História Please, don't leave me - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Original, Romance, Sofrimento, Yaoi
Exibições 134
Palavras 1.327
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Alone


Fanfic / Fanfiction Please, don't leave me - Capítulo 2 - Alone

A emergência chegou, e mãe dele também, ela foi com ele na ambulância, e eu também tive que ir, estava a ponto de realmente ter uma parada, quando me colocaram eu uma maca e me deram oxigênio. Não me lembro se dormi ou desmaiei, só me lembro de querer que aquilo fosse apenas um pesadelo.

Acordei numa sala compartilhada para indigentes, minhas roupas ainda estavam cobertas de sangue, agora seco. Me levantei e passei todos os meus dados que a enfermeira precisava para me liberar. Fui até a recepção, com muito medo do que teria acontecido o garoto que nem se quer sabia o nome.

- Por favor moça, um garoto, com mais ou menos 16 anos deu entrada mais cedo, por tentativa de suicídio...- Disse angustiado, parecia a dor de uma farpa, mas ficava na boca do estomago, e era 15 vezes mais forte.

- Jhonatan Sivan, 16 anos, entrou na UTI em estado grave, eu sinto muito, não posso te dar mais informações. - ela disse sendo muito gentil.

Jhonatan este era o nome dele. Não sabia em que hospital estava, que horas eram, e muito menos o que faria. E sinceramente não queria saber, apenas sentei na sala de espera, sem saber o que esperar. Ouvi alguém dizer o nome dele, era a mãe dele no telefone.

- Eu não posso mais ficar com ele, olha ele está no quarto 22, internado em estado grave, você precisa vir...- não terminei de ouvi la, apenas comecei a procurar a UTI, não sei como, mas consegui entrar no quarto.

Ele estáva desacordado com os pulsos enfaixados, recebendo sangue na veia, e com uma máscara oxigênio. Abri o armário do quarto onde estavam suas roupas, peguei os cigarros e o isqueiro. Sentei ao seu lado e acendi um.

- Ei, você não pode fumar aqui, você nem devia estar aqui. - Sua mãe disse entrando no quarto .

Beijei a testa de Jhonatan e sai do quarto. Um garoto fumando um cigarro, e com as roupas ensanguentadas saindo da UTI. Todos me encaravam, decidi que era a hora de ir para a casa.

- Caleb onde você esteve? O que é isso em sua roupa? O diretor me ligou e...- Minha mãe me encheu de perguntas assim que entrei em casa.

- Eu estava, com um amigo, depois eu lavo minhas roupas,  desculpe por chegar tarde - Disse passando por ela e indo para meu quarto.

- Se você sumir assim de novo, pode procurar outro lugar para morar, e que cheiro de cigarro é esse? - ela disse indo para cozinha.

Na verdade ela não queria saber, ela não se importava, apenas estava seguindo seu papel de mãe, ou pelo menos tentando. Tranquei a porta do quarto, e terminei o maço de cigarros, se a cada cigarro você morre um dia mais cedo, são 9 dias a menos em minha vida.

As notícias correram rápido, e meus pais ficaram sabendo de tudo, o que era inevitável. Muitas perguntas surgiram, e eu não sabia responder nenhuma. Aquilo tudo foi muito pesado para mim, depois de 5 dias não saia mais do quarto, mal comia e não tinha notícias de Jhonatan, o que mais me matava era não saber se ele estava vivo, se ele estava bem.

Comecei a entrar em estado crítico, em uma semana emagreci 5 quilos, eu apenas ficava em minha cama, com as janelas fechadas, e pensando, dormia no máximo 3 horas por dia, isso quando eu tomava algo. Seu maço de cigarros vazio, ainda estava em minhas mãos, todos os dias para mim tinham
30 horas, e a cada segundo eu só lembrava de seu corpo quase sem vida em meus braços, de seu sangue emsopando minhas roupas e se eu canivete suíço o qual foi  usado para cortar seus próprios pulsos.

- Caleb, o telefone é pra você. - minha mãe disse entrando no quarto e me entregando o telefone.

