História Playing with fire - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Agust D / Suga, Bangtan Boys (BTS), Black Pink
Personagens Jennie, Suga
Tags Blackpink, Bombeiro, Bts, Fanfic, Fogo, Hentai, Jennie, Suga, Yoonie, Yoonjen
Visualizações 15
Palavras 4.021
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oieeeee!!!! turo bom comtiguh?
primeiramente, um grande obrigada para os comentários e favoritos! fico feliz em ver que estão curtindo <33
enfim, cá estou eu com mais um capítulo dessa ficzenha! e dessa vez, os narradores irão dar uma alterada, primeiro será o yoongi cremosão-delicia-de-oppa e depois a jennie deusa-sexy-rainha-da-porra-toda. (dsclp, mas é assim que eu vejo esses cremosos, mim beija yoongi oppa e jennie unnie T-T )
enfim, chega de sofre por asiático e vamo começa sá joça!

~ boa leitura!!

Capítulo 2 - "Aqui ou na minha casa?"


Ponto de vista: Min Yoongi

Chacoalhei meus cabelos molhados como se fosse um cachorro mal treinado.

Odiava ter que secá-los, e o tempo estava consideravelmente frio para ficar com eles molhados por aí, então essa era sempre a melhor opção. Os pingos de água quente deslizavam preguiçosamente sob meu torso nu, e eram logo absorvidos pela toalha branca envolta em minha cintura. Abri meu armário, enquanto secava meu cabelo com outra daquelas toalhas felpudas.

— Então você vai sair com a gente hoje ou não? – Jimin perguntou-me pela quarta vez enquanto me assistia. Ele já estava trocado e sentado em um dos bancos de madeira do vestiário.

— Provavelmente não – respondi simples, tirando algumas roupas de dentro do armário

—  Ah, qual é! Tenho certeza absoluta que vão ter muitas mulheres gostosas. – Namjoon intrometeu-se, cruzando os braços

Eu fechei meu armário com força, segurando minhas roupas debaixo da axila de meu braço esquerdo, encarando meus dois melhores amigos.

— Mulheres gostosas iguais as da última vez? – arqueei as sobrancelhas

— A última vez foi incrível! – O platinado respondeu com empolgação, fazendo me revirar os olhos.

— Correção: A última vez foi terrível. A "festa" que a sua madrinha deu não foi nada animada, só tinha alguns ahjussis e umas ahjummas. Todo mundo, incluindo o barman, tinha mais de sessenta anos.  – esbocei uma expressão irônica, enquanto lembrava-o.

— Nisso eu tenho que concordar, eu não sabia se nós estávamos em uma festa ou em um asilo, Jonnie. No que diabos você estava pensando quando convidou a gente? – Jimin intrometeu-se, franzindo o cenho em direção ao mais novo.

— Me pareceu uma boa diversão. –  deu de ombros.

— Flertar com uma mulher que tem idade pra ser minha mãe não é nada divertido. – levantei as sobrancelhas, fazendo questão de expressar o quanto aquela situação fora incômoda – Meus pais me ensinaram à respeitar as ahjummas, não ficar as paquerando em uma festa dada por uma mulher que, provavelmente, está passando por uma crise de meia idade.

— Também acho. Hyung, você foi pra um motel com uma mulher de sessenta anos.

— Em minha defesa, ela não parecia ter sessenta anos.  

— Cara, ela usava uma dentadura. – Jimin entoou em incredulidade

— Eu disse que ela não parecia ter sessenta anos. 

Minha única resposta para esse comentário foi uma expressão de enojo em direção à Namjoon. O mesmo apenas sorriu e parecia não ter o menor pudor ou arrependimento por aquilo que fizera.

— O que?  – respondeu meu olhar em uma pergunta retórica. Ele definitivamente não se arrependia daquilo, e isso era, no mínimo, esquisito.

— Você tem demência cara...  – Jimin soltou uma risada sem humor, passando a mão por seus cabelos negros.

