História Please, Die! - Capítulo 5


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Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Hermione Granger, Lord Voldemort, Ronald Weasley, Rose Weasley, Scorpius Malfoy, Tom Riddle Jr.
Tags Drama, Harry Potter, Malfoy, Mistério, Riddle, Romance, Rose, Scorpius, Tom, Weasley
Exibições 40
Palavras 2.043
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Punição


POV Rose

O mundo sempre foi tão colorido? Ou as cores são tão brilhantes normalmente? Estou atordoada e meu raciocínio está tão lento. Sei que fui acusada por um fantasma de ser a causadora de sua morte. Mas é uma mentira, grande mentira. Estou apavorada, mordendo os lábios ao ponto de sangrar. Aquela sala cheia de cobras não ajuda em nada. Quando o diretor vem chegando e se senta, sinto-me como em um julgamento. Tenho a sensação que o veredito será culpada.

Então vejo Hunter chegando. A sala é dele, ele é monitor, faz sentido até. Sem falar que quem está me acusando é a fantasma da sua namorada. Seu cabelo está desarrumado e ele está com uma carranca. Porém sorri quando me vê. Ele quer te provocar, diz minha consciência. Mesmo assim continuo corando violentamente. É um péssimo momento, mas lentamente, começo a desconfiar do modo que Hunter vem agindo. Sua namorada morre e você continua não só calmo, como disposto para me atormentar. Tento retomar o foco para o momento presente.

— Srta. Weasley. — Diz o diretor em um tom de funeral. — O que você viu foi um feitiço de alarme. Achamos que o assassino ou assassina poderia retornar a cena do crime. — Ele respirou fundo. — Não quero acreditar que você seja capaz de tal ato. Diga-me porque estava lá. — O seu tom é tão agressivo que me encolho.

— Eu fui ver se conseguia ver a Murta. — Confessei de uma vez. — Ela é minha amiga. — Expliquei após ver a careta do diretor. Hunter abafou uma risada com uma tosse. — Eu não matei ninguém! Eu não sei de nada! —Gritei e comecei a chorar compulsivamente.

Outros professores chegam e minha punição começa a ser discutida. Minha mãe vai me tirar de Hogwarts, tenho certeza.  Vou ser obrigada a viver como trouxa. Grande coisa, diz uma voz conhecida, você nunca foi boa em magia mesmo. Meu choro se torna mais e mais desesperado e alguns professores me lançam olhares de pena. Hunter me encara com uma expressão nada comum de ódio. Como se eu o estivesse desafiando. Merlin sabe que estou longe de cometer essa burrada. Por que tudo tem que ser assim? Vou morrer de tristeza, com toda certeza.

— Rose, temos uma decisão. — Ergo os olhos, esperançosa. — Cumprirá detenções por um mês por ignorar o aviso. Não acreditamos que possa estar envolvida com a morte de Isabela. Além disso, temo que você terá que ficar retida em Hogwarts até o culpado aparecer.

— Retida? — Pergunto, mas com uma sensação de que isso é muito pior do que o nome sugere. E olha que o nome já sugere algo horrível.

— Rose, você não poderá ser dispensada com os demais alunos amanhã. Terá que ficar aqui e passar por sessões de interrogatório pelo Ministério. — Ele respirou fundo. — É a terceira morte e você não só achou o corpo de Isabela, como ativou o feitiço alarme. Sinto muito mesmo Srta. Weasley.

Paro um segundo para avaliar a situação. Não é tão ruim, é certamente melhor do que estar em casa com as cobranças e questionamentos infinitos. Aqui eu tenho pelo menos milhares de livros e sem as garotas no dormitório, vou ter mais tempo para refletir sozinha e aproveitar minha privacidade. Os interrogatórios do Ministério me preocupam mais, mas sei que sou inocente. De repente, o alívio me invade como uma onda gelada, abaixando minha temperatura e dissipando a vermelhidão do meu rosto.

— Tudo bem, tudo que eu puder fazer para pegarem logo esse maníaco eu farei. — Suspirei fundo, eu poderia até sorrir naquele momento. — Vocês avisarão meus pais? Certamente minha mãe vai enlouquecer de preocupação.

