História Please, Die! - Capítulo 3


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Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Hermione Granger, Lord Voldemort, Ronald Weasley, Rose Weasley, Scorpius Malfoy, Tom Riddle Jr.
Tags Drama, Harry Potter, Malfoy, Mistério, Riddle, Romance, Rose, Scorpius, Tom, Weasley
Exibições 36
Palavras 1.979
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Detenção


POV. Rose

Algumas vezes você tem noção do quanto está ferrada, mas se impede de acreditar. Bom, não é meu caso. Estou em pânico. Minha boca fica seca e eu não sei o que dizer. Só não desmaie, diz minha consciência, toda assustada. Com as mortes em Hogwarts, eu não só ia pegar uma detenção por estar fora da cama tão tarde, como escreverão para minha família. Ótimo!

— Srta. Weasley – É a primeira que ouço sua voz. Ela tinha que ser como cerveja amanteigada para meus ouvidos? Ele tem que ser tão sexy com esse biquinho de bravo? Sim, Rose, para te fazer passar vontade! Pela primeira vez em anos concordo com a minha voz interior. — Tão tarde pelos corredores. Temo que isso acarretará uma detenção. Acompanhe-me.

Isso é tudo. Só olho para meus pés enquanto o sigo. Meu estômago está agitado. Quero chorar, mas aguento firme. Provavelmente está me levando para sua sala. Meu pai vive me contando que na sua época monitores não tinham salas e isso é uma injustiça, pois ele não teve uma. Reprimo um riso. Em todo o castelo só escuto nossos passos. Está tudo tão escuro e deserto. Será que ele se ofenderia se eu pedisse que ele segurasse minha mão? Não, ele apenas daria risada, falou minha consciência.

Quando chegamos a uma salinha, pequena, porém com uma decoração luxuosa, sei que estou perdida. Agora sei que além de lindo, sonserino, monitor, ele também deve ser rico. A sala tem um mini sofá de couro, muito elegante. As cobras da Sonserina estão por todo o lado. Há uma mesa no centro. Ele acena e eu me sento a sua frente. Respire, digo a mim mesma.

— Vou escrever aos seus pais Srta. Weasley e você vai cumprir detenção. — Ele não para de escrever. Inclino-me um pouco, em uma tentativa de ver se sua letra é bonita. É tão elegante quanto ele. Sinto-me cada vez mais rebaixada. — Organizar papéis da escola, por duas semanas. — Duas semanas? Caramba. — E cinquenta pontos a menos para Grifinória.

Puta que pariu. Fico boquiaberta, enquanto ele exibe um típico sorriso sonserino. Precisava pegar tão pesado?! Pronto, eu disse, um amigo do Scorpius sempre vai me odiar. Quero chorar de raiva agora. Quero que ele me libere, pois quero ir até o dormitório e chorar tudo e mais um pouco. Eu me odeio. Eu o odeio. Eu odeio tudo aqui!

— Vamos, Srta. Weasley, eu a acompanharei. — Levanto-me junto com ele, sem dizer uma única palavra. Volto pisando forte, fazendo bastante barulho. Ele me lança um olhar irritadiço. Só me faz pisar mais forte. Em alguns minutos estamos em frente a Mulher Gorda.

Hunter me olha com um ar de superioridade. Quero dizer logo a senha, mas ele não se vai. Ele é da Sonserina, não posso falar a senha na sua frente. Ele apenas me encara. Então é isso, ele quer saber a senha? Pigarreio alto, dando sinal que não vou dizer até ele ir embora. Se for preciso eu acampo aqui e pego um ano de detenções. Pelo menos isso ele não vai arrancar de mim. Porém ele caminha até estar bem perto de mim. Perto o suficiente para o odor de menta que sai de sua boca inundar minha mente.

— Fique tranquila. — Ele sussurra em meu ouvido. — Estarei com você nessas duas semanas, todos os segundos de detenção. — Eu até responderia, mas meu cérebro está imerso em uma nuvem de menta e sussurros cálidos.

Estou tonta. Ele se afasta rapidamente. Meu corpo lamenta a distância enorme que se abre. Digo a senha a uma Mulher Gorda muito nervosa e entro rapidamente. Não aguento chegar no dormitório para cair no choro. Caio no chão mesmo, em prantos.

