História Pisicopata. - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Psicopatas
Exibições 4
Palavras 741
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Relatos - Pai I


Fanfic / Fanfiction Pisicopata. - Capítulo 2 - Relatos - Pai I

28/11/2016

*Joseph Woolder Blair

*Pai


- Eu  acho  que  cobrei  muito  dela. Achei  que  estava  certo, mas  na  verdade  apenas  a  tornei  pior...

Acho  que  na  verdade, todos  que  ela  conheceu ate hoje a afetou de alguma forma,acredito que da pior forma. 

Ate  a  mae  dela  morrer  e  ela  mesma  me  dizer "agora  podemos  ficar  em  paz, e  ela  também" Carmem  era  uma  garota  aparentemente  normal, era um amor. Uma garota inocente. 

Na  sua  infância, as  vezes  eu  tinha  pena  dela  pois sua  mãe vivia  indo  na  escola  "fazer  escândalo" por  pouca  coisa.Havia professores  que  nao  gostavam  nem  de  Carmem  e  nem  de  Carmelia.

Carmem  tambem "sofria" por  ser  acima  do  peso, desde  que  começou a  estudar  com 5 anos ela reclamava. Reclamava de ficar sozinha sempre, que os colegas só a procuravam para humilhala. 

Ela  nunca  fez  drama, também por  que  sabia que  a  mae  sempre  iria  fazer  ela  passar  vergonha  na  escola.

Em  casa  nao  era  diferente. A  mãe queria  que  ela  fosse  perfeita. Que  fosse  a  filha  perfeita, que  arrumava  a  casa, tinha  amigos  e  quem  sabe  ate  cozinhasse.

Quando  Carmelia  começou a  adoecer, Carmem a  ajudou.

Carmelia  tinha  mania  de  lavar  as  roupas, especialmente  as  pessadas, no  tanque, tinha que  enchaguar  erguendo  elas, mas  Carmem  só queria  ajudar  a  mãe ou  pelo  menos  não ser  chingada  de  Filha  da  Puta, pamonha  ou  apanhar. 

Eu  a  ajudaria se nao  tivesse que sempre  estar  viajando  para  construir  casas.

Uma  tarde, quando  estava  em  casa, fui  buscar  um  exame  de  Carmelia  e  Carmem ficou com  ela  em  casa  para  ajuda-la.

Quando  voltei, vi  Carmelia  com  um  pote  embaixo  da  boca  com  sangue  e  Carmem  me  contou:

"A  mãe estava  la  fora  comigo , me  vendo  estender  roupas, quando  eu  entrei  em  casa  para  pegar  mais  prendedores. Quando  eu  ia  atravessar  a  porta  de  entrada  a  mãe gritou "CARMEM  PEGA  UM  POTE" corri  para  pega-lo  e  quando  cheguei  ate  ela, sangue  saia  de  sua  boca, depois  de  um  tempo  parou"

Quando  ouvi isso  fiquei  assustado, quis  levar  ela  pro  médico, mas  ela  nao  quis  ir, disse  que  ficaria  bem.

Mas  quando  a noite chegou, o sangue voltou a sair. Um pote pequeno ja nao ajudava mais, pegamos uma bacia. Carmelia ameaçava as vezes vomitar, quando conseguia falar algo, dizia que aquilo tinha gosto e cheiro de ovo podre. Carmem sempre teve pavor de vômito, tanto de vomitar quanto a ver pessoas vomitando. Carmem chegou a se ajoelhar e se curvar pedindo a Deus que ajudasse sua mãe. Nada resolveu. 

Depois  de  um  tempo Carmelia se  convenceu  que  tinha  aue  ir  para um  hospital. 

Pegamos  carona  com  um  vizinho. Carmem  foi  esperta... Assim  que  voltei pra  casa  para  ajudar  a  mãe dela  a  ir  ate  o  carro, a  coitada  ja  estava  com  casacos  e  documentos nossos  em  mãos para  ir  pro  hospital, havia engolido  o  choro. E  a  mãe dela  estava  lá.

Quando  chegamos  ao  hospital, nao  conseguiriam ajudar  Carmelia, ligaram para  um  consultório de  odontologia  para  nos esperarem  e  fomos  ate  lá.

A  bacia  estava  quase  cheia. Chegamos  lá  e  Carmelia foi direto pra sala do consultório. 

Eu  e  Carmem  ficamos do  lado  de  fora  ouvindo  os  gritos  de  dor  de  Carmelia, isso  depois  de  eu  ter  jogado  todo  aquele  sangue  fora. 

Carmem  também passou  apertos por  conta  de  sua  fobia  a  vômito, pois  a  mãe tinha  problemas  no  estômago, e  sempre  passava  mal  no  meio  da  noite  quando  Carmem  era  mais  nova.

Tirando  a  escola, aonde  a  chamavam  de  gorda, chegavam  a  bater  nela  por  ela  ser ''inutil'', nenhum  professor  nunca  via  ou  acreditava  nela.

Voltando  para  a  doença de  Carmelia... Carmem  que  a  acompanhava  nas  consultas, e  cada  vez  que  um  médico ia  olhar  a  boca  de  sua  mãe, ela  gritava,Carmem  via  que  aquilo  doia, acredito  que  ela  torcia  que  sua  mãe morresse logo.

Carmem  sempre  pedia  a  Deus  que  fizesse  aquilo  parar,sempre  que  a  mãe tinha  un  ataque, sempre que  ela  vomitava  ou  gritava  de  dor.

Uma  vez  Carmem  disse "nao  posso  ficar  triste, tem  gente  que  passa  por  coisa  pior" e  ela  sempre soria.

Acredito  que  na  cabecinha dela  de 11 anos, aquilo era pior. 

Ela  sempre gostou  de  coisas  de  terror  e  tudo  mais, mas  senti  que  apartir  de  seus 14 anos, isso ficou maior, sua mae morreu quando ela tinha 12 anos, eu me desabei em lágrimas, ela nao chorou,ela foi forte, ou talvez ela estava aliviada. Nao sei. 

Acho  que  o  buraco  que  tinha  no  rosto  de  Carmelia, de  uma  cirurgia  que  não cicatrizou, ensinou  Carmem  a  nao  ter  medo.

Ela  mesma  me  disse  isso.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...