História Please, don't leave me - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Original, Romance, Sofrimento, Yaoi
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Palavras 3.496
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Bites / Shot / fuck you


Fanfic / Fanfiction Please, don't leave me - Capítulo 2 - Bites / Shot / fuck you

Estava correndo no parque com John, estávamos dividindo um fone de ouvido, fomos atravessar a rua, quando do nada ele me empurrou e eu rolei para calçada. O fone se partiu e um carro o acertou, a rua se encheu de pessoas, me levantei rapidamente e corri até a porta do carro, arranquei o senhor que dirigia de dentro do carro, quando quase perdi a cabeça alguém me segurou pela blusa.

- Caralho, olha o que você fez, porra! - Eu já estava com o rosto repleto de lágrimas.

A ambulância chegou, e em quanto ele estava na maca, eu estava no oxigênio ao seu lado. Ele estava com um colar servical e uma bomba de oxigênio manual a qual a enfermeira bombeava a cada 3 segundos. Chegando no hospital a mãe dele já estava lá, ficamos horas na sala de espera, eu estava com os olhos vermelhos e meu estômago estava do avesso. E finalmente o doutor entrou na sala.

- Eu sinto em informar, fizemos de tudo para tentar salva-lo, mas infelizmente nós o perdemos - Ele disse sem nenhuma pausa.

Estava prestes a ter um ataque de pânico, quando escutei uma voz me chamar, era minha mãe.

- Caleb, Caleb acorda, John está aqui...- Ela disse me acordando.

Era tudo um pesadelo, abri meus olhos, a cama estava molhada de suor e meus olhos estavam ardendo. John entrou no quarto, eu saltei da cama e o abracei, como nunca tinha abraçado ninguém, até ele forçar cair em cima de mim na cama. Ainda o abraçando comecei a chorar.

- Caleb? Oque foi? Eu estou aqui...- ele disse colando sua testa na minha.

- Eu sonhei, que tinha o perdido -  Eu disse de olhos fechados.

Ele me beijou e disse que estava tudo bem, secou meu rosto com a manga de seu moletom, se sentou em minha frente e ficou me encarando com uma expressão feliz, de quem queria dizer algo.

- Ta bom, pode falar, oque está acontecendo? - perguntei curioso.

- Aaahh, achei que nunca ia perguntar. Bom sua mãe me deixou contar então, seus pais vão viajar no final de semana, e deixaram eu passar ele todo aqui com você - Ele deu um sorriso quase uma careta, com a tentativa de me fazer rir.

- Sério? Isso é... muito legal - Tentei demonstrar que estava feliz.

Eu realmente estava feliz por ter ele comigo, ainda mais pelo fato de ficarmos sozinhos e tudo mais. Só não conseguia demonstrar isso de uma forma boa. O abracei e depois o beijei, acho que ele sentiu o que eu queria realmente dizer. Depois de ficarmos horas deitados de mãos dadas em minha cama, ele se levantou me beijou na testa e vestiu seu all-star preto.

-  Preciso ir, tenho algumas coisas para resolver...- disse colocando um cigarro na boca.

- Você ainda parou com isso? - Disse tirando o cigarro de sua boca e colocando na minha.

Coloquei a mão em seu bolso para pegar o isqueiro e ele quase recuou, ficou pálido e respirou forte.

- Oque foi? Oque tem em seu bolso? - Disse desconfiado.

- Nada... Quer dizer, apenas meu isqueiro, é isso que você ia pegar né...- ele disse acendendo o cigarro para mim. Segurei seu braço e parecia inchado, ele recuou como se sentisse dor.

Me beijou na testa e saiu rapidamente. Tinha algo errado,  e eu iria descobrir o que era. Peguei meu casaco, dei tchau para meus pais que viajaram no outro dia de amanhã  e fui atrás dele. Sim eu o segui sem que ele percebe-se, estávamos numa rua escura do centro, ele  estava com uma garrafa de vodka em uma das mãos  até que entrou em uma balada, uma das mais agitadas da cidade, entrei e o observei de longe.

Ele recebeu um pacote de um cara e entregou dinheiro, tudo isso no meio de uma multidão dançando músicas remixadas. Logo o perdi de vista, então decidi ir ao banheiro antes de ir embora. Lavei meu rosto, eu estava muito aflito, mas que merda ele estava fazendo desta vez? Foi quando ouvi algo cair no chão, uma seringa rolou de uma das cabines do banheiro até meus pés, vi alguém caindo no chão dentro da cabine. Arrebentei a tranca e PUTA QUE ME PARIU JOHNATAN.

