História Plano Mestre - Underland - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Undertale
Tags Asgore, Asriel, Chara, Frisk, Papyrus, Sans, Toriel, Undertale, Undyne
Exibições 32
Palavras 1.344
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu disse que iria retornar em dezembro, mas acabei enviando o capitulo um pouco mais tarde...vocês sabem que eu deixei a fanfic em hiato até fazer a prova da federal, mas a grande surpresa é que.. eu não fiz a prova.
Calma, vou explicar, eu estava estudando MUITO pra essa prova, mas estavam ocorrendo problemas com minha inscrição, fui atras da escola para resolver isso, mas como não estava informada de nada acabei perdendo o prazo. E existe outro problema ( como se não bastasse esse) a partir de agora na minha escola vai ter o programa Escola "viva", ou seja vou ter que sair de lá para estudar em uma onde só existem marginais... Espero que compreendam.
Alem disso eu estou com um bloqueio criativo enorme para fazer historias sobre undetale, então pode demorar para acabar.
Bom é só isso, espero que gostem do capitulo!
boa leitura!

Capítulo 9 - O peso de uma dúvida


_ Ande mais devagar, Undyne – Digo arfando, estava cansada de subir tantas escadas.

_Calada, você atrapalhou meu treinamento, não vou seguir mais nenhuma ordem sua.

_Não é uma ordem, é um pedido...

_Você é uma humana e não está acima de mim – diz Undyne olhando fixamente para mim – mas como Toriel quer te fazer alguém da elite, seus pedidos viram ordens.

_Então eu ordeno que ande mais devagar – digo de forma rápida. 

_... Você não dispensa nenhuma oportunidade – Falou séria.

_Jamais – parei na metade da escada, olhando para cima na tentativa de perceber se estávamos ou não chegando perto do quarto de Undyne – Eu me lembro de que você possuía uma casa, o que aconteceu com ela?

_Nada de mais – falou se se encostando ao corrimão da enorme escada espiral – Desde que Toriel assumiu novamente o trono ao lado de Asgore, mandou todos os guardas para o castelo, e claro, eu não fiquei fora disso.

_ E como é seu quarto? – pergunto.

_ Por que não vê você mesma? – após sua fala, começou a andar novamente pela escada, notei que ela estava meio tonta assim que quase tropeçou em um dos degraus, sem dúvidas era pelo cansaço.

A cada degrau da escada, dava uma espiadela no andar de cima, minha expectativa era de chegarmos logo ao quarto de Undyne estava indo embora, mas assim que esse melancólico pensamento passou por minha cabeça, Undyne retirou uma chave do busto de sua armadura, parando em frente a uma porta feita de madeira e pintada de branco.

_Já que você quer tanto assim ver o quarto, por que não abre você mesma? – Falou Undyne.

_ Eu deveria? – Digo revirando os olhos até meados de seu rosto.

_ Deveria, a elite tem total controle sobre os quartos do castelo – Disse jogando a chave em minha direção, com sorte consegui pega-la, não estava a fim de repetir todo o percurso das escadas novamente em busca de uma simples chave – E porque isso me pouparia um movimento meia-lua com a mão.

Suspirei abrindo a porta, se viveria no castelo de agora em diante, tinha que aprender a me comportar como alguém da elite.

A porta fez um rangido ríspido quando abri. Pensei que eles rebaixavam os guardas somente por esse detalhe, mas todo esse pensamento de desgosto desapareceu assim que observei melhor seu quarto por dentro.

Havia uma janela média no centro do quarto, suas bordas eram beges e seus vidros estavam completamente limpos, a presença de alguns raios de sol deixava o quarto mais bonito. A cama de solteiro estava encostada parede, ao lado do criado mudo, acima dele, uma rosa vermelha se destacava no cenário branco do cómodo. No chão, somente um carpete cinza. Diferente do quarto de Toriel que apresentava um piso brilhante e chamativo.

Undyne me explicou que o quarto na verdade era uma suíte. E que somente os guardas reais mais avançados em seu trabalho possuíam esse privilegio.

O ambiente era pequeno e simples, porém bonito.

_ A única coisa que me falta é um guarda-roupa – falou Undyne, abrindo a porta do banheiro – Por enquanto, guardo parte de minhas roupas nesse cabideiro.

O móvel não me chamou muita atenção, estava apenas preocupada com o fato de não ter visto um vestido por lá, ficava me perguntando de onde ela tiraria uma roupa que coubesse em mim, já que a única coisa presente nesse cabideiro era uma capa escura de couro e um chapéu.

_ O que você esta procurado mesmo? – Pergunta olhando para mim, ainda permanecia do lado de fora do banheiro.

