História Platonic - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Harry Styles, One Direction, Romance
Exibições 110
Palavras 2.809
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Ecchi, Escolar, Festa, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Slash, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Último capítulo de hoje genteeeeeee 👑

Capítulo 10 - Vingativa? - Parte I


Harry

Será que eu bebi?

Que porra que eu estou vendo?

– Mas que... – Seus pés começaram a se mover em minha direção e eu praticamente me engasguei tentar dizer qualquer coisa. Hannie sorria de uma maneira tão...simples e eu comecei a temer. 

Ela ia fazer alguma coisa, não ia? 

Olhei para trás sem saber o que fazer, mas os caras estavam mais confusos do que eu.

Que merda, o que está acontecendo?

Quando percebi que nenhum deles ia tentar me ajudar ou até mesmo me explicar alguma coisa, voltei a olhar para frente e quase caí para trás. Hannie estava ali, a um palmo de distância e eu senti medo, muito medo. É isso aí, Harry Syles está com medo de uma garota.

– Bom dia Harry! – Ela disse de uma maneira...alegre?

– Bom...dia – Respondi desconfiado e muito confuso.

– Eu queria... – Antes que ela pudesse terminar o que pretendia dizer, a interrompi baixando o tom e me aproximando dela ainda mais.

– O que está fazendo?

– O quê?

– Por que está assim? – Sua testa franziu após me ouvir e eu apertei com força as alças da minha mochila sob os meus ombros meio que nervoso.

– Assim como?

Suspirei amedrontado e continuei.

– Assim, é...estranha, não deveria está me batendo ou sei lá, insultando? – Hannie me olhou sem dizer nada por uns dez segundos, dez longos segundos, até que finalmente ela resolver abrir a boca.

– Olha, eu só quero conversar com você, só isso, mas se não quer... – Seu tom foi se baixando e percebi aqueles olhos grandes ficarem tristes e úmidos.

Merda!

E eu comecei a me sentir um idiota e dos grandes. De novo.

– Não! É...é claro que quero conversar, na verdade eu ia fazer isso mesmo de qualquer maneira, então – Olhei ao redor e continuei – Vem comigo – Quando estava prestes a tocar em seu braço para guiá-la, olhei de relance para a minha mão e percebi que Hannie fazia o mesmo.

Não, isso é aproximação demais.

Rápido mudei o gesto e apontei para onde a estava levando. 

É, eu sou patético. Droga.

Narradora On

Hannie e Harry sentaram no banco mais próximo que viram. A garota virou o seu corpo de frente para a lateral do corpo de Harry, colocando as pernas uma de cada lado de fora do assento e ajeitando a sua saia para que nada demais aparecesse e ele acabou fazendo o mesmo ao vê-la se acomodar melhor, apenas deu um jeito na calça e voltou a se sentar. Agora os dois estavam frente a frente, sem saber quem deveria começar a falar primeiro. 

Narradora Off

Eu sabia que ali estava a grande chance de tirar essa culpa que me tirava o sono e me perturbava, mas era muito estranho, estranho demais, porque dá de contar no dedo as vezes em que eu e Hannie ficamos em um mesmo lugar sem brigar e olha que não passou de quatro vezes.

– É...você parece bem. 

Não sei porque disse essa merda, mas ela sorriu e involuntariamente olhei para a sua boca. Sem nenhum batom.

– Sabe, eu fiquei muito triste e com uma raiva tão grande de você pelo o que fez. Sei que a nossa convivência nunca foi boa, desde o início, mas...eu jamais pensei que pudesse fazer algo do tipo, que fosse capaz de pensar em uma crueldade daquela – Ela falou calmamente.

– E-eu sinto muito, de verdade. Desculpe, por favor! – Em um ato desesperado e sem pensar direito, pus as mãos em cada um de seus joelhos e percebi que ela se assustou no mesmo instante em que senti a região quente da sua pele e o modo como seus olhos arregalaram me fizeram recuar imediatamente. 

Aproximação demais cara, aproximação demais. 

– Tinha... – Pigarrei nervoso e tentei continuar – Tinha que ter dado tudo certo, como eu planejei. Você ficaria com raiva, mas depois íamos continuar brigando, como fazemos desde o começo e... bom... – Decidi calar a boca já que não conseguia pensar em mais nada que fosse útil. Eu a observei atentamente enquanto ela fazia o mesmo comigo. Era estranho e me incomodava, não sei bem o motivo, mas me incomodava, talvez porque ela estava tranquila demais ao invés de estar puxando o meu cabelo, não que eu quisesse isso.