- Droga, caralho, porra, o que você está fazendo? - Eu gritei e comecei a tentar levanta-lo.

Ele estava com uma agulha em seu braço que estava cheio de marcas, caído no chão. O apoiei em meu ombro e nos tirei da boate.

Chamei um uber para nos levar para algum hotel, não podia chegar em casa com ele drogado, muito menos na casa dele. Entramos no carro e John estava totalmente brisado, abraçado em mim, eu pedi para que nos levasse para o hotel mais próximo.

- Seu amigo está bem? Parece que ele exagerou um pouco no álcool  - o motorista perguntou por educação.

- Ah, sim, álcool, sabe como é né... álcool...-  eu disse tentando disfarçar.

Paguei o uber, e então descemos para o hotel.

- Pai, me desculpe - ele me disse com a voz trêmulas e os olhos vermelhos, totalmente fora de si.

- Eu não sou a droga do seu pai e...- percebi que não valia apena brigar com ele naquele estado - Tudo bem John... vem vamos entrar...

Ele me abraçou, e nisso vomitou em minhas costas. Peguei um dos quartos mais baratos, o enfiei debaixo da água gelada de roupa e tudo. Logo depois tirei suas roupas molhadas e o coloquei para dormir na cama de casal que havia no quarto. Não durmi a noite, vi o sou nascer e quando já era quase 12:30 ele acordou.

- Caleb... minha cabeça está explodindo, onde nós estamos? Porque eu estou sem roupas? - Ele disse com a voz fraca, quase sem força para falar, vindo até mim apenas com o lençol enrolado no corpo e na cabeça.

- Você não lembra de nada? - Eu disse olhando para chão .

- Eu me lembro de estar... entrando na boate... e mais nada...- Ele disse sentando no sofá ao meu lado.

- Eu te encontrei... no banheiro com uma seringa de morfina, estava quase desmaiado. Pegamos um uber e eu te trouxe até aqui, não podia chegar com você drogado na sua casa, muito menos na minha. - eu disse levantando e pegando suas roupas.

- O que é isso em suas costas? - ele perguntou.

- Você vomitou vodka em mim. - eu disse jogando as roupas dele no sofá - se troca logo, precisamos ir.

- Caleb... Me desculpe - ele disse se levantando e vindo em minha direção apenas com o lençol na cintura.

- Tudo bem, eu lavo minha camisa depois...- eu disse olhando pro chão, sem dar atenção a ele.

- Caleb, olha pra mim, sério me desculpe por isso, eu não tenho tido controle sobre essas coisas... Eu...- ele disse chegando mais perto e colocando as mãos em meus ombros.

- Eu só... Só estou decepcionado...- disse ainda olhando para o chão.

- Caleb, por favor... fique bravo comigo, grita, me dá um soco sei lá - ele disse com as mãos em meu rosto me fazendo olhar para ele - só não fique assim... - ele me beijou e me abraçou.

- Sua boca ainda está com gosto de vodka.- disse em seu ouvido.

Ele sorriu, vestiu suas roupas e fomos para minha casa. Estávamos sentados na minha cama conversando eram quase 14:00h, quando me lembrei que havia arrumado um emprego.

- Preciso ir... esqueci que trabalho hoje...- coloquei uma blusa sem vômito e coloquei meu tênis.

- Onde? Desde de Quando? - ele disse surpreso.

- Vou vender algumas flores na porta do cemitério, como acha que vamos sustentar esse final de semana sem dinheiro? - Eu disse pegando minhas chaves.

- Posso ficar? - ele pediu com uma voz fofa.

- Pode... Só não coma meu pudim na geladeira - avisei.

- Nossa tudo bem...- ele disse sorrindo.

A tarde foi muito lenta no cemitério, pessoas morrendo, chorando, bem calmo.  Consegui uma quantia boa, e quando eram quase 19:30h voltei para casa. John tinha arrumado tudo, e preparado um filme, o beijei e...

- John... Sua boca está com gosto de... - fui até a geladeira e ele havia comido meu pudim - porra Johnatan!

