História Platonic - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Harry Styles, One Direction, Romance
Exibições 95
Palavras 3.417
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Ecchi, Escolar, Festa, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Slash, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oiiii Divas 👑
Então é difícil eu por algo grande nas notas iniciais por conta da pressa, mas hoje decidi parar e agradecer por todos os leitores, os novos e aqueles que ainda não desistiram de ler minha história. Bom, como estão perdendo, estou cumprindo com minha promessa de cinco capítulos por dia e agradeço muito pelo carinho de vocês. Então essa nota é mais para agradecê-los pela paciência e tudo mais, essa história foi a primeira que levei até o fim e compartilhá-las com vocês significa muito, então muito obrigada por lerem.

Agora só irei postar um e mais tarde o restante, por conta dos compromissos do dia-a-dia.

Então vamos lá!

Capítulo 16 - Assim Fica Difícil Styles!


Hannie

A saia de pregas e o moletom eram de um bonito azul marinho. A camisa social que era usada por baixo do moletom, também era azul, mas de um tom clarinho e o paletó de cor mais forte também fazia parte do uniforme, mas apenas nos dias mais frios como o de hoje. Minhas pernas estavam cobertas por uma meia calça preta e uma sapatilha da mesma cor acomodava os meus pés. Meus cabelos caíam como cascatas sobre os meus ombros e costas, mas eu já me sentia tão empacotada que se deixasse toda essa cabeleira solta, não iria me sentir confortável, então o prendi em um rabo de cavalo e passei um pouco de maquiagem, algo leve para esconder um pouco a fraca olheira. Pus um pouco de rapidez ao arrumar a bagunça que fiz ao me vesti e escrevi um pequeno bilhete para os meus pais avisando que havia acordado mais cedo para preparar a apresentação para um trabalho, ou seja, pura mentira.

É, estou mentindo até demais para eles ultimamente, mas nesse caso era necessário. 

No momento em que pus os pés para fora de casa, senti vontade de voltar para dentro, pois estava tão escuro ainda e as ruas completamente vazias e sombrias que fizeram o meu corpo tremer literalmente e não era de frio. Respirei fundo tentando criar coragem e enfim comecei a ir ao meu destino, correndo com toda a rapidez que podia por nas pernas. Pelo menos se alguém me vir, não vai querer se aproximar por me achar louca.

Se eu não estivesse tão cansada e ofegante, teria caído de joelhos e agradecido aos céus por enfim ter chegado a casa de Harold que não era muito longe da minha, apenas quatro quarteirões. Fiquei alguns segundos tentando acalmar o meu coração que estava quase saindo do meu peito de tão acelerado e foquei na casa a minha frente, até pegar o meu celular que estava na mochila e ver o horário.

6:15 AM

Que droga! Eu não falei para aquele cabeludo me esperar?

Chamei todos os palavrões possíveis em pensamento e pensei em uma maneira de fazê-lo vir até mim.

Primeira opção: Ligar para ele.

Isso! Ele pegou meu numero quando o convidei pra ir em minha casa e... ele nao mandou mensagem, entao nao tenho a porcaria do telefone dele.

Segunda opção: Bater na porta.

Mas não quero acordar a mãe dele.

Caramba! E agora?

Vaguei os meus olhos ao meu redor tentando pensar em algo e também verificando se não havia alguém por ali, então decidi ficar mais próxima da casa por precaução, até que as batidas das pedrinhas uma contra a outra quando caminhei por elas fez com que uma ideia surgisse de repente.

Pedrinhas! É isso!

Aflita por está ali sozinha, agachei rapidamente pegando algumas, mas quando me preparei para acertar a janela do Styles...mas que droga! Haviam três no andar de cima, então só tinha uma solução. Esperei a sorte está ao meu lado quando sacudi as pedrinhas em minhas mãos e joguei a primeira que acabou caindo em cima do telhado. 

Joguei a segunda e ela foi para o lado, nem se quer tocou na casa.

Preparei-me para jogar a terceira, até que um pequeno barulho soou de uma das janelas, foquei meus olhos na que estava sendo aberta e um Harold arrumado surgiu.

Sorri grandiosamente e acenei com empolgação, mas ele apenas revirou os olhos e fez um sinal para que eu esperasse e voltou para dentro do quarto. Nada mais e nada menos que um minuto depois ele surgiu atravessando a porta da sua casa e inconsequentemente me prendi em cada gesto seu, enquanto ele se aproximava de mim.

