História Plastic Promises - Capítulo 6


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Categorias Eddsworld
Tags Eddsworld, Mattedd, Tomtord, Yaoi
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Palavras 2.646
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - New Divide


Fanfic / Fanfiction Plastic Promises - Capítulo 6 - New Divide

P.O.V TORD

Eu assisti a cena antes de me retirar, eu tinha o costume de admirar a paisagem pela janela do meu escritório. Os soldados abriram caminho para que eu passasse.

- Levem Matt para meu escritório quando ele acordar. - Ordenei antes de ir em direção ao meu querido escritório. Lá, atrás de minha cadeira, tinha uma janela grande que me dava uma visão clara de parte da base e das montanhas poucos metros daqui.

- Nunca pensei que você se atrasaria pra isso, Tord. - Ouço a voz familiar de Edd e percebo ele olhando pela janela. Eu não dou uma palavra, apenas fico ao seu lado. - Silêncio também é uma das poucas coisas que esperava de você.

Ficamos em silêncio por alguns momentos, admirando a visão que aquele lugar nos privilegiava. Ninguém moveu os olhos, nem mesmo quando Edd decidiu suspirar e quebrar o silêncio.

- Temo que não poderei ficar aqui, ao seu lado, desta vez. Perdão.

- Está perdoado. - Respondi e quando olhei pro lado, a imagem daquele garoto começava a desaparecer, com um sorriso no rosto. Ele disse algo como '' Espero te ver logo. '' e sumiu, como um conto de fadas. - Adeus, Edd.

Me sentei na minha cadeira, encarando os papéis e cartas de outros exércitos. Geralmente os generais só me mandavam correspondência quando querem ajuda com algo ou para guerras, eu nunca respondo se eu não tiver uma boa razão para isso.

- Senhor ? - Pat entrou na sala, eu não conseguia dizer se aquela cara se dava ao fato de ter chorado muito ou por não ter dormido. - Podemos conversar ?

- Certo. - Dei uma resposta simples e ele andou até a minha mesa, me encarando.

- Eu sempre te considerei um amigo. - A fala dele me fez levantar uma sobrancelha, confuso.

- Eu não vejo o motivo disto ter de acabar.

- Você está agindo um pouco... Extra. - Pat deu uma pausa, observando minha reação. - Está agindo mais violentamente, tem mais fome por poder e está aceitando guerras mais vezes do que deveria. Estamos perdendo mais e mais soldados com isto.

- E o que isso tem haver com a nossa amizade ? - Perguntei, quase cortando sua fala.

- Tenho que admitir, senhor, eu tenho um pouco de medo do que você é capaz de fazer. Depois daquele acontecido com o papo de traidor, nosso nível de amizade caiu drasticamente. Ainda te considero um amigo, não me entenda da maneira errada. 

- Você veio aqui só por isso ? Já terminou ?

- Eu estou deixando de ser seu braço direito, irei ser um soldado normal como os outros. - Pat disse, cortando minha fala. Demorei um pouco para processar e só o encarei com os olhos arregalados, eu não tinha mais um ajudante, um está morto e o outro está se retirando. Eu suspirei.

- Como quiser. - Fiz um sinal e ele me entregou o crachá dourado que continha o nome do meu antigo ajudante. Abri uma das gavetas e peguei o crachá de prata que ele usou antes da minha chegada na Red Army, o entregando. - Boa sorte.

Pat sorriu e colocou o crachá, finalmente se retirando da minha sala. Apenas alguns minutos depois, uma garota, uma das minhas melhores amigas, entrou.

- Senhor, Matt acabou de acordar. - A garota de cabelos azuis me avisou. Eu vi parte do cabelo ruivo do meu amigo ao lado dela.

- Obrigado, Laurel. O mande vir. - Ao meu comando, ela confirmou com a cabeça e foi embora, então Matt entrou na sala. Ele já estava com o uniforme, com o crachá e com uma bandagem em volta do lugar onde seu olho ficava. 

