História Platonic - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Harry Styles, One Direction, Romance
Exibições 103
Palavras 2.711
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Ecchi, Escolar, Festa, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Slash, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 20 - Julle?


Harry

Lombriga pedófila? Mas o que…

– Não ouviu o que perguntei garoto? – O homem continuou a me interrogar e eu mal conseguia abrir a minha boca.

– Quem é querido? – Olhei apavorado para a mulher que surgiu ao lado do sujeito com um olhar confuso.

– É aquele comprido da bicicleta – Ele respondeu entredentes ainda com os olhos sob mim.

Comprido da bicicleta?

Mas que merda que ele está dizendo?

– Pode entrar! – A voz animada da mulher me surpreendeu e a olhei como se ela fosse a maior louca, mas o estranho foi receber um sorriso generoso dela em troca e aproveitei o momento e de soslaio olhei para o homem que bufava e me olhava como fosse me matar, enquanto passava umas das mãos – que era grande ‘pra’ caramba – pelo queixo como se estivesse avaliando a situação.

– E-eu a-acho...

– Entre, não fique nervoso pelo meu marido – A mulher respondeu ainda sorridente, enquanto eu mal consegui terminar o que pretendia dizer.

Ele é o pai da Hannie? Esse cara de dois metros é o pai dela?

– Vem amor, deixe o rapaz ficar a vontade – Novamente a ouvi e aquele sorriso entusiasmado ainda cismava em ficar em seu rosto.

– Não! – O Homem rugiu do nada e eu me encolhi um pouco, só um pouco.

– Vem amor, ele é apenas um colega da Hannie, nada a mais – Ela insistiu.

– É, é verdade! – Concordei com a mulher que nem um idiota desesperado.

– Eu não vou... – Ele tentou impedir de novo, mas uma vozinha agora bem irritada ecoou tão alto que fiquei assustado.

– Robert! Entra agora! – A mulher prosseguiu exaltada, até que o pai da Stevens lançou um último olhar mortífero em minha direção e entrou, finalmente saindo do meu campo de visão – Pode subir querido, é a terceira porta a esquerda – Ela voltou a sorrir docemente e eu fiz o mesmo, um pouco nervoso até – E não ligue para o meu marido, apenas ciúmes de pai – Nem questionei sobre ela ser mãe daquela tampinha, o gênio é bem parecido. Balancei a cabeça de leve concordando e subi as escadas sem precisar seguir a instrução da senhora Stevens, já que conhecia o caminho. Fiquei em frente à porta branca e antes de bater...

– Um, dois, três, um, três, dois... – A maldita música começou. Hannie cantarolava os números quando ficava bastante distraída, não que eu tenha reparado, apenas notei algumas vezes.

– Qual é Hannie, por que canta essa droga de música ainda? – Perguntei e o silêncio surgiu em seguida, ela havia se calado, totalmente, nem um xingamento se quer – Hannie?

– Oh droga! É você mesmo – Ela respondeu e eu notei que sua voz vinha próxima da porta – O que faz aqui?

– Não vou dizer se continuar falando comigo através dessa porta.

– Está bem, só um minuto – Hannie respondeu sem reclamar e achei...estranho.

Ouvi alguns barulhos sem saber necessariamente o que seria e não demorou muito para a porta ser aberta.

Aí está a Hannie!

E comecei a rir.

Hannie

– O que você... – Rápido me dei conta do por que esse poste estava rindo tanto ao notar os seus olhos sobre a minha roupa. A camisa verde que eu havia pegado do meu pai ficava bem folgada em meu corpo, além de ser comprida. Bom, meu pai é gigante, o que eu poderia esperar? Uma babylook?

Argh! Droga! E em pensar que eu estava preocupada em passar um pouco de água no rosto e prender o cabelo, não que eu quisesse ficar apresentável para ele, mas agora eu quero correr de volta até o banheiro e me trancar por está passando essa vergonha, justo com esse debochado – Para de rir! Para de rir! – Praticamente supliquei sentindo-me ainda mais constrangida.

Que filho da mãe!

– É melhor parar ou...ou vou pedir para meu pai te tirar a força daqui! – O ameacei com a primeira coisa que passou por minha cabeça e no mesmo instante ele parou de rir.

Nossa!

– Calma aí, não precisa tomar medidas drásticas – Ele suspirou com alguns vestígios do ataque de risadas e por fim conseguiu acabar com a palhaçada – Eu só quero conversar com você.

