História Playboy Irresistível - Imagine Jimin - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin
Tags Bts, Jimin
Visualizações 56
Palavras 1.819
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Escolar, Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Parabéns para nosso bolinho hoje ❤😂

Postei capítulo hoje em compensação do aniversário desse nenê...

P.s:. Eu editei o capítulo

Capítulo 3 - 2:.


Depois que minha irmã de dezessete anos ficou com Park, baixista, piercing na orelha e com dezenove anos, naquele Natal, eu aprendi muito sobre o que acontece quando uma adolescente fica caidinha por um bad boy. E Park Jimin era o bad boy em pessoa.

Todos eles queriam a minha irmã, mas Mari nunca quis ninguém do mesmo jeito que ela queria Park.

– S/a!

Girei a cabeça imediatamente em direção àquela voz e tive que olhar duas vezes enquanto o homem em questão andava na minha direção. Ele parecia mais alto do que eu lembrava e tinha o tipo de corpo que era longo e esguio, um torso que parecia não acabar mais e membros que deveriam deixá-lo desajeitado, mas que por algum motivo não deixavam. Sempre existiu algos sobre ele, algo magnético e irresistível que não tinha nada a ver com um visual simétrico clássico mas minha memória de Park e apenas quatro anos atrás não era nada diante do homem que tinha acabado de chegar.

Seu sorriso ainda era o mesmo: levemente torto, como se estivesse escondendo algo, sempre duradouro, deixando uma constante sensação de malícia em seu rosto. Enquanto se aproximava ele olhou de relance para o lado e eu reparei o contorno de seu queixo e o longo pescoço bronzeado que desaparecia debaixo da gola de sua blusa.

Quando ele se aproximou, seu sorriso aumentou.

– Bom dia – ele disse. – Achei que era você quando vi de longe. Lembro que você costumava andar de um lado para o outro desse jeito quando ficava nervosa sobre a escola ou algo assim. Deixava sua mãe maluca.

E, sem pensar, dei um passo para frente e o abracei. Acho que nunca tinha ficado tão perto dele assim. Pude sentir o calor e os músculos de seu corpo; fechei os olhos quando senti seu rosto pressionado no topo da minha cabeça.

Sua voz grave parecia reverberar através de mim.

– É muito bom ver você de novo.

Relutantemente, dei um passo para trás, inalando o ar fresco misturado com o perfume de seu sabonete.

– É bom ver você também.

Seus olhos castanhos olharam para mim debaixo de um gorro preto, que mal cobria as mechas de seu cabelo escuro. Ele se aproximou e colocou algo na minha cabeça.

– Achei que você podia precisar disso.

Passei a mão e senti um gorro de lã grossa. Uau, isso foi inesperadamente encantador.

– Obrigada. Acho que minhas orelhas não vão cair, afinal de contas.

Ele sorriu e se afastou novamente, olhando-me de cima a baixo.

– Você parece… diferente, s/a.

Eu ri.

– Ninguém além da minha família me chama assim, faz tempo.

Seu sorriso murchou e ele observou meu rosto por um momento, como se procurasse meu nome verdadeiro tatuado na minha testa. Ele só me chamava de S/a, igual meus irmãos 

– Jensen, claro, mas também Mari, Niels e Eric. Até sair de casa, eu sempre fui a/a.

– Bom, então como é que seus amigos te chamam?

– S/n – eu disse silenciosamente.

Ele sorriu para mim e continuou a me encarar. Olhou meu pescoço, meus lábios, e então pareceu inspecionar meus olhos. A energia entre nós era palpável… mas não.

Eu provavelmente estava errando minha interpretação da situação. Esse era precisamente o perigo com Park Jimin.

Lembre-se, você é uma agente secreta, S/n.

– Então – comecei a falar, erguendo minhas sobrancelhas. – E essa tal corrida?

Park piscou de volta para a realidade.

– Ah, é.

Ele assentiu e puxou seu gorro até cobrir as orelhas. Park parecia tão diferente – todo arrumado e bem-sucedido – mas, olhando bem, eu ainda podia enxergar as marcas quase apagadas onde ficavam seus brincos.

