História Plano A - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Original, Romance, Yuri
Visualizações 5
Palavras 1.832
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, FemmeSlash, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Capítulo Três


Isadora passou alguns dias tentando falar novamente com Manuela mas parecia que o destino estava contra ela pois todas as vezes que a encontrava no corredor ela estava acompanhada de algum aluno ou outro professor o que impossibilitava qualquer ação do lado da garota.

Mesmo tentando sempre sair da sala depois de todo mundo, Manuela já sabia seu truque então não a esperava dentro da sala de aula como era de costume de todos os professores, havia bloqueado seu número de telefone e a garota não achava legal mandar mensagem de outro número de telefone.

Mas a coisa estava se tornando insuportável já que por vezes pegava a professora olhando de relance para ela durante a aula mas desviava o olhar todas as vezes que seus olhos se encontravam. Ou vez ou outra que a professora passava por ela, sentia seu perfume e seu estômago lhe dava um salto.

Vinicius e Henrique já estavam começando a reclamar que a garota estava diferente e, como bons melhores amigos, achavam um absurdo ela não contar o que tanto a incomodava ao ponto de ficar quieta na maior parte do tempo.

Porém lá pelo final do primeiro mês, Isadora tinha uma redação para entregar, nela viu a chance de escrever um bilhete sem dar tão na cara já que ninguém iria ver além da outra.  

O plano era: Faria a redação e entregaria duas folhas, a segunda seria uma carta pedindo que Manuela parasse de ignorar a garota. Tudo correu bem, apesar de seu coração disparar feito louco e seu cérebro cozinhar para conseguir que a redação fosse de uma folha inteira sem sobrar uma linha no final.

Neste dia não se atrasou para sair, colocou as folhas na mesa junto a pilha dos alunos e tentou em vão um contato visual. Colocou sua mochila nos ombros e saiu da sala um pouco menos aflita já que havia finalmente tentado algo.

“Oi Manuela, Ou devo te chamar de srta. Cavalcantti?

Sei que você está surpresa de eu estar em sua grade de alunos, Mas acredite, eu estou tanto quanto você!

Eu não fazia ideia que isso poderia acontecer, eu nem sabia que você era professora e aliás eu não seu muito a seu respeito já que foram apenas dois dias.

Porém nesses dois dias eu me diverti e tive, tenho, vontade de repeti-lo. Você é uma pessoa legal pelo pouco que sei sobre você e eu gostaria de conhecer mais, Mas fica difícil quando você finge que eu não existo.

Por favor, fala comigo fora do colégio.

Xxx - Isa” 

--

Manuela estava sentada em sua poltrona do escritório de seu pai enquanto relia a carta pela terceira vez naquele dia, seus olhos não desprendem do papel quando seu pai entrou na sala. 

-- Ei - chamou ele baixinho. Manuela levantou os olhos e sorriu de leve ao ver o homem.
-- Ei - cumprimentou ela. 

Com um passo monótono, ele sentou -se na cadeira em frente a filha. Á olhou como se a examinasse e depois de um suspiro disse:

-- O que falamos sobre trazer trabalho para casa? 
-- Não é trabalho - disse ela balançando de leve a folha. - ou pelo menos não deveria ser.
-- Posso? - perguntou ele.
-- Melhor não - disse Manu dobrando o papel e guardando dentro de sua agenda 
-- Entendo. - falou ele com a voz calma. - você sabe que pode me contar não é?
-- Sei sim - disse ela com um aceno da cabeça - mas eu nem queria ter algo para contar, nem sei se tenho. - ela apoiou o rosto na mão. 
-- Bom seja lá o que for - disse ele dando um tapinha nas próprias coxas - eu estou aqui e sei que você vai se sair bem 
-- Papai… - disse ela o encarando. - quando você e mamãe se conheceram vocês tiveram muitos problemas? - perguntou ela.
-- Minha filha, Você sabe a história toda. Mas sim tivemos, naquela época não era bem visto uma mulher mais velha ficar com um cara tão novo quanto eu era - disse - mas não a um dia que eu não me sinta orgulhoso de nós dois. E de você também - finalizou se levantando. - o almoço está servido.

Manu fez um aceno positivo com a cabeça mas não se moveu de imediato. Adorava a história dos pais, Mas sabia que não era igual, elas não estavam apaixonadas. Como Isadora mesmo escreveu, elas nem se conheciam, porém  a professora se irritava um pouco com isso pois qual seria o problema de ignorar alguém que nem se conhecia?

Ela sabia que o problema era exatamente ao contrário, tinha algo em Isadora que Manuela queria conhecer, só não sabia o que exatamente. Ela pegou a agenda e guardou na bolsa e se levantou levando seu celular consigo.

Depois do almoço pegou seu celular enquanto se sentava ao lado dos pais na sala de estar. Procurou pelo número de Isadora e o desbloqueou. Encarou por um momento a foto da garota antes de digitar:

“Ok, podemos conversar” - enviou. Logo pode ver o status “online” logo depois: “digitando…”

“Se importa de vir a minha casa? Não é longe do colégio e eu estou cuidando da minha irmã”

Por um segundo Manuela achou aquilo um absurdo mas depois achou fofo ela cuidar da irmã.

“Ok, estou a caminho.” - ela levantou tão rápido que seus pais que conversavam distraídos se assustaram. 

