se fez necessário e paramos o beijo. Estávamos ofegantes. Meu peito doía de tão rápido que meu coração batia. Saindo do meu abraço a garota se dirigiu a porta e disse muito corada:

 

-Até Segunda, Luci.

 

 

 

 


Notas Finais


(really não sei qndo vai ter mais cap maaaas vou fazer o meu possível pra ser rápiduu)
!Me gusta ler comentarios!
Tchauzin!
Batata frita


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