História Pleasure Pact - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Girls' Generation
Personagens Taeyeon, Tiffany
Tags Girls' Generation, Taeny, Taeyeon, Tiffany
Exibições 148
Palavras 1.834
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Capítulo 9


Fanfic / Fanfiction Pleasure Pact - Capítulo 9 - Capítulo 9

E então começou. O caso com a chefe.

Tiffany não arredava pé. Ou assim Taeyeon preferia pensar. No assento do carona na Mercedes de Taeyeon, que contornava o trânsito do centro da cidade, Tiffany cruzou os braços e tentou outra vez.

— Só para a sua informação, eu ainda não estou feliz com isso.

Taeyeon a espiou de lado e sorriu.

— Mas ficará. — Ela continuou teimando.

— Eu tenho reuniões essa tarde. Você não?

— Sim.

— Então, por que não discutimos isso mais
tarde? — Cedeu um pouquinho. — À noite, se preferir. — Isso lhe daria mais tempo para pensar. Ser raptada pelo cavaleiro feito uma donzela era um bocado irresistível. Quando ela a carregou pelo prédio, sem se importar com quem as via, ela insistiu que a colocasse no chão no elevador. Taeyeon nem escutou.

— Alô? — E ainda não escutava.— Taeyeon? O que acha?

— Hein? — Ela girou o volante para a esquerda. — Acho o quê?

— De discutir isso mais tarde. — O sorriso de Taeyeon irradiava satisfação.

— Fany, não há nada a discutir.

— A minha opinião não vale nada?

— Não.

— Isso é seqüestro.

— Se quiser me denunciar, eu largo você aqui. — Quando a placa da delegacia se aproximou, ela diminuiu a velocidade. Logo atrás, um caminhão buzinou. Taeyeon ignorou o aviso e freou. Em ponto morto, esticou-se para abrir a porta. O braço roçou nos seios dela. Um acesso de arrepios flamejou até os dedos dos pés. Tiffany lutou contra a excitação, depois a fuzilou com os olhos.

— Você fez isso de propósito.

— Chegamos. — Baixou o braço, que encostou nas pernas dela. Endireitou-se no assento, enquanto Tiffany tremia e tentava abafar as labaredas. — Última parada. — O caminhão tornou a buzinar. Apreensiva, Tiffany observou o engarrafamento que se formava.

— Pelo amor de Deus, você vai provocar um acidente.

— Não quero que digam que raptei uma dama contra a vontade. — Três buzinadas fizeram o carro vibrar. O caminhoneiro mostrou o punho da cabine. Ela adivinhou o que ele estava berrando. Tiffany apertou o ombro de Taeyeon.

— Apenas saia daqui!

Durante o restante do trajeto, elas não conversaram. Quando chegaram na alameda de pedras arredondadas, os nervos de Tiffany estavam em frangalhos. Embora não pudesse prever tudo detalhe por detalhe, sabia o que Taeyeon planejava. repetir os deleites inebriantes que experimentaram juntas. Não conseguia imaginar onde ela pretendia finalizar a sedução. na biblioteca, na cozinha, talvez numa Jacuzzi. Qualquer locação serviria. Elas poderiam fazer amor numa jaula, a emoção seria surpreendente. Taeyeon desligou o motor e abriu a porta. Tensa, Tiffany estremeceu. Se deixasse que Taeyeon a tocasse, despisse e a adorasse como antes, ela estava perdida. Todas as suas prioridades nos últimos anos seriam engavetadas. mas por quanto tempo? Para sempre? Até Taeyeon enjoar dela? Nenhuma dessas respostas era aceitável. Ela ainda não fora derrotada.

Ao encher o peito de coragem, um perfume de jasmim a saudou. De mãos dadas, ambas subiram a escada até a porta da frente. Gilbert apareceu antes que chegassem à soleira. Numa camisa havaiana e de bermuda clara, ele não demonstrou surpresa ao vê-las.

— Bom dia, Srta. Hwang. — O que ela podia dizer?

— Bom dia, Gilbert. — Ele se dirigiu a Taeyeon.

— Deseja alguma coisa, senhora?

— Hoje não, obrigado, Gil.

— Então vou me retirar. Vejo você amanhã, senhora. — Tiffany se encolheu. Virou-se para Taeyeon.

— Você armou tudo com os empregados? Que vergonha!