— Eu os avisarei pessoalmente Srta. Weasley, fique tranquila. — Disse o diretor, franzindo o rosto, com uma expressão de dúvida. — Mas ainda não acabamos de discutir os termos da sua punição. — Engulo seco. O alívio se dissipa rapidamente, dando lugar a uma ansiedade desesperadora. — Alguns alunos, órfãos, permanecem em Hogwarts o ano inteiro, então saiba que não estará sozinha. E isto nos preocupa, — Faço uma cara de indignada, ele não tinha dito que acreditavam na minha inocência?! — não podemos permitir que recaiam dúvidas sobre você e tampouco permitiremos que o Ministério a leve.

Fico branca de choque. O Ministério quer me levar? Pelo amor de Merlin, eu tinha de ser amiga justamente da fantasma daquele banheiro? Dos zilhões de banheiros e fantasmas, por que eu escolhi justamente o da Murta?! Burra, burra, burra!

— Então quais vão ser os termos? — Indago, com a voz rouca e fraca. Estou sinceramente assustada. Olho de relance para Hunter. Ele mantém uma expressão calma e indecifrável.

— Não ficará sozinha nas férias. Na verdade, será acompanhada por um tempo indeterminado até que o culpado seja pego ou as dúvidas sobre você estejam totalmente esquecidas. Acredite, é para o seu bem. — Ele me olha com uma expressão severa, não tenho coragem para me opor então.

— Tudo bem. Uma professora ou professor vai me acompanhar?

— Na verdade, Srta. Weasley, nossos professores não podem lhe acompanhar em tempo integral, eles estão trabalhando junto com o Ministério atrás do culpado e além disso, possuem os seus afazeres regulares. — Ele respira fundo, como se tomasse coragem. — Infelizmente terá que ser um monitor o seu acompanhante. Vocês dividiram um dormitório, esperamos que não tenha problema, para maior conforto de ambos, vocês ficarão em um dormitório que conta com dois banheiros, para se trocarem e afins. Sempre que for andar pelo castelo, ele te acompanhará.

Respiro fundo. Solto o ar. O prendo. Sinto meu corpo amolecendo. Eu desmaiaria se meu corpo pelo menos reagisse. Não é real, diz minha consciência. E ela está errada, pois sinto aquilo ficando mais real conforme os professores fixam o olhar em mim.

— Qual monitor? — É tudo que pergunto, desacreditada. Você sabe a resposta, sussurra em tristeza profunda minha consciência. Sim, eu sei. Mas um fiozinho de esperança, difícil de perder, permanece insistindo que eu pergunte.

— Bom, — Começa o diretor, em um tom contrafeito. — Só há um monitor órfão em Hogwarts, ou seja, só uma há uma opção de acompanhante. — Ele tossiu desconfortável ao ver meu olhar. — O Hunter vai ser seu acompanhante por enquanto.

Você sabia. É, eu sabia.

Incrivelmente, enquanto a história se espalha pela escola, eu não recebo nenhuma carta da minha família. Eu acredito que isso se deva ao fato de provavelmente minha mãe estar furiosa no Ministério, quebrando tudo até garantir que eu possa voltar. E isso só faz aumentar a pressão incômoda no meu peito. Depois de insistir com os professores, descubro que Murta está desaparecida. Eles dizem vagamente que ela pode ter seguido em frente. Mas Murta jamais superaria sua morte. Há algo muito estranho nisso tudo.

Minha nova “casa” é fria e gélida. Como se ter que ser acompanhada pelo Hunter para cima e para baixo o tempo todo não fosse ruim o suficiente, o dormitório que nos deram fica na Sonserina. Os dormitórios são mais luxuosos, mas ninguém gosta de mim lá. E mesmo hoje sendo o último dia, as pessoas estão se afastando de mim nos corredores, aproveitando suas últimas oportunidades para me lançarem olhares acusadores. Muitos ainda acreditam que eu matei Isabela.

Então, fico evitando os corredores e deito na minha cama com um livro. O problema é que Hunter está na cama ao lado. Ou melhor, ele está por todo lado! Eu pisco, ele está lá, eu respiro fundo e ele já se levanta, pronto para me observar mais de perto. De todos os castigos, certamente este é o pior que já me deram.

— O que você está fazendo? — Pergunta ele com aquela voz rouca que me tirava facilmente do sério. Ele pergunta isso a cada cinco minutos. Não é possível que ele não faça isso de propósito.

— Planejando assassinatos! — Digo com sarcasmo, com o desprezo bem perceptível no meu tom. Ele dá um sorriso resplandecente. Esse bastardo tinha que ser tão maravilhosamente lindo?

— Não é assim que se consegue a liberdade Rosezinha. — Bufo alto, ele e seus apelidos cada vez melhores. — Bravinha você, não?

