História Plenilúnio. - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias EXO, SHINee
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Jinki Lee (Onew), Jonghyun Kim, Kai, KiBum "Key" Kim, Kris Wu, Lay, Lu Han, Minho Choi, Sehun, Suho, Taemin Lee, Tao, Xiumin
Tags Abo, Bruxos, Chanbaek, Guerra Mágica, Jongkey, Kaisoo, Kaisooistal, Kaistal, Licantropia, Magia, Sulay
Exibições 55
Palavras 3.604
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


E é nesse dia tão maravilhoso, aniversário do bias lindão, que eu trago meu menino com o sorriso de coração mais lindo do mundo pra contar um pouco das angústias dele pra vocês. Deem muito amor a ele, porque ele tá precisando, tadinho
(e eu também, principalmente depois do disband do 2ne1 e da saída do Taehyun do Winner, gente, eu tô tão arrasada)
Eu queria agradecer aos favoritos, muito obrigada mesmo. Significa bastante pra mim (principalmente porque eu estou super insegura com essa história e às vezes eu penso se devo ou não continuar, mas enfim, vamos deixar a vida seguir, não é mesmo?)
Qualquer erro, me avisem. Eu revisei, mas quando é a gente mesmo que faz a revisão, acaba passando alguma coisa.
Espero que vocês gostem.
Mais uma coisa
As coisas estão acontecendo devagar num primeiro momento, porque eu preciso situar vocês na situação do reino de Argentum. Não dá pra eu simplesmente jogar vocês no meio do caos. Então as coisas vão começar devagarzinho assim mesmo. Vocês vão conhecer um pouquinho de cada um, a situação de cada um e tals.
É isso, boa leitura, anjinhos lindos <3

Capítulo 3 - Kyungsoo.


“Não sou capaz de ver bem o meu caminho. Como se tudo o que eu possuía me tivesse escapado, e como se nada me satisfizesse se por acaso tudo voltasse”

— Franz Kafka

Eu estava preocupado com aquela reunião. A matilha da Jennie era a antiga matilha da CL, que era nosso braço direito e desapareceu misteriosamente, levando consigo as três pessoas em que ela mais confiava, Dara, Bom e Minzy. Depois disso, essa outra garota apareceu e tomou o lugar de líder da matilha. Preocupado era pouco para o meu estado. Eu não confiava nela, inclusive, até suspeitava que tinha algo a ver com o desaparecimento da CL, mas JongIn insistiu em fazer essa reunião para conhecê-la melhor.

Aquele escritório parecia ainda menor do que o de costume e tudo nele parecia me sufocar de alguma forma. Os papeis sobre a mesa, os livros de magia nas prateleiras ligeiramente empoeiradas, a luz das lamparinas, o ar gelado que entrava pela janela atrás de mim, a porta de madeira. As paredes pareciam se mover deixando o espaço menor, e até mesmo o chão parecia se movimentar em direção ao teto com o único intuito de me sufocar.

— Não é só você que está preocupado com isso, Soo. — Krystal entrou no escritório onde eu estava, segurando nosso filho no colo, que brincava com os cabelos dela enquanto sorria para mim. De repente ficou mais fácil respirar.

Aquela criança era a razão dos meus sorrisos ultimamente. Ele era o anjo que me puxava para fora de toda a confusão e caos que tinha se instaurado naquele país. Quando eu olhava aquele rostinho puro e inocente estampando o sorriso mais sincero e lindo que eu já vira na vida, esquecia momentaneamente os problemas que me cercavam.

— Appa! — Ele desceu do colo da mãe e correu desajeitadamente até mim, quase caindo quando foi dar a volta na mesa.

Peguei-o no colo e o envolvi num abraço caloroso, acariciando seus fios loiros.

— Bom dia, Taeminnie! Dormiu bem?

Ele acenou positivamente com a cabeça, me olhando nos olhos. Ele era muito parecido com JongIn. As únicas coisas que tinha puxado de Krystal eram a pele e o cabelo claros, o resto era a cópia exata do líder da matilha.

