História Pleasure Pact - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~instavel

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Taeyeon, Tiffany
Tags Girls' Generation, Taeny, Taeyeon, Tiffany
Visualizações 465
Palavras 2.860
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Pleasure Pact - Capítulo 4 - Capítulo 4

Tiffany achou o beijo anterior fantástico, mas não foi nada comparado a esse. Dedos abrasadores trilhando a nuca, a outra mão marcando o seu braço a fogo, enquanto, paciente, a boca habilidosa de Taeyeon se esmerava para deixá-la louca. Sem mal-entendidos. Devia ser verdade. Ela era a mulher mais desejável do mundo. Sentiu um desespero quando a pressão da boca de Taeyeon deixou a sua. Os lábios dela ardiam em chamas, os sentidos ficaram inebriados de desejo.

Os olhos de Taeyeon pareciam turvos.

— Correndo o risco do clichê. até uma hora atrás, eu jamais esperaria que isso acontecesse.

— Não se preocupe. — Tiffany lhe concedeu um sorriso tímido. — Garanto que fui eu quem escreveu esse livro.

— Você anda saindo com alguém? — Tiffany soltou uma gargalhada.

— Não. — Uma ruiva escultural lhe veio à mente. — E você?

— De jeito nenhum.

A resposta tanto agradou quanto a incomodou. Soou como se Taeyeon estivesse sozinha e quisesse continuar assim, o que valia dois pontos. Certo? O pensamento evaporou quando a mão dela trilhou o contorno do seio. Ela jogou a cabeça para trás. Tiffany fechou os olhos um instante e suspirou quando o toque atingiu o bico oculto do seio. O mamilo enrijeceu e o ardor, que brotara na auréola, varreu a sua carne como um incêndio incontrolável. Ela estremeceu ao ouvi-la murmurar no seu ouvido:

— Eu quero você.

Uma onda violenta quase a afogou. Escutara essas palavras antes. Ontem, no escritório, foi muito empolgante. Mas agora elas guardavam mais significados do que imaginara possível. Por que essa fantasia se realizou tão facilmente? O que fizera de diferente? Que fórmula mágica usara?

— Você me escutou, Tiffany? — Ela choramingou quando os seios empinaram para frente, e um cordão invisível, unindo os dentes de Taeyeon ao seio de Tiffany, puxou com força.

Abriu os olhos e sorriu.

— Você precisa falar um pouquinho mais alto.

— Mais alto, hein? — Ela pensou que morreria quando Taeyeon soltou o grampo que prendia os seus cabelos, depois buscou o nó do vestido transpassado. Poucos segundos depois, num gesto audacioso, o vestido escorregou e metade do sutiã ficou exposta. Taeyeon gemeu ao ver a renda negra sem costuras.

— Srta. Hwang, é isso que costuma usar em reuniões de negócios?

— De hoje em diante, sim. — Tiffany se aproximou para desabotoa a camisa de Taeyeon. Inibição? O que era aquilo? Talvez devesse ter feito algo parecido há anos. Taeyeon baixou o olhar para ver que Tiffany se atrapalhava com os botões.

— Você é rápida. Só faltavam três.

— É uma maneira de ver as coisas. — Ela tomou-lhe as mãos nas suas. Jatos de calor aqueceram os braços dela.

— Esse não é o lugar mais indicado. —
Isso arrancou Tiffany das nuvens. Com o coração retumbante, recordou do ambiente. Ela estava em uma cabine minúscula no centro de Sydney, com a chefe, seminua.

Tiffany assentiu.

— Você tem razão. — As duas se entreolharam, então a força dos campos magnéticos de ambas as atraiu novamente. As bocas se encontraram no caminho. Agora voraz, Taeyeon abaixou o vestido pelos ombros, até os cotovelos. Cansada dos botões, Tiffany abriu a camisa de uma vez. Beijos num pico febril, ambas se contorcendo juntas. Sentadas bem num espaço atravancado, uma de frente para a outra, era menos que ideal. Taeyeon avançou e, com as mãos na sua cintura, puxou-a para si. A febre se alastrava. Tiffany tremia sobre as pernas vacilantes, tão sensível ao sorriso de Taeyeon enquanto se beijavam.