– Ei – Ele disse sem um mínimo de empolgação ao parar em minha frente.

– Nossa! Sua alegria me contagia – Ironizei.

– Você me fez acordar cedo e eu não tenho o tempo todo do mundo para você, então fala logo, abre a boca de uma vez.

Mas que cretino!

– Ei! Olha como fala! Eu vim...

– Estou esperando – Sussurrou entredentes.

Argh! Seu idiota! Se eu não quisesse me redimir tanto, teria acertado essas varas de pernas na minha frente, se bem que...

– Querido, eu não te obriguei a nada, você concordou com isso por livre e espontânea vontade – É. Eu não consegui calar a boca.

– Por que você acha isso? – Ele perguntou após alguns segundos em silêncio me observando de um jeito estranho e uma ira muito grande.

– Porque você está aqui – Disse o que era óbvio e mais uma vez ele ficou calado por um tempo. 

Santa paciência.

– Então, como pretende me ajudar? – Perguntou e eu revirei os olhos.

– Bom, eu vou falar com o diretor.

– Espera aí. Com o diretor? Você me fez acordar cedo para isso? – Ele perguntou como se eu fosse muito maluca e idiota. Respirei fundo tentando conter meus extintos selvagens e acenei com a cabeça confirmando.

– Depois você vai é me agradecer – Concluí.

– E por que eu tenho que ir nessa merda? – Harry Styles e sua famosa boca suja.

– Sabe, você pergunta demais, aliás, como nós iremos?

– Eu que pergunto, só tenho uma bicicleta e...

– Então o que está esperando?

– O quê?

– Olha, às vezes você é bem lerdo quando quer, eu estou dizendo para ir pegar a tal da bicicleta.

– Está falando sério? – Ele perguntou surpreso e continuou – Vai querer ser vista em uma bicicleta?

– Está me perguntando isso? Sério mesmo? Seria mais fácil me perguntar se não queria ser vista nela com você, aí sim seria um problema – O Styles bufou impaciente ao me ouvir, pelo menos ele sabia que eu não estava falando sério.

– Você é muito estranha garota, mas isso não importa agora, prepare essas pernas porque é você que vai pilotar – Minha expressão endureceu no mesmo instante e eu quase pedi aos céus para jogarem cotonetes porque eu realmente duvidava que estivesse ouvindo direito.

– Ficou maluco?! – Esbravejei.

– Não. Olha, eu não sei andar naquela coisa, ela é muito pequena e...

E assim eu explodi em risadas.

– É melhor parar ou vai andando sozinha – Ele disse com toda a calma do mundo e no mesmo instante eu me calei.

– Tudo bem – Disse me esforçando ao máximo para não deixar escapar uma risadinha – Vá logo pegar essa mega bike – Ele bufou irritado e começou a ir em direção a garagem enquanto eu me contorcia de tanto rir.

Realmente pensei que ele estava de brincadeira, mas não, a bicicleta realmente era pequena, aquelas de crianças de sete anos e o melhor de tudo isso e mais hilário foi vê-lo praticamente agachado segurando o pequeno transporte enquanto o conduzia até mim.

– Ainda não entendi esse teu plano, mas vou te dar uma carta branca – Falou já bem próximo de mim.

– Deixa comigo – Disse a fim de passar confiança. Segurei a bicicleta e a puxei das suas mãos. Levei a mesma até a rua e subi acomodando-me no selim – Vem – Olhei o incentivando, mas Harold permaneceu no mesmo lugar um pouco receoso.

– Eu não que...

– Vem logo! Deixa de ser chato! – reclamei sem paciência, mas ele permaneceu ali parado. Mas que lerdeza! – Vem logo ou você vai andando! Que saco!

– Tudo bem! Tudo bem! – Concordou levantando os braços se rendendo e enfim caminhou em minha direção. Tirei uma das minhas mãos do guidão para que ele pudesse sentar no quadro – Só estou fazendo isso porque não tem ninguém na rua.