- Ah me desculpe, não tinha mais nada para comer - ele disse sorrindo e vindo em minha direção - em compensação, eu faço o que você quiser...- ele disse cochichando em meu ouvido.

- Então faz outro pudim - cochichei em seu ouvido.

- Nossa, ta bom, vou buscar as coisas pra fazer essa porra desse pudim pra você comer - ele se virou meio puto meio rindo.

O puxei pelo braço e o agarrei pela cintura, comecei a beija-lo, fomos até o quarto e caímos juntos na cama, tirei seu moletom e ele tirou minha blusa, ele mordia meu pescoço e se agarrava a minhas costas e a meu cabelo. Percebi que ele estava ofegante, então decidi parar por ali mesmo, o beijei e deitei ao seu lado, ele se apoiou em mim e pegou no sono depois de um tempo. O deixei na cama, peguei  minha toalha e fui para o banheiro, liguei o chuveiro e fui até a area de serviço buscar um sabonete. Quando entrei no box, John estava apenas com sua roupa de baixo, encharcado e me olhando; Me puxou para baixo do chuveiro onde ficamos no mínimo uma hora.

Sai primeiro do chuveiro, me sequei e fui pegar algumas roupas para ele. Nos vestimos e fomos até o mercado, compramos algumas comidas semi-prontas e voltamos para casa. John  fez meu pudim e dormimos na sala vendo um filme ao qual não prestei atenção por causa de sua boca estar colada na minha a todo momento. No outro dia acordei e ele não estava em casa, liguei e mandei mensagense e ele havia esquecido o celular em casa, já estava preocupado, coloquei meu casaco e quando iria sair ele entrou pela porta com leite e pão numa sacola.

- Caralho Johnatan, onde você estava? - Eu disse já puto.

- Eu fui só comprar leite e pão...- ele disse levando as coisas pra cozinha - está de casaco uma hora dessa, vai sair?

- EU IA TE PROCURAR - Disse já exaltado.

- Calma, eu te aviso da próxima vez....- ele disse tirando meu casaco.

- Porra, só não faz isso de novo ok?

A noite pedimos pizza, sentamos no chão do quarto com a caixa e algumas latinhas de cerveja, no dia seguinte  (sábado) seria meu aniversário, não tinha comentado com John não queria que ele soubesse, sempre odiei aniversários. Quando bateu meia noite ele me convenceu a sair, não estamos fazendo nada e provavelmente não iríamos dormir aquela hora. Descemos até o estacionamento e pegamos a moto de meu pai, que havia deixado para usarmos no final de semana, eu dirigi em quanto ele me abraçava, iríamos até uma lanchonete 24h que ficava uns 20 minutos de carro, estávamos passando por uma rua quando um caminhão a fechou, a moto deslizou e fomos parar debaixo do caminhão, fiquei zonzo e vi uns 3 caras de capuz vindo em nossa direção, tentei brigar mas levei uma coronhada e desmaiei.

Acordei no chão de um contêiner, eu estava na porra de um contêiner, com as mãos amarradas. Tinha sangue no chão, fiquei preocupado mas percebi que era meu. Havia um corte em meu antebraço, comecei a gritar por ajuda, um dos caras apareceu, me mandou calar a boca e começou a me arrastar a força para fora, era algum tipo de galpão ou lugar abandonado.

- Vamos lá, olha pra cara desse garoto, ninguém vai procurar por ele,  não vamos ter nenhum lucro nisso - eles discutiam entre si.

Percebi que era algum tipo de sequestro relâmpago.

- Vocês tem razam, meus pais estão fora da cidade ninguém vai...- fui interrompido.

- Cala boca, ninguém aqui quer nada com você! - um dele disse me dando um soco - Estamos falando da princesinha ali.- ele apontou para John, que estava amarrado numa cadeira.

Não estava machucado nem nada, estava com uma fita na boca e tentando gritar ou falar, um dos homens arrancou a fita, ele disse que ninguém o procuraria e que estávamos juntos.

- Ninguém vai procurar esse merda, a gente devia deixar eles em qualquer estrada sei la - Disse o cara com a vós mais jovem.

- Espera... Gary? Gary? Da aula de literatura?  - John o reconheceu.

- Droga cara, você disse que ele não te conhecia - eles começaram a brigar.

- Dane se ele sabe de mais.- ele pegou a arma e apontou para John.