Ela abaixou as alças do sutiã pelos ombros. Uma muralha de calor, o tronco escorregou pelo corpo dela até que Taeyeon se ajoelhou. Massageou os quadris para que Tiffany se aconchegasse mais e afundou o rosto no decote. Taeyeon revirava a cabeça de um lado para o outro, conforme girava a língua e lambia o declive.

— Você tem gosto de primavera. Brisa fresca e noites quentes. — Tiffany perdeu o fôlego. Fincou as mãos nos cabelos dela, depois acariciou-lhe a nuca. Custou um instante para absorver toda a beleza daquelas palavras.

— É uma frase e tanto.

— É verdade. — Um dedo buscou a taça esquerda do sutiã, depois desceu. Taeyeon cobriu a ondulação de beijos carinhosos até a boca alcançar o bico. Mordiscando, contornando, sugando. a técnica dela a deixou louca!

Taeyeon afundou na cadeira e resmungou.

— Isso é constrangedor demais. — Fervendo por dentro, Tiffany segurou a cabeça de Taeyeon no lugar.

— Sufocante.— O fecho das costas se abriu. — Não tem espaço nenhum.

— Nenhum espaço mesmo. — Taeyeon segurou o fecho na frente do sutiã. Os seios saltaram para fora com um ligeiro gemido. Ela ergueu as pupilas dilatadas para encará-la.

— Talvez seja melhor você sentar no meu colo. — Que criatura indomável a possuíra? Certo, ela queria uma noite selvagem. Mas imaginara lençóis perfumados, travesseiros macios, um lugar para deitar e descansar depois de atingir o céu. Mas isso não importava mais. O decoro não existia. Ela nunca desejara encontrar o paraíso mais do que agora.

Com a camisa entreaberta e o sutiã vinho à mostra, Taeyeon tirou os sapatos enquanto Tiffany puxava uma das mangas. Embora os olhos de ambas permanecessem fixos um no outro, as investidas sutis revelaram que a calça de Taeyeon não mais estava no quadril. Taeyeon chutou a calça para perto da parede, depois arrancou a outra manga de Tiffany. O vestido caiu a seus pés. O sutiã também. Fora a calcinha, ela estava nua e linda. Então, os braços de Taeyeon a dominaram. A explosão de calor a derreteu, por dentro e por fora. Taeyeon a beijou de leve na fronte e uma fogueira entrou em erupção entre as suas coxas. 

Afagando-lhe os cabelos com os lábios, Taeyeon a abraçou com força, numa delicada dança íntima.

— Tudo bem? — O coração de Tiffany esmurrava conforme a vertigem a fazia ver estrelas.

— Bem não é a palavra.
As mãos ávidas de Taeyeon percorreram a coluna, seguraram as nádegas e a aprisionaram.

— Ótimo, então? — Ainda se recuperando da onda de choque que precede o prazer, Tiffany aninhou a cabeça na muralha que era o tronco de Taeyeon seminu, apenas coberto por uma linda peça de langerie. E respirou fundo. 

"Grave esse cheiro na sua mente para sempre", ordenou sua mente.

— Ótimo? — Ela umedeceu os lábios. — Vejamos. Tiffany passou a língua na pele de Taeyeon. Ela apertou o suas nádegas, o peito vibrante de admiração.

— Isso é ótimo?— indagou ela.

— Prazeroso, digamos. — Com as pontas dos indicadores, Tiffany excitou os mamilos dela. Uniu o polegar e os dedos e.

— Ai. — Mas Taeyeon não soou nada machucada. Tiffany a beliscou de novo só para ter certeza. — Eu classificaria isso como agradável. — Agradável a deixaria louca de alegria. Mas isso foi "ontem". Uma outra mulher surgira essa noite. Quando os dedos ávidos penetraram e descobriram a sua calidez úmida, os joelhos vacilaram. Mas a outra mão de Taeyeon a segurava pelas ancas.

