História Plenilúnio. - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias EXO, SHINee
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Jinki Lee (Onew), Jonghyun Kim, Kai, KiBum "Key" Kim, Kris Wu, Lay, Lu Han, Minho Choi, Sehun, Suho, Taemin Lee, Tao, Xiumin
Tags Abo, Bruxos, Chanbaek, Guerra Mágica, Jongkey, Kaisoo, Kaisooistal, Kaistal, Licantropia, Magia, Sulay
Exibições 51
Palavras 2.073
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Helloes! Chegay com mais um cap.
Uma obs sobre a fic: todos os capítulos terão nomes de algum dos personagens e o narrador do capítulo é a pessoa que tá no título, então fiquem atentos ao título pra saber quem é que está narrando.

Esse cap ficou muito introspectivo e muito narrativo também, mas ele era necessário pra vocês entenderem em que pé tá a situação.
Boa leitura <3

Capítulo 2 - Baekhyun


“Once upon a time there was a tavern

Where we used to raise a glass or two

Remember how we laughed away the hours

And dreamed of all the great things we would do”

— Those were the days (Mary Hopkin, composição de Gene Raskin)

 

O silêncio reinava incômodo naquela hospedaria do sul. No passado, aquele lugar costumava ficar sempre cheio de gente, música, dança, burburinhos, risadas altas; era um ótimo lugar para se estar e eu sentia muita falta disso. Aquela total ausência de som me incomodava e o que mais me irritava era saber que aquela situação não mudaria enquanto meu tio estivesse com aquela bunda preguiçosa, corrupta e maldosa descansando no trono do reino. Ele tinha instaurado políticas pra lá de muito intolerantes com os não bruxos e mestiços (se fosse um não bruxo ou mestiço ômega então, já poderia ser considerado morto, afinal ele não quer ômegas de sangue não puro povoando o reino com mais escórias — como aquele desgraçado tem o costume de chamar todos aqueles que não são como ele).

Não bruxos e mestiços que ocupavam cargos mais altos foram todos demitidos ou transferidos para cargos inferiores (principalmente trabalhos braçais), as escolas, universidades e todos os espaços públicos foram divididos (afinal, nenhum sangue puro em sã consciência iria querer se misturar com a escória da sociedade). Sinceramente, meu tio era um tirano louco, preconceituoso e golpista. Ele representava nada mais do que um enorme retrocesso.

Todavia, felizmente, o povo não estava aceitando essas mudanças de braços cruzados. Revoltas, motins, planos para uma revolução (ouvi boatos de que querem instaurar uma república democrática e isso seria algo realmente muito bom. Não sei se é verídico, já que escuto coisas diferentes o tempo todo: democracia, me devolver o trono, alguns falam em anarquia, mas isso é papo furado. A anarquia é muito bonita na teoria, mas na prática, o mundo viraria uma terra sem lei e isso daria uma merda enorme. Eu realmente concordo com Hobbes quando ele disse anos e anos atrás que o homem é o lobo do homem — atualmente, mais do que nunca, por alguma ironia do destino).

Em contraposição ao povo que luta contra o retrocesso, há os seguidores do meu tio. Bruxos ricos e poderosos que destroem tudo e todos que se colocam em seu caminho. Por causa disso (e também das revoltas contra o governo), o reino de Argentum passava por tempos perigosos. As estradas principais estavam tomadas por bandidos, e as clandestinas, ou estavam em condições horríveis ou cheias de guardas escondidos prontos para pegarem os loucos ou os desavisados que passassem por elas. Bruxos de confiança do meu tio voavam constantemente pelo céu do reino à procura de traidores ou apenas de vítimas de sangue não puro para serem torturados e mortos por eles. A criminalidade crescia absurdamente junto com a miséria de uma parte da população.

Muitos grupos rebeldes tinham se agrupados em matilhas, lideradas por um alfa, como era antigamente, no início do mundo abo (também havia aquelas lideradas por betas ou mesmo por ômegas, já que muitas tinham perdido aquela concepção tradicional e antiquada de que ômegas são inúteis e aderiram a ideia de que todos podem ser igualmente fortes). Essas matilhas tinham objetivos diferentes; umas eram apenas grupos de saqueadores, outras buscavam realmente uma mudança e havia aquelas que acolhiam as vítimas das loucuras do meu tio.

— Viu, Hannie, eu disse que o bobão do seu irmão ia estar aqui. — Chanyeol apareceu, carregando meu irmãozinho de seis anos nos ombros e tirando-me das minhas divagações.  

— Hyung! — Luhan gritou e quase caiu, quando tentou pular das costas do poste até o meu colo.

