História Playing Favorites - Capítulo 35


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescência, Amizade, Amor, Colegial, Descoberta, Drama, Família, Incerteza, Inocencia, Meninos, Romance, Yaoi
Exibições 141
Palavras 1.415
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 35 - Capitulo 34.


Fui ao colégio depois de fazer compras com o papai. Depois de ele me fazer ajuda-lo a levar nossa árvore de Natal, de ultima hora, enorme para casa.

Não fiquei surpreso, nem chateado, com as minhas notas. Elas foram razoáveis, e acho que eu as mereci. Mesmo tendo que me esforçar um pouco, depois que as férias de inverno terminassem.

O meu trio favorito estava lá. Cassie estava muito feliz com suas notas superaltas. Ela deu um grito alto, e depois se jogou no pescoço do Alex. Torci para que o Alex tivesse ido tão bem quanto ela, para que ele não corresse o risco de repetir o ano e ir para na minha turma, no semestre seguinte.

- Ei Jones. – disse ele, depois que os três se aproximaram de mim do lado de fora da escola. – Como foram suas notas?

- Boas. – respondi.

- Viu o que o seu namoradinho está na Berlinda? – ele perguntou.

- Eu não tenho namoradinho. – disse eu.

- Deve ser porque você é tão criança que ainda não sabe usar a língua para beijar. 

Alex falou, e então eu olhei para Dênia.

- Eu nunca disse que você beijava mal. – disse ela, me olhando como se soubesse sobre o que eu estava pensando. – Foi o Caleb. E ele disse que vocês não são mais amigos, porque não aguentava mais você dando em cima dele, e de muitos outros caras.

- Ele não disse isso. – eu falei.

- Disse sim, agora pouco, um pouco antes de você chegar, depois de ter feito a prova pra recuperar suas notas, como o Alex. – Dênia falou.

- Como ele pode ter aparecido por aqui, se ele está em Londres? – eu indaguei.

- Pelo jeito o Caleb estava falando a verdade. – Alex riu.

- É verdade Ian. A gente falou com ele hoje mais cedo. – disse Cassie, e nela eu acreditei. Porque ela nunca foi de fazer zoações. - Ele parecia bem magoado quando falou sobre você. Mas talvez, tenha sido reflexo das suas notas ruins. Você sabe... - Cassie tentou soar amigável. - Ele estava preocupado com as notas.

- Até o seu melhor amigo te faz de idiota. – Alex falou, e deu um empurrão no meu ombro. – Muito babaca mesmo você.

- Vá se ferrar! – eu disse, e dei as costas para eles, segui caminhando pela calçada, até decidir atravessar a rua, ao perceber que Mark estava do outro lado.

- O que você faz aqui? – perguntei, me aproximando do carro dele.

- Observando o quanto você é submisso. – respondeu ele, retirou os óculos escuros, e depois deu uma olhada funda para o outro lado da rua, para o Alex parado conversando com as garotas.

- O que queria que eu fizesse? - perguntei, certo do que ele estava tentando dizer.

- Desse um soco bem no meio na cara dele. – Mark falou.

- Tá maluco? – indaguei. – Ele me mataria em seguida.

- Ele iria precisar de um tempo até assimilar o que estava acontecendo. Porque ele não espera que você faça isso. – disse ele.

- Ele ainda assim me mataria depois que assimilasse o que estivesse acontecendo. – insisti.

- Nesse meio tempo você aproveita e corre.

Mark disse, e então eu ri. Sem saber exatamente o motivo. Só achei graça. Eu me daria mal de todo o jeito.

- Quer carona para a casa? Aproveita que ser bonzinho é uma coisa que só acontece comigo no Natal. – ele falou, e voltou a por seus óculos escuros. 

- Pode ser. – aceitei a carona, evitando pensar no que os três haviam me dito há pouco.

Não toquei no assunto com o Mark. Só seria mais um a dizer coisas que eu não estava disposto a escutar. E quem poderia afirmar com total certeza de que, Cassie não estava envolvida no plano deles idiota de tentar me deixar chateado perto do Natal? Jamais funcionaria. Sinto muito Alex.

- Ian. Você não vai descer? – a mamãe perguntou do lado de fora da porta. - É véspera de Natal.

- Não. – respondi quase como um grito - Obrigado.

- Sai dessa cama, docinho. – disse ela, depois de abrir a porta.

