História Pleasure of Madness - Capítulo 3


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Categorias Evan Peters, Melanie Martinez
Personagens Evan Peters, Melanie Martinez
Tags Evan Peters, Melanie Martinez, Pleasure Of Madness
Exibições 46
Palavras 1.542
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Slap in the face


Fanfic / Fanfiction Pleasure of Madness - Capítulo 3 - Slap in the face

Termino de prender o grande laço rosa-bebê. Neste dia, eu estava com os cabelos metade preto, colorido. Abaixei a blusa de mangas longas rosas e bati na saia azul-marinho.  Estava pronta para encarar o café da manhã. Passo pelos corredores que me dão calafrios, ergui a cabeça ao passar pelo lugar onde aquela velha havia me mandando tomar sedativos.

Resolvo desviar o caminho e falar com o meu querido médico, Evan. Passo pelo corredor que tem cheiro de carvalho, e os pisos brancos. Há janelas no meu lado esquerdo, que dão uma bela vista para a mata que eu havia visto no primeiro dia aqui. Conseguia ver dali pacientes brincando, e crianças no parque.

A porta dele, por sorte, estava entreaberta. Com um sorriso no rosto, empurrei-a um pouquinho só, apenas o suficiente para que ele pudesse me ver. Enchi os pulmões de ar para dar um belo bom dia. Mas toda aquela animação foi pelos ares.

Ele estava trepando com uma garota bem ali, em cima de sua mesa. Ela gemia alto, forte, e me impressiono não ter ouvido dos corredores. Ele afundava os dedos em sua coxa, e parecia meter com força. Fico parada, sem reação, talvez pasma, sem saber o que fazer. Ele ergue o olhar para mim, e no mesmo momento parece que o prazer dele desaparecera.

—Desculpa —Digo baixinho. A garota percebe a reação de Evan, e vira parcialmente o rosto e quando me ver solta murmúrios de frustação. Fecho a porta, indignada.

Viro em alguns lugares, em outros, e de repente, estava no refeitório. Alguns pacientes estavam acompanhados por enfermeiros, e outros apenas comiam de cabeças baixas, como se estivessem com medo de todos a sua volta. Eles são loucos, e isso me assusta também.

Que porra, pensava comigo mesma. Por que eu tinha que ver aquela cena? E por que me sentia com uma pontada no coração. Essa visão do inferno fez com que meu dia perdesse a cor e animação quando acordei.  

Me lembro vagamente de diversas vezes que vi meu pai traindo minha mãe. Ela estava em suas noites de compras, e ele em casa, por vezes, cuidado de mim. Então, uma mulher morena, com o busto bem avantajado chegava, e ele me mandava dormir, mas sempre sussurrava para mim:

—Adormeça em seus sonhos mais bizarros.

Então, em um beijo molhado em minha testa, ele saia. Sei que me amava muito, mas não amava minha mãe. Pobre, papai. Achava que eu realmente dormia a noite inteira, e o pior, achava que sua amante gemia baixo.

Ainda me questiono o quão baixo uma pessoa pode ser a ponto de mandar a própria filha para um lugar como este. Não me impressiono de como Stella é baixa, não é à toa que me pôs aqui, ela é a louca da história. Ela matou meu pai, o único membro da família que me amava. Ela deveria estar aqui, não eu. Pena que ninguém me escuta, não me escutam pelo simples fato de minha mãe fazer a cabeça desses médicos.

Corto fila, entrando na frente de uma senhora de cabelos presos em um rabo de cavalo baixo. Ela usa uma camisola rosa, e sua pele é enrugada. Assim que entro ela murmura alguns palavrões.

—O que é, velhota? —Rio pelo nariz, pegando uma bandeja começando a me servir de morangos e maças —Vai começar a rezar em latim me mandando para o inferno?

A velha me olha em entender nada. Ela tem cara de ser louquinha de pedra, pois assim que andei alguns passos naquele self-service ela ainda estava ponderando, segurando toda a fila. Estava completamente área, quando finalmente a moça que nos servia gritou para ela andar logo.

Ando com meus saltos plataformas até a saída daquele local, e assim que atravesso a porta sinto a brisa da mata batendo contra meu rosto. Era uma espécie de campo, enorme, esverdeado. Havia um pequeno lugar com um parquinho, mas passo reto, ficando de frente para a entrada daquele lugar obscuro.

São arvores enormes, passam de cinco metros, com folhas incrivelmente imensas. Havia uma facha em amarelo que mostrava que ali era o limite de andar, após a facha eu não poderia mais ultrapassar, onde me levaria para dentro daquela mata.

Me sento ali, de frente para aquela mata. Se eu me esgueirasse um pouco, ultrapassaria a facha amarela, mas me contive.

Aquela mata me atraia de diversas formas, não exatamente pela escuridão, mas parecia ter algo a mais que isso, há algo a mais nesta floresta.

Comecei comendo os morangos, sem tirar o olhar daquele lugar, parecia tão convidativo.

—Você não deveria estar aqui —Apenas em sentir o cheiro de seu perfume, sabia que era Evan.

