História Pleasure Pact - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Girls' Generation
Personagens Taeyeon, Tiffany
Tags Girls' Generation, Taeny, Taeyeon, Tiffany
Exibições 160
Palavras 2.980
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Capítulo 8


Fanfic / Fanfiction Pleasure Pact - Capítulo 8 - Capítulo 8

Tiffany precisava localizar Taeyeon.

Às cinco para a meia-noite, ela se despedira dos últimos convidados. Agora estava pronta para outro tipo de festa. Salvo ela e poucas pessoas da limpeza, o salão enorme estava vazio. Após horas de barulho e agitação, o silêncio soava esquisito. Espiou os balões que flutuavam no teto, depois a pilha de taças de cristal e pratos de salgadinhos espalhados pelas mesas, pelo chão — até no piano de cauda. Talvez Taeyeon estivesse lá fora. A brisa decerto lhe faria bem.

O ar estava fresco e tudo silencioso quando ela se esgueirou através de uma série de portas, até um mar de terracota. Uma opulenta fonte de pedra reinava absoluta no terraço, e Tiffany sorriu para a estátua — um querubim tamanho família que segurava uma harpa. O imóvel era magnífico, e um pouquinho exagerado para o seu gosto. Mas aquele ambiente ajudou a realizar o conto de fadas que vivera essa noite. Os sentimentos por Taeyeon superaram qualquer coisa que jamais imaginara. Agora que passou mais tempo nos braços dela, ficou difícil lembrar como era antes. Aquilo foi sedução, como agora, mas, na época, foi entre chefe e funcionária, ou aluna e professor. Inicialmente, o relacionamento se baseou em opostos em todos os sentidos. Então, Taeyeon lhe concedeu a oportunidade de crescer ao promovê-la e aceitar o desafio da "cabine". Hoje, as duas fizeram amor com mais entusiasmo, franqueza e intensidade do que ela julgava possível que qualquer mulher dividisse com outra mulher. Apenas um mês se passara desde que Taeyeon lhe dera o primeiro voto de confiança. Agora, pela primeira vez na vida, ela estava muito perto da realização pessoal.

Ao longo daquelas semanas, ela dera um passo gigantesco, o passo certo, para se tornar a pessoa que acreditava poder ser. Mas o futuro não terminava hoje. A pergunta cuja resposta ela desejava era; O seu futuro incluía Taeyeon? A vista cintilante das luzes da cidade a atraiu. Após arrancar um botão de buganvília da treliça, Tiffany girou as pétalas entre os dedos e caminhou até a mureta de pedra do terraço. Taeyeon parecia ser tudo que ela sonhava encontrar em uma pessoa. Sem dúvida, Taeyeon preenchia o requisito da sua lista de pedidos quanto a fazer que o desejasse o tempo todo. Ela era talentosa e insaciável.

Tiffany apertou a flor junto ao seio.

Mas será que ela pretendia bancar a princesa encantada a longo prazo? Pior ainda, ela queria esse compromisso? Se ela sacrificasse o próprio objetivo agora, para manter um relacionamento. E se o relacionamento terminasse e, nesse meio tempo, ela perdesse oportunidades preciosas? Acaso adiasse os sonhos, talvez acabasse descobrindo que não seria muito fácil ressuscitá-los. A mãe descobrira a mesma coisa. Ela ganhou uma medalha de ouro no arco e flecha, mas parou de competir quando conheceu o pai de Tiffany. Ele costumava se gabar da boa cozinheira que a esposa era e de como ela cuidava bem da casa. Talvez para compensá-la da melhor maneira que ele imaginava. Sempre parecia tão descontraído naquela época, antes da mãe falecer. Mas a situação entre ela e Taeyeon era diferente. Tiffany largou a flor na mureta e se debruçou. Se as duas continuassem juntas, como ela teria certeza de que os elogios profissionais eram sinceros? Ela não queria ser subestimada. E se, com o tempo, Taeyeon acabasse acreditando que as decisões dela deveriam refletir as dela? Ela queria crescer, não ser sufocada. Talvez ela devesse pensar no futuro, em vez de relacionamentos. No que seria melhor para ela, para o seu futuro. 