– Então, só fez isso para tirar uma com a minha cara? – Hannie perguntou e dessa vez ela foi irônica.

– Bom... – Eu não ia dizer a verdade, não toda, porque vai que ela arranca mais cabelo de mim – Foi. Foi só ‘pra’ te sacanear – Confirmei na cara de pau.

– Sei – Ela respondeu desconfiada. 

O silêncio surgiu entre nós e continuamos nos encarando, até que eu decidi falar sobre algo que eu estava achando muito estranho.

– É...eu queria te perguntar uma coisa.

– Diga.

– Por que...bom – Tossi de mentira só ‘pra’ ter tempo de organizar as ideias e logo continuei – Por que está falando comigo assim? Sabe, sem gritar, bater ou ficar me chamando de perna de bambu, cabelo de ninho, vassoura ambulante, poste humano...– Sua risada explodiu impedindo que eu continuasse e eu fiquei ali que nem um otário olhando para ela, começando a ficar puto de raiva. Finalmente quando a garota percebeu que eu não estava achando a menor graça, foi parando aos poucos com o escândalo.

– Isso é muito engraçado Harry, você tem que confessar – E aquela irritação foi se dissipando ao ouvir o que ela disse.

– Espera aí, repete – Pedi feito um idiota, mas não consegui conter o sorriso.

– O quê?

– O que você disse.

– Han...desculpa por rir – Ela deu de ombros e revirei os olhos impaciente.

– Não a outra palavra.

– Que outra palavra?

– A outra palavra! – E eu comecei a ficar ainda mais impaciente.

– Que palavra?!

– A que você falou!

– Falou o quê?!

– Falou o que...han?

– Mas que caramba! Diz de uma vez! – Ela começou a gritar e eu percebi que era melhor parar ou eu ia apanhar. Hannie notou que eu estava com medo...digo, estava surpreso, surpreso e me olhou curiosa deixando a carranca de lado e abrindo um pequeno sorriso tímido.

– É que... – Levei uma das mãos até a minha nuca e pressionei meus dedos ali por poucos segundos um pouco nervoso – Você me chamou de Harry.

– E? – Perguntou sem demonstrar nenhum pouco de emoção.

– E? Qual é, cadê os apelidos? Você não me chama assim.

– Mas, mas eu te chamei pelo nome quando te vi.

– Mas eu achei que era coisa da minha cabeça – Dei de ombros e continuei – Então, estamos quites.

– Quites? Como assim? – Ela perguntou.

– É...só aceitar as minhas desculpas Hannie.

– Ooolha, eu... – De repente seus olhos arregalaram de tanta surpresa me fazendo rir.

– Você, você me chamou de Hannie – Ela disse como se eu tivesse falado a coisa mais impossível de se ouvir.

– E? – Repeti bem humorado o que ela havia dito e prossegui já que ela apenas riu concordando – Mas eu também te chamei pelo nome quando te vi – Ela fechou a cara, franziu a testa um pouco confusa e eu quis rir.

– Então acho que não prestei atenção – Dessa vez eu ri quando ela fez uma careta engraçada – É Styles, agora estamos quites mesmo.

– Não! Me chama de Harry, isso é bem legal de ouvir – Tentei não sorri ‘pra’ que ela não veja que estou meio que gostando dessa nossa conversa. Hannie deixou escapar um sorriso fraco como se não tivesse gostado do que eu havia dito. Mesmo desconfiado, deixei o pensamento de lado e foquei nela, mas o sinal acabou tocando.

– Temos que ir para a sa...

– Quando... – Não deixei que ela continuasse e prossegui – Pedi desculpas, eu falei sério, porque fiquei meio mal pelo o que fiz – Meio? Quem dera se fosse meio, mas não podia ser muito frouxo e dizer toda a verdade – Olha, eu não sei direito como falar essas coisas, acho que não pensei que um dia pudesse dizer isso para alguém, então...me desculpa mesmo, por favor! – Hannie me olhava de uma maneira indecifrável, muito esquisita.