— A surpresa era sua, de ninguém mais.

— A tarde de folga com você?

— Mais ou menos. — Taeyeon sorriu e Tiffany a seguiu e a deteve.

— Taeyeon, precisamos conversar a respeito. Essa sua atitude é drástica demais para não discutirmos. — Taeyeon era extraordinária em todos os sentidos, mas Tiffany sabia que, para ela, era uma questão de caça, o sexo, tudo. O que ela perderia se não desse certo? Se as coisas acabassem mal, ela simplesmente contrataria outra pessoa para substituí-la, como substituíra Juniel. A simplória Srta. Hwang mal seria indispensável depois que Jessica voltasse. Mas para ela, se o caso durasse uma semana, um mês ou a vida inteira, não alterava nada. Ela se apaixonaria. Um coração partido, entregue por cortes de Kim Taeyeon, talvez a arrasasse tanto quanto desistir de descobrir o mundo. Encontrar a si mesma.

Taeyeon parou na sua frente, os olhos perscrutando os seus. Aos poucos, a preocupação franziu a testa.

— Deus. pensei que você queria isso. Pensei que quando a trouxesse para cá. — Taeyeon recuou. — Obviamente eu me enganei. Vou levá-la de volta para a agência. — Uma sensação apreensiva percorreu o corpo dela. Ela precisava explicar.

— Tae, não é tão simples assim.

— Droga, Tiffany, do que você tem medo? — O tom soou tão ríspido quanto suplicante. Tiffany sufocou uma risada. O que ela temia? Que diabo? Por que não desistir?

— Do fracasso.

— Eu também. — Taeyeon se aproximou e buscou a mão dela. — Que tal confiar em mim? Relaxar. Ver até onde isso nos leva.
— Tiffany preferia não se arriscar, mas desejava Taeyeon demais. Nunca se desviara do seu caminho reto e estreito como agora. Nenhuma interferência era permitida. E, então, ela a conheceu, a chefe, a amante. Seria corajosa o bastante para continuar seguindo esse desvio na estrada?

Os lábios contraíram num sorriso tímido.

— Onde isso nos leva? Sabe, eu vim pensando no caminho inteiro. Apostaria tudo na banheira de hidromassagem.

— Qual delas? — Taeyeon espiou por cima do ombro, uma expressão maliciosa nos olhos. — Nós temos três.

— Oh! Só três? — Tiffany brincou. Taeyeon era tudo que ela sonhava em uma pessoa para o seu futuro. O pacote completo e mil vezes melhor. Contudo, esse era o presente, e Taeyeon era o agora.

Taeyeon seguia na sua frente. De vez em quando, olhava para trás como se para garantir que estavam juntas.

— Pensei que experimentaríamos algo diferente — comentou ela — e que ficaríamos longe da água e lugares apertados.

— Por favor, não diga que planejou algo ao ar livre, porque não vou acompanhá-la.

— Estraga prazeres.

— Eu incluo sacadas e telhados nessa categoria.

— Não posso dizer que não fico desapontada. — No topo da escadaria, Tiffany sentiu o coração na garganta. Entrou. Ora, claro. — O seu quarto. — Virando-se para encará-la, Taeyeon tomou-lhe as mãos e a conduziu para dentro da suíte que era do tamanho do apartamento dela. Os raios de sol se infiltravam pela persiana, refletindo no quarto inteiro. Tiffany balançou a cabeça. — Carpete branco felpudo? Não faz o seu estilo. Mas a cama sim. King size, com vistosos ornamentos em metal, na cabeceira e no pé. A colcha não era bem dourada ou caramelo, nem parda. Mas o tecido era lindíssimo, realçado pelas almofadas de seda escarlate, bege e azul-marinho espalhadas.

Taeyeon a abraçou e Tiffany atinou que tudo aquilo era real.

— Antigamente, isso era um quarto de hóspedes. — E como se não agüentasse mais esperar, tomou-lhe a boca com um beijo avassalador.

Depois, Tiffany umedeceu os lábios.

— Hmm.. que hóspedes de sorte. — Baixou o olhar. Os dedos de Taeyeon brincavam com os botões da sua blusa.

— Coisas como tapetes — retrucou ela — não são importantes para mim.

Até parece. Tiffany tirou a gravata dela, depois a jogou para o alto.

— Então, diga-me. — arrancou as pontas da camisa para fora da calça. — o que é importante para você?