– Primeiro – ele disse, e eu rapidamente voltei a atenção de volta para seu rosto –, eu quero que você fique atenta com o gelo sujo. Eles fazem um bom serviço limpando as trilhas, mas se você não prestar atenção, pode realmente se machucar.

– Certo.

Ele apontou para o caminho estreito em torno da água congelada.

– Este é o circuito inferior. Ele dá a volta no reservatório e é perfeito para nós, porque tem poucas inclinações.

– E você corre aqui todos os dias?

Park soltou uma risada, balançando a cabeça.

– Não. Esta pista tem apenas dois quilômetros e meio. Já que você está apenas começando, vamos andar pelo começo e pelo fim da pista, e correr só no meio.

– Por que não corremos na sua pista de sempre? – perguntei, não gostando da ideia de mudar sua rotina por minha causa.

– Porque eu corro quase dez quilômetros.

– Eu consigo fazer isso também – eu disse. Dez quilômetros não pareciam ser tão difíceis.

Quer dizer, são dez mil metros… e então senti meu sorriso se esvair quando considerei isso.

Ele acariciou minha cabeça com uma paciência exagerada.

– É claro que consegue. Mas primeiro vamos ver como você se sai hoje, depois conversamos.

E depois disso? Ele deu uma piscadela.

Então, aparentemente eu não sou uma boa atleta.

– Você faz isso todo dia? – eu disse, arfando.

Ele confirmou, como se estivesse apenas aproveitando um passeio leve pela manhã. Eu sentia que estava prestes a cair morta no asfalto.

– Falta quanto?

Ele olhou para mim, usando um sorriso convencido – e delicioso.

– Meio quilômetro.

Oh, Deus.

Eu me endireitei e ergui o queixo. Eu chegaria até o final. Eu era jovem e tinha… relativa boa forma. Passava o dia inteiro de pé, corria de sala em sala no laboratório, e sempre usava as escadas quando chegava em casa. É claro que eu sobreviveria até o final.

– Bom… – eu disse. – Eu me sinto ótima.

– Não está mais com frio?

– Nem um pouco.

Eu podia sentir o sangue bombeando em minhas veias e a potência do meu coração dentro do peito. Nossos pés batiam com força na pista, e não, eu definitivamente não estava mais com frio.

– Além de ficar ocupada o tempo todo – ele perguntou, sem perder nem um pouco do fôlego –, você gosta do seu trabalho?

– Amo – respondi ofegando. – Adoro trabalhar com o Liemacki.

Conversamos um pouco sobre meu projeto e as outras pessoas no laboratório. Ele conhecia a reputação do meu orientador de pós no campo da vacinação, e eu fiquei impressionada ao ver que Park lia bastante; mesmo sobre um campo que ele mesmo disse que nem sempre é a melhor aposta no mundo dos investimentos de risco. Mas ele estava curioso sobre outras coisas além do meu trabalho; ele queria saber sobre a minha vida, e perguntou sem rodeios.

– Minha vida é o laboratório – eu disse, olhando de relance para ver seu nível de julgamento. Ele mal piscou. Tive alguns amigos na faculdade, e um exército de professores da pós pedindo trabalhos. Mas, com exceção das duas pessoas no laboratório que eram mais próximas de mim, eu não tinha realmente aquilo que se chamaria de amigos. 

– Eles são ótimos – expliquei, engolindo em seco antes de tomar um grande fôlego. – Mas os dois são casados e têm filhos. Não são de sair depois do trabalho para beber e jogar sinuca.

– Acho que as mesas de sinuca não ficam abertas depois do seu trabalho, de qualquer maneira – ele disse em tom provocador. – Não é por isso que você está aqui? Para tentar sair da sua rotina?

– Certo – eu ri. – Apesar de ter ficado irritada quando Jensen disse na minha cara que eu precisava de uma vida, ele não estava exatamente errado – fiz uma pausa, correndo mais alguns passos. – Estive tão focada no trabalho por tanto tempo, tentando superar o próximo obstáculo, e depois o próximo, que acho que nunca parei para simplesmente aproveitar um pouco.