-- Preciso ir - falou ela dando um beijo rápido em cada um. 
-- Ok, me deixe saber - falou seu pai lhe dando uma piscadela. 
-- Saber o que? - a pergunta de sua mãe foi a última coisa que ela escutou antes de sair para a garagem. 

Ela olhou novamente o celular Isadora havia mandado a localização e realmente não era longe do colégio e então ela seguiu o gps até lá. 

A casa de Isadora era imponente, dentro de um grande condomínio de casas. Manuela teve que mostrar seus documentos para poder entrar, ela estacionou seu carro no meio fio e caminho pelo Jardim até a porta.

Seu dedo indicador tocou a campainha que não demorou para ser atendida. Em sua frente Isadora segurava uma criança no colo, a menina era a cara da irmã mais velha.

-- Entra - disse com a voz baixa e deu passagem para Manuela. 

Isadora colocou a menina no chão.
-- Diz oi Bella - falou Isadora e a garota estendeu a mão para Manuela.
-- Oi - disse com uma voz infantil e Manuela apertou de leve a pequena mão.
-- Muito prazer - disse com um sorriso, a menina sorriu e seus grandes olhos verdes estavam brilhantes. 
-- Ela é bonita mana - falou Bella olhando para Isadora.
-- Eu sei - falou Isadora com sinceridade olhando para a criança. - por que você não vai com Lurdes para o Jardim? - disse e Manuela pode perceber a moça que estava na soleira de uma outra porta do Cômodo. 


Prontamente Bella concordou e correu para a moça que a levou para fora.


--  Desculpa fazer você vir até aqui - disse Isadora dando um aceno com a cabeça para a garota á seguir.
-- Tudo bem, realmente não é longe da casa dos meus pais. - disse ela.


Manuela foi levada para um outro Cômodo, era uma sala de estar enorme com um grande piano preto ao canto e tudo muito decorativo. Isadora se sentou e Manuela fez o mesmo numa poltrona em sua frente.

Isadora vestia uma calça jeans com um chinelo simples, constatando com o glamour da sala. Ela passou as palmas das mãos nas pernas e encarou Manuela.

-- Quero te pedir desculpa - falou ela com uma voz calma 
-- Por?... - Manuela arqueou as sobrancelhas.
-- Por não te falar sobre estar no colégio - falou como se medisse cada palavra.

Manuela demorou um pouco para responder na realidade havia se dado conta o quão ridícula era aquela conversa.

-- O problema não é você estar no colégio - falou ela, Mas sua cabeça estava rodando em alta velocidade agora. - o problema é você ser minha aluna. - disse.

 Não poderia dizer que havia tido pensamentos impróprios para uma pessoa que mal conhecia ou pior, que era menor de idade ou ainda sua aluna.

-- Posso mudar de sala ou de colégio…
-- Não seja ridícula - soltou sem pensar. Isadora arqueou os ombros como se protegesse. - não, não foi isso que eu quis dizer.

Manuela se calou, Isadora a olhava.

-- Não temos nada Isadora - falou. 
-- Sim eu sei, Mas por que não podemos ser amigas? - perguntou ela. Manuela piscou.
-- Você quer ser minha amiga? 
-- Ue nós temos gostos em comum. - falou ela com tanta sinceridade que Manuela se sentiu uma idiota por um momento.
-- Eu achei…
-- Que eu queria te pegar - falou Isadora esboçando um sorriso. - sim quero! - exclamou - mas não posso neh! - falou ela de uma maneira tão óbvia que Manuela riu.
-- Deixa eu ver se eu entendi: você quer me pegar mas já que não pode quer ser minha amiga? - falou Manuela olhando para um ponto qualquer na sala.
-- Isso - disse Isadora - na realidade eu quero te conhecer melhor, te pegando ou não. 
-- Humm....


Manuela não podia mentir que não estava mais confusa do que quando chegou ali. Ainda tinha o beijo em sua mente mas realmente fazia tempo que a mesma não tinha uma conversa com tanto conteúdo quanto teve aquele dia com a garota.

-- Amigas então - falou Manuela olhando para uma Isadora que sorria. 

Apesar de não saber muito bem o que aquilo significaria, as duas se encararam por um momento.

-- Ótimo - disse Isadora por fim - preciso te mostrar algo - disse se levantando e indo até uma gaveta do criado mudo que ficava ao lado do sofá. 

De lá tirou um livro e entregou nas mãos de Manuela, Que olhou a capa, Matadouro 5 era o nome do mesmo. 

-- É bom? - perguntou Manuela 
Eu gostei - disse Isadora em pé em sua frente. - quero saber sua opinião depois. 
-- Você está me dando lição de casa? - riu Manuela. Isadora colocou as mãos nos bolsos da Jeans e deu de ombros. 

 

Então era isso, Manuela e Isadora eram amigas. A amizade mais esquisita que Manuela havia tido na vida mas também era a mais engraçada dos últimos tempos. Elas fizeram um pacto que Isadora não trataria Manuela como amiga dentro do colégio para não comprometer a postura das duas.

Mas não era raro as vezes que foram longe dali almoçar juntas enquanto discutiam sobre tudo o que achavam legal, por alguns momentos ela achou uma boa ideia porém conforme o tempo passava, parecia que a intimidade fazia o sangue das duas correr mais rápido pelo corpo de ambas.



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