— Sabe se o corvo que mandou para o Baekkie há duas semanas chegou em segurança? — Krystal me perguntou, encostando-se na porta e me encarando seriamente.

— Chegou. Inclusive recebi uma resposta do seu primo. Ele virá disfarçado, tanto ele quando aqueles que o estarão acompanhando. Não queremos que essa nova líder da matilha da CL saiba que o príncipe está vivo e lutando ao nosso lado.

Vi-a respirar aliviada. Krystal é filha da irmã da antiga rainha Momo, Nayeon, e é uma das pessoas mais corajosas que eu já conheci. Foi essa coragem que roubou meu coração e o coração de JongIn alguns anos atrás.

— Appa, vamos brincar lá fora. Tem muita neve, dá pra fazer um boneco enorme. — Ele abriu os abraços para mostrar o quão grande poderia ser o boneco. — O tio Key disse que ia trazer o Minho hyung pra brincar comigo também. Vamos, vamos. Por favor. — Ele fez um biquinho e eu quase cedi à vontade do meu pequeno anjinho, mas os papeis sobre a mesa me fizeram pensar duas vezes.

— Vá com ele. Eu termino com esses papéis. Além disso, logo o JongIn vai descer, ele me dá uma ajuda pra terminar de analisar isso — Krystal se manifestou, caminhando até a mesa e se colocando ao meu lado. — Você não pode ficar enfiado nesse escritório para sempre. Vá curtir seu filho, anda. Depressa. — Ela sorriu e depositou um leve beijinho em meus lábios.

Obedeci e levantei-me da cadeira, colocando Taemin no chão e saí do escritório, deixando minha esposa com os intermináveis papeis.

Jonghyun e Kibum já esperavam com o pequeno Minho escondido atrás das pernas de Key, brincando com um punhado de neve. O garotinho de olhos grandes tinha aparecido na matilha cinco anos atrás cheio de machucados e quase morrendo e fora encontrado por aqueles dois, que se apegaram tanto à criança que o adotaram. Ele tinha apenas um ano quando tudo aconteceu, mas se lembrava de algumas coisas e isso sempre o fizera mal.

No início, Minho era tímido e tinha medo de aproximar de qualquer um que não fosse seus pais; os traumas que ele carregava eram pesados demais para uma criança. Mas, quando Taemin nasceu (um ano depois de sua chegada), ele instantaneamente se apegou ao meu filho e, desde então, os dois se tornaram inseparáveis. E graças à essa aproximação, Minho se tornava uma criança menos solitária e mais aberta com as pessoas.

— Hyung! — Taemin soltou minha mão e correu até o amigo. — Você veio mesmo. — Abraçou-o, derrubando-o na neve.

Ri, sendo acompanhado por Jonghyun e Key que logo fizeram uma reverência em sinal de respeito para mim. Balancei a mão, num claro sinal de que não era preciso. Sou amigo do Jonghyun desde que me entendo por gente e Key é o nosso braço direito dentro da matilha (o que seria de JongIn sem o maravilhoso dom com números de Kim Kibum, eu não fazia ideia).

— Vamos fazer o maior boneco de neve do mundo. — Ouvi Taemin dizer num tom alegre.

— E depois nós vamos mandá-lo para o rei e ele vai morrer de suto e deixar nossos appas em paz — Minho completou, sorrindo também e eles começaram a fazer bolas de neve.

— É por essa e outras que eles são nossos raios de luz no meio desse caos todo — Kibum disse, olhando carinhosamente para as duas crianças. — Jong, fica com os meninos um pouco, eu tenho que tratar com o Soo daquele assunto que te falei. Ou você quer ir no meu lugar? — ele perguntou em tom de provocação.

Vi Jonghyun torcer o nariz só de pensar de ter que resolver qualquer assunto político. Ele sempre foi assim, desde criança. Era um dos melhores bruxos que eu conhecia, o talento dele era tão claro quanto o sol de verão, além disso, qualquer coisa relacionada à magia era só pedir que ele resolveria, mas, quando se tratava de assuntos políticos, ele recusava terminantemente a se envolver.