– Sei – ele concordou silenciosamente. – Isso não é bom.

Tentei ignorar a pressão de seu olhar e mantive meus olhos colados na trilha à nossa frente.

– Você às vezes sente que as pessoas de quem mais gosta não são as pessoas com quem você mais convive?

Quando ele não respondeu, eu acrescentei:

– Ultimamente, sinto que não estou colocando meu coração onde realmente importa.

Com minha visão periférica, eu vi seu rosto desviando o olhar e assentindo. Demorou uma eternidade para ele dizer algo, mas, quando respondeu, apenas murmurou:

– É, eu entendo isso.

Um momento depois, olhei para ele ao ouvir sua risada. Era um som profundo que vibrou pela minha pele e pelos meus ossos.

– O que você está fazendo? – ele perguntou.

Segui seus olhar até onde meus braços estavam cruzados sobre meu peito.

– Meus peitos estão doendo. Como vocês homens conseguem correr desse jeito?

– Bom, para começar, nós não temos… – e ele fez um gesto vago mostrando meu peitoral.

– Mas e quanto às outras coisas? Tipo, vocês correm usando cueca boxer por acaso?

Puta merda, o que há de errado comigo? Problema número um: não tenho um filtro verbal. Nunca fui muito boa quando se trata de sutilezas, mas algo sobre estar perto de Park me fazia perder qualquer conexão inibidora entre meu cérebro e minha boca.

Ele olhou para mim de novo, confuso, e quase tropeçou num galho caído no chão.

– Como é?

– Boxer – repeti bem lentamente. – Ou vocês usam alguma coisa para proteger suas partesbmasculinas e evitar…

Ele me interrompeu com uma risada alta que ecoou pelas árvores no meio do ar gelado.

– Meu Deus…

– Estou apenas curiosa – eu disse.

– Então, nada de cuecas boxer – ele continuou, depois de se recuperar da risada. – Teria coisas demais se movendo de um lado para o outro. Principalmente no meu caso.

– Por quê? Você tem mais de um saco? – provoquei.

Ele me jogou um olhar divertido.

– Se você quer mesmo saber, eu uso cuecas próprias para esportes. São bem justas para manter tudo no lugar com segurança.

– É, acho que as garotas têm sorte nesse sentido. Nada naquele lugar para – movi meus braços ao redor – balangar para todo lado. Nós somos compactas ali embaixo.

Chegamos numa parte plana da pista e começamos a caminhar. Park estava rindo baixinho ao meu lado.

– Percebi.

– Bom, você é o especialista no assunto.

Ele jogou um olhar cético.

– Como é?

Por uma fração de segundo, meu cérebro tentou filtrar os pensamentos, mas era tarde demais.

– Humm… especialista em xanas – sussurrei, quase sem pronunciar direito o final da frase.

Seus olhos se arregalaram, seus passos diminuíram o ritmo.

Eu parei totalmente e tentei recuperar o fôlego.

– Foi você mesmo quem disse.

– Quando foi que eu disse que era um especialista em xanas?

– Você não se lembra de quando falou isso para nós? Você disse que o Jensen era bom com as palavras. E você era bom com as ações. E depois ficou mexendo as sobrancelhas.

– Isso é horrível. Como diabos você se lembra disso?

Eu me endireitei.

– Eu tinha doze anos. Você era um amigo gostosão do meu irmão de dezenove anos que ficava fazendo piada sobre sexo na nossa casa. Você era praticamente uma criatura mítica.

– Então por que eu não me lembro de nada disso?

Dei de ombros, olhando para a pista, que agora estava cheia.

– Provavelmente pela mesma razão.

– Também não me lembro de você ser tão engraçada. Ou assim, tão… – ele levou um  instante para me olhar de cima a baixo – … crescida.

Eu sorri.

– Eu não era.


Notas Finais


Espero que você tenha gostado...


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