— Eu tenho demência? Não fui eu quem arrastou o quartel inteiro para salvar um gatinho que subiu no galho de uma árvore e não conseguia descer.

Aquela conversa prosseguiu e tomou um rumo completamente irrelevante. Namjoon e Jimin começaram a alfinetar-se e brigar como cão e gato em questão de segundos. Aquela discussão besta evoluiu o suficiente para se tornar banal demais. Abstive-me de toda aquela baboseira com um revirar de olhos e um respirar fundo.

Estava cansado, aquele fora um um dia demasiadamente longo. Um incêndio doméstico se alastrou por uma vizinhança inteira em Cheonpadong, e depois ocorreu um acidente automobilistíco onde eu finalmente utilizei os meus conhecimentos aprendidos no estágio do EMT. E depois houve outro incêndio em Gangnam, e precisamos resgatar uma garotinha que estava presa em um elevador que havia despencado do vigésimo terceiro andar de um prédio domiciliar. Isso é, parcialmente, um dos porquês de eu não sentir vontade de sair hoje à noite. Eu estava mentalmente e fisicamente fatigado.

Depois que terminei de me trocar, arremessei as duas toalhas no cesto de roupa suja.

—  Estou indo. –  interrompi a discussão dos dois enquanto desajeitadamente enfiava meus ombros em uma jaqueta de couro

— Você vai perder a noite do ano, Suga – Namjoon tentou convencer-me uma última vez

— Se você diz... Mas não estou com saco pra isso hoje. –  esquivei-me de suas propostas novamente, saindo do vestiário sem o menor interesse em ir para qualquer festa.

— A gente vai estar em Myeongdong, se você resolver ir! –  Jimin exclamou em alto e bom tom ainda no vestiário. Eu consegui o ouvir da saída, mas acabei optando por não responder.

Eles sabiam tão bem quanto eu que eu não iria de jeito nenhum. Quando eu coloco uma ideia na cabeça, não a tiro de lá por nada no mundo.

Inicialmente, iria até o estacionamento para dar ignição na minha moto e ir embora o mais rápido possível para chegar em casa e descansar, só que a mesma estava na oficina devido um rompimento de uma das correias, por isso, tinha ido para o trabalho de táxi, e teria de voltar dessa maneira.

Respirei fundo. O maldito cansaço parecia desbancar toda minha motivação.

Finalmente iniciei a caminhada até o ponto de táxi, que ficava à longos pares de minutos de distância.

No meio do caminho, passei em frente à um restaurante italiano, e deparei-me com uma mulher alta, de costas, que observava atentamente a janela do local. Eu iria apenas lhe dar a clássica "inspeção dos dez segundos" (eu sou um homem, afinal de contas) e seguir até meu destino. Mas não bastaram dois milésimos para eu perceber que ela merecia muito mais que míseros dez segundos.

Meus olhos percorreram o corpo inteiro daquela jovem mulher, começando por seus saltos vermelho sangue que faziam jus a cor do vestido, uma peça escarlate que deixava à mostra suas costas e boa parte de sua clavícula. Ela possuía um cabelo sedoso e brilhante, seus longos cachos loiro acastanhados eram pendidos até a cintura. Algumas madeixas eram mais loiras do que as outras, e aquilo lhe dava um brilho unicamente encantador. Os mesmos estavam presos em um meio rabo, que realçava ainda mais a tonalidade repleta de detalhes de suas mechas. Seu corpo violão harmonizava-se perfeitamente com o modelo do vestido, o mesmo destacava ainda mais seu quadril largo e suas pernas torneadas. Linda era pouco para defini-la, ela era deslumbrante.

Eu sabia que era extremamente grosseiro ficar admirando a bunda de uma mulher por tanto tempo sem dizer uma palavra sequer, mas eu sinceramente não pude evitar.