– Conversar?

Oh não!

Eu podia sentir uma nuvem de constrangimento surgir sob nossas cabeças, os olhos sem saber onde se fixar, a tensão de nossos corpos, eu sentia isso e ele com certeza também, tudo porque eu vi o... o negócio, aquela coisa dele.

– Posso entrar ao menos? – Perguntou completamente desconfortável. Assenti e me afastei um pouco para o lado.

– Olha, seu pai quase me matou, aliás, como ele me conhece? E que negócio é aquele de lombriga pedófila e garoto comprido? – Perguntou por fim quando parou a uma boa distância passando os olhos por cada canto do meu quarto, até fixá-los em mim e juro que não consegui conter a risada, juro mesmo. Não acredito que meu pai o chamou assim – Isso não tem graça – O ouvi irritado e o olhei tentando controlar as risadas já que ele estava tão sério. Eu adoro rir dele assim, é divino.

– Relaxa Styles – Disse tentando me manter calma, mas como ele ficou com aquela cara de durão eu ri ainda mais e mais um pouquinho depois, até conseguir parar – Ai,ai carinha, como já deve ter percebido, ele é bem ciumento, coisa de pai e não ligue para os apelidos.

– Belo apelido eu ganhei – Ele reclamou e prosseguiu, enquanto eu permanecia ali em pé observando o que ele fazia – Já basta a filha e agora é o pai me colocando esses nomes estranhos – Dessa vez foi a minha deixa para rir fraco sem ele perceber, já que estava de costas mexendo na minha caixinha de joias, ao menos não é a gaveta de calcinhas – Hannie, o que aconteceu? – A pergunta me pegou desprevenida e fiquei sem saber a que Harry se referia.

– Han? O quê? – Perguntei quando por fim ele se virou e me encarou seriamente.

– Olha, me desculpe se te constrangi, só não entendo porque se aborreceu tanto, eu não pedi para você ver aquilo e... – Ele foi dizendo coisas do nada e de uma vez só, então decidi pará-lo, antes de ficar perturbada.

– Calma, espera aí! – Ergui um pouco os braços a fim de pará-lo ou até mesmo de me fazer parar para registrar o desenrolar drástico de assunto – Volta a fita um pouco – Suspirei um pouco nervosa e continuei – Okay. Vamos lá. Você entrou em um assunto muito rápido, deixe-me processar aos poucos – Fechei os olhos por poucos segundos e quando tornei a abri-los, o encontrei com aquele olhar confuso sob mim – Agora pode continuar – Conclui ainda tensa.

– Tudo bem – Harry disse meio sem jeito pelo o que pude perceber, seus ombros encolhidos e o olhar perdido denunciaram o quanto estava desconfortável – Você me confundiu, sabia? – Ele me acusou ainda perdido e eu ri, não sei por que, mas eu ri. Tudo bem, talvez quando eu fico muito tensa eu fico rindo, então, para não me dar um ataque, decidi falar antes que ele prosseguisse.

– Olha Harry – Uma de minhas mãos seguiu uma mecha rebelde que escorregava do meu coque mal feito – Eu sei que quer me pedir desculpas pelo o que fez, mas não tem porque fazer isso, não mais – Entrelacei meus dedos um aos outros a fim de me deixar calma – Não achei nada...han...decente você fazer aquilo na escola com tantos lugares próprios para esse tipo...tipo de coisa. Na verdade, eu que lhe devo desculpas por ser extremamente curiosa e invadir sua privacidade.

– Então você fez aquela merda toda de cena e agora age como se não fosse nada demais? – Ele perguntou incrédulo com uma pitadinha de raiva obscura.

– Presta atenção, você queria que eu fizesse o que vendo aquela garota com...com...ah! Você entendeu!

– Não, eu não entendo! Não entendo porque foi atrás de mim e ficou puta porque Candy estava me chupando.

Caramba! Preciso lavar os meus ouvidos.

– Por favor, vamos parar com essas palavras...tão sujas!

– Então me explica o porquê daquele escândalo todo!

Como vou dizer que simplesmente não sabia o porquê?

– Eu não sei Harry...

– Como assim não sabe?

– Simplesmente não sei! Olha só, eu não gosto daquela garota, porque...porque você é legal e merece alguém melhor, um pouco mais...decente e...

– E por isso ficou tão furiosa?