– Senta logo! E vê se encolhe essas pernas de gafanhoto! – Como era de se esperar, ele revirou os olhos, mas finalmente sentou onde eu tinha indicado. Eu confesso que me segurei ao máximo para não cair na gargalhada outra vez, mas a situação estava ridícula. Harold ficou sentado de lado, mas seu tronco estava um pouco virado para frente, enquanto as suas pernas ficaram encolhidas e ele as segurava com um dos braços, já que a outra apertava com forca a mesa e se minhas mãos não estivessem ocupadas naquele momento, com certeza tiraria uma foto da cena. O caminho até a casa do diretor não foi fácil, porque ficar naquela posição atrás do Styles era até engraçada , mas um tanto...torturante, pois minhas pernas acabavam roçando em seu corpo curvado a cada pedalada e seu perfume exalava facilmente em meio ao vento e isso já era o bastante para me incomodar por completo.

Harry

– O que estamos fazendo aqui? – Perguntei quando ela quase me derrubou ao parar em frente à escola. Levantei as pressas e me alonguei um pouco sentindo as fisgadas na costa.

– Eu estudo aqui há menos de três meses e sei que o diretor mora ali ao lado – Ela dizia como se fosse a descoberta mais importante do mundo e como se eu fosse muito burro por não saber. Paciência. Ela saiu de cima da bicicleta e meio que a apontou em minha direção – Segura ela aqui.

– Como? – Ela só pode está maluca de achar que vou ficar segurando essa porcaria.

– Segura esse troço que vou lá falar com o diretor.

– O que vai fazer lá? Ele deve está dormindo.

– Para de ser desesperado, deixa tudo com a Hannie aqui – Disse convicta e eu não sabia definitivamente onde eu estava com a cabeça, não sei porque acreditei nela e sei menos ainda porque ainda estou aqui. Sem dizer mais nada, ela deixou a bicicleta comigo, quer dizer, quase a jogou em cima de mim e foi em direção ao casarão ao lado da escola. Hannie tocou a campainha e em menos de um minuto foi atendida por uma senhora que sorriu e a deixou entrar, assim, do nada. Muito estranho.

...

Meia hora. Meia hora já havia passado e nada!

Cadê a porra da Stevens?

A cada segundo mais pessoas surgiam e eu estava completamente puto com essa droga de bicicleta, porque segurar essa coisa era humilhante demais. Se a Hannie não aparecer em cinco minutos eu vou largar essa porcaria e ir embora. Olhei em volta de novo e foquei a maldita porta da casa daquele velho pela milésima vez, até que finalmente ela se abriu em uma lentidão agoniante e Hannie saiu de lá com o maior sorriso, junto com a senhora que havia a deixado entrar e para minha surpresa as duas se abraçaram como se conhecessem há tempos. Quando percebi o diretor se juntou a elas e eu sabia que era hora de correr, mas a filha da mãe da Hannie começou a apontar bem na minha direção enquanto falava algo para o diretor, que sorriu e acenou pedindo para que eu me aproximasse.

Puta que pariu! O que essa garota fez?

Olhei para os lados e para trás me certificando se era comigo mesmo, até que olhei novamente para entrada daquela casa e mais uma vez acenaram para mim, enquanto Hannie fazia um sinal de ‘ok’ toda sorridente. Um pouco confuso larguei a bicicleta ali na calçada e caminhei até eles em passos largos.

– Venha meu filho, não fique intimidado – Ele disse cordialmente quando estava chegando mais perto. Que merda é essa?

– É! Deixa de lerdeza! – A intrometida da Stevens disse entre risinhos e eu a olhei com raiva, mas como era de se esperar, ela não ligou. De repente o cara pôs uma das mãos no meu ombro e sorriu educadamente, enquanto eu estava com certeza com a maior cara de idiota.

– A senhorita Stevens me explicou o que realmente aconteceu e vejo que o castigo que lhe dei foi injusto, então você poderá voltar às atividades normalmente.

– E espero que não se importe por eu ter dito para Harold vir com o uniforme, ele não quer perder mais aulas – Mesmo sem entender nada, fiquei ali que nem um idiota tentando entender que droga que essa garota havia aprontado, mas eu não podia negar que ela fez um ótimo trabalho.

...

Hannie caminhava ao meu lado e eu não sabia muito bem o que dizer. Devo agradecer?

– Agora está tudo certo – Sua voz quebrou a linha dos meus pensamentos, mas apenas afirmei acenando a cabeça enquanto olhava ao redor sem saber o que fazer.

– O que...o que você fez? – Perguntei sem pensar.

– Nada demais – Ela respondeu sem emoção e vi seus ombros encolherem um pouco.

