História Poder e Amor - Capítulo 4


Escrita por: ~, ~luanegluna e ~ViihSchreave

Postado
Categorias A Seleção
Tags A Seleção
Exibições 39
Palavras 1.942
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoal!! Não esqueceram da gente não, neh?
Sei que não tem desculpa pra nossa demora mas tudo bem, estamos aqui, antes tarde do que nunca, com mais um capitulozinho maravilhoso, e novidade na área: conseguimos organizar nossos dias de postagens então pode anotar na agenda, toda quinta-feira vai ter capítulo novo de PeA! <3
Woohooo!!
Gostaríamos de agradecer a todos os favoritos e comentários, é tudo muito importante pra nós e estamos super felizes que vcs estão gostando da história ;)
Boa Leitura! <3

Capítulo 4 - Desconhecido


Fanfic / Fanfiction Poder e Amor - Capítulo 4 - Desconhecido

Assim que tive a primeira oportunidade de sair do Salão das Mulheres, me retirei. Depois de ouvir várias vezes as frases "Como foi?" "Ele é simpático?" "Te tratou bem?" "Ele gostou de você?" "Qual o cheiro dele?" A única coisa que eu precisava era deitar na minha cama e dormir. Disse que iria escrever para Ísis, mas na verdade eu não queria falar com ninguém. Já podia ouvir minhas tias perguntando por que fui eliminada e eu respondendo que briguei com o Príncipe e pedi a ele que me torturasse até a morte. Eu conseguia ouvir claramente as vozes de todas elas questionando as minhas atitudes e eu tentando explicar que só estava me defendendo, e o único que concordaria comigo seria meu pai, que diria que ninguém merecia ser tratado com tamanho desrespeito. A família toda estaria na minha casa para me receber e metade dela estaria dividida em quem achava que eu não deveria ter me defendido e em quem achava que eu havia feito a coisa certa.

 Cheguei no meu quarto e lá estava Jadelyn me esperando. Tomei um banho rápido. A única coisa que eu desejava era descansar.

 

- Boa noite, Senhorita. Caso precisar de alguma coisa estarei aqui. - Ela disse e se sentou em uma das cadeiras que havia mais no canto do quarto e pegou um vestido para costurar.

 

- Muito obrigado, Jade. Por tudo - Eu sorri e me deitei na cama.

 

Ela ficou surpresa por eu chamá-la de Jade, mas sorriu. Acho que ninguém se referia a ela com aquele apelido a muito tempo.

 

Quando eu era criança, geralmente mas férias da escola, eu sofria de muita insônia e trocava o dia pela noite. Minha mãe me levou ao médico, e ele disse que eu era ansiosa demais, por isso não conseguia relaxar. Esse problema me atormenta até hoje.

Virei de um lado para o outro, ajeitei o travesseiro, os cobertores, mas não adiantava. Eu odiava isso. Estar ansiosa. Amanhã seria o primeiro café da manhã com toda a família real reunida e o primeiro Jornal Oficial. Vi Jadelyn cochilando na cadeira e ri fraco. Me levantei, e como sabia que não iria conseguir dormir, saí do quarto. Caminhei pelos longos corredores, iluminados pela luz da lua, que entrava pelas grandes janelas de vidro que estavam espalhadas pela parede. Além delas, fotos de todos os Reis e Rainhas que Illea já teve. Parei para observar uma fotografia da Rainha Eadlyn. Ela era linda e muito parecida com a sua avó, Amberly. Nem consigo imaginar como a Princesa Kerttu passou por isso, perder a mãe, ainda por cima tão nova. Na verdade, essa perda desestabilizou toda a família real. Continuei caminhando, tentando lembrar onde Lydia tinha dito que ficava a biblioteca. Vi uma porta grande e imaginei ser ali.

Entrei no lugar e me surpreendi. Era enorme com várias prateleiras cheias de livros, divididos por gênero, autor, ordem alfabética e outras categorias. Espalhados pela sala estavam pequenas mesas, além de puffs e algumas almofadas bem macias no chão. Depois de sair do transe com aquela sala tão linda, fui até uma das prateleiras e comecei a procurar por alguma coisa que me interessasse.

- O que será que uma bela Selecionada faz acordada á essa hora? - No mesmo instante que ouvi uma voz e me virei assustada.