_Um vestido – Disse, tentando olhar mais uma vez para o cabideiro, na tentativa de conseguir ver mais alguma roupa, mas Undyne cravou minha atenção assim que começou a rir.

_Você acha mesmo que eu guardo minhas roupas antigas aqui? – Falou dando altos risos, indo em direção à cama.

_ Você disse que guardava todas suas roupas ne-

_Minhas roupas antigas – Disse, interrompendo minha fala, enquanto puxava uma mala marrom que se encontrava de baixo da sua cama.

Ela tirou um vestido azul com muitos detalhes. Levando em consideração a personalidade de Undyne, como ela pode um dia usar isso?

_ Esse vestido era seu? – digo pegando ele de sua mão, o fazendo abrir na minha frente.

Meus olhos se arregalaram quando o vi por inteiro, não vou negar, mesmo um tanto cafona, era lindo.

Sua costura dava ênfase no estilo vitoriano, sendo estufado e repleto de babados na bainha. Havia duas luvas pregadas com um alfinete na lateral, eram pretas e formavam vários losangos apenas com as linhas, no final, imagens de quatro naipes se repetiam sem a menor cautela.

_Está esperando o que? Vá vestir isso logo, tenho que voltar para o treino.

Após sua fala, retornei ao banheiro, agora prestando mais atenção no local. Comecei a me despir, colocando o vestido logo em seguida. Despreguei as luvas pondo-as em minhas mãos. Olhando para um espelho enorme ao meu lado, esse vestido parecia ser feito para mim.

Encarei o cabideiro por algum tempo, observando o pequeno chapéu que se encontrava no seu ponto mais alto, sendo preto e com uma flor em sua lateral, combinaria com meu vestido, mas acredito que Undyne não me deixaria usa-lo.

_ Tenho que admitir, ficou muito bom em você – Falou Undyne, assim que viu sair do banheiro, pegando a chave de seu quarto acima do criado mudo – Só espero que a Toriel não queira mudar ele para vermelho.

Rapidamente me lembrei do que Sans havia me falado mais cedo, o motivo de eu estar aqui com Undyne.

_ Undyne! – Gritei, fazendo ela se virar, deixando de abrir a porta – Por que... Vermelho?

Sei que não era exatamente a melhor pergunta para descobrir o porquê de tudo isso estar acontecendo, mas foi à primeira coisa que me veio à mente.  

_ Toriel deve gostar de vermelho – Disse olhando para o lado, sua expressão não demonstrava nada além de frieza.

_Não... Ela detesta vermelho – Falei chegando um pouco para frente. Os raios de sol sumiram nesse momento, deixando o local mais tenso do que estava prestes a ficar.

_Então por que todas as tulipas foram pintadas de vermelho? - Disse tentando imitar uma expressão confusa, acreditando que eu cairia em mais um de seus truques.

_Por que não me diz você? – Parei bem na sua frente, senti uma brisa gélida percorrer parte de meu corpo, ninguém desse castelo bateria de frente com a Undyne, mas eu estava prestes a mudar isso – O que aconteceu com Underground?  - Disse de forma autoritária.

_Underland – Falou me corrigindo.

_Underground! – Gritei, batendo minha mão em uma parede próxima, isso não causou nenhuma reação na guarda real – Me diz o que aconteceu durante esses sete anos! Por que tudo está diferente? Parece que vocês estão vivendo no próprio “país das maravilhas”.

_Não ouse chamar Underland por esse nome terrível! – Falou brava, podia facilmente ver o ódio em seus olhos.

_É um conto infantil! O que tem demais nisso?!

_Tudo! – Gritou bem alto, batendo com força seu pé no chão, pude o sentir treme – Eu não sei por que ainda estou discutindo com você, saia daqui agora – Ela pegou em minha mão me levando com certo cuidado para o lado de fora de seu quarto.

O ódio de Undyne havia sumido de um momento para o outro, era como se alguém estivesse controlando seu modo de agir.

_Espera! – Falei colocando meu pé entre a porta, impedindo-a de fechar - Só me diz... A Chara tem alguma coisa haver com isso?

O lugar ficou silencioso, podia ouvir certos ruídos vindo de outros quartos, além da respiração de Undyne, que agora se encontrava mais pesada.

Eu realmente não devia ter tocado nesse assunto.

_Tem... – Falou abaixando a cabeça – E não é só a Chara.

Após sua fala, fechou rapidamente a porta do quarto, lembrei-me rapidamente da voz que havia ouvido enquanto ainda estava presa no manicômio. Aquele ruído de pixels se quebrando, com certeza era ele que estava fazendo certa parceria com a Chara.

Mas quem seria tão mau a ponto de se juntar a ela? 


Notas Finais


É isso pessoas, leiam minha outra historia! https://spiritfanfics.com/historia/story-of-my-life-6986387
bye <3


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