— Ei?— O toque foi mais profundo, depois a circundou e apertou. — Você está bem? —  Tonta, delirante, inebriada de excitação.

— Estou ótima. ótima. — Tiffany não queria falar. As suas energias se concentravam em outras áreas, principalmente em uma preste a arder em chamas. Ela tentou se controlar. Era cedo demais! Queria que isso durasse para sempre. Agarrando a camisa dela, Tiffany a arrancou de uma vez. Taeyeom tirara a mão da calcinha para poder soltar as mangas. Quase no topo, Tiffany desceu do pico do clímax e tomou fôlego. Mas algo a incomodava. Estava claro demais. Controle de iluminação? Espiou em volta. Sim, bem atrás dela. Taeyeon tornou a puxá-la para si quando o dia se transformou em crepúsculo na sala. Os luminosos pontos alaranjadas do painel e luzes bruxuleantes emanavam de duas luminárias. Quem precisa fazer amor sob as estrelas, desde que faça amor? Taeyeon cobriu a sua boca com a dela outra vez, e ambas recomeçaram de onde pararam. Afagando, acariciando, ela a surpreendeu com carinho num minuto, voracidade e malícia no outro. Respiração ofegante, beijos ainda mais ofegantes. Se houvesse uma janela, ficaria embaçada. Taeyeon mordiscou o lóbulo.

— Na minha opinião, nós temos três opções.— Tiffany passou seus dedos levemente pelo ventre de Taeyeon e a mesma engoliu em seco. — Como eu ia dizendo. três opções.

— Primeira opção, de pé?

— Exato.

— E sentadas.

— Essa é a segunda.

Mais uma... Tiffany pensou bastante.

— Não pode ser deitadas. — A risada de Taeyeom soou totalmente diabólica. — Talvez eu não a choque com a terceira opção ainda.

— Calma, mas você não disse que não esperava isso? como que reuniu conhecimento para explorar diversas formas de transarmos? 

— Não mesmo. — Taeyeon riu. — Mas depois de ver você nessa lingerie sexy.

Ela tinha razão.

Com precisão, ela ficou pronta na velocidade da luz. Sob a iluminação mortiça, Taeyeon parecia uma deusa — uma mulher morena, de peito nu, bonita e dominadora. Ela sempre se lembraria dela assim.

Quando Taeyeon a tomou nos braços de novo, e a amou de novo, Tiffany se agarrou a ela conforme o seu íntimo palpitava de aflição. Taeyeon a ergueu no ar, e Tiffany a enlaçou pelos quadris com as pernas. Segurando-a com um braço, ela arrancou-lhe a calcinha rasgando-a e acertou o alvo. A estocada a preencheu. Depois, conforme se moveram, mais e mais daquela gostosa sensação a consumia. Ela não conseguiria suportar. Taeyeon era maravilhosa.

— Não me deixe. — Taeyeon mordiscou-lhe o lábio.

— Sem chance. — Lustrosas de transpiração, os músculos contraíam enquanto ela a erguia ligeiramente, depois estocava fundo com toda a força. Taeyeon gemia juntamente com Tiffany que, por sua vez, ficou imóvel, estremeceu e contraiu numa explosão tão poderosa e natural que, naquele instante, ela não existia para além da intensidade e do instinto. Quando as ondas violentas se acalmaram, Taeyeon também beirava o êxtase. Ela estremeceu, ofegou, depois soltou um longo gemido. Como se percebendo onde estava, fitou-a e ajeitou os cabelos que cobriam os olhos dela.

— Quem disse que era impossível? — Quem sequer pensaria uma coisa dessas? Principalmente dela. Com Taeyeon. Hyo, a sua melhor amiga, jamais acreditaria. Agora que acabou, nem ela conseguia acreditar.

— Eu adoraria dizer que poderia abraçar você assim para sempre. — Tiffany sentiu o estômago revirar. Não se preocupara nada com o próprio peso. Não que ela fosse uma balofa. Nos últimos anos, empreendera esforços redobrados.

Sorriu.

— Acho que você se saiu muito bem.