— Eu fico com as crianças — ele disse, dando um beijinho na bochecha de Key e correu até os meninos. — Se precisar de mim para buscar comida, água, roupas, para lutar numa guerra, pode me chamar. Mas não me peça para me envolver com política.

Key e eu rimos da reação do homem.

Jonghyun também era o líder do grupo de saqueadores da nossa matilha, junto com Kim Minseok. Durante muito tempo, tentamos viver da caça, mas foi ficando cada vez mais difícil. A maior parte da nossa matilha era composta por não bruxos que foram perseguidos pelo rei, então era muito arriscado mandá-los se aventurar em caças que poderiam muito bem não resultar em nada. E os bruxos que cumpriam esse papel não conseguiam trazer comida o suficiente para a matilha toda. Por causa disso, resolvemos montar um grupo de saqueadores compostos de bruxos e não bruxos para cuidar da alimentação e do vestuário. Costumamos roubar dos mais ricos porque eles têm muita coisa, então podem muito bem dividir com uma matilha humilde.

— Vamos precisar sim. O inverno está ficando mais rigoroso, estamos precisando de roupas. Mas por enquanto só cuide dos meninos, falamos sobre isso depois — Kibum respondeu, entrando na minha casa.

Sem cerimônias, ele passou pela pequena sala e subiu em direção ao sótão. Eu o segui em silêncio. O assunto era sério, eu pude perceber pelo seu semblante quando pediu ao marido para ficar com as crianças e isso me deixava angustiado.

— Cancele a reunião com o Baekhyun — ele disse, afiado como uma faca, assim que eu fechei a porta do sótão atrás de mim.

— Por quê? — perguntei, bastante confuso. — Mais importante ainda, a reunião é hoje, não dá pra’ cancelar assim, ele já deve estar a caminho.

— Invente uma desculpa. Diga que explicaremos mais tarde. Não podemos deixá-lo no mesmo ambiente que a nova líder da matilha da CL.

Eu estava completamente confuso em relação ao comportamento Key. Por que aquilo de repente? Tudo bem que ele já suspeitava da Jennie também, mas, a princípio, ele tinha concordado com a ideia de conhecê-la junto com Baekhyun.

— Por que mudou de ideia? Não tinha sido você a dizer quer seria bom o Baek vê-la?

— Por causa disso. — Ele me entregou um envelope vermelho.  — Chegou há dois dias. Foi o falcão da Bom que trouxe.

Abri a carta e vi a caligrafia belíssima da Bom. Li tudo muito rápido e, a cada palavra, meu coração apertava mais e mais. Não tinha muitos detalhes. Falava do sequestro dela e das outras três meninas para que Jennie pudesse assumir o controle da matilha e trabalhar a favor do rei e pedia para Kibum a encontrar na floresta negra. Também falava de uma tal de Jisoo.

— A Bom está escondida na floresta negra. Ela conseguiu fugir para lá e está apagando todos os seus rastros antes de poder encontrar com o Baekhyun. Não podemos confiar na Jennie — ele disse enquanto caminhava de um lado para outro, brincando com os dedos, completamente nervoso.

— E quem é essa Jisoo que a Bom menciona? — perguntei, intrigado. — E você confirmou a veracidade do que diz aqui?

Vi-o me olhar, incrédulo. Kibum era a pessoa mais desconfiada e competente que eu conhecia, aquela pergunta provavelmente soara como um insulto.  

— E você acha que eu demorei dois dias para vir falar com você por quê? Uma dica: eu não estava fazendo uma festa na floresta negra.

Todos os dias eu agradecia a todos os deuses por Kibum ser nosso aliado. Isso facilitava as coisas para o nosso lado.

Olhei pela janela do sótão e vi Jonghyun com Minho nos ombros, correndo pela neve. Minho gargalhava e levava alguns sustinhos toda vez que o pai pulava.

— Minha vez, minha vez! — Taemin gritava, correndo atrás deles.

— Jisoo é a meia irmã da Bom. Ela é uma espiã dentro do grupo da Jennie, foi ela que ajudou a Bom fugir — Kibum disse, tirando minha atenção do que acontecia do lado de fora.