— O que faz aqui fora sozinha? — Tiffany se virou ao ouvir a voz suave a suas costas. Não se surpreendeu ao ver Taeyeon parada ali, baixinha e forte, uma genuína torre. Ela estava tão sexy naquela camisa social e calça preta. Será que já existiu uma mulher mais desejável?

— Eu precisava de ar fresco.

Taeyeon a tomou nos braços e a girou pelos ares. Tiffany gargalhava, e segurava firme. Ela a colocou no chão.

— O leilão rendeu 125 mil em dinheiro vivo. Vai dar e sobrar para cobrir as despesas para aquela sua idéia. Dois mil dólares por uma garrafa de wiskey autografada por uma lenda dos anos 70. Dez mil por uma camiseta de uma turnê nos anos de 1960? A noite foi um sucesso. Você é um sucesso. E talentosa. — Os olhos acariciavam os dela — E linda.

Ela derretia o seu coração. Fazia com que o amasse, droga. Ela não queria isso. Não estava pronta para nada do gênero. Ela queria viajar, e a vida de Taeyeon estava aqui.

— E agora que colocamos o filhote na cama— Taeyeon a beijou na testa — para onde acha que vamos também? — Há dez minutos, talvez ela apostasse corrida para ver quem chegava primeiro no quarto, mas agora. Tiffany rompeu o abraço e se afastou alguns passos. Encontrou um pretexto para fitar as estrelas.

— Parece que vem chuva por aí. — Quando Taeyeon a alcançou, Tiffany deu-lhe as costas e tentou se concentrar nas luzes prateadas de Sydney, no cricrilar dos grilos.
Sorriu por dentro. Esquecer Taeyeon?  

Impossível. 

Sentia um frio na barriga só de pensar em ficar perto dela. Os braços definidos a enlaçaram pela cintura. Repousou o queixo no seu ombro.

— Amanhã será uma delícia dormir — comentou Taeyeon — com a chuva caindo no telhado. — Beijou-lhe a orelha. — Quer outro drink?

Tiffany balançou a cabeça. Uma taça fora o bastante. Ela ainda precisava usar os sentidos plenamente. Outra taça talvez a fizesse mudar de idéia.

Taeyeon a apertou.

— Nem eu. Vamos para a cama. — O sussurro ao pé do ouvido a fez estremecer e desejá-la ainda mais. Porém, ela não devia. 

Devia?

Deus, ela já não sabia mais o que queria.
Na verdade, ela só precisava ir para casa.

— Taeyeon, eu estou muito cansada.

— Pobrezinha. Eu faço você dormir. — Falou Taeyeon e Tiffany se desvencilhou dos braços dela. Precisa de tempo para pensar. Decidir que atitude tomar.

— Eu acho mesmo que devia ir para casa e dormir na minha própria cama.

— Fany. — Taeyeon avançou um passo para fulminá-la com o olhar mais sexy da história da sedução. — Preciso lembrar que ainda não experimentamos a minha cama?

"Deus, que sufoco", Tiffany estava angustiada.

— Eu quero a minha.

— Tudo bem. — Taeyeon beijou-a no rosto.— Na sua casa, então.

Ela poderia culpá-la por não lhe dar ouvidos? O próprio corpo insistia que nem ela deveria escutar.

— Taeyeon, eu estou exausta.

— Posso considerar isso um elogio?

— Essas semanas foram agitadas demais.

— Você está cansada, eu sei. — Roçou os lábios nas têmporas dela. — Eu levo você para casa.

Oh, Deus, por que Taeyeon tinha que tocá-la daquele jeito? Isso tornava a despedida mil vezes mais difícil. Ela não queria pensar na segunda-feira, quando a veria de novo. Como se sentiria? Será que mudaria de idéia? O bom senso prevaleceria? Ou ela imploraria para que Taeyeon a beijasse outra vez?

— A limusine que Jessica contratou continua parada lá fora — avisou. — Eu a usarei. Conversamos na segunda. — Tiffany tentou sair, mas ela a deteve. O olhar apreensivo de Taeyeon sondava o seu.

— Tem certeza de que você está bem?

— Eu estou ótima — mentiu. — Só preciso de um tempo sozinha.— Forçou um sorriso. — Sabe como as garotas são. Pela expressão dela, Taeyeon já tinha uma noção.