—E você deveria estar transando com aquela garota —Não desfoco meu olhar.

—Você está bonita hoje —Diz ele, se sentando ao meu lado na grama.

—Eu sempre estou bonita.

—Se fosse um pouco mais modesta te deixaria aqui fora.

—Me dê um tempo, Evan —Murmuro sem paciência para aquela conversa— Assim como eu, você também sabe que não sou louca. Estou aqui porque minha mãe me pôs. Você, como um médico, reconheceria uma paciente pirada.

Ela fica em silêncio.

—Então pare de me tratar desta forma —Termino, me levantando, segurando em ambas mãos a bandeja. Ele, da mesma forma que eu, se levanta rápido, tão rápido que me assustou.

Estou prestes a voltar para o refeitório, quando sinto ele me puxar pelos cabelos, e logo sua mão estava no meu pescoço. Seu olhar fulminava. Conforme sua mão se fechava possesivamente, e logo já não sentia mais o ar passando por minhas narinas

—E-e-van —Gaguejo, finalmente.

—Nunca mais fale comigo desta maneira —Disse, muito furioso.

—De-desculpe —Minha cabeça começou a ficar leve, meus dedos se apertavam forte na bandeja de plástico. Ele finalmente me solta, e eu caio no chão desnorteada, a bandeja cai longe, e as frutas são arremessadas para várias direções.

Minha garganta raspava como uma lixa, tentava de tudo para que meu ar voltasse a circular. Tossia de forma bruta, mesmo estando completamente indignada, minha mente não raciocinava essa raiva mutua.

—Que porra foi essa? —Grito, mas ele já estava longe o suficiente para não ser culpado.

Me levantei em um impulso, preparada para ir até a recepção prestar queixa daquele ocorrido. Gritei, chorei, bati com força na mesa de madeira, mas tudo foi em vão. Ela não ligava, ninguém nessa merda de lugar liga para o que eu penso.

Chorei

Chorei com todas minhas forças.

Chorei de soluçar.

Como ela pôde? Por quê? O que eu havia feito a ela? Eu estava com raiva, mas a vontade de chorar era maior. Eu queria gritar para todo mundo. Meu dia amanheceu feliz, eu estava preparada para enfrentar tudo isso, mas ao ver Evan com outra garota todo o meu humor foi para o ralo. E depois, essa agressão me deixou mais irritada ainda, e agora, pensando em meus pais, isso piorou.

Eu queria correr dali, correr para bem longe.

[...]

Acordei na cama da minha cela, eu estava totalmente sem roupa, nua. Tentei me esconder com o lençol, porém foi em vão. Uma conversa paralela era escutada, todos conversavam sobre algo, e era escutado no corredor. Me levantei, encolhendo-me. Meus olhos corriam desesperadamente por todo o lugar escuro, até que ele se acostumou com o breu.

Meu rosto havia parado de latejar como nesta manhã. Percebo que está de noite, presumo que havia dormido todo o dia.

Como eu havia parado ali? E o pior: sem roupas! O frio era inevitável, e a única imagem em minha mente era Evan. A última coisa que me lembro era estar chorando na recepção na frente daquela velha. Trato sair dali, procurando desesperadamente uma calcinha, assim que a coloquei, ouvi sua voz inconfundível, e sua respiração se chocando em minha nuca.

—Está com medo?

—De você? —Me recompus, ajeitando os ombros. Olhando fixamente para a parede —Não.

Ele se aproxima um pouco, cafungando, sentindo o meu perfume.

—Como vim parar neste quarto? —Mudo de assunto

—E eu vou saber? —Respondeu, com desdém.

—Eu estava na recepção, e de repente tudo ficou preto.

—Devem ter batido em você com alguma coisa. Mas eu não estava perto, senão... —Ele se aproxima mais do meu ouvido, tentava me manter firme, mas em cada toque eu derretia feito geleia— Eu teria mandado te dopar... —Diz —Mas, pelo o que parece, eles apenas colocaram remedinho em sua veia. Para não sofrer convução tiraram sua roupa.

Respiro fundo. Esse jogo de falar perto do meu ouvido com certeza eu estou perdendo em me manter firme.

—Bethany morreu —Sinto seus lábios passar por todo meu pescoço.

—Quem é Bethany? —Pergunto, tentando me desvencilhar de sua boca dando leves sacudidas.

—A garota com quem trepei nesta manhã —Resmungou, colocando suas mãos em minha cintura— Se te deixa melhor, e menos enciumada: Ela transa mal pra caralho! —Era impossível não ficar seduzida por aquilo.

Me viro para encara-lo. Ele estava tão perto que sentia sua respiração em minha testa. Ele em queria. E eu o queria. Para quê negar?

Avanço em seus lábios, segurando sua nuca com força. Meus peitos descobertos por sutiã se esmagam em seu peito com blusa.

Foi difícil me controlar, mas agora, eu estava submissa a ele.


Notas Finais


Hey, amores! Me perdoem pela demora! Espero que tenham gostado, viu?!


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