– Não! Eu só...eu só quero que você entenda que a culpa foi minha por ter sido curiosa e sobre o surto, apenas fiquei apavorada com o eu vi. Por favor, tente compreender, eu nem se quer consegui ficar ali, nunca tinha visto aquilo e... – Arregalei os olhos ao perceber que eu estava falando até demais. Harry me olhou confuso, mas um semblante surpreso se acendeu em seu rosto e fiquei completamente envergonhada e com muita raiva por ter a boca tão grande.

– Qual é, você nunca viu um cara pelado? – Perguntou ainda com aquele semblante de quem estava começando a juntar as pecinhas do quebra-cabeça e a única coisa que eu fiz foi ficar calada, sem saber ao menos como mentir.

– Eu...

– Espera aí. Puta que pariu! Você nunca transou? – Praticamente pulei em sua direção e coloquei as mãos sobre sua boca.

– Fala baixo caramba! Meus pais podem ouvir! – Respirei fundo após o repreender e voltei a falar – Eu só vou tirar as mãos se você não fazer um escândalo, está bem? – Ele acenou a cabeça concordando e logo em seguida o livrei do meu aperto.

– Caralho Hannie! Você é mesmo virgem? – O filho da mãe praticamente gritava para a vizinhança toda enquanto sorria que nem um idiota.

– Deixa de ser abestado! É óbvio que não sou mais! – Tentei mentir sentindo-me um pouco confiante.

– Ah é? Então como faz um 69?

Ah não!

Ah nããão!

Não acredito que ele está me testando!

– Ah, por favor! Todo mundo sabe como faz um 69, não preciso explicar logo para você – Respondi tentando escapar do questionamento.

– Mesmo? Então já chupou dois ao mesmo tempo?

Oh meu...

– Claro que já fiz! – Impulsivamente afirmei.

– Ah sua mentirosa! Isso não é um 69, você é uma virgem e das bem intocáveis.

– Argh! Seu...nojento! Nojento! E quer saber? Eu sou sim, algum problema com isso?

– Não, eu só não sabia, eu achei até que não fosse mais.

– Por quê? Eu tenho cara de quem faz...esse tipo de coisa?

– Bom...

– Harry! – O repreendi e ele riu enquanto aproximava-se de mim.

– Tudo bem, não toco mais no assunto, então, estamos de bem outra vez?

– Sim, mas só com uma condição.

– Qual?

– Que não me force a ser amiga da Candice, tudo bem que vocês são namorados e tudo mais, só...

– Ei, mas do...

– Ai! Caramba! O que é isso? – O interrompi ao sentir algo gelado tocar a minha mão e logo percebi a sacola na mão de Harry que ergueu a minha maior paixão bem em frente aos meus olhos.

– Senhooooor! Isso é sorvete? – Perguntei muito empolgada e eu poderia sentir os meus olhos brilhando de tanta emoção. Harry confirmou sinalizando com a cabeça e quandofui tentar pegar o pote de sua mão ele esticou o braço deixando o pote praticamente um metro longe de mim.

– Antes de te dar, quero saber que história é essa da Candice ser minha namorada.

– E ela não é?

– Não.

– Espera aí, agora eu estou confusa, porque sua irmã disse que ela era sua namorada e...

– Agora entendi, nem precisa terminar – Ele baixou o seu braço ainda erguido e meu deu o pote, o qual coloquei em cima da mesinha que estava próxima de mim e voltei a olhar para Harry.

– Quando a Candice ia lá em casa, ficava dizendo para a Gen que éramos namorados, por isso ela deve ter dito isso. Se realmente nós estivéssemos algo sério, minha mãe saberia por mim e não teria feito aquela confusão, lembra? – Ri ao lembrar da cena – Aliás, ela gostou de você, vive perguntando se somos só colegas mesmo, essa minha mãe é uma figura, porque só ela para pensar que teríamos algo – No mesmo instante eu parei de rir.

– Por que? – Perguntei sentindo-me estranha por me importar com o que ele estava dizendo.

– E ainda pergunta? Não temos nada haver, enfim, acho que vamos nos dar desse jeito que estamos – Mesmo sentindo-me ainda estranha com o que ele disse, acabei sorrindo.

– Sim! Então vamos atacar o sorvete?

...

Estávamos sentados em minha cama, um de frente para o outro devorando aquele sorvete delicioso de morango.