Durmo ali mesmo e minha noite é recheada de sussurros de Riddle, “por favor, morra”.

Todo sonserino conta coisas a outros sonserinos. E esse Hunter, para minha infelicidade, não poderia ser diferente. Quando acordei de manhã, por piedade de uma colega que me acordou antes dos outros chegarem, eu estava toda dolorida. Então acabei perdendo o café da manhã e as duas primeiras aulas. Quando me dei conta que todos da Grifinória estavam me odiando e que Scorpius já tinha piadinhas novas, já era a hora do almoço.

E agora já é a hora da minha detenção, o que faz que eu não passe uma única vez por certo banheiro. Murta já deve estar tentando se matar e lembrando que já está morta, deve estar se lamentando em dose dupla. Tento me lembrar do caminho para a sala do Hunter, mas acabo entrando em várias salas erradas. Por onde passo ouço risos e piadas. Meu rosto não para de corar por um segundo.

Depois de trinta minutos rodando sem parar, encontro a sala do monitor mais horrível de Hogwarts. Bato na porta. Se passam um, dois, três minutos sem resposta. Estou impaciente e mordo os lábios. Nesse exato segundo a porta se abre. Olho para baixo. Hunter está mais lindo do que nunca. Seus cabelos estão desalinhados, seus lábios vermelhos e suas pupilas dilatadas. Seu uniforme está todo amarrotado também. O que aconteceu com ele?

A resposta vem em segundos. Uma loira muito bonita sai de sua sala. Isabela Grace. A corvinal mais popular da escola. Ela ainda está com o uniforme nas mãos, vestindo enquanto anda. Ele afasta a porta, entro sem levantar a cabeça. A sala está bagunçada, os papéis jogados no chão e a mesa molhada. Gotas de suor dos dois? Minha consciência está muda, como raramente faz. Nem ela tem palavras ácidas para esse momento. Não é só o constrangimento, sinto uma dor estranha com aquela cena.

— Desculpa, eu me esqueci da sua detenção. — Eu não respondi, tampouco o olhei. — Você pode me ajudar com os papéis?

Na mesma hora eu me abaixo, como se ele tivesse ordenado. É uma ação meio involuntária. Ele também se abaixa e ficamos assim por alguns minutinhos. Ele me ajuda na hora de levantar, mesmo não sendo necessário. Ele puxa a cadeira para mim e me indica alguns papéis. Começo a trabalhar imediatamente.

— Então, Rose, tem alguma ocupação extracurricular? — Tomo um susto com sua pergunta. Ele também está trabalhando nos papéis.

— Não. — Respondo com a voz fraca. Tem sim, chorar com a Murta Que Geme, diz minha consciência. Reviro os olhos. Ele nota e faz uma careta estranha. Suspiro.

— E o que gosta de fazer no tempo livre? — Ele não para de tentar puxar assunto. Sinto meu rosto todo quente.

— Matar sonserinos. — Digo com ironia. Ele olha para mim com uma cara divertida.

— Eu quero ver você tentar me matar. — Ergo os olhos, provavelmente arregalados. Por Merlin, ele quer me matar? Eu chego aqui e ele estava transando e agora ele vem com esses sorrisos e responde minhas grosserias?

— Não acho que eu perderia meu tempo com você. — Falo isso e um segundo depois me arrependo. Caralho, eu falei isso alto? Olho para o relógio de relance. Hora de ir embora! — Acho que já deu por hoje. — Levanto-me e vou desesperada em direção a porta.

Sinto seu corpo pressionando o meu contra a madeira gelada. Ele está me empurrando com força, mas a porta está trancada. Seu corpo está colado no meu. Viro-me irritada. O que ele está fazendo? Quem é esse Hunter? Seus lábios estão tão próximos dos meus. E são tão perfeitos. Sinto o ar me escapando.

— Não pode falar isso e sair assim, é algo que você vai aprender em breve Rose Weasley. — Ele ia se aproximando mais e mais, com aqueles lábios invejáveis. Merlin, eu queria aqueles lábios nos meus, mas graças a Merlin minha consciência tomou o comando. O empurrei com força.

— Não sou igual as outras. Fique longe de mim! — Gritei e destranquei a porta rapidamente, correndo para um certo banheiro com toda minha infelicidade.

...