— Não faça isso de novo. — Repreendi-o, conseguindo pegá-lo a tempo. — Vai acabar se machucando. E eu posso saber por que não está dormindo? Sabe quantas horas são?

— Eu tive um pesadelo. Sonhei que o rei louco tinha pegado o hyung, aí quando eu acordei, você não tava do meu lado, então eu pensei que ele podia ter realmente pegado você. — Ele começou a chorar, enfiando a cabeça no meu casaco. — Hyung, você não vai me deixar, não é mesmo? Promete pra mim, por favor. — Luhan me olhou nos olhos, ainda chorando.

— Eu prometo, Hannie. Vou ficar com você pra sempre.

Ele deitou no meu colo e pediu para que eu cantasse alguma coisa para ele e, no meio da cantiga, ele adormeceu novamente. Levei-o para o quarto e desci para o bar da hospedaria novamente, encontrando um Chanyeol sentado e pensativo em frente à lareira.

— Deixei ele no quarto com o Hunnie. Sabe, eu acho que eles são como nós dois. E eu sempre dormia melhor perto de você. — Sentei-me atrás dele e envolvi sua cintura com os braços, deitando minha cabeça nas suas costas. — Não quero que eles vivam no meio dessa loucura, Channy. São apenas crianças. Não quero que eles tenham uma infância turbulenta como a nossa. Não quero que eles sejam forçados a crescer por conta da situação. Quero que eles sejam apenas crianças.

— E é por isso que nunca contou a ele quem vocês de fato são. Ah, Baek! — Ele suspirou pesadamente. — O Luhan tem o direito de saber que quem está fazendo todas essas loucuras é o tio dele e que vocês dois, como príncipes legítimos, têm o poder de mudar tudo isso. Do mesmo jeito que o Sehun tem o direito de saber que os pais deles são duas das maiores lendas do mundo bruxo. Você, o Yixing e o Junmyeon não podem manter as crianças na ignorância para sempre.

— Não vai ser pra sempre, Channy. E você sabe disso. — Virei-me, encostando-me nas costas de Chanyeol e abracei minhas pernas. — Só que eu, o Lay e o Suho pensamos igual. Pra que enfiar duas crianças no meio dessa confusão? Elas estão seguras aqui. Elas não precisam se colocar em risco, participando de rebeliões ou coisas assim. Eu, você, o Xing e o Myeon precisamos, e eu darei a minha vida se for preciso pra tirar aquele homem do poder, porque restaurar a paz do reino é meu dever. Mas o Hannie e o Hunnie? Eles são mais novos do que nós dois quando tudo começou, lembra? O Hunnie tem a mesma idade que você tinha quando sua vida virou de cabeça pra baixo por causa da mordida daquele lobisomem.

O silêncio incômodo se fez presente novamente. Eu não gostava de falar sobre aquela época em que o Channy virou um licantropo, porque eu sabia o quanto aquilo tinha sido horrível para ele. Atualmente, ele já tinha se acostumado, mas nunca é bom jogar sal na ferida alheia. Todavia, eu sabia que aquele argumento era o único que ele ouviria. Chanyeol sempre foi contra esconder a verdade dos meninos. Ele  nunca gostou de mentiras ou de coisas feitas por debaixo dos tapetes (eu também não), mas naquele caso, omitir a verdade era melhor do que jogar duas crianças dentro de um furacão.

Levantei-me e segui para o lado de trás do balcão onde ficavam prateleiras cheias de garrafas de bebida.

— Você vai limpar as garrafas de novo? Sabe que não vão aparecer clientes tão cedo — Chanyeol murmurou do lugar onde estava.

— Eu só preciso me ocupar com alguma coisa. Amanhã vamos nos encontrar com a matilha do JongIn e com a da Jennie. Estou preocupado. — Peguei uma flanela e comecei a limpar uma garrafa de vinho que estava sobre o balcão.

Eu gostava de me ocupar fazendo coisas que não envolviam magia, como limpar a hospedaria, brincar com o Hannie e o Hunnie, cuidar do jardim; eu me sentia normal, como se o mundo não estivesse uma loucura.

Fechei os olhos e senti o cheiro típico de canela da hospedaria invadir minhas narinas, escutei o crepitar da lareira, o barulho que a garrafa em minha mão fazia ao entrar em contato com o granito do balcão, Chanyeol tamborilando os dedos nervosamente na mesa de madeira, o vento forte do inverno uivando do lado de fora. Abri os olhos novamente e fitei as lamparinas responsáveis pela iluminação do lugar, as mesas de madeira dispostas entre as de pedra e as de carvalho, o fogo da lareira, o chão de pedra.