—  Continue olhando para a minha bunda que meu punho irá te acertar no meio da fuça e te dar um olho roxo de presente, garotão. –  soltou um riso sem humor, mesmo estando de costas, podia ver o seus lábios estendendo-se em um sorriso de puro escárnio.

—  Garotão? –  indaguei com o mesmo tom que ela.

— Eu consigo ver o seu rosto pelo reflexo do vidro, cabeção.

— Minha vez. – ignorei completamente o insulto.

— Sua vez de que? – perguntou em um tom que já retratava sua impaciência.

— Minha vez de ver o seu rosto. 

— Não. – respondeu de forma seca

— Você sabe que quando você eventualmente entrar no restaurante, eu vou ver o seu rosto de qualquer forma. Não é? – fiz como ela havia feito, e lhe apontei o óbvio.

— Por que você se importa com a minha aparência? – suspirou irritada

— É estranho falar com as suas costas, mesmo eu tendo uma bela visão da sua bun... – interrompeu-me com pressa

— Guarde esse seu comentário sexista só pra você, garotão. – ainda assim, retrucou, provavelmente gostando do jogo que estava criando. Então, ela virou-se em um solavanco.

Finalmente pude observar seu rosto, e não tenho dúvidas em falar que ela é o ser humano mais bonito que já vi em minha vida.

A castanha possuía um rosto tão belo quanto o corpo, suas feições variavam entre traços fortes e leves, ocasionando-lhe um semblante estonteante, que era avaliado na temperança dos mesmos. As sobrancelhas eram perfeitamente bem desenhadas, e de extrema proporção em relação à seus olhinhos pequenos e delicados. Eu juro que poderia me perder diversas vezes naqueles olhos; naquele negrume tão profundo que me lembrava as galáxias do Universo. Seu nariz era pequeno, levemente arrebitado, suas maças do rosto eram demarcadas por um corado completamente natural, e já seus lábios carnudos, possuíam um brilho natural claramente distinguível do batom vermelho que usara para tingi-los de uma cor sedutora. 

Ah... O que eu não daria para sentir o gosto daqueles lábios....

— Não é sexista. Eu apenas fui ensinado à se eu ver algo de uma beleza estonteante, elogiá-lo de muito bom grado. –  defendi-me, despertando de meus devaneios.

— Isso pode funcionar com qualquer uma das putinhas que você já namorou durante a vida. Mas comigo não.

É... ela definitivamente não é flor que se cheire.

— Wow, me desculpa se eu te ofendi. Eu te deixo em paz, então... –  estava prestes a ir embora, um tanto quanto ofendido.

Segurou meu pulso antes que fosse embora, em um movimento brusco. Sua expressão entregava claramente o fato de ela ter percebido que eu havia me afrontado.

— Desculpa, eu fui meio grossa. É só que eu estou estressada com algumas coisas. –  suspirou derrotada, provavelmente estava lembrando de tal situação.

— O que? 

— Eu vim do outro lado da cidade para ir à um encontro estúpido que minha melhor amiga me arranjou, mesmo considerando o fato de que eu tenho algo super importante para fazer amanhã. Eu fiz todo esse sacrifício para aquele filho da puta nem se dar o trabalho de aparecer.

Eu estava me preparando para chegar em casa, pegar alguns salgadinhos, e devorá-los junto com algumas garrafas de soju enquanto eu e meu cachorro preguiçosamente assistimos TV. Mas algo me propiciou a dizer outras palavras.

— Eu posso te fazer companhia até que ele apareça.

— Meu Deus... Isso soa tão patético. – parecia não acreditar que eu estava falando sério

— Eu passo a maior parte das noites de fim de semana com meu cachorro, comendo alguma porcaria enquanto assistimos alguns doramas. Então, eu sei muito bem como ser patético. – debochei, logo lhe provocando uma risada mínima. Quando ela riu, não pude deixar de sorrir. Sua risada era como uma doce sinfonia para meus tímpanos.