— Merlin, me dê forças, porque se me der magia eu acabo com certo sonserino! — Falo nervosamente. — Cansei de você, tchau!

— Aonde você pensa que vai? Esqueceu que eu sou seu guarda-costas? — Ele puxou meu braço com força, me fazendo virar rapidamente. Meu rosto fica tão perto do dele que é impossível não pensar no que aconteceria se eu vencesse essa distância. Mas uma voz interrompe meus pensamentos e não é a porcaria da minha consciência como sempre. É a voz gélida dele. Sempre ele.

Então não respondo e me solto, correndo para o corredor. O meio segundo de vantagem que ganho ao surpreendê-lo ajuda bastante, pois consigo chegar até a saída em uma corrida furiosa. Mas ele vem desesperado atrás de mim e eu começo a jogar desesperada algumas azarações, inofensivas m sua direção, na esperança de atrasá-lo. Aparentemente funciona e eu chego na escada antes dele.

E então o destino me dá a melhor ajuda que já me deu até hoje. A escada que eu alcanço desesperada muda de posição, indo para cima e se alojando perto das masmorras. São tantas, como ele vai adivinhar onde estou? Pulo para fora da escada correndo, vendo ele bufar de raiva. A escada que ele pega também muda de direção, indo para o terceiro andar. Sorte Merlin, finalmente sorte!

...

Consigo fugir e não cair nas garras de Hunter. Isso é um alívio. Percorro os corredores até as masmorras. Elas são frias, mas seguras por um tempo. Definitivamente ele vai me achar, mas eu só preciso de um pouco de descanso. Elas também são o palco mais recentes dos meus sonhos. É lá onde Riddle me asfixia com suas mãos brancas. Sento no chão o mais silenciosamente que consigo. Sinto o ar gelado das masmorras atingir meu rosto e sei que estou salva por talvez uns 10 minutos. É melhor do que nada. Começo a lembrar o que me trouxe até aqui. Não até as masmorras, mas sim até esta situação humilhante e desesperadora. É como se toda minha vida trilhasse o caminho errado. São tantas situações ruins que não vejo uma saída próxima. Minha família me odeia. Tem o Scorpius, meu amor não correspondido que adora ferrar com a minha vida. Tom Riddle e suas maneiras horripilantes de matar. Murta e sua amizade estranha, mas que agora descubro ser estranhamente necessária. Hunter e suas mudanças de humor. Minhas notas vergonhosas. Isabela Grace e seu corpo largado no chão do banheiro. No final, tudo me trouxe até aqui. Minhas velhas amigas, lágrimas, clamam pela liberdade. Eu concedo e elas escorrem pelo meu rosto.

— EU VOU TE MATAR WEASLEY! — Sou brutalmente interrompida com um grito e vejo o rosto lívido de Hunter. Puta merda, esse garoto só chega nas piores horas possíveis! Hunter está me encarando e sinto meu corpo ficar quente, de medo do que ele possa fazer, se ele me dedurar provavelmente o Ministério vai associar até a morte de uma flor comigo.

— Achei que não ia me pegar Hunter. — Falo, com o meu sarcasmo voltando a ativa. Aproveito um momento de distração dele para secar rapidamente as lágrimas que escorrem pelo meu rosto. — Quer sentar? Aqui é bem calmo.

Vejo o rosto dele mudar de tom diversas vezes. Posso ver que ele não sabe o que o irrita mais, minha fuga ou minha audácia. Ele não responde e senta do meu lado. Estranho, sussurra minha consciência. Por que ele sentaria calmamente do meu lado se até agora tudo que eu tinha eram ameaças e brincadeiras depreciativas? Mesmo assim, resolvo ignorar o absurdo que aquilo é e deixo ele continuar ali, bem do meu lado.

— Quem disse… — Começou ele, cortando o silêncio que tinha se instalado há poucos segundo ainda. Me viro imediatamente, com uma pressa para saber o que sairá dos seus lábios.

Mas quando eu viro, tudo que eu sinto é sua respiração misturada com a minha enquanto seus lábios encontram o meu. Ele está me beijando. Por algum motivo insano e não incluso em um dos Doze Usos para Sangue de Dragão, eu o correspondo. Eu deixo ele me beijar, enroscar suas mãos em meus cabelos e me puxar para perto. Não ouço nada além da nossa respiração ofegante quando nos separamos.

— Que eu não peguei você Weasley? — Completou ele.

 

 



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