— Creio que seja hora de aterrissar. — Taeyeon a colocou no chão. — A não ser que você queira uma reprise, e para isso preciso descansar as pernas. É melhor sairmos. — Recolheu a camisa, atirada na cadeira. — Tem um banheiro do outro lado do corredor. Muito conveniente, não acha?

O sorriso de Tiffany alargou ainda mais.

— Será que eles têm um chuveiro? — Taeyeon perdeu o interesse nos botões que faltavam.

— Quer que eu olhe? — Tiffany adorava banhos perfumados, mas eis uma chance para ensaboar as costas de Taeyeon, sem mencionar o resto de seu belo corpo. Com sorte, talvez ela até cantasse. Mas ela se esquecera de onde estavam. Uma batida retumbante soou na porta. Tiffany petrificou de pânico. Quem diabo seria? Oh, Deus, oh, Deus. Ela sabia que era uma idéia idiota, mesmo se na hora parecesse uma idéia genial. Toque, toque.

David paralisou.

— É a segurança. — Oh, Deus. A segurança ali fora. As duas peladas lá dentro. Elas seriam presas por atentado ao pudor. Tiffany podia ver a expressão na cara do pai agora. Taeyeon a acalmou com um sorriso. Tomou a frente, pigarreou, acendeu a luz e entreabriu a porta.

— Barney, é você? — indagou numa entonação confiante. — Sou eu, Kim Taeyeon. — De olhos fechados, Tiffany se encolheu atrás da porta, rezando para valer. 

Um silêncio se estendeu.

— Srta. Kim? É muito tarde. — Barney soou mais sonolento que desperto.

— O Sehun me deixou usar essa cabine hoje por uma hora. Tenho uma grande campanha para entregar e o tempo está se esgotando.

— Ah. Claro. Posso ajudá-la em alguma coisa?

— Por enquanto não. Já estou de saída. — Tiffany mordeu um dedo para fazer os dentes pararem de bater.

— Ora. tudo bem. Estarei na área se precisar de mim.

— Obrigado, Barney. Boa noite.

— Boa noite, Srta. Kim. — Taeyeon trancou a porta. Com o coração aos saltos, Tiffany enfiou o vestido, depois colou o ouvido na porta.

— Ele ainda está lá fora. — Taeyeon terminou de abotoar a camisa.

— É que não dá para escutar os passos dele com o isolamento acústico. Depois que Tiffany prendeu o sutiã e amarrou o vestido, Taeyeon abriu a porta para espiar o corredor.

— Ainda preciso ir ao banheiro, e você? — Tiffany sempre carregava lenços de papel. A calcinha ficou irreparável, mas não precisava usá-la. Perambular por Sydney sem calcinha seria bobagem comparado à proeza que desempenhara essa noite. Rá! Fazer amor no banheiro do avião não era nada demais.

— Estou ótima. Espero você aqui.

— Cinco minutos.

— Dois. — Quando a porta se fechou, Tiffany tirou a calcinha arruinada e olhou em volta. Um estranho pressentimento a inundou. Então, o que aconteceria agora? Essa aventura certamente cumpriu o objetivo de curto prazo. Saciada, radiante.
Agora, era voltar ao trabalho duro e aos objetivos profissionais. Para frente e avante. Será que Taeyeon sentia o mesmo? O que ela faria caso ela sugerisse outro encontro, ou dois? Metade dela implorava por isso — a parte física, fantasiosa, que encontrara tamanho alívio e pura satisfação carnal enquanto Taeyeon a amava como jamais fora amada antes. Mas a outra metade não arredou pé. O plano não era esse. Uma noite era uma noite, mas prolongar casos no escritório complicava tudo. Uma dúvida colossal pesou na consciência e Tiffany se encolheu. Se fraquejasse agora, aceitando ser o caso habitual de Taeyeon, o quão vulnerável isso a tornaria? As conversas na cama poderiam ter as suas vantagens, mas e quanto ao respeito por ela como uma mulher capaz, que usava o cérebro, não o quarto, para subir na vida?