— Tiffany, quero que saiba que hoje significou muito para mim. — Taeyeon foi sincera, Tiffany tinha certeza. Poderia ser menos honesta?

— Também significou muito para mim. — Taeyeon se mostrou satisfeita.

— Vou acompanhá-la até o carro. — Tiffany deveria recusar, porém, poucos minutos a mais na companhia de Taeyeon eram uma oferta irresistível. Taeyeon tomou-lhe a mão e a balançou de leve.

— E na segunda-feira... 

— Sim? O que tem a segunda-feira? 

Taeyeon pendeu para o lado dela.

— Espere e verá.

[...]

Segunda-feira de manhã.

— Onde diabos ela se meteu? — Taeyeon estava em frente à porta do escritório de Tiffany, a cabeça em parafuso. Manhã de segunda-feira, geralmente ela chegava às 8h.

Bora, da contabilidade, parou e piscou.

— Precisa de alguma coisa, Srta. Kim ?

— Onde está Tiffany? Ela já chegou? — Com os olhos esbugalhados, Bora a encarou.

— Eu não a vi ainda. Talvez alguém na administração saiba. — Não, ela já passara por lá. Duas vezes.

Taeyeon passou a mão nos cabelos, e repetiu o gesto. Talvez devesse apenas esperar no escritório. Mas as dúvidas giravam às tontas no cérebro. Ela estava exagerando. Não tiraria conclusões precipitadas. Tinha confiança em Tiffany. O que partilharam no sábado não era nada que se pudesse apreciar e descartar. Não foi igual à noite na cabine. Aquilo foi maravilhoso, mas agora foi melhor. Elas agiram por impulso. Deram o próximo passo. E quanto aos compromissos de trabalho? Tiffany não a deixaria na mão. Ela dependia dela para manter a campanha no rumo certo até Jessica retornar. Por mais que não gostasse de depender de ninguém, como dependia de Tiffany agora, ela confiava na sua integridade. Só porque Tiffany era mais nova não significava que não possuísse escrúpulos. Cerrou os punhos e socou a parede. Se Sehun estivesse por trás disso, ela espancaria o desgraçado.

Saltitante, a nanica Sunny quase escapou. Ela a deteve e Sunny cambaleou para trás, o rosto alarmado.

— Tiffany Hwang. — Taeyeon respirou fundo. — Sabe onde ela está?

— Desculpe, Srta. Kim. Eu nunca passo naquela ala do prédio. — Depois que Taeyeon assentiu, Sunny debandou. Ela precisava sentar e tomar uma grande xícara fumegante de café. Yoona poderia prepara um extra forte. Ela mergulharia na campanha para o suco de laranja Squeezy e, quando menos esperasse, Tiffany apareceria radiante na sua porta, com uma boa explicação por não atender o telefone e nem o celular, ontem e hoje de manhã.

Taeyeon entrou bufando no escritório.

Ela não podia ter esquecido aquela tarde inacreditável. O jeito como ela ensaboou as suas costas e cobriu-lhe as pernas de espuma. A primeira vez que Tiffany gritou de prazer permaneceria gravada na memória para sempre. A água escorrendo do corpo, meros toques operando milagres. Sentiu um aperto no peito. Talvez ela tivesse sofrido um acidente.

Yoona ergueu os olhos do teclado.

— Você a localizou? — Taeyeon bateu a porta do escritório. — Preciso do planejamento de imprensa da campanha. E um suco e de um café bem forte. — Taeyeon notou a expressão preocupada de Yoona, mas sem conseguir sorrir.

— Não, eu não a localizei. — O interfone tocou. Taeyeon forçou os pés a moverem. "Ocupe-se. Permaneça concentrada", pensou. Ela não permitiria que os próprios sentimentos o sufocassem. Aprendera a lição, droga.

— Yoona, preciso daquele café extra forte e rápido.

— Sunny acabou de ligar — contou Yoona. — Ela viu Tiffany entrando no departamento de arte. Um alívio imediato abrandou a dor. Taeyeon desabou na mesa, quase às gargalhadas. Ela estava lá. No prédio. Claro!
Do lado de fora. 