- Não. - insisti. 

- Anda Ian. Arruma-se filho, que temos muito para fazer até a ceia. – a mamãe falou, e puxou a coberta, depois foi até a janela, abrindo as cortinas.

- Não me sinto muito bem. – falei, tentando salvar os meus olhos de derreterem com a luz forte que atravessou a janela.

- O que você tem? – ela me encarou preocupada, e se sentou ao meu lado na cama.

- Eu não sei. – respondi.

- Deixe-me te ver. – a mamãe disse, levando sua mão na minha testa, e depois pro meu pescoço. - Você está quente. – ela falou, depois gritou para o papai. – Thomas vem aqui. Tomie!

O papai não demorou a subir, preocupado com o tom da voz que a mamãe usou.

- O que foi querida? – perguntou ele, se aproximando da minha cama.

- Acho que o Ian não está muito bem.

Disse ela. E o papai fez o mesmo ritual que a mamãe fizera há pouco.

- Acho que é febre. – disse ele.

- Eu estou morrendo? – dramatizei.

- Não. Você vai ficar bem. – o papai falou. – Vou pegar um remédio, se não melhorar a gente procura um médico.

- Mas é véspera de Natal. – a mamãe lembrou. E o papai fez uma cara de pensativo.

- Deve haver algum de plantão. Uma farmácia, uma curandeira, um padre, um exorcista.

- Pai. Por favor! – eu o repreendi. E o papai nem percebeu o quanto ele estava exagerando.

- Fique aqui. Eu pego o remédio. – disse a mamãe para o meu pai, se levantou, e seguiu pela porta aberta.

- Vamos trocar essa camiseta. – o papai falou. E foi até o meu armário para pegar uma seca e limpa. – Você está todo suado.

- Eu estou morrendo. – falei, depois fiz um esforço para me sentar, quando o papai agarrou o meu braço e me trouxe para cima.

- Não está não. – respondeu ele. E puxou minha camiseta de mim. Depois me ajudou a vestir a outra limpa. – O que é isso? – o papai perguntou, encontrando a carta do baralho do Caleb na minha cama.

- Não é nada. – eu disse. Me agilizando a escondê-la debaixo do meu travesseiro.

- Ai meu Deus. – mas ele já fazia ideia do que se tratava. – Ian. Isso precisa acabar. – o papai falou. Eu não gostei do tom de voz que ele usou, um que ele só usava quando estava mesmo muito chateado comigo.

- Como?

- Eu não sei. Mas você precisa esquecer esse menino.

- Me ensine como. – insisti, e fiz um esforço para não chorar. – Porque isso dói tanto?

- Eu sei. Mas, você precisa se esforçar para seguir adiante. E não deixar que isso te derrube. Você é muito novo para viver um único amor.

- O senhor também era novo quando conheceu a mamãe. E ela é o amor da sua vida, mesmo sendo tão burra. - falei.

- É diferente Ian. Talvez você e o Caleb tenham confundido uma grande amizade com algo maior. 

- Foi o que ele disse. - contei ao papai, sem querer me lembrar da última conversa que tive com o meu ex-melhor amigo namorado. -  E o senhor pode, por favor, virar-se de costas? – perguntei.

- Por quê?

- Porque eu quero chorar. E não quero que o senhor veja isso. – respondi.

- Minha pequena criatura. – o papai disse, então seus braços me acolheram, e eu recostei o rosto no peito dele, quando ele se ajeitou sobre a minha cama, e passou a me segurar mais perto.

- Acha que eu sou ridículo? – eu perguntei, deixando escapar algumas lágrimas silenciosas.

- Não. Você só tem um coração bonito. – respondeu o papai. – frágil, mas bonito.

- Isso quer dizer que sou ridículo. – disse eu, e tentei rir, para que ele soubesse que estava tudo bem. Mas minha risada soou mais como um soluço.

- Ser ridículo pode ser legal, se você parar para pensar bem. Bom, nesse caso. – o papai disse. – Sou ridículo todos os dias por causa da sua mãe. E por ela estou disposto a ser ridículo alguns anos mais, até que me falte ar nos pulmões – e continuou. Então mesmo chorando eu consegui sorrir. Porque o papai sempre, de um jeito e de outro, tem a coisa certa para dizer. Mas eu não estou convicto de que ele sabe disto. Ainda. Ele ficaria insuportável.



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