– Eu não acredito que seja nada demais, qual é? Confessa logo que subornou ele – Disse enquanto chegava até onde a bicicleta estava e a erguia do chão. Não recebi qualquer resposta rápida que pensei então olhei para trás para vê se Hannie estava ali ainda e a primeira coisa que percebi, foi que ela estava puta de raiva.

– Eu fui na sua casa duas vezes! Duas vezes está ouvindo? Eu praticamente me ajoelhei implorando para que você me perdoasse seu cretino egoísta! Eu fiquei o dia todo bolando um jeito de você conseguir fazer a porcaria do teste de futebol e ainda acordei de madrugada e menti para os meus pais só na intenção de te ajudar e você ainda vem dizer na minha cara que eu subornei o diretor?! Vá se foder seu idiota!

Nossa!

– E eu vou levar ela comigo! – Ela tirou a bicicleta das minhas mãos e subiu nela sem esperar eu se quer abrir a boca para dizer algo e foi embora.

Que maluca.

...

Eu não sei quanto tempo resta para essa maldita aula acabar, perdi totalmente o tempo olhando para Hannie. Ela estava atrás de Norah e cochichava algo toda vez que o professor virava as costas para a turma. Então é isso? Ela me ajudou por causa do teste? Afinal, como ela sabia que eu ia fazer?

– O quadro fica aqui na frente e não na costa da sua colega Styles.

Puta que pariu! Professor desgraçado!

Como eu já esperava, todos estavam olhando para mim e eu não voltei a olhar para Hannie pelo resto das aulas.

– Desculpa professor.

Hannie

– Por que ele não gosta que o chamem de Harold? Que eu saiba é o nome dele – Soltei uma risadinha enquanto eu e as garotas estávamos indo ao campo da escola, era intervalo, então podíamos ver o teste para o time e também torcer pelos garotos.

– Bom, eu só sei que ele não gosta porque tirávamos muito sarro no início porque vamos combinar que esse nome é meio que de vovô – Abby disse entre risos e eu também não consegui me segurar.

– Pois é! E vocês viram o sermão que ele levou do professor? – Norah cochichou como se alguém realmente estivesse prestando atenção em nossa conversa, enquanto eu e Abby concordamos em resposta.

– Isso que dá ele não desgrudar os olhos de você Norah – Abby disse.

– Não sei, sabe, por mais que ele seja bonito, eu sei que não daríamos certo como um casal – As palavras dela causaram um pequeno alívio dentro de mim, não que fosse algo que eu realmente quisesse ouvir, afinal, o Liam que deveria ser o namorado dela e não o comprido – Enfim, como conseguiu que o Harry fosse dispensado? – Mesmo em meio a pensamentos eu sabia que a pergunta era direcionada a mim.

– A mulher do diretor é a melhor amiga da minha mãe, então ele é meio que amigo da família, então eu só cheguei lá e disse que o Styles não havia feito nada, já que eu havia provocado a briga.

– Como assim?! – Abby perguntou surpresa.

– Eu só disse que os dois brigaram porque o Jamie me insultou e o meu caro amigo Harold apenas me defendeu – Eu podia ver o quanto elas ficaram chocadas e isso me fez rir.

...

A maioria dos alunos se acomodava na arquibancada, enquanto os garotos estavam no campo se preparando. Norah então disse que sentaríamos com Luke e concordamos sem questionar.

– Ei amoreco – Norah disse toda melosa quando chegamos ao lugar reservado pelo Carter. Que breguisse.

– Gatinha – Ele olhou de soslaio para mim e Abby e começou a sussurrar algo para Norah, mas como eu estava ao lado dela e com os ouvidos atentos, ouvi cada palavra – Aconteceu um imprevisto e vou ter que ir embora agora.

– Como assim? Que imprevisto? Nós acabamos de chegar! – Ela protestou.

– Eu preciso resolver, é importante.

– Mas...

– Preciso ir – E assim ele nem se quer esperou que ela terminasse de falar e foi embora sem ao menos dar um beijo nela. Que imbecil!

– Qual é a do Luke? – Perguntei com muita raiva quando ele já estava bem longe.

– Ele só... – Norah tentou defender, mas nem ela mesma sabia o que dizer.

– Vocês ao menos estão namorando? – Abby perguntou.

– Não – Ela respondeu sem ânimo.