- Queria me ver ? - O ruivo pergunta, com um rosto assustado e com uma respiração pesada, provavelmente porque perdeu um olho.

- Preciso te explicar algo, é sobre o Edd. - Me levantei , pegando uma pasta com várias folhas dentro. Na capa, estava escrito '' criaturas conhecidas ''. Eu abri e passei as páginas até ver '' anjos da guarda '' escrito em negrito. Ele andou até meu lado e eu limpei a garganta, começando a ler. - Anjos da guarda, obviamente, são pessoas que faleceram, mas não cumpriram seu papel na Terra ou querem proteger alguém. Eles não usam uma auréola na cabeça pois não atingiram o nível de descanso eterno, algo que só é conseguido depois que todas as pessoas protegidas por ele se conformem que a tal criatura já se foi. Esses anjos possuem asas extremamente grandes para confortar e aquecer seus amigos quando precisarem. É comum que, quando alguém se conformar com isto, ele desapareça do nada e deixe as coisas como se ele nunca estivesse por volta.

Embaixo do texto, havia algumas fotos das criaturas e raio-X de suas grandes asas. Também havia uma pena grudada no papel com uma fita, era rara, já que as penas costumam sumir com seus portadores... Edd foi o anjo que eu não consegui matar.

- É por isso que ele sumiu ? - Matt perguntou, com uma voz que me fazia pensar que ele ia chorar.

- Exatamente, mas não se preocupe, essas criaturas sempre estão observando seus entes queridos. - Tentei o confortar e guardei a pasta. Neste momento, Laurel voltou correndo.

- Red Leader, a experiência 8169 voltou a seu estado normal. - Ela disse, segurando uma folha. Eu segurei meu queixo, pensando por um momento.

- Ao menos conseguiu a informação ? - Perguntei e ela confirmou com a cabeça, me entregando a folha. Ela tinha conseguido informação do monstro, até colocou um pedaço da escama dele grudado na folha. Eu coloquei a folha na pasta e me virei para olhar para Laurel. - O traga aqui.

Ela sai correndo. Olho para Matt e percebo a cara confusa dele, olhando para o nada. Eu pensei se era uma boa ideia contar quem a experiência era.

- Matt, a experiência 8169 é o Tom, estávamos o estudando para termos conhecimento da forma monstro dele. - Ele arregalou os olhos e balançou a cabeça em confirmação.

- Entendi. Mas como assim ele voltou para ao estado normal ? - Suspirei ao ouvir a pergunta, parecia que Matt sempre tinha uma pergunta nova.

- Na hora que você sugou o sangue do pescoço dele, você deve ter sugado a parte química que o fazia permanecer naquela forma. - Expliquei e ele ficou analisando minha fala, tentando entender.

Logo, alguns soldados chegaram, segurando os braços de Tom atrás de suas costas, ele já estava em sua forma humana. Eu ordenei que soltassem e os soldados fecharam a porta depois de o jogarem na sala. O garoto de cabelo espetado estava com a roupa rasgada em algumas partes e algumas artérias e veias se destacavam em um roxo escuro.

- Tenho uma proposta, Tom. - Eu me aproximei dele, enquanto ele me encarava e Matt observava, calado.

- Antes de tudo, o que Matt está fazendo aqui ?! - Tom pergunta, elevando a voz. Eu olhei para o ruivo antes de voltar meu olhar para meu querido amigo.

- Oh, ele ? Ele foi esperto e aceitou minha proposta. - Respondi, com um sorriso pequeno. - Pra começar, eu sinto muito.

- Curativos não curam tiros. - Ele disse, poético. - Qual a proposta ?

- Você faz parte da Red Army e ganha proteção de qualquer coisa. - Ao ouvir minha fala, ele olhou para os lados, pensando.

- Podemos conversar em privado ? - Tom perguntou.

- Matt, sabe aquela menina de cabelo azul ? A procure e fale que te mandei para o treinamento. - Ordenei e aquele narcisista saiu da sala, fechando a porta assim que saiu.