— Com essas suas tatuagens astecas e todo esse seu físico, eu não julgaria você como um noveleiro. –  lançou me um olhar duro, arqueando as sobrancelhas

— Eu tenho certeza que as pessoas não julgam você por certas coisas também.  – aproximei-me dela, apoiando a mão esquerda sob o vidro do restaurante.

— Verdade... Nisso eu tenho que concordar. – falou simples, dando mais um daqueles sorrisos níveos.

— O que acha se a a gente entrar agora?  –  indaguei rezando para que disse que sim.

Acenou a cabeça de forma tímida, sorrindo novamente. Dizem que quem cala consente.

Seguimos tranquilamente até a porta daquele estabelecimento. O recepcionista nos fez a clássica pergunta de para quantos seria a mesa, e acabou nos guiando para uma próxima à janela. Nos sentamos um de frente para o outro.

 —  Então.... – tentou iniciar uma conversa, mas logo a interrompi

—  Você nunca esteve aqui, não é? – percebi o quão insegura ela estava, e também o fato de ela olhar curiosamente para os pratos das mesas ao nosso redor.

—  Tenho que admitir que eu prefiro mil vezes um bom ddeokbokki à comida italiana. – soltou uma risada envergonhada.

—  Também, mas eu aprendi a apreciar uma lasanha de vez em quando. Nunca tinha provado comida italiana até vir à Seoul, na verdade, foi aqui que eu passei a apreciar coisas que achei que nunca iria.

—  De onde você é?

—  Eu fui nascido e criado em Daegu.

—  Isso é interessante. Dizem que o frango frito de lá é um dos melhores. O que você acha?

—  Bom, eu não sei... Só sei que você deveria experimentar o meu frango. – respondi incitando maliciosidade.

—  Vá sonhando! – riu como se eu houvesse contado a piada do século, e a gargalhada foi seguida por tal frase em tom de deboche.

Eu sei que estava sendo o que a maioria chamaria de um tremendo filho da puta extremamente tarado. Mas eu sempre corri atrás do que eu queria, e eu a queria hoje à noite. Só ela. Quem quer que fosse aquele idiota que estava atrasado, perdeu a chance. Eu já estava imaginando cada centímetro daquele corpo maravilhoso completamente despido, e enrolado sob meus lençóis.

A garçonete logo nos interrompeu, trazendo consigo um bloquinho e uma caneta.

— Já decidiram o que vão querer? – a mesma perguntou, pronta para anotar nosso pedido.

— Na verdade, eu nunca olhei o cardápio.  – respondeu simples, pude sentir seu olhar sendo direcionado à mim.

—  Quer que eu peça para você? – a encarei. A mesma assentiu com a cabeça –  Nós queremos duas porções de macarronada com molho rosê, nhoques à carbonara, lasanha de quatro queijos, e junto de algumas torradinhas com óregano salpicado.

—  Bebidas?

— Duas cervejas, por favor. – a castanha por fim se pronunciou.

— Já está saindo. – a mulher se retirou com uma reverência desajeitada

— Eu sinceramente espero que não seja apenas um prato de ddeokbokki que te deixe cheia. 

— Claro que não, eu sou uma glutona nata. – fez uma careta, eu não segurei um sorriso zombeteiro que surgiu em minha face. – Na verdade, acabei de vir da academia à não muito tempo, eu estou morrendo de fome.

—  Se prepare para sacia-la. – sorri – Ah, tem algo que eu não poderia deixar de falar: Você está muito bonita, bonita demais, para esse restaurante. – tentei falar da forma mais sutil possível. 

— Aigoo... Eu sei muito bem disso... – bufou.

—  Você não tem culpa nenhuma. Na verdade, eu nunca te levaria para cá em um primeiro encontro. Esse tal cara é um completo babaca.

— Então... Onde você me levaria para um primeiro encontro? – demonstrou interesse na pergunta.

— Nenhum lugar.  – disse simples. Ela franziu o cenho e passou a me olhar curiosa – Eu iria apenas cozinhar um ddeokbokki delicioso, sentar com você do lado de fora da minha casa, conversar e comer o jantar enquanto ouvimos uma boa música, te serviria a sobremesa, e depois, eu ganharia minha sobremesa.