Do meu lado estava um garoto de cabelos e olhos castanhos, ele parecia simpático e carregava uma expressão amigável no rosto.

 

- Ela está escolhendo um livro para ler. Pessoas geralmente fazem isso quando vão em bibliotecas - falei e sorri, tentando disfarçar a surpresa.

 

- Faz sentido.

 

- Eu sou Deana. Você já deve saber meu nome - eu disse, e nós dois rimos.

 

- Agora o País inteiro sabe quem você é. Qual é a sensação? Digo, agora vão vigiar cada passo seu e cada erro que você cometer será noticiado - ele falou e se sentou em uma das mesas que estavam dispostas pelo lugar.

 

- Não tinha parado pra pensar nisso. Mas tudo é muito novo pra mim, nunca estive nos holofotes. Meus pais são donos de uma pequena rede de hotéis em Allens, e eu ajudava na recepção sempre que podia.

 

- Sabe, conheço um livro ótimo. Ele deve estar aqui em algum lugar... - Ele levantou e começou a procurar o livro, até que pegou um e me entregou.

 

- A História de Illea?

 

- Sim. Lydia vai trabalhar sobre isso com vocês. É um livro muito bom. Além de falar mais sobre os nossos antepassados, eu não sabia praticamente nada sobre minha família antes de ler ele - o garoto disse - E você não acha que ainda tem muito a ser revelado sobre o passado de cada um de nós?

 

- O que você quis dizer com isso? - agora eu estava realmente confusa.

 

Ele olhou o relógio que tinha na parede da biblioteca.

 

- Agora preciso ir. Amanhã vou ajudar nos preparativos do primeiro café da manhã com toda a família real reunida. Foi muito bom te conhecer, Senhorita. Tenha uma boa noite. - Ele sorriu, pegou minha mão e depositou um beijo lá. Depois saiu da sala sem mais nem menos.

 

O que tinha acabado de acontecer? Eu não entendi nada do que ele queria dizer. Peguei o livro e fui até o meu quarto. Comecei a ler, mas não conseguia me concentrar. Tentava entender o que aquele garoto tinha falado. Na tentativa de conseguir dormir eu só consegui piorar a minha insônia.

 

Depois de pensar muito, consegui dormir, mas, por causa da ansiedade, acordei muito cedo. Ainda estava amanhecendo, mas minhas criadas já estavam lá. Prontas para me ajudarem a começar o dia.Tomei um banho e coloquei um vestido leve, ele era branco, rodado e com renda na parte da saia. Não parava de pensar no que tinha acontecido ontem, por isso decidi que iria achar aquele garoto e esclarecer a minha dúvida. Não pararia até descobrir o que ele quis dizer.

 

Saí do quarto e fui em direção a biblioteca, na esperança de encontrar algum bibliotecário ou criado que me ajudasse a achar ele. Em um dos corredores, estava Elara sentada em um dos sofás, olhando para fora através da grande janela na frente dela. Seu cabelo loiro estava preso em um coque perfeitamente arrumado, e ela usava um vestido roxo que era apertado na parte do tronco, mas a saia era longa e ia até os pés.

 

- Bom dia, Elara! O que faz acordada tão cedo? - eu sorri e me sentei do lado dela. O sol logo iluminou meu rosto.

 

Ela virou o rosto lentamente na minha direção e com cara de nojo, foi para a ponta do sofá.

 

- Ah, oi. Estava olhando o jardim. O sol da manhã faz muito bem a minha pele, por isso ela é macia. Gosto de me cuidar. Mas mudando de assunto... - ela olhou o meu broxe - o que você fazia em Allens? Para ajudar a sua família?

 

- Eu ajudava na recepção de um dos hotéis que eles são donos. - fiquei feliz em ela estar falando comigo. Apesar da reação estranha após eu ter sentado ao lado dela.

 

- Pensava que você tinha outro ofício, já que dizem que Allens tem muitas prostitutas. Não sei por que isso veio a minha cabeça. Essas mulheres tem corpos avantajados e os rostos ao menos bonitinhos. Você não se encaixa em nenhum desses critérios. Nem charme tem, ou qualquer graça, não é interessante. Nunca será uma dama. Só uma seis com a vida condenada a pobreza, que tenta se encaixar em um lugar que nunca fará parte. Desistir é melhor, Deana. Desse jeito não passará mais vergonha do que já passou. É só uma dica, de amiga pra amiga. - ela sorriu falsamente, levantou do sofá e saiu.