– Olha só, vocês estão a pouco tempo, ainda é cedo, então fique tranquila que logo, logo ele vai pedir para ser seu namorado – Disse para tentar animá-la.

– Será? – Perguntou esperançosa.

– É claro! – Como eu queria acreditar em mim mesma – Se não eu faço o Liam te pedir em namoro! – Nem me dei conta do que tinha acabado de falar quando ouvi a pergunta de Abby.

– O Liam? – Como se ela não soubesse.

– Olha que eu posso aceitar – Norah respondeu de brincadeira, mas até que levei em consideração – Ele é bem gato, vocês já notaram? Mas acho que eu não faço o tipo dele.

Ah se ela soubesse...

Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, fui interrompida pelo comunicado do início do teste, que nem consegui ouvir direito por causa das gritarias da tal de Candice e mais umas meninas que eu não conhecia.

Os garotos estavam indo muito bem, não que eu entenda algo sobre futebol, mas as vezes que olhei para o técnico e outros homens ao lado dele, pareciam bem satisfeitos, até que um idiota empurrou o Louis de propósito e o Styles começou a discutir com o garoto encrenqueiro e tudo ficou ainda pior quando alguns grupos na arquibancada começaram a chamá-lo de ‘’veado’’ entre outros nomes mais baixos ainda. Ouvir todas essas vozes sendo tão ofensivas me encheu de culpa e tristeza, eu queria fazer algo para poder parar aquilo, mas eu não sabia o quê, mal conseguia pensar. O juiz e os demais logo o afastaram do outro garoto, que falava coisas que eu não conseguia entender, mas pela expressão do bambu, digo, o Harry, não era nada bom.

O resto do teste foi um pouco complicado, então eu e as meninas decidimos ficar até o fim, o que não foi uma ideia muito exclusiva já que certa loira comprida que não parava de gritar, cujo nome é Candice, também decidiu ficar junto com as outras.

O teste por fim acabou, então junto com as meninas, resolvi seguir até o campo, que já estava infestado de galinhas, se é que me entendem. A vareta loira já estava com a boca grudada na de Harry.

Oferecida! Vagabunda! Aaaaaargh! Que ódio! Essa vadia!

Antes que eu pudesse tirar essa comprida do pescoço dele, o próprio a afastou meio sem jeito e veio até nós.

É isso aí Styles!

Assim como os outros meninos, todos resolveram tirar a camisa e a visão me fez esquecer a raiva que sentia e me fez suar um pouco, mas por algum motivo desconhecido e estranho meus olhos ficaram justamente fixos no peitoral de Harry. Tão definido, Tão...

– Eu vou abraçar vocês! – A voz de Niall afastou meus pensamentos e quando por fim olhei para o lado, ele vinha correndo até mim e as garotas com os braços abertos. Nós três soltamos gritinhos e começamos a dar pequenos passos para trás enquanto riamos que nem umas malucas.

– Sai daqui moleque! Está todo suado! – Abby implorou entre risinhos.

– E grudento! – Norah continuou.

– Que nojo! – Eu completei.

– Então é melhor vocês correrem – A voz de Louis atrás de mim acabou nos assustando e saímos como foguetes. Abby e Norah para a direita e eu para esquerda, mas quatro passos depois eu me batia contra algo, ou melhor, em um peitoral suado.

Caramba! – Foi o que pensei ao ver que era Harry. Seus olhos faiscaram quando se concentraram em mim e me senti completamente nervosa, estranhamente nervosa.

– Você...foi muito bem – Disse sem saber muito bem como minha voz havia soado. É impossível pensar direito com esse peitoral, mal conseguia me afastar.

– Mesmo? Eu teria me saído bem melhor se você não tivesse arruinado a minha reputação – E toda a empolgação e nervosismo por está tão perto dele sumiu no mesmo instante. Não sei bem como aconteceu, ele pretendia ir embora, mas impulsivamente segurei um dos seus braços o impedindo.

– Eu pensei que tivesse me perdoado – Disse com certa esperança de fazê-lo lembrar disso, mas ele riu de tal forma irônica que uma dor passou por meu peito.

– Você é realmente muito estúpida! Apenas fez o que devia, era mais do que sua obrigação me tirar do castigo, mas até que foi engraçadinho ver o teu esforço. Parabéns, você fez um excelente trabalho – Ele afastou com brutalidade a minha mão do seu braço e me deixou ali prestes a chorar.



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