— Esqueça o café. Esqueça o suco. Ou qualquer ligação. Não estou disponível. — No terraço, depois da festa, por pouco ela não pendurou Tiffany no ombro, carregou-a escada acima e rasgou aquele vestido lindo até deixá-la nua. Durante o leilão inteiro, ela sorria ao imaginá-la enlaçando o seu pescoço com os braços, ou reinventando as façanhas anteriores, acrescentando novidades — ainda restava muito que aprender.

Naquele momento, a casa da piscina fora incrivelmente satisfatória. Na verdade, a sensação de plenitude quase a assustara. Tiffany era a sua cara-metade? Ela conseguiria uma explicação, deixaria claro que ficou preocupada. E ela a tranqüilizaria, as duas morreriam de rir.

Então, lhe faria uma surpresa.

— Tiffany.

Ela desviou o olhar do layout no qual trabalhava com Heechul e quase engasgou. A voz de Taeyeon era inconfundível. Porém, Tiffany não esperava aquela figura impressionante que ocupava a porta. Calça preta, camisa branca, sem gravata. Os olhos tão atormentados que o coração dela parou de bater. Ela não compreendia — seria a paixão a causa de tamanha comoção, ou ela estava numa encrenca danada? Abaixou a caneta e ajeitou os cabelos para trás da orelha. Era inútil acreditar que poderia adiar o inevitável. Cedo ou tarde precisaria enfrentar essa situação. Melhor acabar logo com isso.

— Olá, Taeyeon. — Tiffany respondeu e Heechul se afastou quando Taeyeon se aproximou. Os olhos arderam nos dela, enquanto um sorriso se abriu.

— Por onde você andou? Você me deixou morta de preocupação.

— Eu tinha um compromisso na cidade. — O sorriso retraiu.

— E nem se deu ao trabalho de avisar ninguém? — Tiffany engoliu em seco e se dirigiu para a copiadora no canto.

— Eu queria despachar uma entrega logo cedo. Pensei que chegaria às 9h. — Apanhou uma pilha de esboços e encarou Taeyeon. — Eu devia ter pedido a sua permissão primeiro?

Taeyeon olhava fixo para Tiffany.

— Hee? — Sobressaltado, Heechul deu um pulo. — Você nos daria licença um momento? — Heechul chispou da sala. Assim que a porta bateu, Taeyeon empinou o queixo. — Isso explica esta manhã. E ontem?

Tiffany soltou uma risada.

— Você quer uma cópia do meu itinerário pessoal de hoje em diante? — Dormirem juntas não lhe dava o direito de saber onde ela passava cada minuto do dia. Nem de pensar que devia decidir por ela.

— Você não atendeu o telefone.

— Eu desliguei.

— Não pensou que talvez eu quisesse falar com você?

Tiffany conteve uma pontada de remorso. Sim, sabia que Taeyeon queria falar com ela. Vê-la. Abraçá-la. Foi por isso que permaneceu inacessível.

— Fui visitar meu pai. Só resolvi isso na manhã de domingo. — Trabalhar em casa ficou fora de questão e a Michelle estava na aula de karate. Ela sempre ligava no aniversário do pai. Apesar do discurso do "papai sabe tudo", os dois ainda se amavam. Além do mais, ser rodeada pelas lembranças da mãe — estar no próprio lar — ajudava sempre que ela se sentia insegura ou triste.

— E você passou a noite inteira lá? — Aquilo foi uma acusação?

— E daí?

— Você não pensou em mim? 

Tiffany tentou não pensar em nada! Não seria fácil entrar em um relacionamento normal? Fácil demais. Ela adorava a companhia de Taeyeon, a sua sagacidade, a maneira como fazia com que se sentisse tão especial. Se ao menos ela fosse outra garota, com outro sonho. Mas ela não queria uma namorada. Queria seguir a vida como planejara. Acaso se apaixonasse, as opções desapareceriam.

— Bem, eu estou aqui agora. — E mais calma, graças aos céus. — Por que você queria me ver?

Taeyeon se aproximou.

— Quando saímos do terraço, não falei que você precisaria esperar até segunda-feira? Você não lembra? — Daquelas palavras? Do jeito como ela a rodopiou no ar? Da sensação dos lábios dela sussurrando na sua testa?

— Lembro. — Com um sorriso maroto, Taeyeon franziu a testa.