- Alô...- Eu disse quase sem voz.

- Parece que você descobriu meu nome...- Na hora suei frio, era a voz de Jhonatan, comecei a hiperventilar novamente.

- Jhon... Jhonatan? - disse gaguejando.

- Caleb? Você está bem?  -  ele disse com a voz trêmula.

- Não... Jhonatan, eu vi você morrendo em meus braços, eu... eu não estou nada bem...- falei com a voz muito fraca, segurando as lágrimas.

- ...

- Você não pode fazer isso, entrar na vida das pessoas e desistir assim.- eu disse já não contendo as lágrimas.

- Caleb... não chore... por favor eu... eu estava esgotado de tudo, você foi... você.... - ele estava gaguejando e com a voz muito trêmula. - eu ainda estou no hospital,  mas vamos nos ver ok? Por favor, não fique mal, eu... nós precisamos conversar...- ele disse já chorando.

- ...- eu já estava com os olhos vermelhos, a garganta doía de tanto tentar segurar o choro e falhar.

Quando desligamos o telefone eu apenas corri para o banheiro, não sei como mas vomitei por quase uma hora, não aguentava a pressão de ter que vê-lo de novo. Passaram alguns minutos até que caisse a fixa de que estava tudo bem com ele. Tomei um banho bem demorado, coloquei a primeira roupa limpa que vi, e andei até uma lanchonete perto de casa. Comi o maior amburger que eles tinham, comprei cigarros e fui direto para o hospital.
Cheguei na recepção e moça me reconheceu.

- Você é o amigo do suicída não é? Estão dizendo que foi um milagre ele ter sobrevivido.

- Porque? - eu perguntei com medo da resposta.

- Os cortes de seus pulsos foram feitos na vertical, deixando as chances de suas veias serem costuradas quase nulas, além disso ele bebeu essência de cigarro, um tipo de veneno, você já deve saber, ele tinha asma, atacou e muito os pulmões, as chances dele sobreviver eram de 2% em 100. - ela falava como se aquilo amenizasse tudo que tinha acontecido.

Depois de alguns minutos finalmente consegui  entrar no quarto. Assim que me viu segurou por exatos 3 segundos, e logo depois que a primeira lágrima caiu, elas não pararam mais. Peguei o maço de cigarros e coloquei no lugar.

- Desculpe, está faltando alguns. - Eu disse sentando ao seu lado.

- Você sabe que a cada maço você tem um dia menos de vida? - ele disse com a voz fraca, contendo as lágrimas.

- Já é meu décimo quinto maço essa semana.

Percebi que seus pulsos estavam não só enfaixados mas presos a cama, além disso não havia quase nada além da cama e do armário.

- Você está bem? - perguntei já sabendo resposta.

- Digamos que eu tive alguns surtos...

- Surtos?

- Enfiei as agulhas em minha garganta, felizmente ou não elas eram finas demais para causar algo sério...- ele disse mostrando o pescoço.

- John, suicídio não é melhor opção. - disse sentando ao seu lado.

- As vezes é a única. - ele por um instante tentou mover seu pulso, mas logo lembrou que estava preso - pode acender um cigarro para mim?

- Você sabe que a cada cigarro você perde um dia de vida? - Falei colocando um em seus lábios.

- Eu já estou morto a meses.

Acendi o cigarro e fiquei ali por alguns minutos segurando sua mão e com a cabeça encostada em seu peito. Até que uma das enfermeiras entrou no quarto.

- Você é louco? Ele está com os pulmões afetados! De onde tirou isso? - Ela tirou o cigarro dele, apagou e o jogou no lixo - Acabou o tempo de visitas, por favor se retire do quarto.

Antes de sair do quarto, peguei o cigarro pela metade que ela havia jogado no lixo. O acendi de novo ao sair do hospital, no caminho de casa passei pelo parque onde passamos a maior parte de nosso tempo juntos. Ele estáva deserto como sempre, e eu estava de novo sozinho.



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