- Você me fez matar milhões de inocentes e agora quer que eu me junte a você ? - Tom pergunta, irritado.

- Você já estava ao meu lado, não vai fazer diferença. - Tentei o convencer.

- Eu não quero ser um assassino, não quero ser contra a lei ou um procurado. - Ele protestou.

- Um assassino você já é, agora um contra da lei ou procurado você decide. Se juntar a um exército não vai te tornar algo assim.

- .... Eu não sei atirar muito bem. - Tom confessou, olhando pro lado.

- Você pode ser um dos cientistas, ou da equipe médica. - Sugeri, eram um dos poucos cargos não tão importantes que estavam disponíveis. Ele me olhou.

- Serei um cientista... Nem sabia que tinha esse cargo - Tom respondeu e eu sorri.

- Na Red Army, tem. Encontre Bing ou Larry e converse com eles, esses dois são os cientistas mais importantes. - Assim que o pedi para fazer isso, ele se retirou. Eu voltei para minha cadeira e abri a pasta com informações dos membros, comecei a ler, entediado, mas só prestei atenção nos cargos das pessoas que conhecia.

P.O.V TOM

Depois de conversar com Bing, eu tive de vestir uma roupa meio estranha, mas era porque, de acordo com ele, eu estava sendo treinado para virar o líder da equipe de ciências. Basicamente, era uma roupa igual a daquele Tom do futuro que conheci uma vez, só faltava o óculos e o corte de cabelo. Eu saí daquela sala (Que, por sinal, era a mesma que me acorrentaram) e comecei a andar pela base. Eu via soldados andando pra todo lado, alguns tanques de guerra e helicópteros.

- É mais bonito do que eu pensei. - Falei comigo mesmo e na mesma hora, do nada, parte da minha visão ficou escura e acabei esbarrando em algumas pessoas. - Perdão, não faço ideia do que está acontecendo, minha visão está péssima.

Senti o soldado me agarrando pelo braço e me levando pra algum lugar, e então ouvi ele explicar tudo pra alguém, que me deitou em uma maca. Eu mal conseguia ver quem era. Senti uma agulha atingir minha veia e eu comecei a ficar tonto. Apaguei em poucos minutos.

- Time Skip : 4 horas -

Acordei completamente cego e comecei a entrar em pânico, algumas pessoas me seguraram e começaram a me dizer que tava tudo bem.

- Tudo bem ?! EU NÃO VEJO NADA ! - Reclamei.

- É porque retiramos seus olhos. - Um deles explicou.

- É O QUÊ ? - Gritei, ainda mais desesperado. Eu sentia uma bandagem em volta dos meus olhos. - EU VOU FICAR CEGO ?!

- Não, é claro que não ! - A pessoa riu. - Não poderíamos ter um cientista cego.

- Mas por quê tiraram meus olhos ? - Perguntei, mais calmo.

- Depois de exames, descobrimos o início de um câncer em seu olho, retirar seus olhos era a melhor forma de impedir que o câncer se espalhe. - Outra voz explicou e eu senti a bandagem sendo retirada.

- Como que eu.. - Nem tive tempo de terminar e senti algo sendo colocado em cima do meu rosto e senti a agonia quando minhas artérias se conectaram com algo tão frio que parecia metal. Senti um forte choque depois de um arrepio, algo que me fez arquear as costas. Minha visão voltou assim que ouvi um '' conectado ao cérebro com sucesso. '' .

- Está enxergando ? - A voz perguntou e eu olhei em volta, surpreso e assustado ao mesmo tempo. Eu apenas confirmei com a cabeça, incapaz de dizer algo.

- O que vocês fizeram ? - Perguntei, levando minha mão em direção a meus olhos, senti algo que parecia um pequeno tablet e minha mão foi iluminada por uma luz verde que parecia vir da tela.

- É algo que inventamos. - A primeira voz disse e me deu um espelho. Eu percebi que era aquele '' óculos '' que o meu eu do futuro usava.