— Se você está falando que eu seria sua sobremesa, você pensou errado. Eu não transo em primeiros encontros. – falou convicta

 — Por que?

— Por que o que? Não está óbvio?

— Não existem normas nem regras para um primeiro encontro. Por que se privar de algo quando as duas pessoas sentem uma atração física extremamente forte? – cruzei os braços sob a mesa, querendo realmente entender o ponto de vista dela.

— Por que não é só sobre atração física. Eu preciso conhecer a pessoa antes. – também cruzou os braços, porém cruzou-os em frente ao busto.

— Então... Você nunca teve um caso de uma noite? 

— Já tive, por que você acha que eu tenho uma  "regra" de conhecer a pessoa primeiro? –  descruzou os braços e fez o sinal de aspas com as mãos – Eu acordo no dia seguinte e me sinto a maior puta do mundo inteiro. – falou em um tom de exaustão, aquela situação com certeza lhe incomodava.

— Por que você se sente uma puta? Não há nada demais em sexo sem compromisso.

— Na maioria das vezes, o cara não está mais do meu lado quando eu acordo, o que é até bom, mas isso só me faz sentir... – interrompi-a

— Usada?

— Exato. Tecnicamente, nós usamos um ao outro, mas quando ele vai embora no meio da noite ou de manhã cedo, só me faz me sentir desse jeito. Eu sei que, lá no fundo, é até melhor, mas é o fato de eles me deixarem. Não posso evitar em me sentir assim, mesmo que minha aparência pareça gritar que eu não ligo para merda nenhuma. – então era provavelmente disso que ela estava se referindo mais cedo.

Interessante...

— Mesmo assim, eu não acho que deveria se privar de alguma coisa. Você pode perder alguém se o fizer, e não digo só em questões sexuais. –  mantive meu ponto de vista, ainda tentando convence-la.

— Então você acha que está tudo bem em transar no primeiro encontro? –  franziu o cenho

— Se existe atração física e mental, acho que sim. Repudiar algo que os dois querem não faz sentido nenhum. À alguns meses, eu fui em um encontro com uma garota que pensava da mesma forma que você. Ela não conseguia sequer ser ela mesma, ela continuava se filtrando e selecionando as coisas que deveria ou não fazer e falar, e aquilo acabou tornando aquela situação extremamente frustrante. – retorqui.

— Talvez você apenas estivesse com má companhia. –  deu de ombros

— Nós estamos aqui fazem vinte agradáveis minutos, e você ainda não foi embora. – abri um sorriso gengival, fazendo a rir.

—  Lembre-se que eu ainda não comi. Eu estou apenas te usando para ter alguém que me pague um jantar. – arqueou as sobrancelhas, mesmo tentando parecer falar sério, eu sabia muito bem que ela estava brincando. Ela estava curtindo minha companhia, assim como eu estava curtindo a dela.

— Lembre-se você também que pode me usar para qualquer coisa que você quiser...   – flertei na cara de pau.

— Aish... Você é um caso perdido. – cruzou as pernas. Mesmo tentando disfarçar, pude perceber claramente: Ela queria tanto quanto eu.

— Quem não arrisca, não petisca. –  dei de ombros, fazendo a rir.

Não demoraram mais alguns segundos para que a garçonete chegasse equilibrando nossos pratos e bebidas em cima da bandeja. Aproximou-se de nós e depositou-os em cima da mesa.

— Aqui está. Caso desejem mais alguma coisa, não hesitem em chamar. 

— Obrigado –  sorri ao ver sua reverência, se retirando logo em seguida.

— Então... O que eu devo experimentar primeiro? – perguntou empolgada, enquanto apalpava o garfo e faca.

— Hum... Acho que a macarronada. – disse, já que a mesma encarava o prato com bastante interesse de conhecer seu sabor.