Na manhã seguinte estou toda atordoada com episódio na detenção. Deveria ter deixado ele me beijar. Teria sido ótimo. Agora você se vende por qualquer carinho? Indagou minha consciência. Moralista idiota. Caminho distraída até o Salão Principal. Estou andando calmamente até ir de cara com o chão. Infelizmente estou em frente a mesa da Sonserina. Eles explodem em risadas a minha volta. Scorpius prontamente se levanta.

— Ei Rose, você não se cansa de sempre estar no chão?! — Quase todos em Hogwarts estão rindo. Viro-me, já secando com o dorso da mão as lágrimas quentes que escorrem. Corro em qualquer direção. Gostaria de não ser tão fraca. Tão inútil. Gostaria de ser normal, sem me preocupar com as humilhações constantes. Ou com sonhos assustadores.

Acabo me localizando no corujal. Quero achar Madeline, minha coruja branca. Ela não está por aqui. Sento-me no chão, mesmo o cheiro não sendo um dos mais agradáveis, graças os dejetos das corujas. Choro com toda minha força. Eu quero sair daqui o mais rápido possível, quero que tudo acabe. Quero abrir os olhos e ser outra pessoa.

Vejo Madeline vindo pela janela. Abro um sorriso lacrimoso. Ela pousa no meu braço assim que me ver. Porém traz algo em seu bico. Acho que ela estava me procurando no Salão Principal. Puxo o envelope de seu bico. Estou fodidamente fodida. É um berrador. Abro receosa, pelo menos não foi lá no Salão.

— Rose Weasley! — Grita a voz furiosa da minha mãe. — Nunca estive tão decepcionada com você! Não basta suas notas vergonhosas, você ainda apronta na escola?! Mais uma dessas, eu e seu pai a tiraremos da escola, você querendo ou não! Você envergonhou toda nossa família. — Começo a chorar com mais força ainda. É tão ruim ouvir aquilo. Olho para o teto. O que eu fiz para merecer isso?! — Ainda assim faço votos que retorne e não corra mais riscos. Pode voltar quando quiser.

O berrador se transforma em pedacinhos na minha frente. Encolho-me no chão frio. Choro com força. Não quero voltar nunca. Quero desaparecer no mundo e não ser reconhecida jamais.

A última semana passou em um borrão. Scorpius me zomba mais do que nunca. Continuo me encontrando com Murta sempre que possível. E Hunter não troca uma única palavra comigo durante as detenções. Pelo menos ele também não me colocou mais contra a porta. Meus sonhos com o Riddle só aumentam. E ele agora me diz mais coisas, como “Está chegando a hora!”. Fico totalmente aterrorizada nesses episódios.

Hunter e Isabela assumiram o namoro um dia depois da minha primeira detenção. Aquilo me deixou um pouco triste, não sei bem o motivo. Mas não tão triste quanto o anúncio de um baile para essa semana. Isso rendeu uma tarde inteira de choro com Murta. Desde o anúncio do baile já se passaram três dias e eu não recebi nenhum convite. Eu ouvia todas as garotas comentando sobre vestidos e seus pares. Será que eu posso ir com um fantasma ou um bichinho de estimação?

Também fiquei arrasada quando eu recebi uma carta da minha mãe, perguntando a cor do meu vestido. Vestido para quê?! Entrego-me a escola com toda minha dedicação, minhas notas melhoram em tudo, menos em DCAT.

Corro desesperada, pela Floresta Proibida, tentando desesperadamente alcançar a luz. Porém ele me segue de perto, até me segurar com força, me derrubando. Ele me sacode por longos minutos ou horas, sempre com o mesmo pedido, “por favor, morra”. Quero morrer. Quero me sacrificar por ele. Riddle em toda sua luminosidade da sua juventude implora para que eu perca minha vida. Vou afundando em um lago gelado e escuro. Não posso mais ver seu rosto. Mas eu ouço seu pedido sussurrado. Entrego-me de bel prazer, implorando pela morte junto com ele. Porém sou puxada com força para fora da água. Braços fortes me seguram. É tão quente quanto o inferno estar em seus braços. E quando seus lábios tocam os meus, sou queimada viva.

Acordo sobressaltada. Estou acostumada a sonhar com Riddle. Mas essa é a primeira vez que sonho com Hunter.



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