- Vejo que meu olho foi útil. - Ouvi a voz de Matt e olhei em direção. Ele me olhava, com um olho robótico substituindo o real que foi retirado. Ele estava usando o uniforme comum da Red Army.

- Matt ! Então, como foi o treinamento ? - Me levantei, o olhando. Nós saímos andando daquela sala e fomos até um lugar que era um pouco parecido com um refeitório.

- Foi bem legal até ! Hillary mudou e agora tem paciência pra isso. - Eu congelei, não sabia que Hillary estava aqui.

- Hillary ? Sargento Hilarson ? - Perguntei, quase sem acreditar.

- Ele mesmo ! - Matt pegou um copo de leite e eu, um copo de Smirnoff. Nos sentamos em uma das mesas e percebemos Pat e Laurel conversando na mesa ao lado. - E aí, caras ?

Laurel acenou para o ruivo e Pat sorriu para ele. Eu fiquei um pouco confuso com o fato de Pat não estar sentando na mesa que foi criada para os cargos mais elevados, mas não perguntei.

- Por que estão sozinhos ? - Desta vez, foi Matt que perguntou.

- Oh, nós costumávamos passar tempo com Paul e Tord aqui. Mas... Paul está, infelizmente, morto. - A voz de Pat se entristeceu um pouco e ele pausou antes de continuar. - E Tord deixou o grupo, agora ele vive no escritório dele, fumando.

- Um brinde para a Red Army ? - Laurel propôs e até eu e Matt participamos. - Vocês são novatos aqui, certo ? É melhor já ficar sabendo que Red Leader está planejando declarar guerra ao exército do sul e ele não pega leve.

- Quando que ele vai descansar ? Acabar com essas guerras desnecessárias ? - Reclamei.

- Quando ele acabar com nós. - Pat respondeu. Todos nós trocamos olhares e começamos a rir.

- Hey, vocês dois são bem legais. Querem se juntar à nós ? - A garota perguntou. Eu e Matt nos olhamos antes de responder.

- Seria uma honra ! - Falamos ao mesmo tempo. Os dois sorriram e abriram espaço para que nos sentássemos com eles e assim fizemos. Na hora, Ringo pulou na mesa, nos olhando e Matt fez um cafuné nele.

- Este gato virou o mascote daqui. - Laurel explicou.

- Ele tem mais de 13 anos, um amigo nosso era o antigo dono dele. - Eu disse, fazendo os dois soldados ficarem surpresos com a idade avançada do gato.

- Acha que ele ainda vai viver muito ? - Matt pergunta do nada. Isto me fez pensar.

- Talvez, ele vai ir quando for o tempo dele. - Pat resolveu falar algo.

ATENÇÃO ! UM RECADO DO LÍDER ! - Hillary entrou na cafeteria e apontou para uma pequena caixa de som no canto da cafeteria.

- O exército do sul declarou guerra, a guerra está agendada para daqui a quatro dias. Como sabem, o exército do sul sempre foi um inimigo nosso, bem antes que eu assumisse o cargo e esse inimigo é poderoso. Temos menos armas, menos soldados e com menos planos ! Irei precisar da maior quantidade possível de pessoas nesta guerra. Lembrem, se você for para uma guerra, você está pronto para morrer. - E todo mundo começou a conversar quando a mensagem acabou. Eu estava afundando em pensamentos, agora eu era parte de um exército e eu tenho que proteger esse exército com a minha vida. Pela expressão facial de Matt, ele pensava o mesmo. Pat e Laurel tinham caras determinadas.

- Pela Red Army ? - Pat colocou a mão no meio da mesa e então Laurel colocou a mão em cima, assim como Matt e, finalmente, eu. Nós levantamos as mãos pro alto depois disso, como aqueles acordos em grupo feito por adolescentes.

- Não vamos desistir. - Todos nós falamos ao mesmo tempo.

Não só a história, mas Edd também têm seus olhos em nós.



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