Fui para cima dele e a arma disparou me acertando, na hora não liguei, meu corpo estava repleto de adrenalina. Depois de alguns segundo de luta corporal, comecei a sentir a bala, coloquei a mão minha camisa estava molhada de sangue. Cai no chão e comecei a ofegar.

- CALEB! Eu vou acabar com vocês, filhos da puta, eu vou matar vocês entenderam? - Ele chingava e chorava sem parar.

- Fodeu cara, esse filho da mãe vai mor...

- Cala a boca Gary, leva eles pro contêiner vai logo - O mais alto gritou.

Ele tirou John da cadeira e o colocou no contêiner ainda amarrado. Me arrastou para o contêiner ao lado e o trancaram.

- Caleb está tudo bem? Fica comigo, fica com os olhos abertos - ele gritava.

A voz dele parecia estar cada vez mais longe, minha visão embaçada. Depois de um tempo eles nos arrastaram para uma sala, ainda com as mãos amarradas John tentou brigar com eles, mas acabou levando socos e chutes e voltando para o contêiner. Me deixaram numa sala com uma maleta de primeiros socorros, e soltaram minhas mãos.

Tirei a bala do meu abdômen, eu tirei a porra da bala com minhas mãos. Costurei o buraco em minha barriga, a dor era enorme. CARALHO havia porra de um buraco de bala em mim. Teria que sair dali de alguma forma, peguei uma agulha e coloquei em uma seringa, fiquei atrás da porta até que alguém a abrisse e então teria uma chance. Alguém destrancou a porta e quando fui atacar era John.

- Caleb! Caleb você está bem? - ele disse me abraçando e colocando nossas testas.

Suas mãos estavam machucadas, e seu rosto muito machucado.

- Temos que ir, antes que eles voltem vamos - ele apoiou meu braço em seu ombro e saímos da sala.

Vi Gary desmaiado no chão. Saímos do galpão e não fazíamos ideia de onde estávamos. Estávamos andando em meio à mata quando senti muita dor e caí no chão, gemendo, tinha algo errado, minha camisa se ensopou de sangue.

- Caleb, Caleb olha pra mim - Ele disse dando tapinhas em meu rosto - Caleb fica acordado vai ficar tudo bem, vamos sair dessa ok?

Ele me colocou no ombro dele, e continuou a andar, até acharmos uma estrada.

- John...- disse tossindo.

- O que? Está tudo bem? Quer parar um pouco? Quer que eu dessa você? - ele disse com um pouco de pânico.

- Não, eu só...- tossi mais um pouco - Acho que vomitei em suas costas...

- Eu sei... tudo bem, vamos conseguir ok? - ele disse me ajeitando.

Encontramos um carro estacionado, parecia novo, ele me colocou no chão por alguns minutos e quebrou o vidro. Me colocou no banco de trás e fez ligação direta, não me lembro se chegamos ao hospital ou não, só lembro de sua voz pedindo que eu ficasse acordado, de olhos abertos.

- A pressão está caindo, ele perdeu muito sangue vai direto pra sala de cirurgia - escutava alguém falar.

Sentia as agulhas de soro em meu braço, e também podia ouvir o barulho das rodinhas da maca. Acordei e estava numa sala sozinho, estava com uma máscara de oxigênio e alguns remédios na veia. Tentei apertar o botão para chamar a enfermeira, mas estava longe demais  e eu caí no chão e oxigênio saiu do lugar.

- Alguém? Enfermeira? - comecei a tentar gritar.

- Meu Deus oque você aprontou? - Disse uma enfermeira entrando no quarto.

Ela chamou ajuda e me colocaram de novo na cama, e arrumaram a máscara.

- O garoto que estava comigo... onde ele está?

- Ah, ele não é seu parente, então podíamos deixa-lo entrar até que você acordasse, mas olha... Ele ficou na sala de espera a noite inteira, quer que eu o chame? - A enfermeira respondeu.

- Sim por favor...- eu disse com dificuldade.

Alguns minutos depois Johnatan entrou na sala.

- Caleb... eu tive tanto medo de te perder, você está bem? Eu não vou te deixar sozinho, Está tudo bem? - ele repetia em quanto me abraçava e colava nossas testas.

- John...Johnatan está tudo bem...- ele continuava a me abraçar - John... Johnatan! - Gritei, ou pelo menos tentei.