Tirando o silêncio terrivelmente incômodo, aquela era a minha casa e eu não queria nunca a deixar. Uma parte de mim queria viver ali para sempre ao lado de Channy, Hannie, Hunnie, Xing e Myeon. Seria muito mais seguro e cômodo não mover um dedo contra meu tio: ele não sabia onde eu estava e não fazia ideia da existência dessa hospedaria perto da fronteira com a floresta negra (que de negra e perigosa não tinha nada, era só mais uma lenda que o povo tomava como verdade). Mas a outra parte queria vingança. Vingança por meu tio ter matado meu pai e por não ajudar em nada quando minha mãe estava morrendo durante o parto do Luhan, vingança por ele estar destruindo o reino e o povo que eu amo. E acima de tudo, eu queria paz e faria de tudo para devolvê-la aos cidadãos de Argentum.

— Hey, não fique distante de repente. — Senti os braços de Chanyeol envolvendo minha cintura. — Desculpa brigar com você por causa dos meninos de novo. Eu entendo seu ponto de vista, é só que às vezes, eu não concordo. E não se preocupe, vai dar tudo certo na reunião de amanhã... — Vi que sua voz soou embargada por alguns segundos.

— Não precisa ir se não quiser. — Virei-me para ele e passei o polegar pela linha da sua mandíbula. — Eu sei que amanhã fará um mês que seu pai morreu e você ainda não se recuperou. Nenhum de nós, na verdade. — Desviei o olhar por alguns segundos. — Ji-yong era como um pai pra mim também, eu sei o que está sentindo. Você pode ficar com os meninos aqui se quiser. O Xing disse que ficaria, mas acho que você ficará melhor aqui do que na reunião.

Channy concordou com a cabeça e depositou um selinho em meus lábios.

— Já falei que amo você, meu principezinho esquentado? — Ele tocou a cicatriz em meu rosto que ia da sobrancelha até a asa do nariz e, por um momento, vi a culpa invadir seus olhos. 

— Hoje, a única coisa que você fez foi brigar comigo. — Eu ri, dando um beijinho rápido nos lábios dele e notei que o sentimento de culpa tinha sumido do olhar (pelo menos, por enquanto). 

Ele riu em resposta para logo depois me soltar, pegar uma flanela e ir limpar as mesas da taverna.

— Não foi você que disse que não apareceriam clientes, poste? — provoquei.

— Não enche, baixinho. Ficou convencido só porque eu falei que te amo, é? — ele devolveu a provocação, rindo.

Eu gostava daqueles momentos entre nós dois. Pelo menos isso não tinha se perdido com o tempo. Continuávamos nos provocando da mesma forma como fazíamos quando éramos crianças, principalmente nos momentos difíceis; as provocações eram os nossos raios de luz no meio da escuridão. A única diferença de agora para a infância é que o amor de amigo que tínhamos um pelo outro cresceu para algo bem maior.

— Eu também te amo. — Sorri e virei-me para a prateleira para poder limpar todas as garrafas.

Eu sabia que, um dia, clientes viriam. E eles seriam dos mais variados: bruxos, mestiços, não bruxos, alfas, betas, ômegas, mulheres e homens. Viajantes que procuravam algum lugar para passar a noite e clientes frequentes da taverna. Não por agora (seria estupidez minha pensar de forma tão imediatista), mas no futuro, quando tudo estivesse resolvido. E era por saber disso que eu queria que tudo estivesse limpo e organizado para que eu e Channy pudéssemos recebê-los com a ótima sensação de dever cumprido e com a certeza de que a paz estava de volta e que um novo governante estava cuidando bem do povo de Argentum.

Um governante que não seria eu, porque quero uma vida longe dos muros daquele castelo, longe das confusões que é ser da realeza. Quero uma vida simples, mas cheia de amor e felicidade. E aí sim haveria música, dança, burburinhos, risadas altas e eu poderia finalmente dizer que estou em casa novamente.

“Those were the days, my friend,

We thought they'd never end,

We'd sing and dance forever and a day;

We'd live the life we choose we'd fight and never lose

For we were young and sure to have our way”

— Those were the days (Mary Hopkin, composição de Gene Raskin)

 


Notas Finais


Gente, eu morri de fofura escrevendo o Hannie criança. Imagina ele e o Hunnie dormindo juntos. Dois bolinhos fofos e adoráveis <3 <3 <3
E também morri com a cena fofa ChanBaek! Ai gente, eu amo o OTP tanto <3
O que cês acharam? Gostaram? Odiaram? Tá mais ou menos? Deixem suas opiniões nos comentários, isso fará uma autora bem feliz
Qualquer erro me avisem. Beijinhos e inté


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