— Uma guerra está prestes a estourar, não é mesmo? — disse melancolicamente, voltando a olhar as crianças brincando inocentemente. — Não queria que eles passassem por isso. São tão pequenos e inocentes.

Key não me respondeu, o que era incomum. Normalmente aquele ômega de língua afiada tinha uma resposta para tudo. Fitei-o, intrigado, e percebi que ele olhava o chão, que estava molhado na direção do rosto dele. Key estava chorando.

— Eu evito pensar nisso por causa do Minho. Ele já passou por tanta coisa. Não quero nem imaginar ele sofrendo novamente.

Fiz menção de ir abraçá-lo, mas logo ele já secava as lágrimas e me olhava seriamente mais uma vez, o que me fez desistir.

— Não é hora de chorar, posso fazer isso deitado na minha cama depois. Apenas cancele a reunião, por favor.

— Baekhyun virá disfarçado, eu mesmo pedi a ele que fizesse isso. Ele tomará aquela poção que o Jong inventou que te faz mudar de aparência. Além disso, eles podem ficar escondidos — falei, convicto, e vi os olhos de Key se encherem de impaciência e foi aí que percebi a merda que eu tinha falado.

Elas eram bruxas que trabalhavam para o rei, uma poção não iria pará-las tão facilmente. E se elas já desconfiassem que Baekhyun estava conosco? E se o intuito delas era vir aqui apenas para pegá-lo? Não podia deixá-las colocar as mãos nele, eu prometi ao meu pai que o protegeria e que o colocaria naquele trono que, por direito, era dele.  

Senti três pessoas atravessarem minha barreira de proteção e um certo desespero começou a tomar conta de mim.

— São o Baek, o Myeon e o Xing. Eles precisam ir embora antes da hora marcada para a reunião. Pensa, Soo. Pensa. — Eu ia de um lado para outro tantas vezes que era capaz de formar uma leve depressão por onde eu passava. Fitei o relógio de pêndulo na parede esquerda do sótão, já era quase meio dia. Como o tempo passou tão depressa? Só tínhamos uma hora até eu, JongIn e Key irmos nos encontrar com Jennie, não daria tempo de convencer Baekhyun que tínhamos um bom motivo para ele ir embora. Aquele príncipe era cabeça dura demais. — Não, eles não precisam ir embora. — Olhei, esperançoso para Kibum. — Eles só não vão estar na reunião. — Key me olhou impaciente outra vez. — Não precisa me olhar assim. Não faremos a reunião aqui. Vamos nos encontrar com a Jennie onde foi combinado, falaremos paraa o Baekkie nos espera aqui enquanto descasa da viagem e aí iremos para outro lugar. A casa onde Krystal nasceu é um ótimo local. É longe daqui, é longe da hospedaria onde o Baekkie está e ninguém nunca vai lá. E aí enquanto estivermos na reunião, o Baek estará em segurança aqui e ainda temos o bônus da Jennie não descobrir onde fica nosso acampamento.

Naquele momento, eu parei para pensar na razão de termos oferecido nosso acampamento para o local da reunião. Sempre lutamos muito para mantê-lo escondido sobre a barreira de proteção e do feitiço de invisibilidade e, apenas aqueles que já estiveram dentro dele poderiam encontrá-lo sem a ajuda de alguém que soubesse a localização. Então, por que oferecer para levar alguém que nem ao menos confiávamos para dentro da nossa própria casa? Para uma coisa essa confusão serviu, para me abrir os olhos diante da minha própria inocência e estupidez. 

— É bom saber que seu cérebro não virou geleia com as noites que passou sem dormir — Key brincou, bagunçando meus cabelos e sorrindo. Muita gente poderia pensar que ele era arrogante por causa do jeito que costuma falar, mas bastava conhecê-lo melhor para saber que não é bem assim. Ele cuida muito bem de todos que estão ao seu redor. É como uma mãe preocupada e que está sempre preparada para dar esporros e puxões de orelha quando é necessário. — Agora vamos receber seus convidados, estou com saudades deles. — Ele aparatou e eu o vi aparecer lá embaixo, arrancando sustos e depois risadas de Jonghyun e das crianças.