— Pensei que ficaria curiosa. — É claro que ficou. Tentara não pensar na brincadeira. Será que ela pretendia lhe conceder um aumento? Depois daquele final de semana, isso seria um insulto. Ou talvez Taeyeon tivesse algo mais pessoal em mente.
Como Tiffany não respondeu, Taeyeon se empoleirou na mesa.

— Você prefere tentar adivinhar? — 
Adivinhar? Tiffany tinha trabalho a fazer, prazos a cumprir.

— Eu realmente não disponho de tempo agora. — Era verdade. — Tenho todas essas propostas. — Segurou um punhado de papéis — E esse layout.

Taeyeon agarrou a sua mão em pleno ar.

— Por que está agindo assim? — Ela desvencilhou a mão. Intimidade demais. Força e calor demais. — O que há, Tiffany? — A voz de Taeyeon soou grave, quase ameaçadora. — Existe alguma coisa que eu deva saber? Desde o começo eu avisei, sem mal-entendidos. Seja o que for que estiver lhe preocupando, desabafe.

Tirando os olhos do chão, Tiffany a encarou.

— Eu realmente adorei aquele encontro na casa da piscina.

Taeyeon soltou uma risada.

— Como assim "adorou aquele encontro"?— Aproximou-se mais para imprensá-la. A mão abrasou o braço dela, enquanto o hálito lhe aqueceu os cabelos. — Você estava louca de desejo. — "Oh, Deus, não faça isso", desejou. Tiffany tentou se esquivar, mas Taeyeon a impediu. Ela era mais forte, em vários sentidos. Ela precisava de outra tática.

— Sim, foi bom. Ótimo na verdade. Mas... —Taeyeon acariciou os lábios dela com o polegar.

— Experimente incrível. — Ao sentir o estômago revirar, Tiffany se esgueirou e escapou.

Recuperou o fôlego.

— Já pensei muito nisso. E... — lutou para encontrar palavras — Essa relação na qual nos envolvemos fora da empresa não sei se vai funcionar.

Uma sombra assomou os olhos de Taeyeon.

— Você acha mesmo, hein?

— Devíamos nos concentrar na campanha. — Taeyeon piscou e logo depois sorriu.

— Então, você continuará se dedicando a ela? — "Que pergunta!", — pensou.

— Lógico. Eu disse que lhe daria o meu melhor. Nunca falei tão sério na vida.
— O olhar de Taeyeon divagou para os seus lábios, como se tentasse recordar o sabor.

— E você acha que dormir com a chefe pode interferir no seu desempenho? — A sala encolheu um pouquinho mais. 

Constrangida, Tiffany recuou até encostar na mesa.

— Receio que sim. — Não só com o desempenho, mas com os seus planos mais importantes. Dormir com Taeyeon ameaçara o sonho que ela perseguia há tantos anos de se formar em marketing, para suportar trabalhar como garçonete em meio-expediente, as dúvidas quanto a evoluir de "gorducha" e "não muito inteligente" para quem ela sabia que poderia ser, acaso fizesse sacrifícios e se esforçasse o suficiente. Agora ela precisava fazer um sacrifício de novo. O anseio. O calor. O coração. Ela conseguiria. Precisava. — Temos essa campanha para terminar — argumentou Tiffany. — Deixar os sentimentos atrapalharem. Não vai dar certo.
Quando Taeyeon se aproximou, Tiffany quis correr.

— Você tomou uma decisão? 

— Sim.

— Então, preciso dissuadi-la. — Braços de aço a tiraram do chão. Um surto de adrenalina a deixou tonta. A rendição, que pairava no ar, ameaçava se abater.

— O que você está fazendo? — Marchando para fora da sala, Taeyeon chutou a porta.

— Levando você para casa. — Tiffany quicava no ombro dela, conforme Taeyeon a carregava pelo corredor. Ela não queria se aninhar nela. Isso daria uma impressão errada. Não queria. Não queria isso. Não queria Taeyeon? Por um instante abençoado, Tiffany se permitiu apreciar a força implacável que a dominara antes de oferecer a derradeira desculpa.

— Tenho um compromisso em uma hora.
— O sorriso de Taeyeon arrancou as roupas do seu corpo.

— Em uma hora você estará na minha cama.


Notas Finais


hi :)


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