 

Eu tentava digerir as palavras que tinha acabado de ouvir. E meu rosto atônito olhava fixamente para o chão. Então me lembrei do que minha mãe tinha dito. De que algumas pessoas tentariam me atacar de todas as maneiras e, se caso eu me importasse com alguns desses ataques, estaria fazendo essas pessoas atingirem seu objetivo: me magoar. Mas eu não deixaria isso acontecer. Nada iria me abalar, me fazer desistir. Eu iria até o fim. E Elara não iria falar isso de novo.

 

Uma criada me avisou de que eu deveria voltar ao quarto para me preparar para o café da manhã.  Enquanto eu era perfumada, maquiada e arrumada de novo eu pensava novamente na noite anterior. Até que Sara falou que estava na hora de descer para o café.

 

Todas as garotas desceram ao mesmo tempo e chegaram até o lugar onde iríamos tomar o café da manhã. Desta vez a família real já estava lá quando nos posicionamos em nossos devidos lugares. Depois de uma pequena introdução sobre o dia de hoje, que eu nem prestei atenção, finalmente pudemos comer. Eu estava aproveitando cada pedaço do que estava sendo servido que só passei a prestar atenção na conversa quando Osten começou a conversar com uma das garotas que estava sentada perto dele. Todas as outras pararam de comer para ouvir a conversa. Elas estavam esperando que eu parasse também para ouvir atentamente cada palavra. Mas eu apenas ignorei. Continuei tomando meu café. Sabia que elas iriam falar disso depois, então por que eu iria querer ouvir a mesma coisa duas vezes?

   

No Salão das Mulheres, elas estranharam meu comportamento até que Emma começou a falar.

 

- Vocês ouviram aquilo? Ele convidou Bethany para um encontro! Na frente de todas nós!

 

E foi a vez de Daphne opinar.

 

- Ele só fez isso para nos provocar, os homens são todos iguais!

 

- Mas e você, Deana? Não contou nada da conversa de vocês pra gente - perguntou Sophie.

 

- Ah, foi legal.

 

- Legal? Foi o melhor dia das nossas vidas, onde conhecemos alguém que  pode ser o nosso Príncipe, a nossa alma gêmea, a pessoa que pode nos fazer felizes por toda nossa existência e você achou legal? - Daphne era um pouco exagerada.

 

- Mas pode ser o contrário. Pode ser que ele não seja um príncipe encantado, o sonho que todas nós queremos - quando terminei, elas me olhavam como se eu fosse uma louca então achei melhor despistar - Ah qual é, gente! Nós não o conhecemos, temos que estar preparadas pra tudo.

 

Então peguei o livro de história e concentrei minha atenção nele, deixando as garotas com seus sonhos que seriam destruídos daqui a pouco tempo. À noite seria o primeiro Jornal Oficial e estávamos todas mais do que ansiosas.

 

 

 

Coloquei um vestido amarelo que tinha alças que se cruzavam nas minhas costas, formando um X. Ele era longo a sua saia era leve e chegava a altura do meu tornozelo. Jadelyn fez uma trança lateral no meu cabelo e uma maquiagem que destacava meus olhos. Nos pés,calçava um salto mediano, de cor Branca.

Eu estava me sentindo linda. Agradeci á elas mais uma vez e fui em direção ao estúdio de gravação. Estavam preparadas em fileiras 35 cadeiras brancas que pareciam muito confortáveis. O palco estava no centro do estúdio e a direita dele, os assentos da família real.

Me sentei bem no meio das fileiras. Com Jasmine e Clary ao meu lado. Garvril entrou no palco, ele era quase uma lenda, acompanhou três seleções e agora apresentava a quarta. Mas estava prestes a se aposentar, todos iríamos sentir muito sua falta. Gavril desejou uma boa noite e se posicionou em seu lugar. A família real também foi ao seus devidos lugares. E então o Jornal começou.


Notas Finais


Se gostou não deixe de favoritar, incluir a história na sua biblioteca e comentar!
Beijinhos e até semana que vem!


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