— Duas coisas. Eu não vou contar a primeira. — Seria ela? Deus, claro que não.

— Qual é a outra? — O olhar de Taeyeon se demorou nos seus lábios.

— Você.

Ondas de desejo a inundaram quando Taeyeon a segurou pelos braços para puxá-la mais para perto. Quando as bocas se uniram, ela a acariciou com os polegares. A sensação, a entrega pareceram libertar-lhe a alma. Com um rosnado satisfeito, Taeyeon recuou e ajoelhou em seguida. A saia vermelha pregueada afrouxou e escorregou até os pés, antes que ela a agarrasse pelos quadris. Cada poro irradiou calor e anseio quando Taeyeon se aninhou no seu abdome. Assim que ela ergueu o rosto e sorriu, Tiffany se sentia tonta de desejo.

— Nada de lingerie preta hoje? — O queixo de Tiffany caiu. Ela esquecera. Será que teria coragem de conferir? É.

— Algodão branco.

— Acredite em mim, você continuaria sexy numa calça de palhaço laranja. — Será que ela falou sério? Taeyeon a julgava atraente — tudo bem — Mas ela acharia olhos borrados de rimei ao acordar sexy? E se ela pegasse uma infecção horrorosa? Taeyeon ainda a julgaria linda com a cara amassada, enquanto passava a semana levando potes de sopa?

Tiffany não conseguiu resistir.

— E se eu engordasse vinte quilos e usasse óculos com lentes de fundo de garrafa?

— E se eu a deitasse nos lençóis agora e sussurrasse todas as coisas que tornam você irresistível? — Taeyeon murmurou no seu ouvido, tomou-a nos braços e a deitou sobre a seda fria. Continuou murmurando enquanto a despia, sem parar de tocar e acariciá-la. Quando Tiffany perdeu a fala, ela, também, caiu em silêncio, tirou os sapatos, depois a calça. Parou diante dela. Taeyeon, a sua Taeyeon. Mais perfeita que uma estátua esculpida pelos deuses.

— Você imagina quantas vezes eu sonhei em deitar aqui com você nas últimas semanas? — Dois dedos percorreram as costelas, até encontrar e beliscar um dos mamilos. Sorridente, Tiffany se contorceu junto a Taeyeon.

— Você contou? — Tiffany riu e Taeyeon apenas lhe deu uma piscadela sacana.

— O seu cheiro é tão bom. Que perfume você usa? — Tiffany segurou a mão dela, acompanhando os gestos. Se concentrou na agonia cada vez mais intensa.

— Não é Chanel N°5 — Falou Tiffany e Taeyeon mordiscou-lhe o lóbulo. Cada terminação nervosa estrilou conforme o anseio palpitava e crescia. Ela precisava de maior intimidade. Passou a perna por cima do quadril dela, depois roçou os lábios na pele alva dela enquanto Taeyeon a acariciava. Por que pensara que vir aqui hoje seria uma péssima idéia? Os primeiros encontros das duas foram excitantes, travessos, algo que ela lera a respeito ou que outras pessoas faziam. Essa tarde a tocou de um jeito diferente. Ainda inebriante e deliciosa, arrebatadora e incomparável. Porém, mais profunda que isso. Dessa vez, Taeyeon a tocara em num nível mais elevado, que ela jamais deixara exposto. Uma parte escondida. Para partilhar com ele. A pele febril de Taeyeon deslizava sobre o seu corpo e a encharcava conforme ela beirava o êxtase. Quase, quase, quase. Taeyeon tirou a mão. Todos os músculos tensos relaxaram. O coração de Tiffany retumbava através das veias quando ela abriu os olhos e gemeu. Mas Taeyeon já estava sobre ela. Tiffany colocou os braços em torno do pescoço dela, enquanto Taeyeon se acomodava.

— Nós duas. — Falou Taeyeon e Tiffany sorriu — Numa cama, nada melhor.

— Monótono demais para você? — Taeyeon começou a estoca-la com dois de seus dedos.

— O que você acha? — Conforme as estrelas na cabeça dela giravam, e o ritmo da fricção aumentava, Tiffany parou de pensar. Porém, logo que ambas mergulharam em explosões de estrelas ao mesmo tempo, um pensamento lhe ocorreu. E a deixou mais feliz do que nunca.

Assim como triste.



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