Pegou os talheres com maestria, enrolou os fios de macarrão com o garfo e dirigiu o mesmo até sua boca, mastigando com gosto.

— Então, o que achou?

— É bom. – concluiu sem cerimônias.

 — Se essa é a sua definição de bom, eu me pergunto o que seria delicioso para você.  – rimos em uníssono.

— Agora, me deixa experimentar o seu favorito. –  pediu fazendo um biquinho, aquilo era puro drama, mas achei extremamente fofo. Não pude conter uma risada, enquanto ela segurava o copo e deu uma golada de cerveja, provavelmente para tirar o gosto do macarrão e do molho da boca.

Segurei meu garfo e peguei um dos nhoques com o mesmo. Não sei o que me levou à fazer isso, mas eu dirigi o garfo lentamente à seus lábios, colocando o pedacinho da massa molhada de molho em sua boca. E ela inesperadamente abriu os lábios, agora prontos para receber a comida. Me encarou profundamente enquanto mastigava de forma lenta. Seus lábios estavam fazendo um movimento sedutor enquanto sua língua movia o pedacinho da comida dentro de sua boca. Quando deu a última mordida, iria aproximar-se para agarrar o guardanapo da mesa. Impedi-a, colocando minha mão sob a dela.

— Deixe me fazê-lo para você.

Peguei o pedaço de papel e delicadamente limpei os arredores de sua boca, sujos por conta do molho da massa.

Ela sabia tão bem quanto eu da tensão sexual que estava presente naquele momento.

Foi ai que ela se levantou em um movimento completamente brusco.

— Para onde você vai?

— P-preciso ir ao banheiro  – gaguejou nervosa. Sem mais nem menos, saiu correndo em disparada até o banheiro feminino.

É... eu consegui: Deixei a mulher mais linda do mundo excitada.

~ • ~ • ~ • ~ ~ • ~ 

Ponto de Vista: Jennie Kim

Eu precisava urgentemente reorganizar meus pensamentos e me controlar, não poderia de jeito nenhum ceder às tentações dele. Onde eu estava com a cabeça? Deixando um completo estranho me dar comida na boca e limpar minha boca com um guardanapo? Encarei meu semblante no espelho, inspirando e expirando diversas vezes. Passei as mãos por meus cabelos completamente confusa. Eu deveria estar em casa, dormindo e descansando, sendo uma boa menina. E era isso que eu ia fazer: sair dali o mais rápido possível e fingir que nada aconteceu. Nem deveria estar aqui, para começar.

Se eu dissesse que estava molhada, seria uma completa mentira. Eu estava encharcada. Eu estava sentindo meu corpo vibrar em ansiedade e meus pelos da nuca se arrepiando. Aquele homem conseguiu me excitar com nada mais do que ações e algumas palavras. Eu estava completamente alterada, minha respiração estava descompassada e o calor parecia crescer a cada minuto só de lembrar daquele homem.

De repente, pude ouvir uma batida na porta.

— Vai embora caralho! Tem gente aqui, porra!  – gritei sem paciência alguma.

— Você está sozinha? –  ouvi uma voz masculina exclamar do lado de fora.

Não podia ser outra pessoa. 

Era ele.

— Sai daqui porra! – gritei novamente.

Ele não me obedeceu.

Muito pelo contrário.

Abriu a porta com brutalidade, encontrando-me no êxtase daquela excitação toda. Engoli em seco enquanto passou sua língua rosada em seus lábios entre abertos. Fechou a porta atrás de si, e veio se aproximando lentamente de mim. Mantinha um olhar fixo e determinado em minha direção.

— Precisa de ajuda? – ele disse com um sorriso na maior cara de pau. Não pude deixar de imaginar aquela voz rouca gemendo-me no ouvido.

— O-o que? N-não – ajeitei minha postura e respirei fundo.