Após dar um último retoque no cabelo, guardou o pente na bolsa. Achou o grampo e torceu as madeixas, num coque elegante e alinhado. Assim que Taeyeon voltasse, Tiffany falaria de maneira direta, sem rodeios. Foi ótimo, mas só uma vez. Um instante depois, Taeyeon entrou com os cabelos úmidos, impecável de calça e camisa. Tiffany se levantou quando ela lhe estendeu as mãos. Taeyeon não evitou os seus olhos que, no entanto, perderam o brilho. A testa estava vincada, aliás.

— Vamos pegar um táxi até o carro. Será mais rápido assim. Mas primeiro. — acariciou o dorso da mão dela com o polegar, mas o sorriso não transparecia nos olhos.

— Tiffany, precisamos conversar. — Ela sentiu um aperto no coração. Será que Taeyeon pretendia dispensá-la educadamente? Mas ela queria fazer isso com ela. Já decidira que não queria uma reprise. Taeyeon podia ter todo o poder no sentido profissional, mas ela não permitiria que ela tomasse essa decisão em seu nome. Se alguém ia levar um fora, não seria ela.

— E a nossa conversa não deve demorar. Quero dizer o quanto adorei essa noite. — Era desnecessário mentir. — Jamais esquecerei.

Nem um minuto. Nem um segundo. Taeyeon pareceu satisfeita.

— Nem eu. Obrigado. — Tiffany disfarçou a frustração.

— Não precisa agradecer. — Aquilo não soou digno, como se ela houvesse prestado algum serviço. E não foi bem assim. Deus, ela precisava de ar. A sala estava sufocante.

Apanhou a bolsa na beira do console.

Foi algo que aconteceu. Uma vez.

— Não precisa ser assim. — Taeyeon riu.— Não estou sugerindo que façamos esse tipo de coisa regularmente. Sempre achei linho de boa qualidade e uma colcha uma boa opção. O sorriso de Tiffany foi frio. O comentário apenas a fez pensar em quantas colchas Taeyeon devia ter em casa.

— Eu creio que não. — Após hesitar, Taeyeon assentiu.

— Talvez seja melhor, por causa do trabalho e dos prazos. Essa é a prioridade. — Encolheu os ombros. — Não precisamos tocar nesse assunto de novo, se você preferir.

Assaltada pelo remorso, Tiffany agarrou a bolsa. Há dez minutos ambas partilharam da maior intimidade possível entre duas pessoas. Corpos unidos, mãos ávidas, o calor aumentando. Contudo, agora. Mantendo as emoções sob rédea curta, Serena se virou para a porta.

— Realmente devemos sair. — Taeyeon a segurou pelo pulso e a puxou para si. As terminações nervosas faiscaram, os seios pareceram intumescer, e o calor do desejo tornou a possuí-la. Será que ela afinal resolveu que não a abandonaria tão facilmente?

Os olhos de Taeyeon perscrutaram os seus.

— Eu só queria dizer que... 

"Não diga, não diga, por favor diga", a mente de Tiffany implorou.

— Sim?

— O Barney está no fim do corredor. Tomara que você não se sinta constrangida demais. Ele não perguntará nada. — O coração de Tiffany apertou e se estilhaçou a seus pés. Entretanto, era isso que ela queria. Era a decisão certa, a única decisão que a deixaria concentrada apenas nos objetivos. Sobretudo, Taeyeon era a chefe, esperava que ela rendesse o máximo nessa campanha, e com todo o direito. Além disso, ela planejava trabalhar no exterior. Precisava provar a si mesma, ao pai e ao mundo, que venceria. Ou todos aqueles anos de trabalho duro não valeriam nada. O que ela e Taeyeon partilharam hoje jamais poderia ser nada mais permanente.

Taeyeon escancarou a porta.

— A que horas você pretende chegar amanhã?

— Que horas você prefere? — Será que ela responderia de um jeito engraçado e sedutor, como: que tal agora? Tiffany admirava as costas de Taeyeon quando ela saiu da sala.

— Às 8h em ponto. Não se atrase.

 



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