Olhei a carta de Bom na minha mão e pude sorrir aliviado pela primeira vez desde o desaparecimento dela e das outras três.

— Ainda bem que está viva. E obrigado por me impedir de receber o inimigo dentro de casa. — Peguei minha varinha e coloquei fogo na carta para que não correr o risco de que ninguém a achasse e aparatei para a frente da minha casa. Assim que me viu, Taemin correu em minha direção.

— Appa, olha o boneco de neve que a gente fez. É enorme, não é? — Ele apontou para o boneco atrás de si. Era realmente grande e estava bem feito (para o padrão de crianças de seis e quatro anos). — O tio Jong ajudou também — ele falava ofegante e rapidamente. Estava um pouco suado de tanto correr de um lado para outro e eu senti seu coração bater rapidamente quando o peguei no colo. — O tio Jong correu comigo entre aquelas árvores ali, sabia? Foi divertido. A floresta é muito legal. — Ele apontava para a enorme mata fechada que se encontrava à nossa frente. — E ela não é perigosa igual aquela floresta negra que eu escuto todo mundo falar.

— A floresta negra nem é tão ruim assim, TaeTae. — Baekhyun se aproximou devagar e sem fazer barulho e colocou as mãos sobre os olhos de Taemin. — Adivinha quem é?

Taemin farejou o ar. O olfato daquela criança era ótimo, ele conseguia distinguir cheiros a quilômetros de distância.

— O cheiro tá um pouco diferente, mas é o tio Baek. — Ele se virou para o príncipe e pulou para o colo dele. — Eu estava com saudade. E o que aconteceu com a sua cara? Tá tão diferente. — Taemin começou a apertar as bochechas de Baekhyun e a puxá-las como se procurasse pelo rosto verdadeiro do tio.

Todos caímos na gargalhada e Baekhyun colocou a criança no chão antes que ela arrancasse suas bochechas.

— É só um disfarce, TaeTae. Uma poção me deixou assim, logo eu volto ao normal — Baek disse, fazendo carinho nos cabelos de Taemin.

— É por isso que o cheiro também tá diferente?

Baek balançou a cabeça em concordância.

— Me surpreende que você tenha encontrado resquício do meu cheiro normal. Nem o Channy conseguiu. — Ele desviou o olhar de Taemin e virou-se na direção de todos os outros que estavam ali. — Key, Jong, Soo. — Fez uma reverência em cumprimento e foi seguido por Yixing e Junmyeon. — Minho. — Abriu os braços, convidando o garotinho para um abraço. Minho logo correu em sua direção e pulou em seu colo, animado. — Adivinhem uma coisa? — Ele se dirigia às duas crianças.

Taemin o olhou; os olhinhos brilhando de curiosidade.

— O tio Baek vai passar o resto do dia brincando com vocês. O tio Myeon e o tio Xing também.

— Faltou só o tio Channy e o Hannie e o Hunnie. Por que eles não vieram? — Minho interrompeu e, junto com Taemin, os dois colocaram as mãos na cintura e fingiram indignação.

Baek pareceu pensativo por alguns segundos.

— Eles queriam vir, mas chegou visita e eles ficaram para fazer companhia. Era uma visita muito importante.

Senti meu corpo enrijecer. Quem poderia ter chegado naquela hospedaria tão longínqua num período tão turbulento? Será que era alguém que estava atrás do Baek?

O príncipe pareceu perceber minha preocupação e olhou para mim com o semblante relaxado.

— Não se preocupe, é a Bom. E ela me contou tudo, inclusive tentou me impedir de vir até aqui e quase conseguiu. Mas quando ela falou que tinha entrado em contato com o Key e dito tudo a ele, eu soube que vocês pensariam em algo. Além disso, eu tinha que vir para saber os resultados da reunião em primeira mão.

Era um irresponsável mesmo, sempre agindo de forma inconsequente quando o assunto era a própria vida. Surpreendia-me o fato de ele ainda estar vivo depois de tanta maluquice que já fez.

