História Podemos ser vinte - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekyeol, Chanbaek
Visualizações 48
Palavras 1.011
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shonen-Ai
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


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Capítulo 1 - Pelos pelos


 

 

Chanyeol é meio exagerado... Ele divide o apê com dez gatos, três cachorros, quatro coelhos e um furão, deu nome e sobrenome para todos e sabe de cor a data em que os adotou, além de estipular quando foi que nasceram. Praticamente todo mês tem aniversário naquele apartamento, com direito a lista de convidados e um monte de velas sparkle.

Fez metade de um curso de gastronomia e agora prepara uns pratos chiques com coisas que qualquer um pode comprar, para qualquer ocasião, só que de um jeito “à lá Chanyeol”, como quando fez um bolo de meio metro com as cores do arco-íris, e entre cada camada um doce diferente. Nenhum dos amigos que convidou conseguiu descobrir o sabor dos recheios nem comer mais do que um pedaço no intervalo de uma hora.

 

Além de exagerado, Chanyeol é meio desorganizado (para não dizer desleixado). Quando entro no seu apê é certo que vou derrubar alguma pilha de livros que ele mudou de lugar e pisar em algum garfo que perdeu quando estava comendo e precisou parar a fim de alimentar o seu bebê furão, que ganhou no começo do ano e ainda não aprendeu a comer sozinho.

Embaixo do seu sofá-cama existem tesouros que vão de pen-drives lotados de rap e punk-rock que cisma que perdeu sob os bancos da sua minivan (dela eu nem quero comentar!) à cópias de artigos de uma das três faculdade que abandonou antes de perceber que gostava da ideia de dar aulas.

Quando seus gatos decidem desbravar aquela escuridão misteriosa sempre trazem, à meia-luz das luminárias cheias de insetos mortos, preciosidades da infância ou aquela cueca que jurava que a moça da lavanderia tinha surrupiado para fazer simpatia e ganhar o seu coração (ou nunca deixar de ganhar o dinheiro que ele sempre esquecia nos bolsos das calças).

Falando em roupas, sua gaveta de meias é a coisa mais horrorosa que eu já vi, o que explica totalmente o porquê dele demorar tanto para se arrumar: é só por um par estar a dimensões distante do outro (e ele não se acha tão corajoso para sair de casa com meias em tons diferentes à mostra nas calças que nunca cobrem todo o seu tornozelo).

E falando em gavetas, sua gaveta de talheres comporta mais do que garfos e facas e colheres de sobremesa. Dentro daquele retângulo de madeira você pode encontrar remédio de rinite, pincéis de quando ele quis ser artista, substrato para orquídeas, seus óculos da terceira série e toda uma caixa de flocos de milho derramada.

Eu nem sei exatamente se cada cômodo é o que eu acho que é, porque o que conheço como cozinha é cheia de murais com fotos, a sala de estar e jantar é um playground para gatos e o banheiro tem salgadinhos dentro do armário e almofadas no chão, como se todos houvessem sofrido com um pseudo-terremoto que atingiu o bairro no ano passado e ainda não estivessem prontos para superarem o trauma.

 

Além de exagerado e desorganizado, Chanyeol é meio sem-vergonha. Tem uma coleção (dispersa pela casa, é claro) de camisinhas de todos os sabores já lançados, livros de kama sutra e uma gaveta cheia de brinquedos sexuais que eu nem faço ideia de como usar. Anda nu pela casa quando é verão, ainda que evite ficar muito próximo das janelas, e sempre que está com o pau duro faz questão de que eu saiba que está e qual é o motivo exato (se é porque falei algo de duplo sentido que fez com que ele imaginasse coisas ou se eu fiz carinho demais no seu abdome, por exemplo).

Às vezes ele sugere que façamos coisas novas, ousadas, mas eu tenho medo de que ele busque umas roupas suspeitas que já dei uma deslumbrada no fundo do guarda-roupas, de cores vibrantes e pouca malha, e que eu nunca, jamais, fui curioso a ponto de apanhá-las, com medo da forma que teriam (porque ele tem uma daquelas cuecas de elefante onde a tromba se estende adiante, guardando a “surpresa”, que se eu pudesse desver, assim faria).

 

Num desses jantares de sexta-feira em que bebemos algo alcoólico, quando ele sempre dá uma exagerada, me levou para a varanda e perguntou “Baekkie, por que você não vem morar comigo?”. Eu não sei se é carência, dó ou vício que faz ele ter cada vez mais animais dentro de casa, e tudo o que consegui pensar foi que ele queria me adotar também! Quando tentei explicar que achava a sua casa muito caótica, um dos gatos subiu no colo dele e ficou me encarando com aqueles olhos estrelados. Eu me senti vigiado, ameaçado. Se eu magoasse seu dono, que faria a mim com aquelas garras que começou a usar para massagear minha perna? Era um aviso.

“Eu te amo mais do que a qualquer um”, quis que eu soubesse assim que o gato desceu e foi dormir com os outros nove. Não consegui não tomar seus lábios nos meus e sorrir, mesmo sabendo que ele diz a mesma coisa para todos os outros – já mencionei que são dezoito?!

Daí deitou a cabeça no meu ombro e esperou pela resposta. Eu não pude dizer simplesmente que para mim dezoito é demais, e agora jantamos todas as noites sob pelos suspensos no ar e eu acordo todas as manhãs com dezenove focinhos gelados sobre as minhas costas.

Minhas roupas são encapadas com aquela pelagem e por mais que eu olhe onde pisar, a sola dos meus pés estão cheias de furos e minhas panturrilhas marcadas pelas pilhas de livros que derrubo constantemente.

 

Um dia eu estou fulo com tanto pelo ao meu redor, que chega a parecer uma aura espiritual, então deixo o café da manhã pela metade e começo a fazer minhas malas.

“O que está fazendo?”

“Vou passar algum tempo na casa da minha mãe”, afinal, desisti do apartamento que eu alugava quando aceitei sua proposta.

“Por quê? Não está gostando de morar comigo?”

“Estou gostando, sim, Yeol; mas esse monte de bicho... pra mim não dá, não dá!”

 

 

 


Notas Finais


aaaa


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