– Eu...han...bom – Ela levou seu dedo indicador até a ponta do nariz e começou a coçar ali bem rápido – Eu já disse que fiquei com raiva, triste... – De repente ela parou como se tivesse entrado em um tipo de transe e acabou afastando a mão de seu rosto, prosseguindo – Mas...já passou – Ela abriu um sorriso largo, um pouco robótico – Eu te des...desculpo! – Rápido ela se levantou saindo de cima do banco e eu acabei fazendo o mesmo e aos poucos o clima entre nós foi ficando estranho, ainda mais embaraçoso e eu sabia muito bem o porquê e Hannie também.

– É melhor... – Comecei a dizer e ela acabou concluindo o meu pensamento.

– Isso! Vamos dar um aperto de mão – Antes de fazermos o que pretendíamos, ficamos nos olhando por alguns segundos. Eu não sabia se agora ela estava pensando a mesma coisa que eu, mas acabei lembrando que na festa na casa do Zayn ficamos bem mais do que próximos e agora não conseguíamos nem nos tocar, mas...mas aquilo foi apenas para provocá-la, não foi algo que eu queria fazer de verdade, foi estranho demais, mas não ruim, só...diferente.

Ah cara está bem, eu gostei da bunda dela roçando quase no meu pau.

– É...seria estranho a gente... – Abri a boca para falar algo, mas outra vez foi ela que acabou completando o que eu pretendia dizer.

– Se abraçar.

– Isso! – Ela estendeu o seu braço e me apontou a mão bem na minha cara. Um pouco receoso eu a toquei e senti a maciez da sua palma e me surpreendi. O mínimo que eu esperava eram mãos de lutador, tipo toda arrebentada e não tão delicada como era. 

Ah, qual é? Ela vive me batendo, quer dizer, tentando me bater. 

Logo nos afastamos e voltamos em silêncio para frente do prédio já que a porta da parte de trás ainda estava fechada.

–Você achou que fosse eu? –Perguntei aflito.

– Que fosse você? Como assim?

– Que eu fosse seu admirador – Notei que ela havia parado no mesmo instante e eu fiz o mesmo, virando meu corpo para encará-la de frente.

– Por que está me perguntando isso? – Percebi que ela queria por um muro entre nós, um ainda mais alto, só que eu não deixaria.

– A abby contou para o Niall e ele me disse agora pouco – Expliquei vendo a sua expressão mudar de receosa para furiosa, então prossegui – Não vou zoar nem nada, eu só quero saber, por favor – Pedi tentando ser educado, o que achei estranho 'pra' porra fazer isso na frente dela, já que só nos insultavamos, mas quando vi um brilho de entendimento e compreensão em seus olhos, suspirei aliviado.

– Eu...Bom – Ela estava nervosa, eu percebi que estava – Não vou mentir já que te contaram. Sim Styles, eu achei que você.

– Mas por que? Por que eu? – Não sei se soei tão desesperado como eu verdadeiramente estava.

– Harry, eu e as meninas apenas achamos, não precisa surtar com isso, eu não estou apaixonada por você – Dizer que não fiquei aliviado seria uma grande mentira. Fiquei e muito.

– Que alívio! – Respondi sem pensar e vi como seus olhos arregalaram e antes que eu pudesse me desculpar ela interrompeu.

– Isso não importa agora, só quero saber porque fez aquilo na festa, por que dançou daquele jeito comigo e me provocou daquela maneira no carro sabendo que mal nos suportávamos. 

Puta que pariu! Puta que pariu!

O que eu vou dizer?

– Não pense em alguma desculpa, só quero a verdade.

Ah merda! Por que eu tinha que me sentir tão culpado?

– Tudo bem – Suspirei derrotado enquanto concordava – Eu só queria te irritar, só isso, mas você não me bateu ou se afastou, então ... – Levei uma das mãos até a nuca e cocei ali tentando não sorrir ao lembrar de como ela estava a vontade.

– Não faça mais aquilo – Seu tom duro e repreendedor me fez encará-la e perceber que ela não iria admitir que gostou. Então só balancei a cabeça afirmando, mas quando eu pretendia falar qualquer coisa só para puxar assunto, Hannie disparou em direção a algo, ou melhor, alguém e vi que eram Abby e Norah que acenavam para ela, mas quando fiz questão de cumprimentá-las, as duas mostraram o lindo dedo do meio. É, acho que elas já sabem o que eu fiz.

Que porra! Acabei de perder um ponto com a Norah.

Droga!

O dia passou devagar, bem devagar, ainda mais que o Liam e as meninas ficaram estranhos comigo a manhã inteira e não sou eu que vou atrás de alguém e por mais que eu tenha meio que feito as pazes com Hannie, não ia ficar grudado nela, ainda não fiquei desesperado para isso.