— Nós decidimos escondê-lo aqui enquanto fazemos a reunião em outro lugar, mas você deveria ter ficado em casa, seu príncipe estúpido e inconsequente. — Dei-lhe uns tapas na cabeça.

— Ai! — ele reclamou, colocando a mão onde eu havia batido com um pouco mais de força do que o necessário. — Onde estão a Krystal e o JongIn? Estou com saudades e sei que eles não vão acertar minha cabeça quando me virem que nem um certo SatanSoo.

Todos ali riram da situação e Taemin respondeu que a mãe estava no escritório e o pai ainda estava dormindo.

— O que aquele preguiçoso faz dormindo até o meio dia? — Baek perguntou já caminhando até a porta da casa. Quando foi que ele começou a se sentir tão à vontade ali mesmo? Já estou começando a sentir saudades do Baekhyun envergonhado, tímido e cheio das boas maneiras que conheci quando comecei a namorar a Krystal.  

— O cio dele acabou durante a madrugada, dá um desconto praquele alfa preguiçoso — respondi o mais baixo possível ao pé do ouvido do Byun e depois voltei para as crianças, que já brincavam novamente.

— Por que tomaram a poção mesmo sabendo que não iriam à reunião? — perguntei a Suho que estava sentado na neve.

— Por causa da viagem. Não podíamos usar um feitiço de teletransporte muito poderoso, senão o rei Taeyang poderia rastreá-lo, então usamos vários menos poderosos, que cobriam áreas menores e fizemos algumas paradas. Mas usamos uma poção que tem um efeito de duração menor, então em menos de duas horas, já estaremos com nossos rostos de volta.

Sentei-me na neve ao lado de Suho e o baque que meu corpo fez quando entrou em contato com o chão foi bem alto. Fiquei olhando os meninos voltarem a brincar e pedirem a um cansado Jonghyun que os carregasse outra vez. Eu me sentia mal só de pensar que tudo aquilo poderia acabar a qualquer momento. Meu coração apertava ao imaginar Taeyang e seus capangas invadindo minha casa e destruindo aquela matilha que era a minha família. Eu sempre li sobre as guerras mágicas e elas não eram bonitas, havia sempre muita dor e sofrimento e eu não queria que ninguém que eu amava passasse por isso.

— Dói quando você pensa no que pode acontecer com eles, não é? Eu sinto a mesma coisa quando olho pro meu Hunnie e pro Hannie — Junmyeon disse tristemente, colocando um punhado de neve na mão enluvada e depois devolvendo-a ao chão. — Mas o que me dá forças é a vontade de vê-los vivendo melhor do que nós. Minha vontade de construir um reino onde eles possam viver felizes e em segurança é maior do que qualquer medo que eu possa ter.

Concordei com a cabeça e coloquei um pouco de neve nas mãos, sentindo-a derreter com o calor de minha pele.

Ouvi Minho começar a cantar uma cantiga de roda acompanhado por Taemin e, logo em seguida, por Jonghyun, Key e Yixing. Olhei-os e vi que eles estavam de mãos dadas, formando uma roda enquanto giravam em círculos. Os meninos sorriam e cantavam felizes, como se o amanhã não existisse. Eles deixavam marcas nas neves com seus pequenos pezinhos que logo eram sobrepostas por outros pés. Eles fitavam aquele céu nublado como se fosse o mais belo céu de primavera e, de vez em quando, olhavam para floresta, depois para Jonghyun e depois um para outro, cúmplices, e depois para a floresta de novo.

Acho que até eles caírem exaustos, Kim Jonghyun seria o cavalo mais precioso do mundo para que Taemin e Minho pudessem se aventurar floresta adentro. 


Notas Finais


E aí, o que acharam?
Gente, não me apedrejem pelo KaiSooIstal, tá? Eu amo o OT3 muito e tive que colocá-lo aqui e eles são a solução ideal para que todo mundo seja feliz. Viva o amor!

Deixem suas opiniões nos comentários, elas são tão importantes pra mim quanto os favoritos.
Se vocês quiserem algum capítulo com POV de alguém podem pedir também. E quem vocês acham que contará uma historinha pra gente no próximo cap?
É isso, inté <3


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