— Fui eu quem te deixou assim? – observei o sorriso malicioso que tomava os lábios finos daquele homem, que se aproximou ainda mais. Teria ficado brava com aquela aproximação, porém não o fiz, pois além de ele estar com um tom zombeteiro ao falar, eu o queria mais do que qualquer coisa.

— A-assim c-como? – balbuciei as palavras, dando um riso soprado

Ele estava se aproximando mais e mais, fazendo me andar para trás. Eu não estava conseguindo mais me conter, estava corando violentamente e acabei soltando um gemido baixinho.

—  Você sabe muito bem....  – sussurrou em meu ouvido, logo aproveitando da proximidade para mordiscar o lóbulo de minha orelha, fazendo-me arfar. Suas mãos passeavam por minha barriga, até roçar levemente o dedo nos meus seios e voltar até o meu quadril. Não consegui evitar e tombei a cabeça um pouco para trás, rebolando a cintura no ritmo que o moreno ditava com as mãos.

O rapaz tinha um sorriso predador no rosto e só parou de andar quando eu  fui de encontro com a bancada da pia. Apoderou-se de meu corpo com uma pegada forte, e eu fui deixando que ele se aproximasse até os nossos corpos estarem completamente colados, minhas mãos passaram o entorno de seu pescoço, e as dele estavam segurando-me pela nuca para poder aproximar meus lábios. Eu podia sentir a respiração rarefeita do moreno em meus lábios, e o cheiro de cerveja, e tinha certeza de que se abrisse meus lábios, poderia sentir seu gosto. O rapaz já não sorria mais, mas o fez assim que eu me pronunciei.

— Acho que sei sim... 

O sorriso ladino estendeu-se quando prensou meu corpo ainda mais, deixando que a ponta do nariz acariciasse minhas bochechas, enquanto ele roçava os lábios levemente, instigando. Eu levei minhas mãos para os lados dele, tentando puxá-lo mais para mim. O moreno riu roucamente, tal risada estava vibrando no meu intimo mais profundo. Ele marcou com força meu pescoço, com chupões e beijos desejosos, indo até minha clavícula. Então beijou o canto de meus lábios, a ponta do nariz, a testa, as bochechas... Tudo lentamente, com precisão, enquanto as suas mãos massageavam minha nuca.

—  P-por favor, a-acabe com isso logo... – Implorei, não percebendo como minha voz saiu rouca e desejosa. 

 Agarrou-me pelos cabelos, levantando meu rosto até que nossos lábios estivessem alinhados, para então beijar-me com força. Seu beijo era intenso e nossos corpos mantiveram-se grudados, enquanto as línguas batalhavam por espaço e dominação. Seus lábios tinham uma textura aveludada e um sabor azedo de álcool, que era estranhamente familiar para mim. Nossas bocas criaram uma sucção gostosa, e nossas línguas estavam se esfregando sem o menor pudor. Um calor descomunal se alastrou por meu corpo quando ele lambeu e mordeu delicadamente meu lábio inferior. Não consegui responder com nada mais que um gemido baixo contra sua boca.

Era inegável que eu havia adorado o quão devasso e libertino aquele beijo era.

Aquilo não era para estar acontecendo. Mas ao mesmo tempo era. De uma forma muito confusa e aleatória, o certo e o errado se mesclaram em minha cabeça e já não significavam mais nada. Nossas bocas se movimentavam e se chocavam com vivacidade. Separávamos-as apenas para iniciar mais um amasso sem a menor decência. E em meio à esses, ele parou bruscamente, aproximando novamente seus lábios do meu ouvido.

—  Aqui ou na minha casa?


Notas Finais


tô sentindo xerinho de hot hein? sei que tá muito rápido, mas o enredo da história necessita disso, então...

aaah! e não esquece de aparecer aqui embaixo também! iria ficar muito feliz em saber sua opinião! lembra que eu não mordo ;) (mas o yoongi sim ehehehehehe)

qualquer erro, mete o ferro. tamo aí pra isso ~~

um beijo e um xero no cangote sz


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