Ele olhou para mim assustado, ele estava em cima de mim e eu não conseguia respirar.

- Você... você tira meu fôlego - Eu disse ofegante.

Ele sorriu e beijou minha testa, se sentou do meu lado e segurou minha mão, disseram que eu ficaria em torno de uma semana no hospital, e que só me dariam alta com a presença de meus pais. Os polícias conversaram com a gente um pouco mais tarde, falamos sobre os ocorridos  e contei tudo que me lembrava. Gary foi encontrado quase morto no galpão, e eles já sabiam a identidade dos outros dois. Depois que eles saíram John segurou minha mão e disse que esperaria eu dormir, mas quem dormiu primeiro foi ele, com a cabeça em meu colo, logo eu também dormi.

* 3 semanas depois *

Estávamos na sala do diretor com nossos pais, estávamos no último ano e perdemos cerca de 2 meses de aula. Fizemos um trato, e no final ele irá nos passar de ano, e no final deste mês haveria a viagem de turma e eles acharam importante que nós fôssemos para "socialisarmos e sair da depressão profunda que foi nossa vida no último mês", palavras do diretor. Iríamos para um camping, acampar, colher frutas, andar a cavalo, não é grande coisa mas nossos pais pediram que fôssemos então aceitamos.

John arrumou suas coisas e foi para minha casa para que fôssemos juntos. Ainda não tinha arrumado minhas malas então ele foi me ajudar.

- Você vai levar esse casaco? - ele disse me mostrando um casaco velho de flanela.

- Eu não sei, não sabia que era tão difícil arrumar as malas - Eu disse me jogando na cama.

Ele enfiou algumas coisas na minha mochila e a fechou.

- Pronto, acho que vai faltar coisa, mas a gente da um jeito - Você pegou barraca?

- Barraca? John eu nem tenho barraca meu Deus - eu disse colocando as mãos na cabeça.

- Parece que vai ter que dormir comigo - ele disse me beijando.

Minha mãe entrou no quarto, porra mãe,  pediu que fôssemos logo se não iríamos nos atrasar. Pegamos nossas coisas e entramos no carro, chegamos e o ônibus estava quase cheio. Colocamos as coisas no porta malas e entramos, ninguém notou como sempre, percebi alguns olhares estranhos, sentamos no final do ônibus e dormi a viagem toda. Chegamos lá já a noite e começamos a montar nossa barraca, na verdade ele não fez nada eu que montei aquela porra toda. Alguns garotos iriam fazer uma fogueira e beber um pouco antes de dormir, decidi ficar na barraca e John disse que logo iria também.

Dormi antes dele chegar, nossa barraca estava um pouco afasta do pessoal e já havia amanhecido, John não estava na barraca então o decidi ir procura-lo. Assim que sai da barraca alguém me agarrou por trás, colocaram um saco em minha cabeça, eu entrei em pânico, surtei totalmente e comecei a bater em todos a minha volta. Até alguém me segurar, era o professor.

- Mas o que esta acontecendo? - ele disse tirando o saco de minha cabeça.

- Era só uma brincadeira professor, mas ele surtou pra caralho - Disse Daniel, um dos meus colegas de sala que estava com o rosto machucado.

- Não se faz esse tipo de brincadeira filho da puta! - Disse tentando ir para cima dele mas o professor me segurou.

- Chega, cada um vai pra sua barraca se recompor, e vão para a cabana principal para o café, não quero mais saber sobre isso, façam as pases e Pronto! - ele disse fazendo com que apertassemos as mãos.

- Ah gente, alguém viu o Johnatan? - perguntei.

- Ah, ví ele perto da fogueira ontem, estava bêbado pra caralho...- Daniel disse.

Fui até a fogueira e ele e Lana estavam deitados juntos, ela estava em cima dele e sua boca estava com batom. Ele acordou e mal abria os olhos.

- Caleb? - ele disse tampando o sol com a mão.

- Foda - se. - Eu disse dando as costas.

- Caleb! espera! - ele correu em minha direção e agarrou meu braço.

- Me larga Johnatan - Eu disse já exaltado.

- Me obrigue.

O empurrei e ele me empurrou, " Vai se foder" começamos a brigar, o soquei e ele caiu no chão. Virei as costas e continuei andando, por mais que aquilo tenha me doído eu continuei a andar.

*Continua*





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