História Pleasure Pact - Capítulo 14


Escrita por: ~ e ~instavel

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Taeyeon, Tiffany
Tags Girls' Generation, Taeny, Taeyeon, Tiffany
Visualizações 177
Palavras 1.112
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


eu própria estou surpresa por não estar demorando na atualização. a fic está acabando e eu percebi que essa vai ser a primeira fic que eu concluo nesses meus 2 anos de Spirit.

Capítulo 14 - Capítulo 14


Fanfic / Fanfiction Pleasure Pact - Capítulo 14 - Capítulo 14

Ao abrir a porta da frente, o pai de Tiffany estava com uma aparência exausta. A cara amarrada e os cabelos grisalhos, completamente desgrenhados, revelaram que ele adormecera na cadeira de balanço. Parecia tão velho, quase outra pessoa. Então sorriu, e voltou a ser o seu pai. Ele abriu os braços.

— Tiffany, o que faz aqui à noite, durante a semana?

— Precisava conversar com você. — Os dois se abraçaram. — Posso entrar?

— Ora, que surpresa. — Tiffany entrou e ele a acompanhou.— Não esperava vê-la antes do Natal. — Baixou a voz. — Nenhum problema, espero.

— Não exatamente.

— Outro problema entre você e a Michelle? Da última vez que vocês duas brigaram você sumiu durante dias. Acho melhor ligar para ela e resolver tudo. O tempo é curto e o orgulho não adianta nada.

— Eu e Michelle não brigamos há dez anos. — Tiffany riu um pouco. — É o meu trabalho.

— Mas tudo estava indo tão bem quando você me visitou no meu aniversário. Você foi demitida? — Antes que Tiffany pudesse responder, o pai sentou na poltrona favorita, com ares de pouco caso. — Se é o que eles querem — continuou — que se danem. Melhoraremos o seu currículo. Você tem muito talento e determinação. Basta apontá-los na direção certa. — Apesar do nó na garganta, Tiffany se obrigou a falar.

— Eu me demiti.

— Acha isso sensato? Bons empregos não aparecem todo dia. Se você tivesse conversado comigo primeiro, pesaríamos os prós e contras. Traçaríamos um plano. Toda decisão que tomamos na vida afeta as escolhas que faremos no futuro. — Tiffany desabou no sofá. Graças a Deus estava em casa.

— Preocupo-me com as escolhas e o futuro, papai. Foi por isso que precisei sair. Recebi uma oferta incrível de trabalho em Londres.

— Há três meses esse era o seu sonho.

— Eu mudei desde então. — Tão depressa que mal conseguia pensar direito. — E um cargo de chefia. Salário altíssimo, mais os lugares maravilhosos que eu adoraria visitar.

— Ora, isso parece sensacional. —Tiffany quase caiu dura.

— Sério? Você acha mesmo?

— Lógico. — Ele não criticaria o plano dela? Tampouco mencionaria a saudade de casa? Desde que tomara aquela decisão intempestiva, Tiffany encontrou inúmeros motivos para ficar. Deixar a casa, o pai, Michelle, Jessica, o emprego, aquele cliente especial e a campanha. Mas uma razão ofuscava todo o resto;

Taeyeon.

Saber que ela jamais a abraçaria, beijaria, conversaria ou faria amor com ela de novo era deprimente demais. Ela era tão especial. Droga, Taeyeon era perfeita! Do porta-retrato sobre o aparador, Sr. Hwang a fitava com aquele sorriso meigo e os bondosos olhos castanhos. Tiffany suspirou. Será que a mãe aprovaria a sua decisão? Já era. Num piscar de olhos, ela destruíra a relação com Taeyeon. O que entendera como falta de confiança, ela via como uma restrição necessária. Será que ela exagerou? Será que o sucesso lhe subiu à cabeça? Entretanto, o desejo de conquista lhe rendera aquele cargo, em primeiro lugar. Era a qualidade que Sehun queria na empresa dele, aliás. Tiffany respirou fundo. Independentemente da resposta, ela fez uma escolha — por causa da discussão de ontem, a única escolha ao seu alcance.

— Quando você embarca?

— O mais cedo possível. O meu passaporte está em dia e o meu novo chefe está cuidando dos outros documentos.

— Foi por isso que você trabalhou todos esses anos. Lembro de ouvi-la conversar com Michelle a respeito. — Tiffany se lembrou do cordão que tanto era apegada e se deixou pensar em Taeyeon novamente. Mesmo sabendo que o pingente estava na casa de Taeyeon, Tiffany procurou o coração de ouro. Quando telefonou para ela ontem à noite, Taeyeon falou que ela não precisava se dar ao trabalho de voltar para terminar nada. Jessica atendeu a ligação essa manhã. Os pertences de Tiffany seriam entregues no apartamento dela às 10hrs. O coração poderia ser um pretexto para ver Taeyeon uma última vez. Mas ela desejaria vê-la? Tão teimosa quanto ela, Taeyeon era uma mulher orgulhosa. Após se esforçar para convencê-la ontem, ela não cairia suplicante de joelhos. Acatara a sua decisão e trancou o coração. Esqueceria aquele amor, seguiria em frente, como ela esperava. Certo? — Aquele emprego de meio expediente no restaurante de frango frito, todos aqueles trabalhos e horas de estudo antes das provas. Você sofreu mais que a maioria, mas venceu. E continuará vencendo. Sinto tanto orgulho de você, Fany. — A voz de Tiffany embargou, enquanto lágrimas arderam nos olhos. Tais palavras foram mais comoventes do que qualquer outra coisa. Porém...

— Você não me deu um conselho, nem me criticou por fazer a coisa errada. Londres fica muito longe. — O coração disparou só de pensar.

— Vinte mil quilômetros, creio. Mas apenas a um telefonema de distância.

— Falar no telefone não é tão reconfortante quanto pessoalmente. — Um passo tão grande e tão súbito. E se ela detestasse o novo emprego? E se fracassasse? Chegara tão longe... será que um dia superaria esse tipo de insegurança?

— É uma decisão importante, mas que cabe apenas a você. Não significa que não fico preocupado. — Ele parecia cansado. Era melhor ir embora.

— Vejo você antes de partir. — O pai levantou para levá-la até a porta. Quando chegaram no corredor, ele se virou na direção oposta. Tiffany riu. — Não vai se despedir de mim antes de deitar?

— Desculpe, querida. Tive uma semana cheia. Aulas e deveres para corrigir.

— Você tem quase 60 anos. Devia parar de ensinar e se aposentar.— Ele era 15 anos mais velho que a mãe dela. Apesar da diferença de idade, apesar de tudo, ambos foram muito felizes. Na porta, os dois se abraçaram. Um grande abraço de urso, como na época em que Tiffany era uma garotinha. Ele acenou quando ela deu a partida no carro. — Cuide-se. — Tiffany gritou da janela.

— Pode deixar. E não passe a noite fora. Eu fico preocupado quando você chega em casa depois da meia-noite. — Um calafrio percorreu a espinha. Tiffany freou. O pai estava fechando a porta.

— Papai? — Com o coração na garganta, ela voltou, contendo-se para não correr.

— Esqueceu algo, querida? — Observou o homem que fizera o melhor para orientar e protegê-la depois que a esposa falecera. E, antes disso, as aulas de montaria, a ajuda eterna com as lições de casa, as histórias para dormir...

— Eu amo o senhor. — seu pai sorriu, o mesmo sorriso que Tiffany também tinha.

— Eu também te amo querida.

Tiffany conteve as lágrimas e sorriu logo dando partida. 


Notas Finais


por favor, me digam o que estão achando, é muito importante além de motivador.


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