O aviso do teste de jogadores do time de futebol para o torneio no final do ano já estava no mural do corredor e apenas isso deu uma agitada no meu dia e me inscrevi na hora. No intervalo, preferi ficar sozinho na sala de aula, mesmo com a insistência de Niall, Zayn e Louis para ir ao refeitório com eles, já que expliquei como tinha me resolvido com Hannie e o quanto me esforçaria  para ser amigo dela. Tudo estava bem enquanto eu ouvia o meu som, até Candice aparecer toda carente e eu não estava nem um pouco com cabeça ‘pra’ comer ela e a garota ficou puta e saiu rebolando aquela bunda gostosinha para longe, mas o estranho foi ver Hannie entrando na sala minutos depois de Candy ter ido embora. A olhei curioso enquanto ela se aproximava. A Stevens era meio estranha, às vezes eu me perguntava porque ela usava o uniforme grande desse jeito, porque a saia chegava no joelho, realmente eu mal podia vê-lo, o moletom era do tamanho de um cara que jogava futebol e nem vou falar da sapatilha de crianca e a meia curta.

– As meninas estão com raiva de você – Disse parando em minha frente.

– Eu sei e o Liam tambem, enfim, o que faz aqui?

– Bom, agora que estamos de bem, queria te convidar para ir a minha casa.

O quê? Han? Oi? Como?

– Na sua casa? – Perguntei desconfiado. A verdade era que eu queria saber se ela havia bebido ou algo assim. O que será que ela quer com isso? Transar? – Olhei bem para seu rosto tentando decifrar qualquer emoção que surgisse, mas só percebi que ela não usava maquiagem, nem um pouco. Nada contornando os olhos grandes e castanhos, nada nas bochechas levemente redondinhas e nada mesmo na boca pequena e carnuda.

É, até que a Stevens é bonitinha, só é muito sem graca.

– Bom, eu quero te ajudar a ficar de bem com eles de novo – Voltei a olhar para o seu rosto enquanto ela falava.

– E por que não faz isso agora? Por que tenho que ir à sua casa?

– Porque aqui eles tem como escapar e lá não.Você pergunta demais, sabia? custa fazer o que eu estou pedindo? – No final acabei concordando, já que fazia sentido.

– Tudo bem, estarei lá. Quer o meu número?

Hannie

Idiota!

Esse perna de bambu vai me pagar muito caro pelo o que fez. Só sendo um burro mesmo para acreditar que eu ia perdoá-lo assim do nada e ainda mais ter tanta intimidade para chama-lo de Harry. Não sei como tive tanto autocontrole para não acabar metendo a mão na cara desse poste, vassoura ambulante, AAAAAARGH! Eu nunca vou ser amiga desse cretino! Ele me fez acreditar que...que ele era o meu admirador. Ah, mas como eu fui uma anta, muito anta mesmo!

E aquela filha da mae da Abby foi abrir a boca justo 'pra' quem!

É Liam voce tinha razão.

Não sei se aquele comprido do Styles acreditou completamente em mim, mas se for à minha casa como disse que iria, significa que estava em minhas mãos.

...

Quando cheguei em casa aos prantos e corri até a porta dos fundos, subindo imediatamente para o meu quarto, liguei para Norah e contei tudo a ela e pedi para que falasse tudo para Abby, porque eu não tinha cabeça para mais nada. As duas chegaram a minha casa em segundos e eu sabia que elas podiam sentir toda a minha dor. Não demorou nada além de poucos minutos para que a ideia de vingança surgisse em minha cabeça e rapidamente contei a elas, óbvio que no início foram super contra, mas então eu fiz meu drama e mostrei ainda mais todo o meu sofrimento e enfim consegui as convencer e comecei a organizar o bendito plano.

...

Estava muito ansiosa esperando que o idiota chegasse, já que pelo visto ele não era muito pontual. Abby e Norah já estavam em meu quarto enquanto eu estava na sala andando de uma lado para o outro, mas pelo menos meus pais ainda estavam trabalhando, porque o meu pai com certeza surtaria se visse um garoto subindo para o meu quarto.

A campainha tocou e praticamente corri pulando por cima do sofá e logo fui abrindo a porta um pouco ofegante.

 – Oi Harry – Os cantos dos meus lábios começaram a se erguer de uma maneira bem angelical. 

Se eu sou vingativa? Nem um pouco.



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