– Hannie? – Ergui o olhar ao ouvi-lo.

– Oi.

– Preciso te devolver uma coisa – Ele respondeu e franzi o cenho em dúvida, até vê-lo guiar sua mão para o bolso da frente de sua calça preta jeans e retirar...

– Ei é meu chaveiro! O que faz com ele? – Peguei o meu objeto de sua mão enquanto avaliava o pequeno Ted.

– Você deixou cair lá em casa, acho que deve ser importante porque tem uma chave aí.

– Sim, é uma cópia da chave de casa. Obrigada por trazer o Ted de volta – Sorri ainda observando meu chaveirinho lindo.

– Ted? Devo adivinhar que seja o nome do chaveiro.

– Claro que não! É o nome do ursinho que está pendurado no chaveiro.

– E não é a droga da mesma coisa? – Ainda sem olhá-lo, imaginei aquela carranca em sua expressão.

– Óbvio que não! – Tirei os olhos do meu mini ursinho e foquei novamente em Harry que para a minha surpresa olhava sorridente para o Harryzinho de pelúcia sobre a minha cama.

– Eu adorei o presente – O Styles voltou seus olhos para mim e continuou sorrindo – Obrigada.

– Ah... – Ele parou por um instante parecendo envergonhado e sem saber o que falar, mas antes que ele resolvesse falar, decidi tocar em um assunto que martelava a minha cabeça.

– Por que você bateu no Thomas? – Ele parou de mexer a colher que estava retirando um pouco mais de sorvete e me encarou sério dessa vez.

– Já são amigos por um acaso? – Perguntou erguendo a sobrancelha esquerda.

– Querer saber o por que de você o machucar não tem nada haver com o que está me perguntando.

– Pode até ser, mas não custa responder.

– Deixa de ser paranóico.

– Então está afim dele?

– Harry! Eu mal conheço esse menino, aliás, o que tem contra ele? – Seu corpo enrijeceu no mesmo instante e vi sua expressão mudar para incômodo.

– Nada, deixa isso de lado – Vi que ele deixava a colherzinha de plástico em cima da tampa do pote de sorvete e se preparava para levantar, mas o impedi tocando o seu braço.

– Tudo bem, se não quiser falar eu entendo – Disse observando a confusão em seu rosto.

– Só... Não goste dele, ok ? – A pergunta me pareceu estranha e sem cabimento, mas apenas acenei a cabeça, não queria contraria-lo agora. Ele suspirou, afastando minha mão de seu braço, logo a segurando contra a sua e a acariciando, o que me fez arregalar os olhos com o seu gesto. Seus olhos verdes estavam fixos no carinho que ele estabelecia na minha pele e não sei bem o porque, mas pus minha outra mão livre sobre as nossas ainda entrelaçadas.

– Você o achou bonito? – Sua pergunta me pegou tão desprevenida que continuei o observando, mas agora em descrença.

Seu olhar se ergueu para mim esperando qualquer resposta.

– Por que está perguntando isso?

– Apenas me responda – Seu olhar estava tão vidrado em mim que me senti nervosa de repente.

– Eu... Bom...

– Diga.

– Sim! E-eu achei – Por um instante o silêncio reinou no meu quarto e só ouvia o som da minha respiração – Harry, eu... – Suas mãos de repente soltaram as minhas, logo vi o pote de sorvete ser afastado e o seu corpo se aproximar muito do meu. Tanto que me assustei – Harry...

– Você o acha mais bonito que eu Hannie? – Não sei porque ele estava agindo assim tão estranho, sua pergunta, sua proximidade, tudo estava me deixando tonta.

– O quê?

– Responda – Ele disse se aproximando cada vez mais até ter seu nariz quase roçando no meu – Responda – Ele repetiu e o sopro quente saiu de sua boca tocando a minha e instintivamente olhei para os seus lábios.

Tão rosados...

Tão...

– Diga que sou mais bonito que ele, diga que sou melhor que ele em tudo. 

Eu quero tocá-los...

Só um pouquinho...

– Diga que é só minha Julle. 

Julle?

Em um instante eu estava querendo tocar na sua boca e no outro eu o encarava atônica enquanto o via adquirir um semblante angustiante, irritado e chocado.

– Droga! Eu... Preciso ir – E assim eu o vi sair do meu quarto como um foguete.

O que acabou de acontecer?! E quem é Julle?! 



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